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Efeméride do dia

por Naçao Valente, em 17.01.15


 Em 17 de janeiro de 1969, os Beatles lançam Yellow Submarine. Poucas músicas deste disco são inéditas. O trabalho contém faixas, que em sua maioria, são músicas orquestradas e compostas por George Martin. Os tempos mudaram. Os submarinos não são de música mas de corrupção. A solidariedade europeia deu lugar à xenofobia. A Europa dos povos foi substituída pela Europa dos interesses. Quem diria! Em 17 de Janeiro de 2015, apetece regressar ao passado neste submarino de esperança.

 

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publicado às 20:49

Muros

por Naçao Valente, em 09.11.14

Os que se consideram donos de uma qualquer verdade, e que têm poder de a impor aos outros, acabam por a aplicar como verdade absoluta. Foi o que aconteceu em Berlim, quando os dirigentes da zona leste, construiram um muro, para evitar que os seus súbditos tivessem a liberdade de contactar com a parte ocidental. Conseguiram pela repressão, limitar os movimentos dessa população, mas não evitaram a liberdade do seu pensamento. Por isso caíu com estrondo e hoje é uma recordação da ignominia e da negação dos direitos humanos.

No dia em que se comemora a sua queda, temos que ter presente que os muros continuam a fazer parte do nosso quotidiano. E muitas vezes, somos nós, que construimos os muros que que nos encerram nos nossos próprios guetos. Mas mesmo numa Europa que se quer sem barreiras, existem cada vez mais muros. Não são feitos de pedra e cimento, são antes construídos com xenofobia. São muros invisíveis e contudo bem presentes nas nossas vidas. Uma cortina de arrogância divide o norte e o sul, e expressa-se no estatuto de parentes pobres que nos é atribuido, sem direito a defesa. Aqui estamos condenados ao empobrecimento e prisioneiros  da capacidade de reação. Um dia esse muro cairá, porque ninguém pode para sempre aprisionar a dignidade dos povos.

MG

MG 

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publicado às 23:27

Xenofobia e mediocridade

por Naçao Valente, em 03.11.12

A União Europeia tem vindo a perder influência na economia mundial. A economia não é uma actividade estática, está em constante evolução e dependente de muitas variáveis. A globalização contemporânea associada a algum adormecimento, a políticas globais erradas e ao despertar da China, conduziram a essa situação, que poderá ser reversível. Mas o mais preocupante é que a Europa está a perder alma. Está a deixar de ser o espaço onde nasceram e cresceram os valores humanistas que tornaram o mundo mais justo e mais solidário. Depois de meio século de progresso social, a UE está a renegar-se, a fomentar a xenofobia e se não arrepiar rapidamente caminho, acabará por autodestruir-se.

A deriva que está a atravessar a Europa democrática, pode atribuir-se mais do que à economia, à mediocridade dos seus dirigentes, quase todas provenientes da direita política. Esta geração de políticos, nascidos no seio da prosperidade, não foi formada num espírito de unidade civilizacional e parece ser desconhecedora de qualquer sentido da evolução histórica. É pária da solidariedade. É inimiga da igualdade e da justiça social. É inflexível com os mais fracos. É desleixada com o poder selvagem dos mercados.É divisionista e retrógrada. É insensível ao sofrimento dos povos que trata como números. Se assim não fosse, se a UE fosse dirigida de acordo com os princípios da construção europeia, o problema financeiro já estaria a caminho da resolução.

A questão que fica no ar, é a de como foi possível criar estes demónios de destruição! Encontrar a resposta é fundamental para que se possa parar a sua sanha destrutiva e para que este erro colectivo não volte a repetir-se.

 

MG 

 

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publicado às 18:19

Sobre a lucidez

por Naçao Valente, em 13.07.12

Os alemães podem ter uma grande capacidade de trabalho. Sempre o demonstraram. Contudo o seu percurso histórico não abona muito em favor da sua lucidez. A Alemanha apresenta um currículo pautado por guerras e conflitos. No tempo da primeira união do espaço europeu, designado como Império Romano, as tribos germanas começaram a forçar a sua entrada neste espaço atraídas  pela sua riqueza. No século V aproveitando o enfraquecimento da civilização romana, conseguiram derrubar o imperador e destruir a unidade politica do império, dividindo-o em vários reinos que se digladiavam entre si. Começou então o longo período chamado de Idade Média ou idade das trevas. Apesar das imperfeições do império, com uma economia assente, em parte,  num injusto trabalho escravo, deu-se de facto um enorme recuo civilizacional na organização económica, política, social e cultural da Europa. A época do feudalismo  correspondeu a constantes conflitos dentro do espaço europeu. Com o advento do capitalismo comercial as lutas continuaram pelo controle de territórios, mercados e matérias primas, tendo culminado com duas guerras mundiais no século XX. A opção pela guerra como forma de dirimir interesses não é uma opção inteligente, especialmente depois da mudança de mentalidade gerada pelo humanismo. Neste aspecto a Alemanha não esteve do lado da lucidez.

 

No pós-guerra, os dirigentes europeus perceberam que a construção de uma Europa de progresso e paz passava pela união. Nasceu então o projecto da união europeia. A sua  formação baseada na cooperação e na solidariedade transformou na segunda metade do século XX a europa num espaço avançado de bem-estar. A recente crise do capitalismo foi aproveitada pelo governo alemão, valendo-se do seu poderio económico, para  se auto-eleger como o patrão da Europa. Esquecendo que a sua recuperação se fez à custa de todos os europeus, voltou a puxar dos galões racistas da sua superioridade, para dividir os europeus entre os laboriosos do norte e os preguiçosos do sul. Está mais uma vez no caminho errado. A europa precisa de mais união política e económica. A Europa precisa de mais igualdade e de mais solidariedade. A Europa não precisa de xenofobia. Por esse caminho desintegrar-se-á. E nessa queda para o abismo também estará a Alemanha. Os alemães não aprendem com a história. Os alemães podem ter muita capacidade de trabalho, mas têm pouca lucidez.

 

MG

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publicado às 22:58

Sapos e ciganos

por Naçao Valente, em 22.11.10

 

Para o bem e para o mal não sou cigano, nem de rendimento mínimo, nem de rendimento máximo. Como não nasci príncipe não me posso transformar em sapo ou vice-versa. Consta por aí que os ciganos não morrem de amor por sapos. Parece que os ditos lhes trazem azar no amor e nos negócios. Dupla maldição. Não consta, porem, o que os sapos pensam dos ciganos, nem que sejam racistas ou que tenha poderes mágicos que os possam prejudicar. Mas os ciganos acham que sim e basta. O certo é que à conta desta aversão dos ciganos pelos sapos, muitos lojistas de Beja, mas não só, começaram a encher as suas lojas com sapos de cerâmica  para os afugentar.

Esta prática já foi criticada pela igreja católica, por ser considerada discriminatória. Seja como for, todos somos, discriminados de uma maneira ou de outra . Por sermos baixos ou altos, sportinguistas ou benfiquistas, honestos ou desonestos, católicos ou muçulmanos, socráticos ou anti-socráticos, destacados ou não destacados pelo SAPO, e por aí fora. E sobre isso estamos conversados, cada qual que se cuide. Mas há uma discriminação que é mãe de todas as discriminações. É entre os que têm de mais e os que não têm quase nada. E os seus  grandes responsáveis, são aqueles ciganos que pululam pelos centros da finança mundial, descobertos ou encobertos. A estes não há sapo que os assuste. Caramba, não haverá para aí um animal que os possa esconjurar? Seria uma descoberta fundamental para a harmonia planetária.

MG  

 

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publicado às 19:04

Em Roma sê romano

por Naçao Valente, em 12.08.10

 foroelsalvador.blogia.com

Vitor Ângelo escreveu na Visão um artigo sobre xenofobia onde constata que esse comportamento começa a assumir proporções elevadas na Europa. Acontece que este continente  se habituou a viver de acordo com valores que tem séculos de evolução humanista. Não evoluíram nessa direcção povos de origem islâmica ou islamizados. Muitos instalaram-se no velho continente e para aqui trouxeram a sua maneira de viver.

 

Da minha formação herdada genética e culturalmente do humanismo cristão, sobressai em primeiro lugar ,o espirito de tolerância em relação a outros povos e culturas. Admito as diferenças e respeito-as. Considero que esses povos têm o direito de praticar a sua religião. É salutar que mantenham usos e costumes.

 Da mesma forma espero desses povos que respeitem os princípios e os valores civilizacionais do países que os acolheram e lhes deram oportunidade de melhorarem as suas condições de vida. Espero mais que cumpram as regras de conduta comuns dos europeus. Se assim não for corremos o risco de ver os valores da civilização ocidental, para mim mais abertos e tolerantes, ser submergidos por maneiras de ser e estar mais arcaicos, o que não deixaria de ser um retrocesso civilizacional. A tolerância e o respeito devem ser reciprocos mas o que vemos muitas vezes é esses povos tentarem manter costumes que acabam por se sobrepor aqueles que milenarmente fazem parte da cultura ocidental. Não se pode levar à letra o ditado "em Roma sê romano", mas  não se deve confundir tolerância com permissividade sem regras.

MG

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publicado às 23:40




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