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Frases que merecem reflexão

por Naçao Valente, em 04.12.14

"Um ex-primeiro-ministro ou um ex-presidente da República, têm sempre as suas imagens, para o bem e para o mal, associados à História do seu País. Com a sua humilhação pública, humilhamos o próprio País."

Luís Amado (Visão)

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publicado às 21:06

Uma casa portuguesa concerteza

por Naçao Valente, em 02.08.13


Numa casa portuguesa fica bem, pão e vinho sobre a mesa. E se à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa com a gente. Fica bem esta franqueza, fica bem, que o povo nunca desmente. A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar, e ficar contente...

... Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar Uma existência singela... É só amor, pão e vinho e um caldo verde, verdinho a fumegar na tigela.  

 

Uma Casa Portuguesa Poema de Reinaldo Ferreira e V. Matos. Música de Artur Fonseca

 

Este poema sintetiza a ideia da pobreza no Estado Novo. É uma pobreza assumida como uma bênção do destino. Não é importante o que está sobre a mesa. Importante é a associação da felicidade com a singeleza, expressa no ter pouco, poucochinho. A pobreza é apresentada como um objectivo de vida. Ser pobre, possivelmente, o contrário de ser rico, é estar alegre, é viver contente. A teoria do pobrete mas alegrete voltou à agenda do dia na ideologia do governo PSD, com o "temos que empobrecer". É como um regresso às origens, uma assunção da verdadeira alma portuguesa, vendida à ilusão do bem estar.

 

Esta visão idilica da pobreza divulgada pela propaganda do regime não correspondia na prática à realidade dos pobres. A justificação está nos milhares de emigrantes que abandonaram as quatro paredes caiadas e rumaram a paragens menos alegres na esperança de juntarem ao pão e ao vinho sobre a mesa, aquilo a que chamavam algum conduto.

 

Como escreveu Filipe Luís na Visão, no artigo Brincar aos Ricos, Cristina Espírito Santo cultiva a imagem romântica e pitoresca de quem nunca viu um pobre. Se a dita senhora quer brincar aos pobrezinhos tem de viver nem que seja apenas um mês com o ordenado mínimo, numa casa sem luz, água e instalações sanitárias. E/ou trabalhar oito ou mais horas por dia numa fábrica têxtil, e/ou juntar-se aos grupos de vietnamitas que laboram nas herdades alentejanas. Até lá Cristina Espírito Santo continua a brincar às brincadeiras a que sempre brincou e que por ignorância, confunde, com a pobreza que nunca conheceu.

 

MG

 

 

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publicado às 18:19

Novos e velhos monstros

por Naçao Valente, em 23.05.13

LI hoje na imprensa, que repousam nos chamados paraísos fiscais, mais de vinte biliões de euros. Que rica vida. Não andam por mãos calejadas, não pagam impostos. Maravilha. Também li que se vivessem como o comum dos mortais, neste mundo cão, gerariam, com dor, para os Estados, para aí cento e vinte, 120, disse bem, mil milhões de euros. Li ainda que este valor, fruto do suor humano, daria para tirar duas vezes a miséria do mundo. Afinal um mundo sem miséria é possível e simples. Basta, para já, que vinte biliões comecem a cumprir as suas obrigações fiscais. Mas não, copulam em paraísos fiscais e reproduzem-se como coelhos nas mãos de meia dúzia de nababos.

 

E os Estados representantes de todos os cidadãos em abstracto que fazem. Isso mesmo. Nada! Tiram aos muitos que têm pouco. Esses corpos sem rosto que se nomeiam mercados para nos endrominar, dormem tranquilamente em colchões de riqueza que outros produzem. Dormem indiferentes ao sofrimento do semelhante. Semelhante? Só na aparência. Um escândalo à luz da humanidade da raça humana. Para mim ainda nem são Homens. Para mim ainda não adquiriram uma característica fundamental da humanidade: a consciência. Para mim são monstros, novos e velhos, isto é de todos os tempos, com o beneplácito dos daqueles que se dizem nossos representantes. Até quando?

 

MG  

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publicado às 21:18

O apóstolo do mal

por Naçao Valente, em 21.01.13

 

 

Este é o homem que prometeu o céu e deu o inferno. Este é homem que prometeu emprego e trouxe desemprego. Este é o homem que prometeu abundância e trouxe fome. Este é o homem que prometeu paz e aplicou terror. Este é o homem que pregou a salvação e trouxe destruição. Prometeu luz e trouxe trevas.

 

Este homem é um apóstolo. Um apóstolo do medo, do castigo, da penitência,da vingança, da arrogância. A sua Bíblia chama-se FMI. O seu deus Mercado. É um apóstolo do diabo, um cavaleiro do apocalipse. O mundo não acabou,  mas Portugal pode acabar  com o homem à solta. Precisamos de

um exorcista.

 

 

 

 

  Imagem da revista Visão

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publicado às 20:58

Sermão do senhor Passos aos simples

por Naçao Valente, em 07.08.12

cartoon de João  Fazenda (Visão)

 Texto imaginado a partir deste cartoon.

 

Vós sois os meus ouvintes preferidos: não falais, não ouvis, não sentis fome, nem sede, não olfactais o cheiro discreto do dinheiro, não vedes o opróbrio as injustiças a sacanagem a exploração. Em verdade gosto de vocês pois sois verdadeiramente simples. A vós que não tendes os defeitos dos homens, que ouvis sem ouvir, digo-vos que menti com quantos dentes tenho e são muitos, para chegar a esta função. E se pudésseis falar que não podeis o que me permite falar por vós, perguntar-me-íeis: mas é ético e correcto subir na vida enganando o semelhante? E eu digo-vos, mesmo que não ouvis, que nunca enganei o meu semelhante, pois na vida todos somos aparentemente semelhantes mas alguns são mais semelhantes que outros. Os que de facto enganei foram os, digamos, menos semelhantes, os eternos crédulos, os que se perdem nos cantos das sereias, os que deram, dão e darão sempre para o mesmo peditório. Porque, em verdade, é assim o mundo e não fui eu que o fiz. Acreditai!

 

Vós sois simples e felizes. Viveis num mundo de faz de conta. Tendes boca mas não comeis. Isso é bom, muito bom, porque nunca podeis sentir um murro no estômago como aquele que a Moody`s nos deu, mais naqueles estômagos que estavam vazios, quando nos chamou de lixo. Sorte de vós que não tendes estômago, problema daqueles que o têm. E mais uma vez vos digo, que não fui eu que os fiz assim, com boca e estômago. Melhor fora que como vós não o tivessem. Melhor fora que tivessem apenas braços e pernas. E se vós que tendes boca mas não falais, como deve ser, pudésseis falar certamente me perguntaríeis se também poderiam viver sem cérebro. Não só poderiam como seria de todo conveniente. Vós não conseguis imaginar, pois nunca tivestes imaginação, o que se poupava no ensino. Até se podia implodir o Ministério da Educação como era vontade do ministro no tempo em que estava na oposição. Nem precisaria agora de estar a mandar esses tipos, que se querem manter como professores, para o mercado de língua portuguesa. E depois para que serve o conhecimento à plebe? É só para complicar. Os eleitos da sociedade não precisam dele para nada. Até tenho um ministro quem sem pôr o pé numa Universidade é licenciado. Acreditai!

 

Vós sois simples; mais que simples sois simplórios. Ainda não podeis votar, mas se pudésseis, certamente votaríeis em mim como outros tansos o fizeram e espantai-vos! continuam dispostos a fazê-lo. E isto mesmo depois de lhes cortar os subsídios de férias. Ainda há para aí uns ignorantes que teimam em protestar. Ignorantes porquê? Eu digo-vos: ignorantes, ingratos e piegas. Vede que nem percebem que os estou a aliviar de vícios que nunca deviam ter adquirido. "Às vezes parece que gostam de sarna para se coçar". Não querem se exigentes e choram lágrimas de crocodilo. " Nós nunca seremos piegas, nem nunca teremos pena desses coitadinhos". A nossa missão é fazê-los sofrer. No sofrimento está a salvação. Acreditai! 

 

Vós que sois simples, ingénuos, patetas alegres, pobres de espírito, estais no bom caminho. Apoiais-me sem reservas. E aqueles que pensam que eu governo para ganhar eleições estão enganados. "Que se lixem as eleições". Se as houver logo se vê. Perguntai, perguntai? Quereis saber se as eleições não são um desiderato constitucional num Estado de Direito? Ouvi esse santo profeta de nome Medina Carreira: Estado de Direito e Constituição não enchem barriga. E os parolos que fazem andar a engrenagem ainda a têm. E não fui eu que os fiz assim. Tenho é de salvar Portugal e quando acontecer "Todas as dificuldades por que passámos servirão para alguma coisa quando mantivermos boa consciência do que se passa à nossa volta, quando não nos comportarmos como baratas tontas e soubermos bem para onde ir". Vós que sois simples não sabeis, mas eu sei muito bem o que quero e para onde vou. E a vós que sois bonecos e me ouvis (ou não) em silêncio digo que o rumo está traçado: vou salvar-vos, quer queireis quer não. Acreditai!

 

Mg

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:40

Aventureiro acidental

por Naçao Valente, em 02.07.12

dir.coolclips.com

 

Parafraseando o escritor Lobo Antunes numa crónica da revista Visão, "agora deu-me para ficar bonito". E vai daí, toca a caminhar que nem um desalmado. Mas porque aqui, por onde caminho, ainda não existe um daqueles percursos de país desenvolvido, tenho de partilhar as ruas, bem perfumadas com fumaça diesel, com parceiros de quatro rodas, 

 

Ao fim da tarde saio da minha área de conforto, mais antiga e mais tradicional e atravesso-a quase sem ver vivalma. Como um descendente de descobridores passo uma espécie de Bojador e entro, sem pedir licença, num mundo completamente diferente. Ali continua a falar-se português sem TLEBES e sem acordo ortográfico, mas um português mais suave, mais adocicado, menos bárbaro. É como se estivesse numa expansão ao contrário. Gente colorida na pele e nos gestos. Mais alegre, muito mais alegre. Mais jovem, muito mais jovem. As crianças estão fora dos seus casulos e brincam despreocupadas na rua. As mulheres tagarelam ou fazem trabalhos manuais. Os homens em pequenos grupos discutem sabe-se lá o quê. Um pequeno grupo comandado por um capitão, faz exercícios físicos com método de treino. E eu observo e admiro e sinto-me renascer, pelo menos em espírito.

 

Agora, quando parto da minha zona sisuda, reservada e mais envelhecida, no meu jogging vespertino, já não sei se vou para ficar esbelto e elegante sem protuberâncias inestéticas ou se vou  para mergulhar nessa aventura de desoberta. Se calhar, não perdemos os genes acumulados durante gerações! Se calhar, o nosso ADN, caldeado na mestiçagem, sabe que é na mestiçagem e na diversidade que o mundo se renova. E nesse aspecto somos campeões.

 

Ao fim da tarde lá  vou à aventura...

 

Cronista acidental

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publicado às 17:18

Abaixo o bem-estar

por Naçao Valente, em 12.04.12

 

Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar.Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta ao jantar. Abaixo o Bem-estar.

 

Lobo Antunes, Crónica (Visão)

 

 

 

O consumo é o alicerce da economia moderna. O consumismo, por sua vez estimula e suporta a produção e o crescimento. O sistema produtivo garante o emprego que sustenta o consumo. Em termos simplistas este é o ciclo do sistema capitalista. A diminuição do consumo funciona como um tsunami que faz ruir a estrutura económica em que assenta o sistema.

 

A apologia do consumo, associada ao sistema de crédito, permitiu um crescimento económico sustentado e garantiu o desenvolvimento da sociedade do bem-estar. As assimetrias sociais foram-se esbatendo. A globalização foi progressivamente generalizando o crescimento e alargando os benefícios do bem-estar às regiões menos desenvolvidas do mundo.

 

Uma crise de contornos meramente especulativos abalou os alicerces do sistema. Como reagiu a classe dirigente? Em vez de cortar cerce a raiz do problema, permitiu que ele crescesse como erva daninha. Começou por fazer o diagnóstico errado. Atribuiu as culpas ao consumo de uma forma geral e aos gastos excessivos das nações de uma forma particular. A receita confundiu-se com uma sentença sem direito a defesa: os povos têm que baixar os seus rendimentos e os países são obrigados a pagar em curto espaço de tempo as dívidas de dezenas de anos. Esta política em vez de corrigir a crise , alimentou-a e desenvolveu-a a favor dos usurários.

 

Os países de economias mais frágeis e mais periféricas são as mais atingidas. Em Portugal os políticos que nos governam, mais papistas que o Papa, assumiram o mesmo erro de análise e enveredaram por uma política de terra queimada. A solução que estão a aplicar reduz-se a cortar, reduzir, empobrecer. O bem-estar  das populações foi um pecado capital ou do capital. Agora é preciso corrigir essa "desbunda". Cortar , reduzir, empobrecer. Estamos a regredir ao tempo dos "pobrezinhos mas honrados" ou "pobretes mas alegretes". Quanto mais fome mais esperança no Além. Afinal o Paraíso não é aqui. Sinal dos tempos : "abaixo o Bem-Estar".

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publicado às 19:58

Acabar com os pobres

por Naçao Valente, em 05.01.12

Qualquer economista/analista minimamente isento, sabe e diz que a crise que nos estão a impingir é sistémica. Não é especificamente de nenhum país e tem contornos que não se encaixam em qualquer análise racional. Começou como crise financeira e quando lhe faltaram pernas para andar nesta área, evoluiu para crise das dívidas soberanas. Mas que crise? As dívidas são homólogas do sistema capitalista e do seu sistema de crédito. Nenhum país está imune a dívida. Apenas existem variantes na dimensão e na capacidade de pagamento. Neste sentido as crises têm de ser geridas de acordo com as condições de pagamento do devedor. Se assim não for, como está a acontecer, atira-se o endividado para a insolvência e para a ruína. E neste processo todos perdem incluindo os usurários.

 

A raiz do problema actual está é a aplicação da receita liberal, com a confiança cega no funcionamento dos mercados. Como afirma hoje Boaventura Sousa Santos na Visão, " o mercado garante a liberdade mas não a igualdade". Quando o poder se desloca da política para os poderes ocultos do capitalismo, o resultado é a dominação sem regras dos mais poderosos e o empobrecimento dos cidadãos. Esta teoria adoptado pelo nosso governo, numa submissão total à ideologia liberal que domina a Europa, apenas agrava o problema e acabará por prejudicar mesmo os capitalistas. O equivoco é que para resolver a situação se deve gastar menos. Ora a sobrevivência do sistema depende de gastar mais, embora de forma equilibrada, pois só assim se reactiva o sistema produtivo e o emprego. Bem esteve Ford quando percebeu que para vender os automóveis da sua produção em série tinha que aumentar os seus operários. Só o regresso ao poder da política e à regulação dos mercados pode resolver esta crise. Como dizia o antigo primeiro ministro sueco Olof Palme, o caminho é conciliar a economia de mercado com o Estado Social, tendo como objectivo não acabar com os ricos mas antes acabar com os pobres.

 

MG

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publicado às 21:41

Feira da ladra

por Naçao Valente, em 13.01.11

planetasoares.com

 

 

A feira da ladra de Lisboa é quase tão antiga como Portugal. Ali, às terças e sábados,  se continuam a vender desde o século XIII artigos de desvairadas proveniências, usados ou novos, tanto faz. Neste mercado, ao contrário de outros, compra-se e vende-se, dentro das regras do comércio justo. Faz-se o preço, regateia-se, aceita-se ou recusa-se. Ninguém engana ninguém.

 

Há outra feira da ladra, ao contrário da genuína de Lisboa e  onde não se pode discutir ou regatear. É a feira do pagas e bico calado. Esta feira não tem rostos visíveis, dias marcados, ou espaços demilitados. A sua essência é o agiotismo, em linguagem popular receber um chouriço e dar um porco. Actua no palco planetário e extorque sobretudo a quem  tem menos, para encher os bolsos a quem já os tem bem cheios. É uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário.

 

Portugal como outros países mais debilitados está a ser vítima desses feirantes agiotas. Primeiro, alinham os países numa coisa chamada rating : Depois, dividem-nos em viáveis e inviáveis, honestos e salafrários. Finalmente estão criadas as condições para lhes aplicar a receita : juros e mais juros, dívida e mais dívida, rating e mais rating. É o ciclo vicioso da ladroagem. " SÓ ISSO EXPLICA, escreve Boaventura Sousa Santos na Visão, QUE OS QUINHENTOS INDIVÍDUOS MAIS RICOS DO MUNDO TENHAM UMA RIQUEZA IGUAL À DA DOS QUARENTA PAÍSES MAIS POBRES COM UMA POPULAÇÃO DE 416 MILHÕES DE HABITANTES"

 

Como é possível que neste país haja quem defenda isto. Sem mais palavras. Ouça esta feira da ladra, talvez ajude a acalmar a indignação.

 

 

  

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publicado às 19:22

O último paraíso

por Naçao Valente, em 26.12.10

neteye.com.br

 

O Butão é um pequeno país situado a dois mil metros de altitude entre a China e a Índia. Ali vivem cerca de sentecentas mil pessoas, num recanto perdido do planeta, que teima em ficar fora da globalização e da ditadura dos seus omnipresentes mercados. Na capital do Butão as ruas são limpas, tranquilas e despoluídas. Com uma política de desenvolvimento controlado, evita-se a exploração massiva dos recursos naturais e preservam-se as suas montanhas da destruição alpinista. É contribuinte líquido para a pegada ecológica.

 

O Butão encontra-se em oitavo lugar no índice FNB(Felicidade Nacional Bruta). Entre outros indicadores encontram-se a educação e a saúde gratuitas. País essencialmente agrícola, privilegia o bem estar colectivo em detrimento do trabalho sem regras e do consumo como felicidade. Mas não existe pobreza no Butão? Existe como em todos os países desenvolvidos. A diferença é que aqui procura-se diminuí-la pela via de uma repartição mais equitativa da riqueza, dentro do princípio do equilibrio entre valores materiais e espirituais.

 

Em época natalícia, considerada de paz e solidariedade, vem a talhe de foice lembrar um conceito de vida que está nos antípodas das valores dominantes nas sociedades do liberalismo capitalista  - a corrida atrás de uma ilusão de felicidade para parte nenhuma. Ali naquele canto perdido dos Himalaias reside o verdadeiro Shangri-la. Ali está, talvez, o último reduto onde o espírito do autêntico Natal ainda existe.

 

MG 

 

Na revista Visão pode ler o artigo que inspirou este texto, intitulado "Viagem ao reino da felicidade".

 

 

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publicado às 21:29




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