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A mão que embala o fogo

por Naçao Valente, em 30.08.13

O verão é um período de incêndios. Acontecem devido a múltiplos factores. Às condições naturais favoráveis associa-se a acumulação de combustível, a desordenada mancha arbórea, a falta de limpeza florestal. Contudo, nenhum incêndio nasce de geração espontânea, isto é nenhum incêndio começa sem ignição. Esta, excepto em casos muito raros, não sucede sem a intervenção da mão humana. Por mais combustível que exista, este só arde se for ateado. Por incúria ou propositadamente. É este o cerne do problema.

 

Para além da ordenação, para além da limpeza, para além da vigilância, para além da eficácia no combate ao incêndio, a tragédia dos  fogos não tem solução enquanto estiver sem controle a fase da ignição. Esse controle, passa por uma acção pedagógica junto dos cidadãos, que inadvertidamente provocam incêndios. Passa também e sobretudo por fazer o recenseamento dos incendiários compulsivos detectados. E porque se trata de doentes mentais, é necessário tratá-los e mantê-los sob rigorosa vigilância. Se assim não for, sempre que as condições naturais o permitam, corre-se o risco de estar, ano após ano, a lamentar a destruição que o fogo provoca, incluindo as lamentáveis perdas humanas.

 

MG

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publicado às 19:51

Destino e sobrevivência

por Naçao Valente, em 26.09.10

Em elo7.com.br

Sobrevivemos a várias invasões castelhanas. Sobrevivemos às invasões francesas. Sobrevivemos ao domínio inglês. Sobrevivemos à independência do Brasil. Sobrevivemos à bancarrota de 1890. Sobrevivemos à queda da monarquia. Sobrevivemos à perda das colónias.Sobrevivemos ao verão quente de 75 e à sua deriva aventureirista. Sobrevivemos ao FMI mais uma semana e havemos de continuar a sobreviver, apesar de todos os pessimistas. Consumimos mais do que produzimos. Gastamos mais do que temos. Vivemos no fio da navalha da dívida instalada. Não encontro explicação científica para tanta sobrevivência. Resta uma explicação: é o destino; e ao seu destino ninguém foge.

 

MG

 

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publicado às 16:47

O regresso do PREC (versão trapalhadas)

por Naçao Valente, em 13.07.10

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logo.gifAcabamos de receber, do Gabinete de Apoio à Presidência, da Câmara Municipal de Arganil, um comunicado/esclarecimento sobre a Reordenação da Rede Escolar‏ com o seguinte teor:

 

arganil.jpg

Aqui transcrevo, com muito gosto, a posição da Câmara Municipal de Arganil sobre os Mega-Agrupamentos, publicada no Diário Digital Rostos:

 

Na sequência de notícias vindas a público sobre a posição desta Câmara Municipal relativas à reordenação da rede escolar, entendemos:
1. Desmentir categoricamente o seu teor e reafirmar a firme oposição do Executivo Camarário ao processo de criação dos Mega-Agrupamentos e de eventual encerramento de Escolas no Concelho;
2. Esclarecer que existe uma posição maioritária expressa no seio da Câmara e Assembleia Municipal, que já foi bem evidenciada quer nos Conselhos Gerais dos Agrupamentos de Escolas de Arganil, Côja e da Escola Secundária, bem como junto da Direcção Regional de Educação do Centro;
3. Lamentar a forma como tem decorrido todo o processo, sem os necessários e sensatos mecanismos de consulta, particularmente, aos principais parceiros da Escola: Autarquia, Pais e Encarregados de Educação, Professores, Pessoal Docente, representantes da Comunidade e, até, os Orgãos de Gestão dos próprios Agrupamentos;
Em suma, esta Câmara Municipal não deixará de assumir sempre a sua posição, com a clareza e a transparência que são exigíveis a quem tem a missão de defender intransigentemente os interesses do Concelho.

O Presidente da Câmara

Ricardo Pereira Alves

 

Esta posição contra a mega-trapalhada inventada pelo governo socialista, que ajudei a eleger, traduz  e simboliza a vontade da maioria das Escolas e de Assembleias Municipais, que por esse pais se estão a opor a uma decisão pedagogicamente errada, do inexistente Ministério da (Des)Educação. A criação de Mega Agrupamentos sem qualquer critério, racionalmente, válido contradiz o mais elementar princípio do que deve ser um sistema de ensino. Transforma as escolas em mega depósitos de jovens, instala a confusão, potencia a indisciplina, hipoteca as já degradadas aprendizagens. Não serve os alunos, principal objectivo de uma escola, complica o trabalho dos professores, destrói o que resta de um ensino qualificador e produtor de mais-valias culturais. Este crime contra os jovens portugueses está ainda por cima a ser perpetrado num alarve conluio de ilegalidades. Não foram ouvidos os interessados. Fazem-se nomeações arbitrárias e por telefone. Destituem-se  Direcções eleitas, sem apoio em qualquer suporte legal. É o regresso do PREC , no pior sentido. Adivinha-se um verão quente.Era bom se queimasse este (des)governo

MG

ps. E isto tudo para quê? Para poupar uns míseros tostões, à custa da qualificação do país. Entretanto, não se corta um centavo nos serviços inúteis que continuam a gastar à tripa forra. 

 

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publicado às 23:22




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