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Troikados e troikistas

por Naçao Valente, em 11.03.13

 em joaotilly.blogspot.com

 

 

Este país pode-se dividir entre troikistas e troikados. Troikados são todos os sofrem no dia a dia as políticas da Troika. Aquela minoria de adeptos da Troika de que faz parte o Governo (noblesse oblige) e alguns comentadores são os troikistas. De entre eles, salienta-se um dito economista/jornalista, chamado Camilo Lourenço. Na RTP, que lhe paga o vencimento, destila calinadas  contra os irresponsáveis despesistas, que são os portugueses. Merecem por isso, segundo Lourenço, que lhes reduzam drasticamente os rendimentos. E na sua linha de raciocínio, se for necessário, que lhes tirem a pele, pois considera que toda a austeridade é pouca. Para este indivíduo, os cidadãos que sentem na pele o desemprego, a fome, a humilhação não passam de colunas de deve e haver. A sua sensibilidade humanista deve ser igual à de um elefante em loja de vidros.

 

Todo o latim que se gasta com este personagem é um desperdício. Contudo, a sua ignorância, atingiu as raias do absurdo, ao afirmar que os professores de História e/ou os historiadores são uma inutilidade e por isso nem devem existir. Só um atrasado mental, como lhe chamou Clara Ferreira Alves no programa Eixo Do Mal (SIC) pode desvalorizar a função da História. A História é a memória colectiva da humanidade. A humanidade sem memória é como um doente de alzheimer, isto é , perde a sua identidade e estando vivo é como se não vivesse. No entanto, esta manifestação de estupidez, pode fazer algum sentido, pois um povo sem memória é facilmente transformado num exército de troikados, sem vontade própria. Não é isso que pretendem os troikistas?

 

MG

 

 

 

 

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publicado às 16:00

Imbecis, idiotas, cretinos e outros asininos

por Naçao Valente, em 04.03.13

Este é o governo mais estúpido que Portugal já teve

 

Hélder Macedo, escritor

 

O pior cego é o que não quer ver. Mete-se pelos olhos que a política de austeridade aplicada há ano e meio não faz sentido. Vê-se a olho nu que destruir a economia não contribui com um chavo para controlar a dívida. Até um ceguinho enxerga que o país vai de mal a pior.

 

Gente de vários quadrantes, de diferentes níveis etários, de variados sexos têm avisado que é necessário alterar o rumo. Não adianta. Este governo pode estar à beira do abismo e diz que vai dar um passo em frente. Cegueira, estupidez, cretinice? Não há epítetos que cheguem. Apreciemos a boa literatura:

 

 

 

 

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publicado às 22:44

Ipsis verbis

por Naçao Valente, em 15.11.12
14-11-2012 RTP informação

"Estamos a caminhar para um abismo, este governo tem de ser travado. E se não for travado tem de ser demitido"

 

      Manuel Alegre

 

Esta greve geral foi precisamente um alerta, um alerta vermelho para que o senhor Presidente da República mas também o Governo percebam que persistir neste caminho é persistir na direção do precipício. Quem quiser lançar-se para o precipício está no seu, enfim, legítimo direito. Agora não tem o direito é de arrastar consigo para o precipício dez milhões de portugueses e isso não vamos permitir enquanto estivermos cá”, afirmou o dirigente da Intersindical.

 

    Arménio Carlos

 

"Ao cabo de ano e meio, Portugal está a conseguir atingir as metas a  que se tinha proposto no programa de ajustamento. Isso significa uma grande  esperança todos aqueles que, vivendo em Portugal, precisam de ganhar confiança  em relação ao futuro, mas significa também uma expectativa muito positiva  para todos aqueles que olham para Portugal como um destino profissional  ou de investimento", afirmou Pedro Passos Coelho.

 

 

Quem está a mentir?

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publicado às 19:01

Como combater a queda da natalidade

por Naçao Valente, em 06.11.12
 

Miguel Sousa Tavares defendeu na SIC, uma espécie de indexação da idade da reforma, ao número de filhos criados. Assim, quanto mais filhos criasse o casal mais cedo poderia aceder à sua reforma. Parece-me uma sugestão acertada e por isso aqui a subscrevo. 

 

É este o link 

 

 

 

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publicado às 19:38

"Bárbaros" do Sul

por Naçao Valente, em 16.07.11

fazendomedia.com

 

Não me enquadro no quadrante político de José Miguel Júdice, mas admiro a sua frontalidade e a forma descomprometida e inteligente como analisa a realidade. O antigo bastonário da Ordem dos Advogados, hoje entrevistado na SIC notícias, analisou a situação politica mundial, avançando explicações que subscrevo na integra. Uma das teses que apresentou consiste no estabelecimento de um certo paralelismo entre a queda do império romano e a situação que se vive hoje na Europa. Júdice comparou  a invasão dos bárbaros, a uma hipotética invasão dos "bárbaros"(expressão minha) do Sul do Mediterrâneo na actualidade. E defendeu, que já se deveria ter elaborado um plano "Marshall" para os povos que povoam o Norte de África, desde Marrocos até ao Egipto, porque só assim se poderá travar uma entrada maciça e descontrolada, que se começa a prefigurar, destas populações, no espaço europeu. Parece-me um raciocínio lúcido e verosímil que deveria preocupar a UE e servir de alerta para as consequências que daí adviriam. Porque embora a História não se repita in loco corre-se sempre o risco de nos pregar uma partida. 

 

MG

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publicado às 23:18

A validade do voto

por Naçao Valente, em 14.05.11

underpressure-blog.blogspot.com

 

No século XIX havia o rotativismo: de um lado o partido Regenerador e do outro o Progressista, que estabeleceram entre si um acordo, segundo o qual alternavam no poder ao fim de cada legislatura. Era uma democracia condicionada por esta alternância, que permitia fazer tacitamente transferência de votos. de modo a  conseguir que a vitória nas eleições também alternasse.

 

Passado mais de um século, vejo num debate televisivo, dirigido por Ricardo Costa com jornalistas e politólogos, ser ressuscitada, embora capciosamente a tese do rotativismo. Dizia  o Costa, de forma recorrente, que não percebia como é que o PS estava a subir nas sondagens, quando depois de seis anos de governo e de desgaste devia acontecer o contrário. E não se cansava de dar o exemplo da Irlanda, onde o eleitorado penalizou o partido que pediu ajuda ao FMI. De uma forma geral, perpassava a ideia que o PS não pode ganhar, havendo até quem afirmasse que o PSD será o vencedor, porque assim deve funcionar o rotativismo.

 

A tese que começa a circular na oposição é que a subida do PS é fruto da estupidez do eleitorado português. 

Mas o eleitorado sabe quem interrompeu, sem necessidade a legislatura, com o objectivo de ir rapidamente ao pote. Mas o eleitorado percebeu que dar mais votos a partidos de esquerda radical, para apenas fazerem sindicalismo político ou alianças espúrias com a direita  é desnecessário. Mas o eleitorado não confia em lideranças que não mostrem convicção nem coerência. Mas o eleitorado tem a noção que o Sócrates pode ser o pior chefe de governo, mas também tem consciência que ainda não apareceu outro melhor. Ainda bem que não são os negócios de bastidor que decidem o voto de cada cidadão. O voto certo ou errado, correcto ou incorrecto, inteligente ou estúpido é uma opção livre e pessoal e aí reside a essência da democracia. 

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publicado às 22:24

Príncipes do quase tudo, reizinhos da ignorância

por Naçao Valente, em 27.01.11

 mazungue.com

 

Era uma infância sem tecnologia. Rádio só na casa do povo, televisão uma miragem, computadores uma utopia. Um fogareiro a petróleo era o utensílio mais avançado que tenho na lembrança. Jogávamos ao riol (berlinde) , lançávamos o pião ou a sua versão feminina, a piorra, pontapeávamos bolas de trapo, corríamos pelas ruas lamacentas no Inverno ou por vielas poeirentas no Verão.

 

Coloquiávamos junto ao fogo, nas longas noites de Inverno, com família e vizinhos. No largo principal reuníamos nas quentes noites do estio e formávamos coros improvisados para cantalorar cantigas em voga. Nas festas, feiras, feriados, arrastávamos os pés de chumbo nos bailes dos crescidos, ao som desafinado do fole, (acordeon) procurando imitá-los. Assim fazíamos o nosso tirocínio para a idade adulta.

 

Na escola, aprendíamos a  juntar letras, lidar com números, decorar rios, distritos, linhas de caminho de ferro. Na escola, conhecíamos os Reis e as suas glórias e formávamos a nossa identidade. À noite, dormíamos o sono dos justos, realizados na singeleza das nossas vidas simples, despreocupadas e felizes à nossa maneira. Comparados com os Príncipes do Nada da reportagem da RTP, fomos reizinhos de alguma coisa. 

 

 

 

Os filhos da tecnologia, acordam ao som de MP3, embebedam-se de imagens, integram-se nos mundos virtuais dos jogos. O filhos do consumismo, procuram o seu bem estar no ter. Fazem da escola apenas um local de convívio. Convivem nos espaços exteriores, convivem nas sala de aula, ignoram uma figura estranha (professor?). Consideram a aprendizagem um desperdício, o trabalho escolar uma seca, o docente um chato. Entram e saem analfabetos, muitas vezes, com o beneplácito dos próprios progenitores. O país consome enormes recursos que não aproveitam. Ninguém exige responsabilidade. São príncipes do quase tudo, futuros reizinhos da ignorância.

 

MG

 

 

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publicado às 19:00

Santos e pecadores

por Naçao Valente, em 20.01.11

Como é que um homem que sempre viveu do esforço do seu trabalho, perde por um momento a noção da realidade e entrega a dois desconhecidos a magra poupança de uma vida? Ignorância, ingenuidade, mas também  ganância. É  na exploração da fraqueza por mais uns tostões, caídos da árvore das patacas, que os burlões conseguem, com a lição bem estudada fazer a sua extorsão. São, sem dúvida bons conhecedores das dualidades da natureza humana. E esta sofisticada forma de sacar o alheio é transversal a toda a sociedade desde o mais humilde ao mais bem colocado na escala social. Só variam as técnicas utilizadas. Os  burlões sabem que neste mundo cão, com algumas excepções que figuram na galeria da santidade, todos somos simultaneamente santos e pecadores. E é na exploração desta faceta de vulnerabilidade que exercem a sua função. A prova está na reportagem da SIC que pode ver neste vídeo. 

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publicado às 22:48

Pobres e marginalizados

por Naçao Valente, em 16.01.11

 

A saga dos clandestinos romenos continua. Depois do grupo que vivia miseravelmente na região de Almada ter sido ajudado a regressar ao seu país a SIC referenciou outro grupo no Porto em condições idênticas. Vieram para fugir à fome no seu país. Não conseguem arranjar trabalho e vivem da mendicidade. São ostracizados pela sua própria Embaixada. Interrogo-me: será que querem uma oportunidade de trabalho ou estarão reféns de uma opção de vida? Seja como for o certo é que vivem em condições sub-humanas.  Quando é que  a sociedade da abastança e do bem estar,  terá disponibilidade para lhe oferecer "uma cana de pesca"?

 

 

 

 

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publicado às 20:54

Um ano depois

por Naçao Valente, em 12.01.11

 

Passou um ano sobre a tragédia que abalou o Haiti. As ruínas persistem, os campos de refugiados mantêm-se, a ajuda aprovada tarda  a chegar, o desemprego atinge oitenta por cento da população, as doenças multiplicam-se, a miséria é cada vez mais endémica.

 

Entretanto no mundo da prosperidade a atenção concentra-se nas vaidades, pequenas e grandes, na omnipresença dos mercados, nos lucros dos agiotas...

Uma estação de televisão, mesmo de cariz comercial, também pode fazer serviço público. Parabéns a à SIC por trazer o assunto para a agenda :

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publicado às 21:42




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