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Prédica de Pedro aos mexilhões

por Naçao Valente, em 03.02.15

Ouvi-me com atenção mexilhões. Eu sei que estais habituados a bater na rocha, especialmente se o mar estiver agitado. Até ganhaste uma carapaça protectora e ainda bem senão já estáveis em via de extinção. Mas isso foi chão que já deu uvas. Se calhar, não entendeis a minha linguagem conotativa. É normal. Fostes criado para apanhar na tola e não a usar com racionalidade. Essa função foi destinada aos eleitos de que faço parte, com muito poucos como a D. Merkel, o Schaulble, e poucos mais. O que vos quero dizer, na vosso linguajar é que comigo já não sois os mais fodidos. Quem são perguntam vocês? Olhem e vejam. São essa camada de ricos e poderosos. Quais? Olhem os banqueiros, os políticos, que como podem ver andam todos numa fona. Não percebem? É fácil. Leiam o Correio da Manhã e o Sol. O quê? Os funcionários públicos? Os reformados? É verdade que se tiraram alguns direitos a esses. Mas deixai-me ensinar-vos na vossa ignorância: não são mexilhões, são moluscos, são uma cambada de gastadores inúteis a sugar-vos o sangue e o dos vossos descendentes. Ou seja lixam-vos e ainda se babam. Queriam comer-vos mas eu não deixei. Mas afinal quem são os mexilhões? Sois vós quando votais, porque tendes esse direito e deveis usá-lo a meu favor. E confiai na minha palavra. Eu sou Pedro e o que vos digo está dito. Ámen. 

MG

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publicado às 19:45

Cavaco versus Silva

por Naçao Valente, em 28.11.12

    o mesmo sorriso, a mesma pessoa?

 

A memória é curta, mas ainda me lembro que houve um primeiro-ministro chamado Cavaco. E se a fraca memória não me atraiçoa, governou Portugal durante doze anos. Governou ou desgovernou? A história o dirá. Entrou no comboio do poder quando este deslizava nos carris dourados da adesão à CEE. Foi a época das fundos que engordaram as vacas, especialmente as do cavaquismo. Mas foi também a época em que emagreceram as pescas, definhou a agricultura, paralisou a indústria. É certo que se construíram infra-estruturas fundamentais, como vias de comunicação, mas também é certo que se começou a endividar o país e a criar um estado despesista.

 

Temos agora um presidente que se chama Silva. Se juntarmos as duas designações fica Cavaco Silva. Contudo, desiludam-se aqueles que acham que é a mesma pessoa. Não é, e por uma razão comprovado pelos factos. Vi, claramente visto, o senhor Silva Presidente criticar de forma dura o senhor Cavaco Primeiro-Ministro. Disse o primeiro que se o sector primário e secundário e que agora precisamos de o reconstruir. Ora, pondo o nome aos bois(salvo seja) quem o fez mais do que ninguém foi o segundo, que na época era primeiro com maioria absoluta.

 

Se Silva Presidente e Cavaco Primeiro-Ministro não são a mesma pessoa tudo bem. A crítica é certeira. Mas se por um qualquer acaso o são, estamos perante um caso de dupla personalidade provocada, quem sabe, por amnésia recorrente. E o que é, talvez mais estranho é o facto do eleitorado (isto é parte dele) ter eleito presidente o homem que destruiu o sector produtivo a troco de patacos transitórios e mal aproveitados. Pior do que amnésia, é incapacidade de aprender alguma coisa com os erros do passado. E quando o eleitorado, essa massa anónima volúvel, coloca no poder durante vinte e dois anos (metade do tempo do salazarismo) a personagem que destruiu estruturas básicas e que agora é co-responsável pela situação em que vivemos, é caso para perguntar se há racionalidade na democracia. Prefiro acreditar que sim e que Cavaco e Silva não são a mesma pessoa.

 

MG

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publicado às 18:51




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