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Povo indolente, governo insolente

por Naçao Valente, em 29.07.15

"Somos um país pequeno, mas temos um povo que não é maior"

 

a afirmação costuma ser atribuída a Almeida Garrett ou a Alexandre Herculano. Seja como for, demonstra desilusão com a política e com a participação cívica dos cidadãos

 

  à primeira qualquer um cai

 

compreende-se que os eleitores, desagradados com algumas medidas austeritárias de Sócrates, tenham embarcado na narrativa da direita populista e na lábia demagógica de Coelho e tenham votado maioritariamente no PSD e no CDS, fez quatro anos

 

à segunda cai quem quer

 

a coligação da direita não se limitou a meter promessas na gaveta. fez o contrário do que tinha proposto fazer: nos salários, nas pensões, nos impostos. mentiu.

 

quem mente uma vez mente um cento

 

e é isso que o governo, que há muito deixou de governar anda a fazer. com o maior descaramento, com a maior impunidade. se há quem embarque no embuste  do governo/paf, estamos no reino do

 

fui lixado e gosto

 

e quero voltar a ser lixado. a ser verdade que assim é, a afirmação citada tem razão de ser:

temos um povo pequeno, ausente, amorfo, indolente, crédulo, ingénuo, cobarde

 

transido de medo

 

e é porque o governo acredita na indignação de Garrett ou de Herculano, que usou, sem remorso, o chicote no lombo do povo.  e insiste insolentemente em continuar a usá-lo, porque se este, na sua indolência, tende para a estupidez, pode-se pregar-lhes todas as petas, já que as receberá como verdadeiras

 

quando mais me mentes mais gosto de ti

 

e assim dá-se ao desplante de pedir uma maioria absoluta e deste modo engendrar o discurso da arrogância, disfarçada de humildade, numa saga comunicacional que transforma o governo numa máquina de propaganda

apenas

penas vamos continuar a sofrer se voltarmos a cair nesta canção do bandido, neste conto do vigário,

 

somos um país pequeno, mas temos um povo que não é maior

 

ainda me recuso a acreditar

MG

 

 

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publicado às 22:00

Gaspar é quem mais ordena

por Naçao Valente, em 20.02.13

Está tornar-se prática corrente brindar os membros do governo com a Grândola Vila Morena. E eles querem retribuir mas não lhes está no ADN. Assim escrevi esta versão, adaptada especificamente para que essa gente possa participar nas cantorias.

 

S.Bento toca plena

para fabricar austeridade

Onde o Gaspar é que ordena

Sem pingo de sensibilidade

 

Sem pingo de sensibilidade

Esbulha-se o povo sem pena

Terra de iniquidade

Onde o Gaspar é que ordena

 

Em cada esquina um sacana

Em cada rosto ganância

S Bento pura chicana

Embrulhada em petulância

 

À sombra de um cavaco

Que já nem sabe a idade

Cá vamos enchendo o saco

Sem vergonha e à vontade

 

Sem vergonha e à vontade

E sem sequer dar cavaco

Cá  vamos sacando o taco

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publicado às 21:06

Lisboa menina

por Naçao Valente, em 03.10.10

 

Lisboa é barco,

é batel,

cidade de sombra e luz;

é água, Babel,

adaga,

espada e cruz

 

Lisboa é guerra ,

é vingança,

amor,ódio e traição;

é justiça e esperança,

1383,

 justiça e revolução

 

Lisboa é sol,

é pimenta,

caravela sem idade;

é vela,mar, tormenta,

poesia,

 sonho e realidade

 

Lisboa é ouro

é Brasil

passarola intemporal;

é acúcar e anil,

cheiro, pregão,

 luz e cal

 

Lisboa é grito,

tristeza,

fado menor e vadio;

é realidade e mito,

donzela,

 amor e cio

 

Lisboa é desejo,

é saudade,

Lisboa é canela fina;

é mentira e verdade

menina,

 moça e menina.

 

MG

 

 

 

 

 

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publicado às 17:55




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