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Pai, sou ministro

por Naçao Valente, em 16.11.14

Nem tudo o que brilha é ouro. O ditado, aplica-se com toda a propriedade, aos vistos gold. O que brilha, neste caso, é corrupção nas altas esferas do Estado. Mas e ao contrário de outros membros do governo, metidos em alhadas, o ministro da Administração Interna teve um comportamento digno. Assumiu a sua responsabilidade política e demitiu-se.

O mesmo não se pode dizer de outros ministros, que parece que se reforçam com os disparates do seu ministério. Um caso paradigmático é o do ministro da Educação. Apesar do rasto de destruição que vai deixando no sector continua firme no seu posto. Se acrescentarmos o tirocínio que fez como comentador/crítico de anteriores ministros, faz lembrar a criança a quem deram uma prenda muito desejada, mesmo que não a mereça. E cheio de vaidade diz depois de receber o cargo: pai, sou ministro!

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publicado às 21:32

Ministro Peter Pan

por Naçao Valente, em 07.10.14

O ministro da educação pode ser apontado como o modelo exemplar do princípio de Peter. Chegou ao lugar para o qual já não tem competência. A mim parece-me ser antes o émulo de Peter Pan, ou seja, o caso do menino que queria ser ministro e que o foi sem nunca deixar de ser menino. Isto é foi para o ministério para brincar à governação. E por lá foi continuando a brincadeira que ensaiava como comentador. Contudo, convenhamos que não está desenquadrado. Só um governo Peter Pan, onde uns meninos, mais ou menos crescidos, que confundem governar com vestir uns fatos e pôr uns pins, podia ter na educação um brincalhão. Só um Presidente da República na segunda meninice, teria dado apoio à um governo Portugal dos Pequeninos. O pior é que estes brincalhões brincam com as nossas vidas, a nossa dignidade, o nosso presente eo nosso futuro. E nós assistimos, impávidos e serenos, às traquinices dos meninos. Bate certo: as criancinhas são a melhor coisa do mundo.

MG

 

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publicado às 22:06

Ministro sem educação

por Naçao Valente, em 22.07.14

imagem sapo

 

O professor Nuno Crato atingiu o seu princípio de Peter. Fez a sua carreira na área do ensino, onde exerceu a docência na disciplina da matemática. Dirigiu a Associação de Professores de Matemática, onde granjeou algum prestígio. Como comentador televisivo, juntamente com outros dois cavaleiros do apocalipse, Medina Carreira e João Duque, fez oposição ao governo anterior, ficando célebre com a afirmação que era preciso implodir o Ministério da Educação.

 

Com o advento da maioria de direita, assumiu o cargo de ministro da Educação, para o qual, está mais que demonstrado, não estava preparado. Com vagos princípios de reforma, assentes em mais disciplina e mais rigor, nunca apresentou um programa estruturado sobre educação. Vai apresentando algumas medidas avulsas e desconexas. A sua receita para melhorar a qualidade resume-se a exames. Apenas burocracia e mais burocracia. A cereja em cima do bolo chegou com esta absurda ideia de pôr alguns professores a fazer um absurdo exame. Mesmo depois da comprovação da absurdidade da medida continua a insistir, até perder a noção do ridículo. É a imagem da incompetência  que se  recusa a reconhecer. Não é um ministro da educação, é um ministro sem educação. 

 

MG

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publicado às 23:26

Une merde

por Naçao Valente, em 03.12.13

A educação é a chave do desenvolvimento. Investir no ensino é sempre uma mais valia. Mau grado alguns erros de precurso o ensino português estava a evoluir no sentido positivo. Ia até à chegada do ministro Crato. Não sei que conhecimentos tem sobre educação. Até agora não lhe conheço qualquer ideia inovadora. Debita e aplica aos repelões uma medidas avulsas salazarentas e fora de prazo. Para além de estar a destruir a escola pública num desvario economicista, a política de Crato não tem ponta por onde se lhe pegue e não é passivel de qualquer análise séria. Só me ocorre uma palavra para a definir e numa língua estrangeira para não escandalizar: une merde.

 

MG

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publicado às 22:31

Para acabar de vez com o ensino

por Naçao Valente, em 18.11.13

O ministro da (des) educação tem exercido o seu mandato como liquidador do ensino público. Não se lhe conhece qualquer teoria sobre educação nem nenhum visão estratégica sobre o sistema de ensino. Governa à maneira talibã com medidas avulsas desgarradas e sem coerência. Vai cumprindo paulatinamente a missão de destruir a escola pública. Mas a sua medida mais caricata é a avaliação de docentes com anos de serviço através de um exame de contornos indefinidos.

Tenho algum conhecimento de causa. A profissão docente é muito complexa. Um professor começa por fazer a sua formação científica numa Universidade que a credita. Depois faz a formação pedagógica em serviço ou também a nível universitário. Tem de ser creditado novamente. Ao longo da sua carreira faz constantes cursos de actualização. O resto é experiência no âmbito de uma sala de aula perante cerca de trinta alunos, muitas vezes indisciplinadas e com pouca vontade de aprender. Para além disto tem de lidar com a pressão dos encarregados de educação sempre disponíveis para responsabilizar os docentes pelo insucesso escolar. Para resistir é preciso muitas vezes uma forte personalidade. Haverá melhor avaliação que esta? Como se avalia um profissional com anos de serviço, numa prova de uma ou duas horas? E avalia-se da mesma forma um professor de matemática e um de português? Das duas uma: ou esta prova é para "inglês ver" ou é utilizada como pretexto para despedir à margem da Lei. Digo convictamente:  quem devia ser avaliado em primeiro lugar era o ministro. Duvido que passasse na avaliação para a função que exerce.

 

MG

 

PS :Os docentes que combateram com êxito Maria de Lurdes Rodrigues, por muito menos, onde estão?

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publicado às 20:44




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