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Habituem-se

por Naçao Valente, em 24.11.15

A indigitação de António Costa foi tirada a ferros. O doutor Cavaco não o queria indigitar, nem com molho de tomate. Mas, com poderes reduzidos,  teve que o fazer. E não se pode queixar. Foi ele que ajudou a criar a situação ao protelar eleições até ao limite. Apesar disso merece um louvor, porque por portas e travessas ajudou a quebrar dois tabus.

O primeiro tabu que caiu, com estrondo, foi o de que as eleições servem para eleger um governo. Totalmente falso. De facto, sempre assim foi por forças da circunstâncias. O que se está a passar serve para relembrar que as eleições legislativas, têm como objectivo primordial, eleger um parlamento. Em consequência dessa eleição é que se forma o governo.

O segundo tabu que caiu, com surpresa, foi a do conceito de arco de governação, como direito divino. Pela primeira vez foi possível conseguir  responsabilizar as forças à esquerda do PS, no apoio a uma solução governativa. Independentemente do que vier a acontecer nada voltará a ser como dantes. Habituem-se.

MG

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publicado às 18:52

Cavaco, O Manhoso

por Naçao Valente, em 21.10.15

Se aos presidentes da República fossem atribuídos cognomes como aos reis, o Presidente que veio de Boliqueime ficava-lhe bem oepíteto de O Manhoso. Toda a sua Presidência assentou na manha provinciana e paroquial. Até ao final do primeiro mandato usou a conciliação com Sócrates como objectivo fundamental. A bem da nação. No discurso da reeleição abriu a guerra com o governo do PS, com o objectivo claro de o derrubar. A bem da direita.  O chamado PEC IV foi a oportunidade de ouro para promover a demissão do governo e poder convocar eleições antecipadas. A bem da sua área política, que não da nação. Eleito o governo Passos/Portas, assumiu-se como seu  seguro de vida. A manhosice saloia expressou-se no adiamento das eleições até ao absurdo, para a sua coligação poder ganhar tempo e recuperar eleitoralmente. A mal da nação. A nova legislatura devia ter começado em Junho. Não estávamos agora a passar por esta indefinição. Resta a Cavaco, O Manhoso, cumprir escrupulosamente a Constituição e deixar a democracia funcionar. Para acabar o seu mandato com um mínimo de seriedade e dignidade. A bem dos interesses nacionais.

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publicado às 21:32

Os donos da Bola

por Naçao Valente, em 14.10.15

Transcrevo, com a devida vénia, parte de uma crónica de Pedro Baldaia


Cavaco, armado em menino fino dono da bola, tinha colocado Passos a avançado centro e Costa à baliza, deixando de fora os miúdos do bairro (Jerónimo e Catarina). Costa, que não gosta de estar à baliza, aliou-se aos putos do bairro e roubou a bola. Passos não se importou, tinha sido escolhido para marcar golos. De repente percebeu que não estava a jogar à frente e que tinha sido remetido para apanha bolas. Chateou-se, apanhou uma bola lançada fora, meteu-a debaixo do braço e, agora, vai ter com o menino fino dono da bola para recomeçar o jogo. É provável até que o avançado centro e o menino fino dono da bola estejam já concertados. Vão jogar baliza a baliza, com os putos do bairro a ver a bola passar. Os putos só recuperam a bola se se unirem, mas não é descartar a hipótese do puto fino dono da bola não os deixar entrar no campo e preferir ver o avançado centro a dar toques na bola. Até que apareça um outro menino fino dono da bola e dê indicações para terminar este jogo e começar outro com bola ao centro.

 

 

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publicado às 23:04




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