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Muros

por Naçao Valente, em 09.11.14

Os que se consideram donos de uma qualquer verdade, e que têm poder de a impor aos outros, acabam por a aplicar como verdade absoluta. Foi o que aconteceu em Berlim, quando os dirigentes da zona leste, construiram um muro, para evitar que os seus súbditos tivessem a liberdade de contactar com a parte ocidental. Conseguiram pela repressão, limitar os movimentos dessa população, mas não evitaram a liberdade do seu pensamento. Por isso caíu com estrondo e hoje é uma recordação da ignominia e da negação dos direitos humanos.

No dia em que se comemora a sua queda, temos que ter presente que os muros continuam a fazer parte do nosso quotidiano. E muitas vezes, somos nós, que construimos os muros que que nos encerram nos nossos próprios guetos. Mas mesmo numa Europa que se quer sem barreiras, existem cada vez mais muros. Não são feitos de pedra e cimento, são antes construídos com xenofobia. São muros invisíveis e contudo bem presentes nas nossas vidas. Uma cortina de arrogância divide o norte e o sul, e expressa-se no estatuto de parentes pobres que nos é atribuido, sem direito a defesa. Aqui estamos condenados ao empobrecimento e prisioneiros  da capacidade de reação. Um dia esse muro cairá, porque ninguém pode para sempre aprisionar a dignidade dos povos.

MG

MG 

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publicado às 23:27

Muros

por Naçao Valente, em 13.08.10

 colunas.digi.com.br

 

Muros: protegem, enclausuram, libertam. A grande muralha da China testemunha o desejo de proteger uma nação. Apesar da sua robustez e grandiosidade nem sempre conseguiu ser inexpugnável. A grande muralha de Tróia sucumbiu à manha de Ulisses . O muro de Berlim de má memória esboroou-se com a derrocada do império soviético. Se ainda existisse, faria hoje 49 anos. Separou as gentes de Berlim durante décadas. Evitou convívios, causou sofrimentos, matou pessoas inocentes. Protegeu o regime da ameaça do mundo capitalista. 

 

Ao contrário da grande muralha símbolo heróico de uma civilização, o muro de Berlim é a caricatura grotesca de um regime que se alicerça no autoritarismo sem limites.  O muro de Berlim não passa hoje de uma lembrança cada vez mais esbatida na memória dos povos. Provavelmente não será no futuro mais do que uma referência cruzada nos livros de história. Mas é bom lembrá-lo como exemplo de que não se pode aprisionar a liberdade. E numa Europa sem fronteiras é preciso estar alerta porque outros muros podem sempre levantar-se. Basta surgir a oportunidade.

 

MG,

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publicado às 22:16



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