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Messi? Não haverá mãozinha da "reaça"?

por Naçao Valente, em 13.07.14

imagem net

 

A Alemanha acabou de ganhar o campeonato do Mundo de 2014. Justamente. Foi a melhor equipa em todas as vertentes E reforço a palavra equipa, porque o futebol é um jogo colectivo. 

Messi um futebolista acima da média acabou de ser considerado o melhor jogador. Injustamente. Este prémio, deve ser atribuído ao atleta com a prestação mais competente durante a competição. Apesar de todo o seu valor, não foi. 

A atribuição deste galardão a Messi, em detrimento de futebolistas com actuações muito superiores, traz água no bico. Num outro mundial, Maradona disse que houve mão de Deus. E agora, não terá havido "mãozinha da reaça" ?

 

MG

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publicado às 23:38

Crónica de uma eliminação anunciada

por Naçao Valente, em 08.07.14

O futebol é um jogo imprevisivel. Daí a sua beleza. Mas e cada vez mais, as tácticas, a estratégia e a dinâmica assumem hoje carácter quase científico. Estuda-se tudo ao pormenor. O improviso e a fé às vezes fazem milagres. No entanto, no futebol como na vida, não são o método para levar um projecto a bom porto.

 

O choque entre o improviso e a organização profissional resultou no massacre da selecção do Brasil. Foi um jogo de sentido único. Uma equipa com o rumo bem definido e outra completamente à deriva. A máquina alemã alemã não esperava tanta fragilidade.

 

Já se tinha visto que esta selecção brasileira está nas antípodas de grandes equipas de outrora. É uma equipa banal com algumas estrelas e um treinador mal preparado do ponto de vista técnico. Aproveitando o factor casa e jogando com equipas relativamente  acessíveis, foi passando entre os pingos da chuva. A eliminação estava  anunciada. Aconteceria, como aconteceu, quando enfrentasse uma equipa muito competente. O que espanta não é a derrota, mas a goleada. Sem dramatismo é essa a beleza do futebol. Perde-se e ganha-se. Um espectáculo, apenas um espectáculo, que gera emoções. A vida continua.

 

MG

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publicado às 22:54

O livro saíu à rua

por Naçao Valente, em 15.06.14

Imagem net

 

O futebol monopoliza as atenções. Nos grandes meios de comunicação social a antena está ocupada com o mundial. São horas e horas de jogos, análises, debates, previsões. Um enjoo mesmo para quem gosta de futebol como é o meu caso. Dizem que é do que o povo gosta. É verdade. Há anos que o povo gosta de pão e circo. Mesmo que haja mais circo que pão. Para os governantes é uma benção. Pena não haver mundial o ano todo. Era uma constante manipulação. Está nos genes da humanidade.

 

No entanto, há vida para além do futebol. E muita. Vou referir-me especialmente a um acontecimento anual com grande significado cultural. Na minha opinião, mais importante que os desportos de massas, que desde a antiguidade tem variado nos gostos dos cidadãos. Falo em geral da cultura e das feiras do livro em particular. É à cultura que devemos a civilização. Esta, vista no sentido do aperfeiçoamento humano, não seria possível sem o avanço do conhecimento.

 

A feira do livro de Lisboa é mãe de todas as feiras, sem menosprezo pelas outras. E é-o por razões óbvias. Encerra hoje dia quinze de Junho. Durante as semanas em que esteve aberta, trouxe para a rua esses objectos chamados livros. Digamos que desceram ao povoado e se misturaram com o povo anónimo. Digamos que deixaram o ar condicionado e confortável das livrarias e os armazens das editoras, onde entram apenas os fiés, cada vez mais reduzidos, da leitura impressa.

 

Ao contrário do futebol que aliena pela paixão o livro liberta pela razão. A sua presença na rua agita um pouco as consciências, depois regressa às suas capelas durante mais um ano. A iletracia, mau grado o aumento da escolaridade é elevadíssima. Daí que nasçam cada vez menos livros. O que reina são as redes de comunicação visual. Imagens rápidas e rapidamente consumíveis. Mas o livro será sempre eterno. E para mim o livro em papel tem outro encanto, mesmo na hora da despedida. Tem textura, tem cheiro e tem escondida na tinta impressa a vida com as suas agruras e alegrias. Ensina, diverte, emociona, traz dentro de si a súmula da humanidade. Resta a saudade até que volte a sair à rua.

 

MG

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publicado às 21:40




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