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Vou brexitar

por Naçao Valente, em 28.06.16

Esta porra de inicio de verão estava uma seca. Uma pasmaceira pegajosa pairava sobre as nossas cabeças. Nem ocampeonato europeu alavancava o ânimo. Apenas algumas bandeiras envergonhadas espreitam das janelas. A modorrice da equipa no jogo jogado também não galvaniza. Os políticos que temos e merecemos raiam a mediocridade.Se houvesse agência de rating para os ditos cujos seriam todos AAA-, isto é abaixo de cão vadio. Mas como todos os diabos tem sorte eis que nos cai no regaço, sem fazermos peva para isso, o Brexit. Significa numa leitura livre que os "bifes" vão dar de frosque. Nada de mistura com os continentais. Cada macaco no seu galho.

Eu também estou nessa onda, isto é vou aproveitar a maré e vou brexitar. E como não possuo nenhuma ilha vou usar a ilha que todos os homens são. Mas mesmo na minha ilha vou brexitar de mim próprio, vou zarpar da PDI em que não há dia que não me roube os dias. Gatuna sem lei. Mas depois de brexitar vai amargá-las, que vá roubar as noites que não damos por isso. Vou brexitar da estupidez humana, que alastra como pandemia sem vacina que a pare. Vou brexitar da xenofobia, filha da estupidez e prima da ignorância, que vive latente no fundo da memória colectiva.

Vou brexitar de um tal Junkers, nome de esquentador, e que parece saído de um filme de desenhos animados do Pateta a preto e branco e que disse aos bretões que se pusessem na alheta e que já iam tarde. E mais disse aos parlamentares de Sua Majestade que fossem cerrar presunto para as brumas de Avalon. Allez, bifalhada (tradução livre) allez. Vou brexitar de sua Excelência o Presidente da República, porque devo estar a ficar esquizofrénico, já que o vejo em todos os lugares para onde olho.E de uma forma mais chã vou brexitar das tarefas domésticas, depois de um estudo ter concluido que as mulheres trabalham mais em casa e acham bem. E a assim ser é porque gostam e se gostam não quero ser acusado de castrador. Adeus cozinha, limpeza do pó, ferro de engomar. Independência já. Brexit sem remorsos.

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publicado às 19:05

Efeméride do dia-Mahatma Gandi

por Naçao Valente, em 29.01.15

Mahatma Gandhi mostrou ao longo da sua actividade cívica que é possível mudar o curso dos acontecimentos sem disparar um tiro. Mobilizou a maioria dos indianos e conduzi-os numa luta pacífica até à independência. Foi um processo longo onde a inteligência e a paciência actuaram de mãos dadas. O poderoso Império britânico posto perante a vontade de uma nação acabou por ceder. Ironicamente, Gandhi calou-se no dia 29 de Janeiro de 1948, assassinado por um jovem fanático.

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publicado às 23:34

Beija mão

por Naçao Valente, em 20.03.14

Portugal construiu a sua independência quando rejeitou as vassalagens. Numa luta, inteligente, de afirmação, Afonso I, foi ganhando batalhas no contexto internacional. Delineou uma estratégia de progressiva conquista de apoios. Passo a passo fez de uma de facto  uma independência de jure. É certo que se soube reunir de gente de grande qualidade. Sem esta conjugação de vontades transformadas em acção este pequeno território nunca teria sido uma nação. Teria sido submersa na voragem castelhana.

 

Estamos hoje  a viver um período que está nos antípodas desse tempo glorioso. O país encontra-se refém de gente sem qualidade, sem ideias, sem brio. Recebeu um mandato democrático para governar o país de acordo com a Constituição: manter a independência nacional e respeitar os direitos dos cidadãos. Não o está a cumprir. Está a entregar a nossa soberania à poderosa Alemanha da senhora Merkel. Neste processo se enquadra a vassalagem que continua a prestar-lhe em mais um beija mão. Recebeu os justos elogios pelo trabalho de desbaratar uma independência secular, no seu papel de vende pátrias. Até quando?

 

MG

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publicado às 21:15

1.º de Dezembro de 2013

por Naçao Valente, em 01.12.13

A manhã do dia um de Dezembro de 1640 estava fria e um pouco enevoada . Parecia ser mais um dia como tantos outros na vida do país ocupado. Na palácio do governo, a representante de sua alteza real Filipe IV , a duquesa de Mântua, preparavam-se para iniciar mais um dia de governação. Mas iria ser um dia diferente, o primeiro do renascimento da independência nacional. 

  Às oito horas, começaram a colocar-se, discretamente, junto do Paço os conjurados, como tinha ficado acordado. Era um grupo pequeno de cerca de quarenta nobres. Quando o relógio da Sé marcou nove horas, saíram dos coches,  desmontaram dos cavalos, dirigiram-se com determinação para o Paço, dominaram os desprevenidos guardas, entraram no gabinete do espantado secretário da duquesa, Miguel de Vasconcelos. Um tiro certeiro demitiu-o de imediato, enquanto a duquesa,  atordoada pela surpresa entrava na sala para ser imediatamente detida. Ao mesmo tempo que atiravam  o corpo exangue do secretário para a rua, D. Miguel de Almeida de espada nua nas mãos gritava, com a voz algo embargada pela emoção, para o povo que se começara a juntar:

 

-Liberdade portugueses! Viva el-rei, D. João o Quarto.

 

Nesse longínquo dia 1 de Dezembro Portugal voltaria a ser um país soberano. No entanto, a consolidação da independência custaria ainda muito suor e sangue. Só passados vinte e oito anos de luta armada e diplomática foi celebrado o acordo de paz com Castela.

 

Em 1910 os republicanos que tinham derrubado a monarquia decretaram, ironicamente, o dia 1.º de Dezembro feriado nacional. Hoje, um século depois perdeu essa condição por patriotas de pin na lapela e apenas para cumprir determinações de potências estrangeiras, que com a total conivência dos governante actuais cativaram a nossa soberania. A restauração da independência foi apenas um episódio entre muitos outros da manutenção da independência. E quem pensa que é dado adquirido está enganado. Haverá sempre quem esteja disposto a aliená-la por dez reis de mel coado. Daí que a manutenção de uma nação soberana seja uma luta constante. Daí que os símboços que marcam essa luta como o 1.º de Dezembro ou outras sejam importantes para manter a unidade nacional. Por isso nessa ou noutra data voltará a ser feriado. Quando esta gente sem brio, sem dignidade, sem firmeza e sem competência se for embora. Já faltou mais.

 

MG

 

 

 

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publicado às 19:15

Nação do mundo

por Naçao Valente, em 10.12.12

Não sou grego nem ateniense, sou um cidadão do mundo

 

Sócrates UWASocrates gobeirne.jpg

 

Não sou grego nem alemão. Sou português e cidadão do mundo. Portugal não é uma nação milenar como a Grécia nem tem a dimensão territorial e económica da Alemanha, mas é uma nação secular e universal, com história e com cultura. No fundo com alma.

Ao contrário, os nossos governantes, não têm alma nem cultura. Dizem que Portugal não é a Grécia e mostram pelos seus actos, que gostariam de ser alemães, mesmo que fossem de segunda. Todo o seu comportamento aponta para uma subserviência canina (sem ofensa para os cães) em relação à nação germânica. O ministro Gaspar, no seu discurso de baixa rotatividade, bajula Merkel e o seu ministro das finanças. Tudo o que lhe mandam fazer faz. Estou convencido que não se importariam em transformar este país numa colónia germanófila.

Portugal pode não ser a Grécia, mas muito menos será a Alemanha. Pela sua personalidade histórica, pela sua especificidade cultural, pela sua matriz psicológica. O posicionamente dos governantes do pais, no contexto europeu, é uma aberração. Esta colocação do interesse estrangeiro acima do interesse nacional nao se via desde 1580. Esta gente nao tem mandato para vender o pais a pataco. Esta gentinha jurou cumprir a Constituição. Se não o faz e põe em causa a independência nacional tem de ser demitida. Como em 1640.

 

MG   

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publicado às 19:04

Independência ou expulsão

por Naçao Valente, em 18.09.11

 

Nem mais um tostão para a Madeira. Independência já.

 

MG

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publicado às 19:32

Matar Miguel de Vasconcelos

por Naçao Valente, em 06.05.11

 

Ontem ouvi um famoso economista/fiscalista televisivo sugerir que devíamos contratar a troika para nos governar. Ou seja, entre milhões de portugueses não existem três com capacidade e competência para o fazer. Estes senhores, seriam uma espécie de génios, uma raça superior que iria pôr os indígenas na ordem.

 

Convém recordar, que dessa plêiade de génios  tivemos o nosso  Salazar. Convém também recordar, que já fomos governados várias vezes por luminárias estrangeiras. E para as mentes distraídas passamos a enumerar: 

 

1580-1640: governo dos castelhanos Filipes, com o seguinte balanço:

1- participação em diversas guerras ao serviço dos interesses de Castela;

2-destruição da nossa frota naval;

3-perda de vários territórios coloniais.

 

1807-1810: governo dos representantes franceses de Napoleão , com o seguinte balanço:

 

1-fuga da corte para o Brasil;

2-roubo de património

3-descalabro da economia.

 

1810-1820: governo inglês de Beresford, com o seguinte balanço:

 

1-condicionamento da independência,

2-perda do exclusivo do comércio colonial,

3-aumento de taxas alfandegárias.

 

Estes resultados, entre outros, são a marca da genialidade dos governantes estrangeiros. Uma nação com oitos séculos e que teve de lutar pela sua sobrevivência contra inimigos bem poderosos e que curiosamente conseguiu vencer as maiores dificuldades pelos seus meios, não precisa de salvadores estrangeiros. Precisa antes de matar, de vez, Miguel de Vasconcelos 

 

MG

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publicado às 21:58

S. Mamede

por Naçao Valente, em 24.06.10

Quadro de Acácio Lino.Sala Acácio Lino, Assembleia da República

 

 

S. Mamede não deve dizer muito, não deve dizer mesmo nada aos nossos jovens, que têm no seu currículo muitos anos de escolaridade, mas escassos conhecimentos.

Para aqueles, que como eu frequentaram as diabolizadas escolas do salazarismo, onde mau grado todos os seus defeitos ainda se trabalhava e se aprendia, S. Mamede era uma etapa reconhecida na formação de Portugal.

A batalha deu-se há 882 anos, no dia 24 de Junho de 1128. D. Afonso Henriques gerado e parido mas não criado por D. Teresa, opôs-se ao governo da sua mãe biológica e dos seus apoiantes, pois isso punha em causa a autonomia do Condado. Com o apoio dos infanções de Entre Douro e Minho, afastou D. Teresa e deu início à emancipação política que levaria à independência do Condado Portucalense. S. Mamede foi apenas o início de um processo longo e difícil travado no plano militar e no plano diplomático, que simboliza a união de vontades sobre o rumo a seguir naquelas terras de ribadouro. 

Em S. Mamede traçou-se a sangue um destino, inventou-se um país improvável, germinou-se uma nação imortal . Esta lição  de união e de determinação tem de ser preservada e por isso aqui a recordo. Uma nação valente tem passado e tem presente para poder ter futuro. Ao nobre povo que a construíu um permanente obrigado.

MG  

 

PS: Como curiosidade transcrevo este excerto da Infopédia " As tropas do infante e dos barões portucalenses enfrentaram as de Fernão Peres de Trava e dos seus partidários portugueses e fidalgos galegos no dia de S. João Baptista do já referido ano de 1128. A vitória foi para D. Afonso Henriques. O cronista do mosteiro de Santa Cruz aproveitou a coincidência da data da batalha com a festa religiosa para exaltar o acontecimento, conseguindo colocá-lo ao nível das intervenções divinas. S. João Baptista tinha sido o anunciador de Jesus Cristo pelo facto de a batalha se ter dado na data em que se venera esse santo e a vitória ter sorrido a D. Afonso Henriques. Tal facto é, para o cronista, prova de que o infante era, também ele, o anunciador do aparecimento de um novo reinado."

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publicado às 17:46




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