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Dia D

por Naçao Valente, em 06.06.19

Há 75 anos aconteceu o desembarque na Normandia para derrotar o "nazismo/fascismo" que dominava grande parte da Europa. Foram longos anos de um domínio com consequências trágicas para os europeus.

Esse ajuda, vinda de fora. desequilibrou a relação de forças a favor da libertação dos povos dominados.Esse desembarque teve como consequência, pôr fim à repressão e levou à abertura do processo de regresso à liberdade e à democracia.

Depois de duas guerras mortíferas e destruidoras. Os dirigentes políticos perceberam, finalmente, que só haveria liberdade e paz na Europa com unidade de todos os europeus. Daí nasceu aquilo que é hoje a União Europeia, aí começou o mais longo período de paz e progresso.

Os políticos que aprenderam a lição e construiram a UE já estão quase desaparecidos. As novas gerações viveram num mundo livre, e não têm conciência do que é a ditadura. Por isso, podem cair na tentação de destruir o que tanto custou construir.

Hoje, em honra desta efeméride, devíamos reflectir sobre os nossos comportamentos. A democracia tem defeitos, mas ainda é a melhor via para a igualdade e para o progresso. A nossa participação é vital. Sem ela não há liberdade. Participar é a melhor maneira que temos de honrar  milhões de vítimas desses anos de ignomínia.

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publicado às 21:13

Sentados num barril de pólvora

por Naçao Valente, em 07.07.14

Há cem anos começava na Europa mais uma guerra. Foi uma guerra mortífera, quer pelos países que envolveu, quer pela destruição provocada por novas armas. Três décadas depois, a Alemanha nazi, depois de uma política rearmamento, pôs de novo a Europa a ferro e fogo. Diz-se que a última guerra é feita para acabar, de vez, com todas as guerras. Mas não é assim. Os conflitos armados funcionam com base no princípio do eterno retorno. Umas são o fermento de outras.

A derrota da Alemanha, na segunda guerra mundial, criou condições para um longo período de paz na Europa. A divisão do mundo em dois blocos provocou o equilíbrio do terror e deu origem à chamada guerra fria. Essa paz foi, ironicamente, conseguida à custa do crescimento dos armamentos. Gastaram-se rios de dinheiro, tirados da melhoria de vida das populações, para construir armas cada vez mais sofisticadas, usadas pelos blocos em conflitos regionais.

O que a história nos mostra é que as guerra, mau grado todas as intenções e discursos a favor da paz, estão de pedra e cal. Mal acaba na Síria já está a começar na Ucrânia. O recurso a conflitos armados entre e inter-povos está de pedra e cal. Justifica-se por interesses económicos e pela manutenção de uma importante indústria de armamento. 

Os conflitos armados que vão surgindo só terminarão quando mudar o paradigma em que vivemos. Sem acesso a armas é fácil por fim às lutas fratricidas. Mas enquanto a paz estiver refém da produção da indústria bélica, existirá apenas uma falsa paz. Uma paz ilusória. Esta indústria gera milhões e é a principal fautora da eclosão de guerras. Enquanto assim for estaremos sentados num barril de pólvora. A natureza humana, pouco mudou, desde a Antiguidade.

MG 

 

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publicado às 21:12

Holocaustos

por Naçao Valente, em 27.01.14

 

imagem sapo

 

A Europa continua num desvario. De há anos que o projecto de unidade europeia, iniciado no pós-guerra, está a dar tiros no pé. O principio de solidariedade entre nações que visava criar um espaço economicamente dinâmico e socialmente equilibrado é cada vez mais uma ilusão. Os demónios da xenofobia renascem paulatinamente das cinzas. A divisão entre os laboriosos do norte e os preguiçosos do sul está na ordem do dia. A Alemanha recuperada da hecatombe da segunda guerra mundial, com a contribuição de toda a Europa, voltou ao seu registo da supremacia arrogante. A União Europeia definha perante a passividade de dirigentes e povos.

 

No dia em que se comemora o dia para recordação do holocausto era bom reflectir sobre o caminho que a UE está a seguir. Os políticas da direita liberal estão a criar, irresponsavelmente, as condições que podem dinamitar de vez a construção de uma sólida união. A aposta no capitalismo selvagem, no predomínio dos mercados financeiros a não ser travada conduzirá a Europa para a estaca zero das rivalidades entre nações. E então os holocaustos podem voltar às nossas vidas, não como recordação, mas como realidade. Quem dá aos políticos uma lição de História?

 

MG

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publicado às 20:05

E tudo o vento levou

por Naçao Valente, em 30.05.13

 imagem em olhares.sapo.pt

 

Quando as armas se calaram o império estava destruído. Por cima das cinzas começou a reconstrução. Inimigos recentes deram as mãos e prometeram um mundo novo. Um mundo de paz de harmonia, de cooperação. Ano após ano, década após década, renasceu a esperança, sob o lema da unidade e sob a égide da deusa Europa. Apenas uma ligeira brisa de leste perturbava, de quando em vez, a longa marcha para o progresso. Mas um muro separava as águas e mantinha seguro o rumo traçado com convicção e inteligência. A utopia parecia realizável.

 

Um tornado anunciado, que começou nas estepes, varreu o império de leste e derrubou a pesada cortina de ferro. O império ocidental rejubilou. Agora era possível unir os dois impérios, do Atlântico aos Urais e concretizar o paraíso de um mundo de justiça e de bem estar. Uma a uma, por vontade própria, as nações foram aderindo ao projecto da grande Europa. No meio da euforia, paulatinamente e com passinhos de lã voltou a velha Germânia, responsável por duas hecatombes recentes. Ninguém deu por nada. A memória é curta, mesmo muito curta.

 

De um dia para o outro começou o pesadelo. Os homens da reconstrução, calejados pela longa experiência de um apocalipse, deram lugar a uma nova geração de gente sem referências históricas. Filhos de uma prosperidade dolorosa, que não construiram, sem recordação da guerra e da fome, foram presas fáceis dos demónios do individualismo selvagem. Do salve-se quem puder. Da lei do mais forte. Deitaram, sem remorso, para trás das costas, décadas de esperança, de solidariedade, de união de povos e culturas. Ressuscitaram ódios, xenofobias, racismos. Hierarquizaram nações. Ex-derrotados do espaço vital estão aplicá-lo através do terror financeiro.

 

Isto já corre mal e se não for travado correrá ainda pior. O sonho da grande Europa de paz e sem fronteiras está a tornar-se num pesadelo. A apatia dos povos, a mentalidade do amanhã penso nisso, levará a uma nova saga de "tudo o vento levou". Escrito com letras de sangue. A voz das armas começa o ouvir-se em surdina!

 

MG 

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publicado às 21:13

O artista e o ditador

por Naçao Valente, em 20.11.10

A 20 de Abril de 1893 nasceu Joan Miró, pintor e escultor surrealista. No mesmo dia do ano 1889  nasce o ditador Adolf Hitler, fundador da Alemanha nazi , que envolveu a Europa e o mundo num dos períodos mais dramáticos da sua história. Enquanto Hitler deixava a sua marca numa pintura sangrenta, Miró, fugido dos horrores do nazismo pinta a série constelações, "onde projecta o poder criativo do cosmos contra as forças anónimas da corrupção política e social causadoras da fome e da guerra". Passados setenta anos, o nazismo é apenas uma lembrança do lado mais negro da natureza humana, mas a corrupção sem rosto continua no seu trono, explorando sem freio num reino de vale tudo. O poder financeiro, metamorfoseado de acordo com as circunstâncias, atravessa gerações, sistemas políticos e correntes estéticas.

A arte pictórica pode mudar técnicas e  estilos formais mas na sua essência permanece imutável  como expressão da criatividade positiva da mente. Hitler, morreu com a sua loucura, mas Miró, viverá para sempre, como símbolo de que no poder criativo está a  redenção da humanidade.

MG 

 

Constelações

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publicado às 22:44




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