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O IV Reich

por Naçao Valente, em 16.07.15

Na Alemanha, Schauble tem uma taxa de popularidade de 70%. (Visão) Hitler também teve altos níveis de popularidade e destruiu a Europa, Alemanha incluida. O novo Reich (IV) na senda dos anteriores está, de uma outra forma, a desfazer o projecto de unidade europeia. Os Alemães nunca aprenderam História. Ao humilhar a Grécia, por racismo político, abriu uma caixa de Pandora de consequências imprevisíveis. Hitler tem muitos rostos.

MG

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publicado às 21:08

UE: poder de máfia

por Naçao Valente, em 08.07.15

Na novela em que se transformou a relação entre as instituições da UE e o governo grego, haverá responsabilidades das duas partes. Em certo sentido, parece um diálogo de surdos. O Eurogrupo a não ceder na seu receituário, e a Grécia a procurar contestá-lo, porque só piora a situação do paciente.

Sabendo-se que como diz o ditado, a corda parte sempre lado mais fraco, o extremar de posições acabou por colocar a Grécia entre a espada e a parede. O oxigénio conseguido com o referendo, deu algum ânimo ao governo do Siriza a nível interno, mas pouco parece ter influenciado os chamados credores ou financiadores. Estes não agem de acordo com valores democráticos e muito menos com sentimentalismos.

A lógica dos mercados é o lucro. E esta é a ideologia dominante, assumida pelas lideranças europeias. Na situação actual as instituições políticas da UE funcionam como uma máfia, que impõe aos estados membros uma regra de obediência sem contestação. Se algum procurar opor-se ao poder do "padrinho" tem que ser neutralizado. Tem os ingredientes para acabar mal. E se não acabar, significa que a Grécia prestou vassalagem à máfia. Nem que seja para ganhar tempo. 

MG

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publicado às 22:17

Sim ou não, eis a questão?

por Naçao Valente, em 02.07.15

Se tivesse que votar no referendo na Grécia estaria muito indeciso. Por um lado, compreendo o calvário dos gregos carregando a cruz da austeridade. Tal como nós. Compreende-se o não. Por outro lado, constata-se que ao fim de seis meses de governo, o Siriza não conseguiu dar um passo seguro, no caminho que pusesse fim à austeridade. E  até ver não dá mostras de encontrar uma forma de entendimento. Neste contexto, apetece colocar o sim, para ver se se sai deste rame rame, rumo a uma via de desbloqueamento.  

O papa do revolucionarismo no século XX, Lenine,  afirmou que muitas vezes é necessário dar um passo atrás para poder dar dois à frente. O que estes seus discípulos do século XXI mostram, na Grécia, é que faltaram às aulas de estratégia . Vão sempre em frente mesmo quando o abismo se apresenta no horizonte.

Ao fim de seis meses de ziguezaguerar, para convencer o seu eleitorado que são diferentes, acabam por portas e travessas, ser iguais aos outros. A sua incapacidade para respeitar compromissos já assumidos, a sua falta de percepção de que negociar também é ceder, a sua incapacidade de entender que a democracia e o mundo existem para além da pólis, está a encurralá-los num beco sem saída.

Não comungo das ideias radicais, quer dos que dizem que os gregos viviam acima das suas possibilidades, quer dos que defendem que são vítimas de malvados exploradores. Nestes, como noutros assuntos, é preciso procurar o ponto de equilíbrio. Mas o que este radicalismo, algo aventureiro, está a fazer é dar força à direita europeia da austeridade. Atirada a Grécia, como já está a acontecer, para o limbo, os povos com medo de lhes suceder o mesmo, vão castigar todos aqueles que protagonizam uma alteração de rumo. Consciente ou inconscientemente, estes ditos revolucionários, estão a ser aliados da direita. Prevejo que votar sim ou não vai dar ao mesmo, se o Siriza não desistir de viver numa realidade alternativa.  

 

MG

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publicado às 19:07

Da natureza dos números

por Naçao Valente, em 29.06.15

Sua excelência o senhor Presidente da República tem formação em economia. Espera-se que saiba lidar com os números. E sabe! Provou-o hoje. Sobre a eventual saída da Grécia do euro, chegou a uma conclusão incontestável: "se a Grécia sair eram dezanove e ficam dezoito". De facto, os números não mentem na sua crueza. Se para sua excelência o senhor Presidente, a realidade se resume à formulação apresentada, começo a interrogar-me se vive neste mundo ou num mundo paralelo. 

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publicado às 23:06

Caixa de Pandora

por Naçao Valente, em 28.06.15

Na história  David e Golias prova-se que a inteligência pode vencer a força. Outros exemplos podiam extrair-se da literatura grega da antiguidade. No diferendo que, na actualidade, opõe a Grécia à União Europeia, esta assume o papel de Golias. Nesta luta dos tempos modernos, verifica-se uma diferença fundamental, em relação às lições do passado. O pequeno David está a enfrentar o colosso usando as mesmas armas, isto é a força. Desta forma a luta torna-se desigual.

O governo grego começa a sentir-se encurralado e faz uma fuga para a frente. Nessa fuga, ironicamente, recua e procura ganhar tempo. Ensaia uma jogada arriscada. Se perde o referendo perde credibilidade interna, se o ganha mete-se num beco de difícil saída. O que ainda pode salvar a Grécia do descalabro é a perturbação que a sua saída possa causar na moeda comum. É como abrir uma caixa de Pandora. O receio de consequências imprevisíveis para a união monetária pode dar ao trunfo grego, o peso que ele não tem. Seja qual for o resultado do referendo.

MG

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publicado às 21:34

A tragédia grega

por Naçao Valente, em 18.06.15

A Grécia está no fio da navalha, entre a espada e a parede, entre a cruz e a caldeirinha.  Pressionada pelos credores, ostracizada pelo directório europeu. O principal problema da Grécia, ao contrário do que defende a ideologia dominante, não é económico mas político. Porque é nas decisões políticas que reside a solução para os problemas. Mas os decisores que governam a UE, não querem ajudar o povo grego, e assumem uma atitude revanchista, por ter ousado fazer uma opção política desinserida do sistema convencional.

Para esta União Europeia, governada pela direita liberal, dominada pela Alemaha de Schauble, é inadmissível que um pequeno país se recuse em colocar a canga que colocaram sobre todos os europeus. A deriva grega não pode passar. Custe o que custar a opção dos eleitores gregos tem de ser derrotada. A essência do sistema não pode ser posta em causa por um país periférico do sul.

A dívida grega é uma gota de água no mar do capitalismo que nos explora. Os ditos credores sabem que para receber o dinheiro que emprestam precisam que a economia grega cresça. E esta não pode crescer sem consumo. E sabem que retirar ainda mais rendimentos à população, não conduz ao desenvolvimento. Por isso, não podem deixar que este país seja uma pedrinha na engrenhagem. É preciso esmagá-la.

Estamos perante um jogo perigoso. A UE e o FMI têm poder para encostar a Grécia à parede. E senão a fizerem vergar, empurra-la-ão para fora. Mas se pensam que a sua expulsão resolve a situação estão enganados. A saída da Grécia pode fazer colapsar todo o sistema político e económico. Pior, corre-se o risco de fazer desmoronar o projecto europeu iniciado no pós-guerra. O autoritarismo de uns poucos está a pôr em risco a vida de todos.

PS: duas notas: não sou simpatizante do Siriza; a posição do senhor Presidente da República, em relação à Grécia, é uma vergonha. Não havia necessidade.

  

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publicado às 22:07

Hoje não sou grego

por Naçao Valente, em 27.01.15

Hoje não sou grego. Apenas hoje. Tirando hoje sempre fui grego. Todos o somos, porque na Grécia nasceu a civilização ocidental. Os valores que partilhamos, mau grado a deriva germânica, expressa na chamada idade média, foi ali que nasceram e medraram. O gosto pelo saber (filosofia) ali deu os primeiros passos, com Heraclito, Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros. A história, a medicina, a literatura, a geometria, são disso exemplo. A democracia foi o reflexo de uma sociedade evoluída e abastada. A Polis como modo de vida lá tem as suas raízes. Sou grego em plenitude. Não o sou por razões circunstanciais geradas por motivos ocasionais. A Grécia representa um passo de gigante na evolução da humanidade. Simboliza o universalismo civilizacional. Recuso ser grego enquadrado no horizonte curto de uma ideologia.

MG

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publicado às 21:53

Entre a espada e a parede

por Naçao Valente, em 26.01.15

A Grécia foi sujeita a tratamento de choque. A dose que lhe lhe foi aplicada quase a matou. E ainda não está livre de perigo. Como se costuma dizer não morreu da doença mas corre o risco de morrer da cura. Em desespero a Grécia, isto é, os gregos, recorrem a alternativas que fogem da ortodoxia. E quem chega a este estado está vulnerável a ponto de aceitar remédios e práticas exotéricas. Está disponível para acreditar em astrólogos, bruxos e magias de variadas cores.

O Siriza, um conglomerado de pequenos partidos de protesto, alimenta-se dessa vulnerabilidade. Depois da descrença na cura tradicional, que tem agravado a doença, entrega-se de braços abertos a quem apregoa milagres. De facto, o programa do novo governo propõe-se fazer a quadratura do círculo. Ao mesmo tempo que contesta a política imposta pelo directório alemão, pretende continuar integrado nesse projecto. Está entre a espada e a parede ou entre a cruz e a caldeirinha. Venha o diabo e escolha. A margem de manobra é curtíssima. Não é fácil prever o que vai acontecer. Uma coisa é previsível: a euforia que grassa nalguns meios pode dar azo a uma grande depressão. A real politik não se compadece de utopias. A crença nos milagres não significa que aconteçam. Resta saber se haverá racionalidade e bom senso.

MG

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publicado às 20:49

Moustaki

por Naçao Valente, em 24.05.13

Grécia, Egipto, França, é o triângulo Moustaki. A hipotenusa é a música. Os catetos são a canção ao serviço da cidadania e da justiça social. A bissectriz é a língua portuguesa na voz do George: le métèque. Partiu. Na geometria celeste os anjos vão adorar ouvi-lo.

 

 

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publicado às 18:43

Calotes da Alemanha

por Naçao Valente, em 18.04.13

Depois de ter mandado investigar, o Ministério das Finanças grego apurou que a Alemanha deve mais de 162 mil milhões de euros à Grécia pelas indemnizações compensatórias que não foram pagas ao país após três anos de ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar de o governo grego considerar que o assunto é sensível, especialmente pelo atraso das transferências da troika para o país, Christos Staikouras, ministro da Finanças adjunto, afirma que o assunto está em “aberto”.
Soube-se, entretanto, que a Alemanha deve 2,3 mil milhões de euros a Portugal por indemnizações da I Guerra. Acham que o ministro das Finanças da troika também vai averiguar o montante em dívida, como fez a Grécia, e reclamar o seu pagamento?

 

Em Câmara Corporativa

 

Aplica-se em pleno o ditado: bem prega frei Tomás, faz o que ele diz não faças o que ele faz. D facto a Alemanha que ajudou a endividar os países do Sul em benefício próprio, com a venda de submarinos, aviões e outras quinquilharias de pouca monta, exige a esses países o pagamento acelerado das suas dívidas. Contudo, ainda não pagou um calote quase centenário a Portugal e sofre de amnésia sobre as indemnizações compensatórias que deve à Grécia desde a Segunda Guerra Mundial.

 

Partindo do princípio que a Alemanha é "pessoa" de bem só encontro uma explicação. A Alemanha quer que estes países sigam o seu exemplo, isto é que se travistam de caloteiros. Só assim se entende a receita que lhes está a aplicar e que vai no sentido de destruir as suas economias com a austeridade. Deste modo como é que países sem rendimentos e cada vez mais endividados vão conseguir pagar?

 

MG

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publicado às 20:53




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