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O cordeiro pascal do governo

por Naçao Valente, em 01.07.13

Comprova-se. Gaspar caiu. Depois de Relvas foi o segundo cordeiro imolado. Como Pilatos todos vão lavar as mãos. O Governo vai renascer das cinzas?

Desiludam-se. A recorrente Páscoa governamental não trará a redenção. O pecado original deste Governo-austeridade/incompetência-não será limpo com o sangue deste cordeiro. A penitência vai continuar.

 

MG

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publicado às 19:15

Pode um homem sozinho dar cabo de um país?

por Naçao Valente, em 04.05.13

Miguel Sousa Tavares, Pode homem sozinho dar cabo de um país? [hoje no Expresso]:

            ‘Pode, se o deixarem à solta: é o que Vítor Gaspar está há quase dois anos a tentar fazer a Portugal. Ele dará cabo do país e não deixará pedra sobre pedra se não for urgentemente dispensado e mandado regressar à nave dos loucos de onde se evadiu.(...) tudo aquilo que Vítor Gaspar sabe fazer e faz, qualquer merceeiro, sem ofensa, sabe fazer: contas de somar e subtrair. Agora, faltam-lhe 6,5 mil milhões? É fácil de resolver, basta agarrar numa caneta e num papel.
            Ora, vejamos: conta de subtrair — tiram-se 2 mil milhões aos pensionistas e 3 mil milhões aos salários dos funcionários públicos. Temos 5 mil milhões, faltam 1,5. (...) aumenta-se o IRS (o único imposto que ainda garante retomo acrescido na receita fiscal). Aí estão os 6,5 mil milhões — a "reforma do Estado". Mas alguém lembra então a Gaspar que isto vai significar menos consumo privado e que menos consumo significa mais falências, mais desemprego, mais subsídios de desemprego a pagar
            (...) É assim que Vítor Gaspar governa o país, perante a aquiescência do primeiro-ministro e a cumplicidade do Presidente da República. Eles sustentam que tudo fará sentido e valerá a pena no dia em que Portugal regressar aos mercados.

 

              Não é um sonho, é um delírio: quanto mais o PIB cai mais sobe a dívida pública, calculada em percentagem do PIB. E, quando olharem para nós, sem a "protecção" da  t

    roika,

            , o que irão os mercados ver? Um país em recessão permanente, com a dívida sempre a subir e governado por Passos Coelho e Vítor Gaspar. Em que filme de aventuras é que eles aprenderam que um país assim é salvo por filantropos? Não, Gaspar não nos vai levar de volta aos mercados, a não ser em condições de estertor final; ele vai é levar-nos de volta a um novo resgate. E esse vai fazer-nos retroceder cem anos.’

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    publicado às 22:09

    Consenso e com senso

    por Naçao Valente, em 18.04.13

    Consenso e com senso,pronunciam-se da mesma maneira mas escrevem-se de forma diferente. Gramaticalmente designam-se palavras homófonas. Consenso aponta no sentido de conseguir acordos através do diálogo. Com senso aplica-se à faculdade de apreciar, de julgar, de ter juízo. Podemos assim e através do casamento das duas ideias encontrar a fórmula de congregar contrários. Mas a que propósito vem toda esta arenguisse? Não é concerteza para transformar este espaço em palco de análise gramatical. Não temos dedos para tocar essa guitarra. Estas palavras vêm à baila a propósito da entrada na ópera bufa em que se transformou o governo Passos/Gaspar, de um personagem chamado Poiares Maduro.

     

    Poiares Maduro, ilustre nos meios académicos, mas desconhecido no palco da política entrou pela boca de cena. Foi-lhe entregue a importante pasta de coordenação do governo. É apresentado na comunicação social como uma espécie de salvador da honra do convento de S.Bento. Destacou-se, porém, com a utilização da palavra consenso. Disse, quem fez a contabilidade, que a usou doze vezes na sua curta intervenção, na conferência de imprensa do governo. Consenso com tudo e mais umas botas. Esperemos que esta gesta consensual dê bons resultados no interior do próprio governo. Contudo, seria preferível que chamasse à liça o termo  "com senso". Ou seja, que se conseguisse meter senso na desvairada dupla Passos/Gaspar. Teria valido a pena a  contratação de Maduro. Mas será que é possível?

     

    MG

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    publicado às 21:01

    Carta armadilhada

    por Naçao Valente, em 16.04.13

    Todas as evidências comprovam que  governo português não joga com o baralho todo. É um baralho com muitos duques e sem um único ás. Tem apenas um rei de copas mas que não reina. Quem reina, de verdade, é um Joker infiltrado no baralho, como um cavalo de Trói(k)a, que passa o tempo a dar cheque ao rei. Também tem um cavaleiro de pau andante que raramente pára no mesmo sítio, isto é, tanto está fora como está dentro do baralho. Enquanto anda na sua missão de agente duplo, faz bluff com a sua aliada dama de ouros, uma espécie de deusa mãe pré-histórica, ligada ao culto da terra. Há ainda uma manilha de espadas armada em justiceira impoluta. Depois restam ternos, apenas para dar volume, mas sem qualquer valor na pontuação. É um baralho de cartas viciadas. Alimenta um jogo de batoteiros que jogam poker com o dinheiro dos outros. A batota continua, descarada, mesmo debaixo do olhar de um sherif estrábico. Mas para que o jogo tenha êxito precisam de uma novo parceiro. A carta armadilhada já seguiu para endereço Seguro. E tem um falso remetente: um Joker disfarçado de rei. Cuidado!  

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    publicado às 22:54

    Espelho meu, espelho meu

    por Naçao Valente, em 15.02.13

    -Jugular

    Espelho meu, espelho meu, há alguém mais importante que eu?

    Está na cara que há, meu. E nem é preciso ir muito longe. Temos o Gaspar, o Borges, O Moedinhas que não vale um tostão furado e até o Toni Carreira canta muito melhor e tem muito mais fãs. Acrescento o careca, o alemão e o etíope. Nem o pato Donald é tão patinho. E o Álvaro, meu bem, e o Álvaro dos pastéis que não faz nada. A única coisa que faz é de ti gato sapato. E o inSeguro, meu Deus, até o inSeguro, aquele insonso aquele" pamonha" já te ultrapassa 

    -Espelho meu, espelho meu (?) resposta errada. Não foi para isso que eu te contratei. Estava visto que não podia confiar em ti. Vê-se que foste adquirido numa loja de chineses. Para incensares a minha imagem, dei-te tudo, a começar pela luz e olha o que recebo em troca.

    - Sou um espelho de princípios, continuador de espelhos credenciados. Lamento mas não posso trair a minha linhagem. A verdade primeiro. E em verdade te digo que não passas dum pau mandado, de verbo de encher, de um cantor frustrado.

    -Espelho traidor, espelho traidor, eu sou um ungido do destino, tenho uma missão: salvar Portugal, talvez a Europa, quem sabe o mundo custe o que custar. Admito que o Gaspar me ajuda, que o Borges me aconselha e que o Relvas, enfim o Relvas tem-me na mão, mas caramba eu é que sou o primeiro.

    - Lamento desiludir-te, mas tu não passas de um primeiro de nada, de um ministro de coisa nenhuma, de um testa de ferro mole que existe para andar por aí a levar insultos, para os outros a fazerem pela calada. Estou a trazer-te para a realidade. Não digas que não sou teu amigo.

    --Espelho ingrato, espelho ingrato, que andas a comer no meu prato. Já não bastava um ex-secretário malcriado do alto que da sua superioridade cultural e liberdade literária, manda os meus fiscais levar por onde as galinhas põem ovos e vens também tu a trair o salvador da pátria. Só me resta despedir-te. Ainda tenho uma televisão e uns estaleiros  e vou-os trocar por um espelho brasileiro e por um espelho russo que saiba estar à minha altura.

    - Não ponhas mais na lamúria, pára de ser piegas, chega de dislates, assim queres assim o terás, vou-me embora...

    -Espelho meu, espelho meu, perdoa, fica, quero continuar a brincar aos governos, gosto tanto...viagens...Conselhos...fotos de família ao lado dela...

    -Tarde piaste, já não suporto a tua fronha. Bye, auf Wiedersehen, adeus minhas encomendas.

    -Espelho meu, espelho meu porque me abandonaste!?

     

    MG

     

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    publicado às 16:02

    Presidente corta-fitas

    por Naçao Valente, em 03.01.13

    No tempo da "outra senhora" os presidentes da República eram uma espécie de marionetas nas mãos do dito senhor Predidente do Conselho, Oliveira Salazar. Escolhidos a dedo por sua excelência, para o servirem, eram conhecidos por aquilo que mais faziam: inaugurações. Eram conhecidos como presidentes corta-fitas.

    Com o advento da democracia, a função de Presidente da República voltou a ter razão de ser. Eleito democraticamente, tem os poderes definidos na Constituição. E não são poderes de faz de conta. Entre eles está o de poder dissolver a Assembleia da República.

    Para mal dos nossos pecados, temos um Presidente que não exerce as suas funções. Sabemos que ocupa o palácio de Belém, onde vive de uma ou várias reformas, segundo diz com dificuldades e com a sua família. E pelo que transparece, a  sua actividade confunde-se com a de qualquer reformado inactivo. Não se vislumbra na sua acção o exercício de qualquer competência, com isenção ou independência. Para além do amém ao governo e de recados inconsequentes, nunca decide sim ou não. Decide quase sempre "nim". Foi o que se passou com o Orçamento do Estado. Alegando que lhe encontrou inconstitucionalidades promulgou-o. Nem coragem teve para o mandar para o Tribunal Constitucional, para avaliação preventiva.

    Os seus defensores alegam que fez muito bem para não perturbar a continuação da actividade governativa, num contexto complicado. Na minha opinião este argumento não colhe, sobretudo num Estado de Direito. As justificações do interesse nacional, não podem estar acima da lei, sem pôr em causa o próprio Estado de Direito. Em democracia há sempre soluções.

    Chego a uma conclusão: este homem que ocupa Belém, não é sequer Presidente corta-fitas. É um não-Presidente. Dito de outro modo, não existe Presidente da República em Portugal. Quem exerce o poder autocraticamente, sob uma fachada democrática, que tem um novo Presidente do Conselho, émulo do ditador Salazar, que se chama Gaspar. O resto é conversa fiada.

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    publicado às 20:36

    O génio e o nabo

    por Naçao Valente, em 16.10.12

    INSUSPEITO!

     

    "Vítor Gaspar não é o ministro das Finanças de Portugal. Se fosse, defendia os interesses do País. O brutal agravamento fiscal saído da sua mente brilhante não nos serve.Gaspar é o procurador do ministro das Finanças alemão e dos credores. Se não fosse, empenhava-se em renegociar os juros da dívida e o alargamento do prazo de ajustamento – em vez de lançar as famílias na miséria. O tempo que passou trancado em gabinetes e longe do mundo fez dele um contabilista arrogante. Mas, para nossa desgraça, o primeiro-ministro não lhe fica atrás na escassa preparação política. Passos Coelho é o que é – um nabo. Resta-nos que Cavaco Silva e os ex-presidentes falem para a Europa."

     

    Manuel catarino, subdirector do Correio da Manhã

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    publicado às 18:45

    O emplastro

    por Naçao Valente, em 03.01.12

     charquinho.weblog.com.pt

     

    Ninguém sabe quem é, nem o que faz, nem como vive. Mas quem não o conhece? Que espectador de televisão ainda não lhe passou pela vista aquela figura patusca que se cola aos repórteres televisivos? Com a sua persistência tornou-se figura pública com o epíteto de emplastro.

    Mas para além do lendário emplastro temos agora um neoemplastro. Ao contrário do verdadeiro atraído pelas câmaras, são estas que borboteiam à sua volta. Conhecemos-lhe a imagem franzina, a voz pastosa, o discurso monocórdico. O neoemplastro, ao contrário do verdadeiro, causa-nos medo, senão náusea. Não nasceu na cosmopolita cidade do Porto, mas na pacata vila de Manteigas. Correligionários chamam-lhe salazarzinho. Sem nada termos feito para isso e sem o merecermos, colou-se às nossas vidas como uma sanguessuga e está a tirar-nos a alegria de viver. Dizem que o seu criador já não lhe controla os Passos que ele próprio lhe deu. Dizem que o seu irmão principal bateu com as Portas e fugiu para parte incerta. Talvez um dia volte como filho pródigo. O neoemplastro que usa o nome de rei mago, tem a magia de nos adormecer num pesadelo de conformismo sem saída. Acordemos enquanto é tempo, para podermos continuar a apreciar a bonomia do verdadeiro emplastro.

     

    MG

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    publicado às 18:13




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