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A floresta do ouro escondido

por Naçao Valente, em 14.11.14

Diz um dirigente do CDS sobre os vistos Gold. Não podemos confundir as árvores podres com a floresta. É preciso descaramento. Apetece perguntar: afinal quem são as árvores podres? Não são por acaso altas figuras do aparelho do Estado. E peço desculpa se mal pergunto, mas quem foi que plantou estas árvores? Por acaso não foi esta gente que nos governa?

Dizem, procurando passar o sol com a peneira, que estes vistos trouxeram milhões em investimento. E porque gosto de falar com propriedade pergunto: Onde está esse investimento? Quantas fábricas financiou, quantos postos de trabalho criou? Continuo à espera dessa informação.

Dizem que reactivou o sector imobiliário. Mas como? Quantos edifícios foram construídos? Ou será que esse dinheiro apenas desenvolveu a especulação? Enquanto não forem dados números e factos concretos continuo a duvidar da validade deste programa e da utilidade dinheiro para o desenvolvimento do país. E resta saber quantas mais árvores de grande porte têm a doença da podridão

MG

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publicado às 19:28

Não acontece nada

por Naçao Valente, em 10.07.14

A pior angústia de quem escreve, por obrigação ou gosto, é a falta de assunto. Nos dias que correm encontrar assunto interessante é quase como procurar agulha em palheiro Revolve-se, revolve-se, e só sai palha. O mundial de futebol já era. Depois de não haver cão nem gato que não tenha dito uns bitaites sobre o assunto é como chover no molhado. Para mais, depois de doses maciças de opiniões e comentários, até enjoa o estômago mais robusto. O vómito está à flor da pele. Não dou para esse peditório.

 

Há pois! E o caso Espírito Santo? Bem, de mansinho como uma brisa matinal vai crescendo e está quase a tornar-se furacão. À partida parece ser assunto que apenas interessa a banqueiros. Parasitas! Que se lixem. Bem, também há os accionistas. Pois, gente de muito dinheiro. Cambada é o que é. Está certo, mas e os depositantes? Bom, os grandes que se aguentem. Exploradores! Os pequenos estão protegidos por uma garantia bancária. Então está tudo no melhor dos mundos. Conversa para encher? Não contribuo.

 

E a Bolsa está mesmo a pirar. Ou não? Pode ser, mas é bem feito. Não me interessa o que acontece a exploradores. Mas lá existem economias de pequenos accionistas. Ou não? A Bolsa é um investimento de risco, uma espécie de casino. Sabe-se. Se puseram lá economias e as perderem é bem feito. Quem tudo crer tudo perde. Garganeiros! Não se perde tempo com viciados. Assunto arrumado.

 

Os mercados começam a ficar nervosos. Aliás, ficam nervosos por dá cá aquela palha. Que fiquem. Bem, mas atrás do sector financeiro está a economia. E a economia somos todos. E lá vamos alegremente de crise em crise até à crise final. Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão. E o mexilhão somos nós. Fazer o quê? Aguentar. Esperar que o mar acalme. Depois ocupar a orla das praias. O verão é curto. Para quê massacrar as palavras se não acontece nada.

 

MG  

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publicado às 22:35

Remake

por Naçao Valente, em 27.12.12

ponteeuropa.blogspot.com

 

 

 

Os tempos estão difíceis. A Europa da riqueza e da prosperidade passa por uma crise económica, mas também identitária e existencial. Acreditou-se que esta prosperidade, construída sobre o usufruto  de dois terços da riqueza mundial, por um terço dos cidadãos do mundo era eterna. Puro engano. O mundo  mudou. Os países da Ásia acordaram do seu longo adormecimento. Estão na luta pela repartição do bolo e as fatias são cada vez mais pequenas.

Por outro lado, a velha Europa deixou  a economia cair no liberalismo sem regras, na desregulação dos mercados financeiros, na ditadura dos especuladores e está num beco de difícil saída. As doença sente-se nos seus membros mais fracos mas atingirá todo o organismo se não for travada.

 

Eu já vi este filme noutros carnavais. Também o poderoso Império Romano se construíu sobre o expansionismo guerreiro, dominando todos os territórios à volta do Mediterrâneo. Baseou-se numa economia guerreira e esclavagista, onde a mão-de obra escrava, captada na guerra, garantia a produção de bens. Quando a expansão terminou e os escravos que asseguravam o trabalho começaram a escassear, começou a hecatombe. O consumo deixou de ser suportado pela produção e as condições de vida pioraram. Daí até  à instabilidade política  e à anarquia militar foi uma questão de tempo .O regime , incapaz de se adaptar à nova realidade, implodiu.

 

A Europa, salvaguardadas as devidas distâncias, corre um risco idêntico se não arrepiar caminho. Ou se constitui como um corpo unido e coeso do ponto de vista económico e político, considerando todas as nações,  como parceiros iguais e úteis para conseguir adaptar-se aos novos tempos. Ou envereda, como parece neste momento, pelo caminho da divisão, deixando os mais fracos à mercê da economia especulativa e hipoteca a sua sobrevivência. O que vejo, é os actuais dirigentes europeus a digladiar-se como os imperadores da fase final do império romano. O que vejo é que os europeus e especialmente a classe política  não aprendem com as lições da história. Pior, será que chegaram a aprender história?

 

MG

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publicado às 12:27

A galinha dos ovos de ouro

por Naçao Valente, em 08.12.11

komporta.blogspot.com

Como afirmou o ex-primeiro ministro as dívidas, ditas soberanas, estão associadas ao capitalismo.  Sempre existiram e continuarão a existir enquanto houver este sistema económico. Sem recurso a endividamento não se construíam estradas, portos, fábricas, em suma não havia desenvolvimento nem progresso. Nesta perspectiva, os estados, as empresas e as pessoas recorrem a empréstimos para terem acesso imediato a bens que de outra forma não poderiam usufruir. De igual modo, os mercados financeiros ganham mais valias com o aluguer do seu dinheiro.

 

Após a crise gerada pela especulação, os mercados apoiados pelo seu cortejo de bajuladores, (políticos, analistas, comentadores) descobriram, pasme-se, que todo o mundo estava a gastar  acima das suas possibilidades. Mas quem incentivou a consumir?  Não foram os usurários para aumentar os seus lucros? Mais, não foram eles que determinaram as condições? Então porque razão, contrariando tudo o que estabeleceram, mudaram as suas próprias regras, acusando tudo e todos de caloteiros e exigindo a devolução rápida do seu dinheiro? Mas será que os mercados e os seus agentes económicos e políticos não sabem que assim estão a matar a galinha dos ovos de ouro que os alimenta e os engorda? Mas será que os mercados ensandeceram ao ponto de pôr em causa a sua sobrevivência? Há razões que a razão desconhece, digo eu!

MG

 

 

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publicado às 21:29

Indignações

por Naçao Valente, em 16.10.11

 

Toda a indignação me parece justa e necessária. Mas dírigir a indignação apenas contra os políticos parece-me ser um acto falhado É que, do meu ponto de vista e  sem pôr em causa as suas responsabilidades, a raiz do problema passa também por aí, mas não está aí. O principal erro dos politicos foi deixarem-se ultrapassar pelos acontecimentos, ou seja deixaram que o domínio da economia passasse para os centros financeiros, hoje ditos ditos mercados. Isto mostra que nos últimos anos a qualidade dos politicos baixou. Mas são os que temos ponto final. Daí que a indignação não possa ignorar esta situação e deva dirigir a sua acção para o alvo correcto, a especulação, como já está a acontecer nos EUA.
Por outro lado, não podemos esquecer que até final do século XX cerca de 2/3 da riqueza mundial era absorvida pelos ocidentais com apenas 1/3 da população. Acontece que os países asiáticos começaram a reinvindicar o acesso a essa riqueza e a divisão do bolo é mais alargada. E esse é um  dos problemas que as fracas e incompetentes direcções políticas não souberam prever, nem estão a conseguir resolver.
Como sair deste labirinto? Sem ser dono de nenhuma verdade, penso que só uma acção de vontades de âmbito mundial, contra a minoria de especuladores que mexem os cordelinhos, pode dar a volta à situação. E estão à vista os primeiros indícios. Esperemos que continuem com inteligência e determinação.

MG

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publicado às 16:21

Contra os mercados marchar, marchar

por Naçao Valente, em 12.11.10

Os tão badalados mercados são como os interruptores, tanto estão para baixo como estão para cima. Depende do humor da mão que os manipula. O que prova à saciedade que o seu comportamento é mais motivado por aproveitamento especulativo, do que por  cenários pretensamente catastrofistas. Na mira dos mercados não estão os países economicamente mais poderosos, mas aqueles cujo peso ou melhor cuja leveza menos pesa na balança da política europeia.

 

Portugal só pode libertar-se deste garrote dos mercados com os esforços de toda a sociedade. Ou seja, a sociedade tem de unir-se num pacto de salvação nacional em cinco pontos essenciais: no controle das contas públicas, na formação real de mais valias humanas; no desenvolvimento tecnológico diferenciado para potenciar exportações; na diversificação de mercados; no aproveitamento dos inúmeros recursos ligados ao mar.

 

Neste pacto, devem unir-se até final da legislatura, todas as forças políticas, o que implica uma mudança de atitudes, até agora, direccionadas para a chicana política, visando a conquista de mais um voto a qualquer preço. Implica responsabilidade, sentido de patriotismo, espírito de nação. A ideia que tudo se resolve com uma mudança política, no actual contexto, é uma visão tacanha da realidade. Sem pôr em causa as justas diferenças ideológicas, há momentos na vida dos povos, em que precisam de se unir para ultrapassar as dificuldades. A união pelo desenvolvimento e pela independência é um imperativo nacional.  Sem um compromisso que mobilize todos os portugueses, é impossível vencer a crise. Esta unidade é fundamental para "contra os mercados marchar, marchar."

 

MG

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publicado às 22:00




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