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Realidade Paralela

por Naçao Valente, em 17.02.16

,Um deputado da Nação que apenas se distingue dos demais por usar PIN na lapela, foi convidado para inaugurar um centro escolar em Lordelo, que por casualidade está a funcionar desde 2013. Mas está tudo de pantanas? A haver inauguração, não cabia esta, do ponto de vista institucional, a um membro da actual governação, nomeadamente da área da educação? Por que raio foi convidado um deputado da oposição? Em que mundo vivemos? Possivelmente em dois. No real, com um governo com suporte parlamentar e num outro que deve pertencer a uma realidade paralela, onde  existe um chefe de governo, sem governo, paralelo. Resta saber quem financia este centro escolar que, pelos vistos,  faz parte da República Paralela de Portugal.

MG  

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publicado às 20:08

A força de Paris

por Naçao Valente, em 20.11.15

Há muitas diferenças entre Paris e os extremistas islâmicos. Mas há uma que é a mãe de todas as diferenças. É a democracia, com todos os seus defeitos. E Paris está na génese dessa grande mudança. Foi ali que no final do século XVIII, se deram os acontecimentos que levaram à substituição do poder absoluto por uma república parlamentar. Foi ali que caiu o poder secular da nobreza e ascendeu ao governo a classe económica dominante, designada como burguesia. Ali assumiu o sistema capitalista a sua plenitude.

O Islão, com uma ou outra excepção, nunca saiu do absolutismo, mantido em muitos países debaixo da ortodoxia religiosa. A separação entre a igreja e o estado é um passo fundamental no caminho de uma sociedade progressista. A educação universal e laica outro passo fundamental. A distribuição mais equitativa da riqueza um passo decisivo. Os ditadores de muitos países árabes, eternizam o seu poder, na manutenção do dogmatismo religioso como suporte ideológico dos seus regimes. Paris como símbolo da revolução democrática é um demónio a estigmatizar.

O controle da mentalidade das suas populações passa por diabolizar o modo de vida ocidental, de que Paris é alfa e ómega. Daí que os extremismos promovam o ódio contra o bem estar que a cidade luz representa. Nesse sentido será um alvo privilegiado. Como tal tem que aumentar o nível de alerta. E no campo da educação, deve o Ocidente utilizar todas as vias e todas as oportunidades, para tirar as populações do obscurantismo a que estão sujeitos. Só esta revolução pode libertar aqueles povos do fundamentalismo que os oprime.

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publicado às 23:01

Pai, sou ministro

por Naçao Valente, em 16.11.14

Nem tudo o que brilha é ouro. O ditado, aplica-se com toda a propriedade, aos vistos gold. O que brilha, neste caso, é corrupção nas altas esferas do Estado. Mas e ao contrário de outros membros do governo, metidos em alhadas, o ministro da Administração Interna teve um comportamento digno. Assumiu a sua responsabilidade política e demitiu-se.

O mesmo não se pode dizer de outros ministros, que parece que se reforçam com os disparates do seu ministério. Um caso paradigmático é o do ministro da Educação. Apesar do rasto de destruição que vai deixando no sector continua firme no seu posto. Se acrescentarmos o tirocínio que fez como comentador/crítico de anteriores ministros, faz lembrar a criança a quem deram uma prenda muito desejada, mesmo que não a mereça. E cheio de vaidade diz depois de receber o cargo: pai, sou ministro!

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publicado às 21:32

Une merde

por Naçao Valente, em 03.12.13

A educação é a chave do desenvolvimento. Investir no ensino é sempre uma mais valia. Mau grado alguns erros de precurso o ensino português estava a evoluir no sentido positivo. Ia até à chegada do ministro Crato. Não sei que conhecimentos tem sobre educação. Até agora não lhe conheço qualquer ideia inovadora. Debita e aplica aos repelões uma medidas avulsas salazarentas e fora de prazo. Para além de estar a destruir a escola pública num desvario economicista, a política de Crato não tem ponta por onde se lhe pegue e não é passivel de qualquer análise séria. Só me ocorre uma palavra para a definir e numa língua estrangeira para não escandalizar: une merde.

 

MG

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publicado às 22:31

Para acabar de vez com o ensino

por Naçao Valente, em 18.11.13

O ministro da (des) educação tem exercido o seu mandato como liquidador do ensino público. Não se lhe conhece qualquer teoria sobre educação nem nenhum visão estratégica sobre o sistema de ensino. Governa à maneira talibã com medidas avulsas desgarradas e sem coerência. Vai cumprindo paulatinamente a missão de destruir a escola pública. Mas a sua medida mais caricata é a avaliação de docentes com anos de serviço através de um exame de contornos indefinidos.

Tenho algum conhecimento de causa. A profissão docente é muito complexa. Um professor começa por fazer a sua formação científica numa Universidade que a credita. Depois faz a formação pedagógica em serviço ou também a nível universitário. Tem de ser creditado novamente. Ao longo da sua carreira faz constantes cursos de actualização. O resto é experiência no âmbito de uma sala de aula perante cerca de trinta alunos, muitas vezes indisciplinadas e com pouca vontade de aprender. Para além disto tem de lidar com a pressão dos encarregados de educação sempre disponíveis para responsabilizar os docentes pelo insucesso escolar. Para resistir é preciso muitas vezes uma forte personalidade. Haverá melhor avaliação que esta? Como se avalia um profissional com anos de serviço, numa prova de uma ou duas horas? E avalia-se da mesma forma um professor de matemática e um de português? Das duas uma: ou esta prova é para "inglês ver" ou é utilizada como pretexto para despedir à margem da Lei. Digo convictamente:  quem devia ser avaliado em primeiro lugar era o ministro. Duvido que passasse na avaliação para a função que exerce.

 

MG

 

PS :Os docentes que combateram com êxito Maria de Lurdes Rodrigues, por muito menos, onde estão?

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publicado às 20:44

Escolas para professores?

por Naçao Valente, em 01.11.13

Consta que no dito guião da reforma do Estado (leia-se guião para despedir) está prevista a venda das escolas aos professores. Sendo as escolas propriedade pública tal intenção significa que as querem privatizar. Escolas privadas são um negócio e deixam de ser serviço público. Nesta perspectiva a educação passa a ser um valor transaccionável. Desta maneira, quem quiser frequentar o ensino tem de abrir os cordões à ,se a tiver. Logo quem não tiver bolsa bye bye escola que é como dizer vai vê-la por um canudo. Deste modo escola passa a significar privilégio de elites.

 

Mas a questão da propriedade levanta muitas interrogações e variadas preocupações. Partindo do princípio que estas não vão custar dez reis de mel coado e que os professores não nadam em ondas de dinheiro, não consigo entender como as vão comprar. Pode ter-se a expectativa de conseguir um crédito bancário. Mas a não ser que os bancos deixem de ser um negócio e passem a ser instituições de beneficência, não os vejo a emprestar dinheiro a qualquer pé rapado. Assim vender escolas a professores cheira a gozação. Só pode. No mínimo é um insulto à inteligência dos próprios professores. Nesse sentido fico descansado. É mais natural uma escola passar pelo buraco de uma agulha que ir parar às mãos de um professor. A não ser que o leque seja alargado a vastos horizontes geográficos . Aí podem ser compradas por professores chineses, angolanos ou sauditas. Começa a fazer sentido. Às tantas, esta proposta, não é um grande disparate como cheguei a pensar.

 

MG

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publicado às 22:02

Greve de serviços máximos

por Naçao Valente, em 12.06.13

Tenho visto muito comentador encartado  diabolizar a greve dos professores num dia de exames. Veja-se a jornalista Clara Ferreira Alves, por exemplo. A discordância é livre, mas concordar por oposição com Crato e com a sua actuação neste caso, reflexo da política educativa do governo, é concordar com a destruição da escola pública, com a desqualificação da qualidade da educação, com o despedimento de professores que não estão a mais. (MLRodrigues)

 

Com todo o respeito, ilustres comentadores, penso que é pura demagogia considerar esta greve um acto terrorista. As infelizes criancinhas reféns de malvados professores. A greve é uma arma na mão dos cidadãos para lutar pelos seus direitos. Foi com ela que se lutou, por exemplo, pelas oito horas de trabalho. Com sangue. Se uma greve não prejudica nada, nem ninguém, não tem eficácia. E julgo que sabem ou deviam saber, que a greve prejudica, em primeiro lugar, quem a faz. "Prejudicar" alunos é a mesma coisa que prejudicar utentes de transportes, ou doentes que perdem a operação marcada. Numa greve não pode haver prejudicados de primeira e de segunda. Nem greves lícitas e ilícitas. Nem greves morais e imorais. Há greves com as suas consequências. Ponto.

 

 

PS: O tribunal arbitral não aceitou a aplicação de serviços mínimos. O governo acabou de decretar serviços máximos.

 

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publicado às 22:50

Manifesto: obrigado professores

por Naçao Valente, em 11.06.13

 

Personalidades da arte e da cultura solidárias com a greve dos professores

 

Manifesto: Obrigado professores

Sem Educação não há país que ande para a frente. E é para trás que andamos quando o governo decide aumentar o número de alunos por turma, despedir milhares de professores e desumanizar as escolas, desbaratando os avanços nas qualificações que o país conheceu nas últimas décadas. Não satisfeito, continua a sua cruzada contra a escola pública. Ameaça com mais despedimentos e com o aumento do horário de trabalho dos que ficam.

Ao atacar os professores o governo torna os alunos reféns. Com menos apoios educativos e menos recursos para fazer face à diversidade de estudantes, é a escola pública que sai enfraquecida. Querem encaixotar os alunos em turmas cada vez maiores com docentes cada vez mais desmotivados. Cortam nas disciplinas de formação cívica e do ensino artístico e tecnológico, negando aos jovens todos os horizontes possíveis.

Os professores estão em greve pela qualidade da escola pública e em nome dos alunos e das suas famílias. Porque sabem que baixar os braços é pactuar com a degradação da escola. Os professores fazem greve porque querem devolver as asas aos seus alunos que o governo entretanto roubou. Esta greve é por isso justa e necessária. É um murro na mesa de quem está farto de ser enganado. É um murro na mesa para defender um bem público cada vez mais ameaçado.

Por isso, estamos solidários. Apoiamos a greve dos professores em nome de uma escola para todos e onde todos cabem. Em nome de um país mais informado e qualificado, em nome das crianças que merecem um ensino de qualidade e toda a disponibilidade de quem sempre esteve com elas. É preciso libertar a escola pública do sequestro imposto pelo governo e pela troika. Aos professores dizemos “obrigado!” por defenderem um direito que é de todos.

Subscritores:

António Pinho Vargas, Compositor Bruno Cabral, Realizador Camilo Azevedo, Realizador, RTP Carlos Mendes, Músico David Bonneville, Cineasta Eurico Carrapatoso, Compositor Hélia Correia, Escritora Leonel Moura, Artista plástico Luís Varatojo, Músico, A Naifa Luísa Ortigoso, Actriz Jacinto Lucas Pires, Escritor Joana Manuel, Actriz João Salaviza, Cineasta José Luís Peixoto, Escritor José Mário Branco, Músico José Vítor Malheiros, Jornalista Marta Lança, Editora e produtora Messias, Músico, Mercado Negro Nuno Artur Silva, Autor e produtor Pedro Pinho, Cineasta Rui Vieira Nery, Musicólogo Raquel Freire, Cineasta Sérgio Godinho, Músico Valter Vinagre, Fotógrafo. Zé Pedro, Músico, Xutos e Pontapés.

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publicado às 18:12

O liquidador

por Naçao Valente, em 29.06.12

Era uma vez um homem que queria ser ministro da educação. Toda a sua vida se preparou. Libertou-se do percurso de anónimo professor. conseguiu ascender a presidente de uma corporação disciplinar. Daí a comentador televisivo foi um pequeno grande passo. Especializou-se em criticar a educação do seu país. Para da crítica quase sempre destrutiva não se lhe ouvia uma ideia sobre como melhorar a prática lectiva, resolver o problema da democratização/massificação do ensino, atacar a chaga da indisciplina com raízes profundas fora da escola. Do seu pensamento salienta-se um vago reportório de princípios gerais, como mais rigor, mais exigência, mais disciplina tudo embrulhado em mais exames.

 

Era um uma vez um homem que queria ser ministro da educação. E foi! Foi? Ministro certamente. Na educação será recordado como o  liquidador. Liquidador da qualidade do ensino público. Com aumento do número de alunos por turmas para além do limite  dos próprios espaços disponíveis. Com a diminuição do número de professores. Com a superlotação que são os mega-agrupamentos. Com as medidas avulsas com que está a comprometer o verdadeiro trabalho das direcções.

 

Independentemente do que sabe ou não de educação não tem consciência da negatividade destas medidas. Tem e isso é que é mais grave. Sabe que foi contratado para liquidador. Mas antes ministro por um dia que anónimo para toda a vida. Cumpriu o seu sonho: foi nomeado ministro da educação. Quando era comentador costumava dizer que o Ministério da educação, precisava de ser implodido. O ME vai continuar de pé. O que implodirá será um ensino público de qualidade.

 

MG    

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publicado às 23:25

Esbulho e esmola forçada: eis o ME

por Naçao Valente, em 28.09.11

Equações ou a arte de tirar o que não deu?

 

Ministério cancelou prémios de 500 euros a dias de entregá-los aos melhores alunos do país»

 

 

Esbulho ou esmola forçada? Retirar um prémio já atribuído neste ano lectivo, contra todas as regras de um Estado de Direito e à revelia de todos os princípios éticos, nem ao diabo lembraria. Mas lembrou ao Sr. Crato promovido a ministro da Educação, depois do tirocínio no programa Plano Inclinado da TV. E lembrou-se ainda de uma emenda bem pior que o soneto: devem os espoliados dizer a que alunos carenciados deve ser distribuída essa verba. Espantoso! E saberá o ministro se os alunos vencedores são carenciados? Esta alarvidade já nem se enquadra no "mudar as regras a meio do jogo", mas  antes a alterá-las depois do jogo acabar, para assim construir o seu resultado. Que exemplo de coerência, respeito pelas leis e "palavra" se dá a jovens em formação? Que exemplo sobretudo vindo de um Ministro da Educação! Ministro? Talvez. Da Educação? De certeza que não.

 

MG

 

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publicado às 18:27




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