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O maior sujeito da história

por Naçao Valente, em 20.11.15

Transcrição do texto de Viriato Soromenho Marques, publicado no DN. Sem comentários.
O maior sujeito da história
Já acreditámos que o sujeito da história residia na vontade divina, em heróis messiânicos, no impulso para a paz universal, no motor da luta de classes, na expansão do mercado livre. Contudo, nenhuma dessas teses resistiu ao atrito da realidade. No interior do fio enrodilhado da história espreita, pelo contrário, a estupidez humana (que Einstein considerava ser mais seguramente infinita do que o universo). Em numerosos domínios, a humanidade conseguiu criar filtros e mecanismos de redução do erro, do disparate, da incompetência. Nas empresas, na tecnologia, na ciência, até na guerra. Só na política, mesmo nas democracias constitucionalmente sofisticadas, a estupidez parece permanecer instalada no posto de comando. Olhe-se a nossa Europa. Parece uma nau já sem mastros, sacudida por vagas sucessivas: uma união monetária que destrói riqueza e trabalho; uma vaga de refugiados vinda de Estados fronteiriços que ajudámos, por atos e omissões, a implodir; ataques terroristas que revelam o preço a pagar por quem baixou a guarda; tribunos que empurram os europeus para o fogo, para os salvarem da panela de água fervente...Na edição francesa (1937) d" A Rebelião das Massas, Ortega y Gasset profetizava a inevitável unidade política da Europa, dizendo que a sua ocasião talvez surgisse quando "a trança de um chinês espreitasse sobre os Urais, ou pelo estremecer do grande magma islâmico". Em vez da unidade europeia, tivemos o segundo suicídio europeu na guerra de Hitler. Hoje, o "magma islâmico" derrama sangue nas ruas de Paris. O genial Ortega esqueceu-se da sua própria lição. Hoje somos governados por "senhoritos satisfeitos". Em vez da agenda para uma Europa com futuro, têm uma lista de desejos e clientelas apressadas por satisfazer.

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publicado às 21:56

Explicação do meu voto aos passarões

por Naçao Valente, em 22.10.15

Sou um apenas um dos milhões de votantes das últimas legislativas. Nessa condição, vou responder, como eleitor do PS, a um desafio de Ferreira Fernandes, numa deliciosa crónica,  sobre a explicação das razões do meu voto. Por exclusão de partes não votei na PàF porque  embirro com o nome: causa-me stress, tira-me do sério, deixa-me apopléctico. E o mais grave é que não consigo encontrar explicação para tal. Chamásse-se a coligação, por exemplo, PIPI, PAU...outro galo cantaria. Até teria votado no BE pelos lindos olhos da Catarina Martins, ou pelo sorriso misterioso, tipo Mona Lisa, de Mariana Mortágua, mas a ser descoberto,corria o risco de ter no currículo a mancha anti-nato. Não quero perder o estatuto de patriota. Desde que me meteram na cabeça que os comunistas comem criancinhas (e se não comem podem ter comido) que me causa engulhos e faz aumenta a azia votar no PCP. E se não está provado que comam criancinhas, pelo menos ninguém contesta que engolem sapos. De modo que te arrenego.

Então que alternativa me restava? Bom, ainda há os pequenos partidos, mas são tantos e tão iguais que não percebo ao que vêm. Porque não quero ter o rótulo de abstencionista (chateia-me)  votei no PS, com a esperança de deixar de ver aqueles ministros todos de pin na lapela. Fazem-me lembrar tempos idos em que me obrigaram a andar, na escola, com o pin da mocidade portuguesa. Ainda estou traumatizado. Votei para libertar o Passos de tanta canseira pela pátria e poder seguir a sua vocação de cantador. É uma pena perde-se aquela voz a debitar números e estatísticas, quase sem pre furadas. Votei porque ainda gostava de ver o Portas como comentador de futebol a debater com BDC e gostava de ver os comentadores e fazedores de opinião a engolir os sapos vomitados pelo PC.

Cumpridos estes motivos, dou liberdade ao Costa para fazer o que quiser com o meu voto. Pode juntá-lo, aos da Catarina, aos do Jerónimo e até ao dos animais que eu cá não sou elitista. A aliança de governo à esquerda, ao contrário das interpretações, que os analistas, não autorizados, fazem do meu voto, não me tira o sono, nem me cria vontade de emigrar depois de ter resistido durante quatro anos. Melhor, essa do governo de "esquerdalhos" não passa de um detalhe.

MG

E aqui vos deixo a crónica que inspirou este texto: um doce a que nem um diabético deve resistir.

 

 Não foi para isto que votei no PS!


Como há dúvidas, vou dizer porque votei. Votei no PS, eu, para que todas as casas com construção embargada que me estragam a paisagem sejam deitadas abaixo, já. Esse meu querer lembro-me de ter sussurrado ao voto quando o deitei (só não escrevi para o não inutilizar) - vai para três semanas, e o PS sobre o assunto, nada. Votei no PS por causa do sorriso irónico do líder, são os únicos sorrisos de que gosto nos políticos, mas desde o dia 4 não me parece ser esse o critério de aliança de Costa (a Catarina é simpática, o Jerónimo é veemente, mas nada disso vale um sorriso irónico, acho). Votei no PS para que ele fosse buscar o Luis Fernando Verissimo ao Brasil para dar aulas, nos três canais, duas horas por dia, prime time, sobre como se escrevem diálogos - acho o diálogo fundamental e ninguém pôs isso no programa eleitoral (o PS também não, mas eu não me ia abster, soprei no voto e foi também por isso que votei). Votei no PS porque gosto das ruas alegradas, o Costa pintou a Rua Nova do Carvalho de cor-de-rosa e eu gostava de ver a Estrada de Benfica a cheirar a pitanga. Basicamente foi isto. Os outros 5 408 804 eleitores que digam porque votaram. Eu foi por isto. E não admito que os comentadores digam que votei ou não votei por outras razões senão as expostas. Quanto a formar governo, fui ver à Constituição, não sou eu. Se fosse, vocês iam ter surpresas do caraças.

 

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publicado às 16:04

Mistérios

por Naçao Valente, em 18.05.11

Milhares de pessoas permanecem na praça Puerta del Sol, desafiando a chuva e a proibição ao protesto por parte das autoridadesfoto DN

 

Como se explicam os protestos em Espanha( possivelmente na linha da frente do FMI) contra a situação económica, o desemprego(cerca de 20%), o aumento da idade da reforma(67 anos), os cortes salariais, o aumento da dívida se a Espanha não é governada por Sócrates?

 

Como acontecem estes protestos na Grécia contra a crise financeira e  o seu crescente agravamento se José Sócrates o político português (não o filósofo) não tem no seu currículo ter feito parte do governo grego?

 

Mistérios!

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publicado às 21:58




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