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Dia D

por Naçao Valente, em 06.06.19

Há 75 anos aconteceu o desembarque na Normandia para derrotar o "nazismo/fascismo" que dominava grande parte da Europa. Foram longos anos de um domínio com consequências trágicas para os europeus.

Esse ajuda, vinda de fora. desequilibrou a relação de forças a favor da libertação dos povos dominados.Esse desembarque teve como consequência, pôr fim à repressão e levou à abertura do processo de regresso à liberdade e à democracia.

Depois de duas guerras mortíferas e destruidoras. Os dirigentes políticos perceberam, finalmente, que só haveria liberdade e paz na Europa com unidade de todos os europeus. Daí nasceu aquilo que é hoje a União Europeia, aí começou o mais longo período de paz e progresso.

Os políticos que aprenderam a lição e construiram a UE já estão quase desaparecidos. As novas gerações viveram num mundo livre, e não têm conciência do que é a ditadura. Por isso, podem cair na tentação de destruir o que tanto custou construir.

Hoje, em honra desta efeméride, devíamos reflectir sobre os nossos comportamentos. A democracia tem defeitos, mas ainda é a melhor via para a igualdade e para o progresso. A nossa participação é vital. Sem ela não há liberdade. Participar é a melhor maneira que temos de honrar  milhões de vítimas desses anos de ignomínia.

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publicado às 21:13

Pontos nos is

por Naçao Valente, em 07.11.15

Vamos pôr os pontos nos is. Em Portugal os comunistas serão cerca de meio milhão de cidadãos votantes. Numa população de dez milhões de Portugueses são uma minoria. Nesse sentido, podemos concluir que a grande maioria é anticomunista, se considerarmos que não se revê no tipo de sociedade subjacente ao projecto marxista que o PCP defende.

Daí que, no significado restrito de anticomunismo, me identifique com Clara Ferreira Alves. Também estive na Alameda na defesa da implementação de regime democrático e das amplas liberdades. É certo que a extrema-esquerda civil e militar ensaiava, na época, um caminho que levaria ao triunfo de uma ditadura, de contornos ideológicos contrários aquela que havia sido derrubada. E não há ditaduras boas e más. São todas más.

Quarenta anos passados, o mundo mudou. E muito. Clara Ferreira Alves não percebeu ou não quis perceber essa mudança. Os regimes comunistas, com excepção da ditadura arcaica da Coreia do Norte, foram varridos da face da terra. Os partidos comunistas tradicionais foram perdendo importância política, e muitos deles desapareceram ou diluíram-se noutros movimentos. O PCP é dos poucos, senão o único resistente, no âmbito do panorama europeu. Diversas razões o justificam, mas não é essa, agora, a discussão. O comunismo aplicado por Lenine e Estaline é hoje apenas uma memória histórica.

Daí que, partir de uma realidade inexistente, para justificar uma posição pessoal contra uma possível aliança à esquerda, é  politicamente anacrónico e intelectualmente desonesto. É não apenas de uma manifestação de anticomunismo, mas uma assunção de primarismo anticomunista. Recorrer a uma narrativa passadista, ponteada por aspectos programáticos, quiçá desenquadrados de um mundo globalizado, é atirar areia para os olhos,do pagode. (perdão pelo plebeísmo) 

A realidade tem um comportamento dinâmico. O que ontem era criticável pode ser hoje virtuoso. Ficar agarrado a dinâmicas que deixaram de existir é não querer sair de uma divisão do mundo que ruiu com o muro de Berlim. Por mais retórica que se aplique, por mais raciocínios tortuosos que se apresentem, o certo é que, passados quarentas anos, o PCP não é um perigo para a democracia, e muito menos para o capitalismo, já adoptado pelos regimes comunistas mitigados que ainda governam. Muito mais caricato na sua argumentação é, qual profeta bíblico, atribuir à coligação de esquerda, o eventual fim do regime democrático. Mais que o comunismo moribundo,o que deve preocupar Clara Ferreira Alves é o renascimento do fenómeno da xenofobia na Europa. É por aí que a democracia pode correr perigo.

MG

 

 

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publicado às 15:50

Cavaco e a fonte Lumiosa

por Naçao Valente, em 23.10.15

(...) Ou seja: Cavaco não usou justificações democráticas e constitucionalmente sustentadas. "Pelo contrário, adotou uma postura autocrática, tornando claro a uma parte do país que o seu voto e ideias cheiram mal - parte do país que, curiosamente, serviu para derrubar em 2011 um governo contra o qual reclamou "um sobressalto cívico". Para Cavaco, BE e PCP só dão jeito para deitar abaixo governos, nunca para os sustentar. E se os portugueses decidiram nas urnas virar a página, Cavaco cá está para lhes emendar a mão. Independentemente da vontade dos eleitores, o homem que ocupa Belém com a mais baixa votação e pior aprovação de sempre quer impor a sua, brandindo, como tantos, de Avillez a Barreto, fizeram nos últimos dias, a sua moca de Rio Maior. Ganha a verdade e a clareza, se tivéssemos dúvidas. Mas alguém devia lembrar ao PR que quem subiu à Fonte Luminosa foi o PS, e Costa esteve lá."

Fernanda Câncio

PS eu também estive lá. Cavaco não sei.

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publicado às 21:31

A voz dos outros

por Naçao Valente, em 08.09.15

 

Reprodução de um texto lúcido e assertivo, publicado no blogue "DEFENDER O QUADRADO"

 

"A marcação de jogos de futebol no dia das eleições é pouco recomendável.

 

Tudo tem sido muito pouco recomendável, de há 4 anos a esta parte - a actuação do governo, a irrevogabilidade de Portas, o colossal ministro das Finanças, a revolta do pastel de Belém, o nosso inexcedível Professor de Economia que ocupa o mais alto cargo da Nação, os jornalistas que se trocaram por mexeriqueiros incompetentes, a imparcialidade dos comentadores, a miséria medíocre e mesquinha das nossas elites, os jornais, a deseducação do Ministro Crato, o assistencialismo caritativo, a venda a patacos do Estado e dos serviços públicos.

 

Estamos todos a recomendar-nos outro País, outra capacidade de confiar, outra esperança no futuro. Precisamos de nos recomendar mais resistência, mais e maior força para chegar a 4 de Outubro. Desistir não é opção.

 

Para que possamos derrotar estes representantes pouco recomendáveis, que transformaram o nosso mundo num lugar pouco recomendável e nos recomendam que continuemos e que gostemos.

 

Não vale a pena compararmos António Costa a António José Seguro, como não vale a pena compararmos António Costa a Passos Coelho ou a Paulo Portas - não têm comparação possível.

 

Recomendemo-nos combater esta direita que nos encomenda as almas ao purgatório ressuscitada em 2011 ao ganhar as eleições. Não nos deixemos desanimar pela campanha de desinformação que nos enterra. A 4 de Outubro vamos votar e voltar a acreditar que há uma alternativa à pobreza, à descrença, à modorra assassina dos retrógrados."

Sofia Loureiro dos Santos

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publicado às 23:44

O povo unido nunca mais será vencido

por Naçao Valente, em 12.06.14
Depois da fome, da guerra

Da prisão e da tortura

Vi abrir-se a minha terra

Como um cravo de ternura


E agora o povo unido nunca mais será vencido



Este poema de Ary dos Santos que foi canção ícone da revolução dos cravos é exemplificativo do exagero ingénuo dos poetas. Por duas ordens de razões: a primeira é que o povo nunca foi unido; a segunda é que sempre foi e continuará a ser vencido. O povo aqui visto como a classe produtora, aquela que produz a riqueza, mas que dela não é a maior beneficiária e sempre esteve dividido.


No caso da revolução de Abril, essa divisão foi evidente logo durante o PREC. De um lado estavam os partidários da instalação de outra ditadura, de rosto esquerdista, e do outro os defensores de um regime democrático parlamentar. Dessa luta que atravessou o verão quente de 1975, saiu vencedora  a solução democrática encabeçada pelo PS e Mário Soares, atrás da qual se escondia toda a direita envergonhada e assustada.


Logo os partidos da via comunista se renderam à democracia e se adaptaram aos novos tempos. O certo é que essa divisão inicial se manteve grosso modo com cambiantes. E o que se constata é que não é uma divisão entre ricos e pobres, entre exploradores e explorados. É uma divisão dentro da classe popular. E são os partidos que se reivindicam, com propriedade de representantes do povo, que o dividem. Para além disso, os partidos da direita, maquilhados de defensores do interesse popular,  conseguem arregimentar, contra-natura parte desse eleitorada.


Assim chegamos à situação actual. Passo a passo a direita dos interesses, com o apoio daqueles que explora, foi aumentando o seu poder. Hoje a arrogância da exploração já não se contenta em retirar direitos que foi forçada a ceder. Divide cada vez mais, atiçando divisões entre gerações ou entre público e privado. Hoje os detentores do poder ousam desrespeitar a própria democracia e as suas instituições. Anos depois de Abril o povo que nunca esteve unido, está cada vez mais dividido. E o mais preocupante é que ainda não percebeu que é um peão de brega nas mãos dos poderosos.


MG

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publicado às 18:43

Tempo de praxes

por Naçao Valente, em 31.01.14

Nos últimos quarenta anos Portugal viveu em democracia. Os jovens nascidos não conheceram as características de um regime autoritário. Foram educados nos princípios da liberdade e da igualdade. Na sua aprendizagem para a cidadania foram-lhe transmitidos valores de respeito e tolerância entre todos. Como se explica então o comportamento autoritário, portanto anti-democrático, de jovens universitários sobre os seus pares? Como se explica que os filhos do regime democrático se arvorem em pequenos tiranetes, em total contra ciclo com o regime em que vivem? Por que negam aqueles que abusivamente subjugam a liberdade e em alguns aspectos até a libertinagem que lhes foi concedida?

 

Entre outras explicações que têm sido avançadas pode sugerir-se mais uma. Estes jovens limitam-se a seguir o espírito deste tempo. De facto vivemos em tempo de praxes. As praxes estão na moda ao mais alto nível. A nível europeu, por exemplo, os países mais fortes estão há anos a praxar os mais fracos. Tratam-nos como pigs (lixo) e empurram-nos para a chafurdagem na mais abjecta pobreza. Retiram direitos adquiridos sem direito a contestação, ameaçam cortar financiamentos e impõem juros humilhantes. Chamam-lhe austeridade mas é praxe .

 

A nível interno a praxe é uma festa constante. O Governo é menos um governo e mais uma comissão de praxantes. Depois de traçar a estratégia geral do empobrecimento é um ver se te avias. Praxa-se tudo o que mexe. Ao aumento dos impostos ninguém escapou. A praxe do desemprego foi aplicada a centenas de milhares. A praxe da emigração foi aplicada a outros tantos milhares. A técnica da guerra suja de novos contra velhos cheira a esterco. Os funcionários públicos são praxados de excelência: nos salários no horário de trabalho, nos impostos. É o três em um. Mas quem eles gostam mesmo de praxar são os pensionistas. De penico na cabeça para esconder a condição grisalha fazem-nos expiar o pecado de comer sem trabucar. Há três anos que estão debaixo da colher de pau da praxe contínua. Rastejam na lama cheios de cortes. Os praxantes adoram praxar pensionistas. Sobe-lhes a adrenalina. Aumenta-lhes a testerona em longas noites de amor. Mas ao contrário dos praxados académicos que têm no horizonte a possibilidade de também virem a ser praxadores, para estes praxados grisalhos o praxamento é crónico e unívoco.

 

As praxes são portanto um exemplo que vem de cima. Que grande exemplo para a juventude. Autoritarismo institucional. Impor, oprimir, desrespeitar, humilhar, eis a governação do país. Com base em que legitimidade? Racionalmente em quase nada, moralmente nenhuma. Apenas porque sim. Que hão-de então fazer os jovens académicos? Claro, imitar os seus governantes. Imitar o tempo de praxes e daí que estas venham em crescendo. Só vejo uma forma de sair deste ciclo vicioso. É criar uma comissão patriótica de praxes para praxar de vez os praxantes. Como? Simples e elementar. Basta uma única actividade: dar-lhes um pontapé no rabo, de forma a que voem até à terra de ninguém.

 

MG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:54

Ter ou não ter consciência

por Naçao Valente, em 19.01.14

O assunto tem sido abordado exaustivamente na comunicação social. Alguns defendem que não passa de uma cortina de fumo para desviar atenções de outros assuntos bem mais importantes. Não me parece, até porque não se pode tapar o sol com uma peneira. A questão do referendo à co-adopção apresenta-se antes como um acto mesquinho de baixa política. O que está a acontecer é uma manobra para travar este processo. Consta que surgiu como proposta da JSD. Não me cheira. Pelo andar da carruagem a JSD deve desempenhar o papel de testa de ferro. O mandante (ou mandantes) situa-se muito acima. Só assim se explica a obrigatoriedade da disciplina de voto.

 

O que está a acontecer não é, como se quer fazer crer, uma qualquer banalidade. É um acto gravíssimo que põe em causa direitos humanos fundamentais e o funcionamento do sistema democrático. Trata aqueles que são diferentes como lixo descartável. Coloca a liberdade individual como refém de uma estratégia partidária. Viola a liberdade de consciência dos seus deputados que, por mais declarações de votos que exprimam, venderam a sua dignidade. A partir de agora demitiram-se da sua condição de cidadãos por um prato de lentilhas. São apenas clones de uma vontade autoritária. Sem consciência. Neste processo a democracia corre sérios riscos. Está nas mãos de gangsters políticos sem escrúpulos. Não têm limites. Vale tudo.

 

MG

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publicado às 16:16

Votar

por Naçao Valente, em 28.09.13

sulinfurmação.pt

 

Não há democracia sem a participação dos cidadãos. Esta parcipação não se esgota no voto. Contudo, o voto é a forma mais eficaz que o cidadão eleitor tem de influenciar o exercício da política. Aqueles que dizem que não votam porque os políticos são todos iguais prestam um mau serviço à democracia. Direi até que acabam por a negar. Assim votar não é apenas um direito mas um importante dever cívico. É preciso exercê-lo em consciência. Todas as eleições são fundamentais e por isso é necessário ir votar nestas autárquicas.

 

MG

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publicado às 23:18

O poder do povo

por Naçao Valente, em 13.07.13

Democracia é o poder do povo. O povo exerce, formalmente, o seu poder em eleições. O povo com direito de voto, cidadãos maiores de dezoito anos, elege os seus representantes para os órgãos do Estado. Esta delegação de poderes assume para alguns os autores políticos uma declaração total de soberania, isto é o direito de fazerem, em linguagem popular, o que lhes dá na real gana. Mas mesmo do ponto de vista meramente institucional não deve ser assim. Todos órgãos de poder são limitados pela lei constitucional e também pelo compromisso feito com os cidadãos através de programas eleitorais. E neste sentido se esses compromissos não forem respeitados penso haver motivos para a sua destituição, devolvendo a decisão ao povo. Só assim se cumpre a democracia.

 

 Portanto, o poder do povo, para ser poder, não se pode restringir à colocação de um voto numa urna de tantos em tantos anos. O poder do povo deve implicar um acompanhamento constante da acção governativa. Esse acompanhamento tem de verificar o cumprimento das regras democráticas em todas as suas vertentes. Nas áreas política, económica e social. A evolução da situação do país mostra que a maioria que governa Portugal traiu o voto popular em todas estas áreas. Daí que a sua legitimidade esteja posta em causa. Os partidos que exercem o poder não querem perceber isto. Não querem perceber que são o problema e não a solução. Nestas circunstâncias o povo tem o direito e o dever de utilizar formas de manifestar o seu desagrado, porque se assim não for, a democracia é apenas uma formalidade e o poder deixa de residir no povo. Reside, através de um subterfúgio, em quem exerce o poder.

 

MG 

 

 

 

 

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publicado às 22:53

Acabar de vez com a democracia

por Naçao Valente, em 20.06.13

Imagem em Câmara Corporativa (Via e-mail de Paula S. e Shyznogud])

 

Esta garotada que tomou de assalto o poder há dois anos, depois de terem derrubado um governo legítimo com o apoio do seu patrono de Belém, convive mal com a democracia. Como Adolfo Hitler há oitenta anos, para eles, a democracia é apenas um meio para atingir um fim: o poder. Depois de se instalarem no Governo "que se lixem as eleições". Governar  para esta garotada incompetente é fazer o que lhes dá na real gana. A Constituição é uma aberração, as leis são um empecilho, as instituições da República um inimigo. Em suma a democracia é uma chatice. Bom seria acabar com ela de vez.

 

Esta garotada sem escrúpulos, sem regras, sem princípios, sem valores, dirigida por um fanático "esquizofrénico" de nome Gaspar , não respeita nada nem ninguém. Odeiam os funcionários públicos, os reformados, os desempregados. Odeiam um país de cidadãos, preferiam um país de escravos. A democracia nas mãos destes garotos imberbes, apoiados por um ancião senil, é como menino na mão de bruxas. Desenganem-se aqueles que acreditam que a democracia é um dado adquirido. Urge acabar de vez com estes malfeitores, antes que eles acabem de vez com a democracia.

 

MG 

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publicado às 20:33




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