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A floresta do ouro escondido

por Naçao Valente, em 14.11.14

Diz um dirigente do CDS sobre os vistos Gold. Não podemos confundir as árvores podres com a floresta. É preciso descaramento. Apetece perguntar: afinal quem são as árvores podres? Não são por acaso altas figuras do aparelho do Estado. E peço desculpa se mal pergunto, mas quem foi que plantou estas árvores? Por acaso não foi esta gente que nos governa?

Dizem, procurando passar o sol com a peneira, que estes vistos trouxeram milhões em investimento. E porque gosto de falar com propriedade pergunto: Onde está esse investimento? Quantas fábricas financiou, quantos postos de trabalho criou? Continuo à espera dessa informação.

Dizem que reactivou o sector imobiliário. Mas como? Quantos edifícios foram construídos? Ou será que esse dinheiro apenas desenvolveu a especulação? Enquanto não forem dados números e factos concretos continuo a duvidar da validade deste programa e da utilidade dinheiro para o desenvolvimento do país. E resta saber quantas mais árvores de grande porte têm a doença da podridão

MG

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publicado às 19:28

Democracia e ética

por Naçao Valente, em 10.10.11

blogdamariazinha.wordpress.com

 

 

A democracia não é um regime perfeito. Do ponto de vista teórico assenta em princípios e valores incontestáveis. Mas entre a teoria e a prática existe uma distância colossal a distância entre a pureza dos princípios e a contradição da natureza humana. Surgem então tantas interpretações da aplicação dos valores democráticos, quantos os interessses pessoais e colectivos, os contextos, as oportunidades e os oportunismos. E o mais preocupante é que são os cidadãos comuns que dão cobertura a esta situação. Daí, que políticos corruptos, consigam manter-se no poder, apesar de todas as malfeitorias. À sombra do bom trabalho, à boleia de o homem fez obra, vale tudo. E cria-se o modelo do cidadão intocável.

 

Não é, nem deve ser esse o conceito de democracia. A democracia só o é verdadeiramente se for sinónimo de cultura e de ética. Democracia sem cultura dá azo a todas as manipulações. Democracia sem ética permite todos os vícios e convida a arbitrariedades. Assim se geram os Jardins, os Altinos que na sua prática são a antítese de um regime democrático, mas que existem e continuarão a admitir, enquanto os cidadãos votantes assim o quiserem. E querem, porque tiveram débito de formação cívica e estão também prisioneiros de interesses imediatos. Ao fim e ao cabo a democracia  continuará refém de si própria, enquanto não formar cidadãos que ponham no mínimo os valores éticos em pé de igualade com os valores materiais. Só então gerará mente livres e democráticas.

 

 MG 

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publicado às 19:46

O dia seguinte

por Naçao Valente, em 24.01.11

Acabou uma campanha deprimente. Um candidato enjoado por ter de se sujeitar a tal sacrifício. Quatro candidatos a arrastar penosamente os pés de chumbo. Pareciam vítimas de uma maldição. Uns eleitores que se queixam, queixam, mas não ajudam a mudar nada.

 

Entre os que se afirmam pela ausência, os que teimam em acreditar em valores e os fiéis de uma eleição anunciada , temos o Presidente que merecemos, no país que temos: tacanho, inculto, revanchista, invejoso, medíocre.

 

Acabou a campanha . Temos o mesmo Presidente, a mesmo Estado despesista, os mesmos boys, a mesma míséria, a mesma corrupção. Estamos no dia seguinte ou talvez no dia em que estamos há muito tempo. Até quando?

 

JC

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publicado às 18:08

The end, final feliz

por Naçao Valente, em 25.10.10

Tanto trabalho, tanto canseira,

e depois the end

tanta ralação, tanta preocupação

e depois the end

tanta angústia, tanta danação,

e depois the end

tanta vigarice, tanta corrupção

e depois the end

tanta preguiça, tanta lanzeira

e depois the end.

 

É só consumir, só consumir

e não pagar e não pagar,

deixar andar , deixar andar

reclamar, reclamar

e no fim rir.

 

Não há herói

não há vilão

nem almirante

nem grumete

é tudo igual

no bem, no mal,

porque a vida

é como uma chiclete

 

Mg

 

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publicado às 22:33

Maputo a ferro e fogo

por Naçao Valente, em 02.09.10

Calma regressa a Maputo após manhã de violência  (SAPO MZ)Imagem sapo

Maputo está a ferro e fogo. Literalmente. Não se conhecem com precisão as razões desta brusca erupção de violência. Por aquilo que dizem as notícias esta revolta parece estar relacionada com aumento de preços de bens essenciais.

 

Sabe-se que as condições de vida da maioria da população moçambicana roçam o nível de sobrevivência : Ao contrário sabe-se que uma minoria dispõe da maioria da riqueza disponível que usa e abusa a seu bel-prazer. Apesar disso o povo de Moçambique tem demonstrado uma atitude pacífica perante a grande desigualdade social a que está sujeito. Se agora envereda por comportamentos de extrema agressividade é porque a situação está a ultrapassar os limites do tolerável.

 

O poder político emana do povo e deve governar para o povo e com o povo. Deve começar por admitir injustiças na distribuição da riqueza. Em diálogo com a sua população deve humildemente reconhecer os seus erros e comprometer-se a corrigi-los. Enveredar pelo caminho da violência institucional é atirar combustível sobre uma fogueira.

 

O povo moçambicano que tem demonstrado uma louvável atitude democrática merece o respeito dos seus dirigentes. Cabe-lhes decidir se também querem continuar a ser respeitados.

 

MG

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publicado às 00:09




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