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Rei morto, rei posto

por Naçao Valente, em 11.03.16

Rei morto, rei posto, sai um presidente entra outro. E foi grande a festa, pá. O que saiu não deixou saudade, o que entrou trouxe esperança. E foi grande a festa, pá. Houve discurso, animação,comida e cantoria, como num casamento. Gente feliz. E a folia prolongou-se por três dias, como nos casamentos ciganos. O povo merece depois de dez anos de solidão presidencial. Mas agora esperamos que a Presidência não se transforme numa agência de espectáculos, e o novo Presidente num bobo da Corte. Trabalho é trabalho e conhaque é conhaque. Chegou a altura de fechar a garrafa. Mãos à obra. Arraial, arraial, por Marcelo I.

MG

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publicado às 22:41

Cavaco segundo Possolo

por Naçao Valente, em 06.03.16

 

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Cavaco Silva escolheu para o imortalizar na galeria dos presidentes da República, o pintor Barahona Possolo. Este pintor tem como matriz a pintura de nus, com muitas referências à Antiguidade Clássica. O erotismo está bem presente na sua obra. Sabe-se que terão sido pintados dois retratos, tendo o Presidente escolhido um deles. Não conhecemos o rejeitado. Conhecemos o que figurará para a posteridade. Austero, hirto, institucional. Tão fiel como uma fotografia. Sem um rasgo de genialidade. Sem uma centelha da personalidade do retratado. Ficamos sem saber se essa captação do lado oculto por detrás da máscara, estará na tela rejeitada. Seja como for, no ar fica uma dúvida:  Porque escolheu Cavaco, Barahona Possolo? Porque aceitou Possolo fazer uma cópia fotográfica em detrimento da liberdade estética?

 

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publicado às 22:40

Danos colaterais. Tiro no porta-aviões

por Naçao Valente, em 23.10.15

Ainda a procissão não saiu do adro, ou melhor, ainda a campanha presidencial não saiu da doca, e já o porta-aviões da direita levou um tiro da sua própria frota. Danos colaterais.

MG

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publicado às 21:35

Está tudo cego?

por Naçao Valente, em 27.03.15

Ao que tudo indica, o senhor que ocupa a Presidência da República, assume-se mais primeiro-ministro que Passos Coelho. Já lhe conhecíamos a faceta de partidarismo na condução das suas funções. Tem-no demonstrado até à saciedade durante este segundo mandato. Agora que chegasse a este radicalismo de considerar que toda a crítica feita à governação e aos comportamentos incorrectos dos governantes, não passa de trica partidária, roça o absurdo e envergonha o ridículo. Para além de constituir uma falta de vergonha que desprestigia a função que exerce. E ao fazer campanha descarada pela coligação governamental, não estará a desrespeitar as regras de isenção fundamentais numa democracia? Ou afinal pensa que está tudo cego?

MG

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publicado às 23:10

País de Passa Culpas

por Naçao Valente, em 21.03.15

Vivemos num país de pequeninos. De um governo pequenino , de uma justiça pequenina, de uma educação pequenina, de uma saúde pequenina,  e para cúmulo dos nossos pecados, de uma responsabilidade pequenina. E diz-se que os exemplos devem vir de cima. Mas, se de cima, senhores e senhoras ou viceversa, só vêm actos de pequenez, como pode, aqui e agora, haver acções de grandeza, como já houve em tempos idos, graças a gente valente.

Assistimos impávidos e serenos, todos os dias, a uma novela de passa culpas. De quem não pagou contribuições que devia ter pago porque não foi avisado. Durante cinco anos ou mais, senhor!? De quem sendo o máximo responsável pelos impostos, não sabe sobre listas de contribuintes especiais. A palavra VIP começa a ser anátema. De quem, suprema opinião, sendo político até ao tutano, nunca o foi. Nem se quer confundir com essa ralé. Mas ocupar cargos políticos durante vinte anos, não é ser político?. Não ouvia isto desde Salazar.

A irresponsabilidade é uma escola de virtudes. A ética política uma aberração. A moral uma imoralidade. Mas que é isto senhores? O país pode ser invadido e tomado, por gregos ou torianos,  que ninguém assume uma chispa de culpa. Não há Presidente, chefe de Governo, ministro que seja responsável por ponta de corno. Mas isto é um país senhores? É um país ou um recreio de meninos birrentos e cobardes a dizer a culpa é dele do outro, geralmente do mais fraco. Dedo em riste, apontado com determinação: é aquele o mau da fita. Como se chama esse país? Só pode ter um nome: país de passa culpas. 

 

MG

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publicado às 21:11

Liberdade

por Naçao Valente, em 09.05.13

fim cavaco.jpg

 

http://365forte.blogs.sapo.pt/71030.html

 

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publicado às 13:14

Ó tempo volta pra trás

por Naçao Valente, em 05.04.13

O Relvas foi-se embora

E a vida pra mim mudou

O que vou fazer agora

Sem um clown para o show

 

As horas são mais sombrias

Os dias parecem anos

Foram-se as alegrias

De enganos e desenganos

Ficam as análises frias

Dos verdadeiros ciganos

 

Ó tempo volta pra trás

Ameniza a minha pena

Pois quero voltar a ouvir

Relvas Grândola morena

Á sombra de uma azinheira

Já só resta a saudade

De ouvir a versão foleira

Na voz da minha cidade

Ó tempo volta pra trás

Com toda a sabedoria

Eu prefiro ter o Relvas

Ao Cavaco e à Maria

 

Por que será que o Coelho

E o Gaspar não vão embora

E levam consigo o Portas

E a troika daqui pra fora

Porque para mim o Relvas

Porque para mim o Relvas

É o bobo inofensivo

Diverte a população

Contribui pro nosso riso

E eu ainda estou à espera

Que emendem o prejuízo

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publicado às 19:11

Advogado do diabo - I

por Naçao Valente, em 26.10.12

 

1.ª sessão: o diabo era o outro?

 

O diabo era o outro. Deixou a escuridão do inferno e eclipsou-se  na luz da cidade do iluminismo. O inferno do outro foi ocupado por pretensos querubins, acompanhados por ladainhas de esconjuro. O inferno ia finalmente ser resgatado, o purgatório estava à vista e o céu logo ali. Uma multidão de incautos com auréolas disse amen e rejubilou. Cairam no conto do vigário como um patinho simplório. Agora fazem procissões a pedir o fim do pesadelo em que se meteram. Tarde de mais. Façam antes penitências. Merecem.

O diabo foi embora, mas continua a ser diabolizado pelos pretensos anjinhos. Se o inferno continua a culpa é sua, dizem . Chegou a altura de fazer a defesa do diabo. Embora pairássemos na mesma frequência não o conheço pessoalmente. Estou por isso à vontade para assumir de motu próprio a sua defesa. Antes ser advogado desse diabo, que calar este logro de terra prometida de leite e mel que nos continuam a impingir os querubins, especialmente, o mais cínico e mais sonso de todos, escondido atrás de um rosto antoniano.(sem ofensa para o santo)

Começo por desmascarar duas  premissas sem as quais a argumentação se torna inválida: a primeira é a de que vivemos acima das nossas possibilidades; a segunda é a das dívidas soberanas, responsabilizando ambas pela situação actual. É uma falsidade.  Uma parte da população deste país saiu de uma vida miserável para um nível de vida aceitável. Apenas  isso. Já no que concerne às dívidas, públicas e privadas, foram fomentadas pelo sistema financeiro em seu benefício. Não houve nenhuma alteração significativa na economia que pudesse dar origem ao que se está a passar. O que houve foi uma golpada financeira, começada com o escândalo lehman brothers, que foi aproveitado pelos usurários para recuperarem privilégios perdidos na segunda metade doséculo XX. É o regresso à luta de classes sem regras.

O outro, designado diabo, não passa de um frágil barco apanhado no meio de tremenda tormenta. Resistiu enquanto pôde. E quando tinha aberto uma pequena brecha(1) para sair da tempestade foi traído por parte da tripulação e por falsos anjos da guarda.(2) Como está,claramente registado, nos anais do inferno. Mentiras, traições, contradições. O diabo nunca se fez passar por santo. Imperfeito como todos nós cometeu erros. Mas tinha um rumo e uma estratégia. E não fora a borrasca que atingíu ,selectivamente, as embarcações europeias mais frágeis teria seguido a sua rota. Os querubins, com o querubin louco à cabeça, que tomaram de assalto a barca do inferno, já a entregaram a piratas que estão a saqueá-la antes de a afundar.

 

 

 

1) 10 de Março de 2011

O primeiro-ministro convidou Passos a sentar-se, e sem pressas começou a explicar-lhe(...) "A situação europeia está muito difícil. Querem-nos levar tudo e isso não aceitamos" (...) Falou-lhe  na necessidade de Portugal apresentar novas medidas na cimeira (...) Descreveu o plano ambicioso do governo(...) abrangia 2011 (...) 2012 e 2013. Um novo PEC (...) página 136, Resgatados

11 de Março

Trichet mostrou (a Sócrates) o texto(...) que o BCE e a comissão "apresentariam" no início da reunião a dar cobertura ao programa português (...)Passos fez uma chamada para o gabinete de Durão Barroso(..) logo que o Conselho termine anunciarei que o PSD não apoia este PEC (...) minutos depois o telefone (de Passos) voltou a tocar. Era Barroso.(...) Estava exaltado."Não pode chumbar isto.(...) aquele programa era uma alternativa ao resgate (...)Isto  com a Grécia (continuou Barroso) foi horrível, se você puder evitar isso é o mais importante. Depois terá a sua oportunidade(...) A conversa acabou ali-e acabou mal.Páginas, 144,146,147, Ibidem

14 de Março

O núcleo duro do governo voltou a reunir-se em São Bento(...) O primeiro-ministro quando falava de Passos ficava fora de si. Era inconcebível, dizia, que, lhe tivesse dito uma coisa na quinta feira e ignorasse na sesta(...)questionava Sócrates , quando pensa que Passos tinha dito em público, que não soube nada do PEC e apenas recebera um telefonema(...) na véspera à noite. Havia que revelá-lo. Sócrates resistiu. Desculpem. Calma. Vou esperar que ele o faça...

Páginas 153, 154, ibidem 

 

 

2 -Há limites ( ...) para os sacrifícios que se pode exigir ao comum dos cidadãos (...) Cavaco calou-se. A direita deu-lhe um prolongado aplauso (...) António José Seguro e Sérgio Sousa Pinto também bateram palmas (...) alguém desabafou: isto foi um nojo.

Discurso de posse do Presidente da República

Ibidem - páginas 113-115

 

 

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publicado às 20:05

A iniciação sexual de Aníbal Cavaco

por Naçao Valente, em 26.02.12

ADVERTÊNCIA: Esta ficção (condizente ou não com a realidade) não é aconselhável a menores de idade e a pessoas sensíveis.

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Naquele dia de Junho, dos anos 60 a camioneta da carreira da tarde esgotou a lotação. Ao longo do seu percurso na serra algarvia foi-se enchendo de mancebos que demandavam a sede do concelho, onde no dia seguinte se apresentavam às sortes. Entre eles viajava Aníbal Cavaco, jovem ainda imberbe mas que ia ser sujeito à prova de aptidão para soldado da nação.
 
Na sede do concelho, Aníbal e o grupo da sua aldeia dirigiram-se à pensão Maria Ana, nas margens do sapal,  onde pretendiam pernoitar . Bateram com a mãozinha de Fátima, resquício da passagem muçulmana e esperaram breves instantes.  Na soleira entreaberta, divisaram uma mulher baixa, alourada e montada nuns chinelos de pana, made in Espanha, que os olhou com bonomia.
-D. Mariquinhas,  disse o Chico Rufia um latagão de quase dois metros e que se assumia como chefe, esta malta precisa de camas para descansar os ossos.
 Mariquinhas que já o conhecia de outros Entrudos balbuciou: -para ti Chico dá-se sempre um jeito. Mas quantos são os alarves.
- Mais de uma dúzia, disse o Rufia, olhando em redor e calculando a olho.
-Só se não se incomodarem de dormir aos pares ?

-Homessa ti Mariquinhas, isto é malta séria. 
- Mariquinhas conduziu-os por um longo corredor alumiado por telhas de vidro e distribuiu-os por pequenos quartos mobilados com uma cama e um lavatório de ferro. De cada lado da cama, encimada por um quadro da última ceia, indispensável num lar católico, havia uma mesinha de madeira pintada. Do tecto pendia presa num fio eléctrico uma lâmpada de luz bruxuleante. Os moços das sortes foram-se instalando com a sua bagagem, enquanto Ana a filha de Mariquinhas que optara por ficar solteira, à falta de pretendente, preparava o jantar de caldo de repolho, bem condimentado com toucinho de porco serrano.
 
Acabada a refeição o Rufia, aproveitou a saída das mulheres, levantou-se e ciciou:
- Agora como é da tradição vamos às putas. Quem ainda os não perdeu, tem que ser hoje ou não faz jus ao bom nome do soldado português. Vinte paus  é  quanto leva a D. Manela para esfolar cada bezerro. Faço-me entender? Então vamos que se faz tarde e hoje a procura é muita. 
Manela  uma matrona de meia-idade, bem nutrida,  mas ainda viçosa e prestável para a função, supria a menor juventude com muita experiência. E o facto é que até então nunca tinha havido queixas. A encartada do sexo, tinha casa aberta e autorizada, sujeita a imposto municipal nas faldas do velho castelo que já fora dos castos monges Templários. 
Naquela noite D. Manela não dava mãos nem pernas a medir.  A clientela vinda de todo o concelho compareceu em peso. Mas não podia dar-se ao luxo de perder um dia assim tão farto. Só acontecia em ocasiões festivas. Começou a atendê-los a todos, um de cada vez, claro.
- O próximo, chamou D. Manela. Levantou-se algo atrapalhado Aníbal Cavaco, enquanto arrastava os pés para dentro do consultório.  Esparramada na cama, estava uma dama tal como veio ao mundo.  A cor do rosto esfíngico de Aníbal escorregou-lhe até aos pés e ficou como que pregado ao soalho de  tábuas enceradas. A únicas fêmeas que vira nuas, eram cabras, vacas e outros animais de pasto. 
- Então moce que estás a fazer aí especado? Vieste para biombo de sala? Despacha-te  que há muita gente à espera. Passado o primeiro impacto Aníbal lá se foi despindo sempre em crescendo.
 
- Ó móce dum raio pelos vistos és melhor de coiso que de conversa. Anda cá que eu tiro-te da aflição. Aníbal atirou-se prá frente como potro no cio e descarregou na matrona a sua ansiedade quase sem a deixar tomar ar. "-Mais devagar rapaz, não vás com tanta sede ao pote, conseguiu balbuciar a experiente donzela."
 
A maltesaria satisfeita de corpo e mente,  saiu para ir dormir e retemperar forças para a prova do dia seguinte. Mas Aníbal Cavaco recusou-se a acompanhá-los.
-Eu ainda fico, disse convicto. Bem  tentaram demovê-lo, mas em vão. Esperou que todos saíssem e voltou a entrar, agora mais afoito, no aposento da matrona.
 -Que se passa, disse ela, ao ver de novo aquela inconfundível figura. Vens fazer alguma reclamação? -Nem pensar, disse na sua pose lingrinhas, eu só queria repetir…-Tá bem desde que tenhas dinheiro para pagar, replicou Manela. Voltaram a rolar na cama enquanto rolaram notas de vinte escudos, acabando por adormecer, ambos, de cansaço.
 
-Vamos levantar cambada, está na hora da inspecção,  gritava D. Mariquinhas enquanto abanava, freneticamente, um chocalho de vacas. Chico acordou assarapantado e mais assarapantado ficou quando não viu Aníbal que lhe calhara como parceiro de cama.

-Malta, alguém viu o Anibal ? perguntou o Rufia, denotando preocupações de chefe.

-Não, afirmou um coro de vozes desafinadas, "se calhar já foi"! 
O sargento cumprimentou os jovens com jovialidade e boas maneiras, dizendo: tirem-me essa roupa, lesmas de merda. Quando todos libertaram o corpo o inspector começou a tomar notas, enquanto um cabo media, pesava, observava. Um capitão de meia-idade e cabelo grisalho, assistia discreto toda a operação. Já a inspecção ia a meio, quando no limiar da porta da sala surgiu Aníbal Cavaco, trôpego, macilento com os olhos a sair das órbitas, mais zombie, que futuro soldado da nação. 
- Quem é esta alma penada, berrou o capitão, espantado, enquanto rodava furiosamente o pingalim.
-"Perdão senhor...é que"...balbuciou Aníbal.

-Desembucha, se não ainda te parto este chicote no lombo, campónio armado em chico-esperto.
-"É que passei mal a noite, caiu-me mal o rap olho"...uma risada bem sonora ecoou por toda a sala e até os reposteiros às flores começaram a tremer. O capitão não resistiu a tanta hilaridade e a custo balbuciou:
-Despe-te lá, nabo encartado. Pensava que já não havia disto.
 
Acabada a inspecção os mancebos foram recebendo uma folha que os habilitava como futuros defensores da pátria. Aníbal Cavaco, recebeu a sua folha olhou e leu, em letras vermelhas: INAPTO.
 
Nesse longínquo dia, Aníbal não conseguiu ter a suprema honra de ser soldado português, mas demonstrou invulgar capacidade de participar em rituais iniciáticos e deles tirar todo o proveito.

(Adaptado para fábrica de histórias)

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publicado às 21:56

Vamos tirar do buraco o pensionista Cavaco

por Naçao Valente, em 25.01.12

Não tenho dúvidas só tenho certezas: a maioria dos pensionistas ganha menos de quinhentos euros, muitos ganham menos de mil euros para sobreviver e ainda prescindem de subsídios para ajudar o país; houve pensionistas  a quem o governo retirou, euros às suas magras reformas; Cavaco recebe cerca de  dez mil euros e diz que está endividado. Só há uma explicação: o senhor Presidente encontrou a solução para tirar o país do desânimo em que se encontra: ultrapassar os humoristas pela esquerda para pôr a nação a rir. E não é que conseguiu? Neste momento quem se lembra da crise? Obrigado senhor Presidente por tirar Portugal do buraco. Portugal vai retribuir...vamos tirar do buraco o pensionista Cavaco!

MG

 

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publicado às 20:58




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