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A voz dos outros

por Naçao Valente, em 20.09.15

 

 

"Nem a simpatia nem a notoriedade poupam Assunção ao desgaste da governação. Mal a curta comitiva chega a uma rua pedonal, uma mulher desata aos gritos de “Ladrões!” e “Não andem a enganar as pessoas!”. O clima azeda. As duas candidatas, que noutras circunstâncias tentam ser pedagógicas e explicar as razões dos cortes, viram costas; outros elementos da campanha acusam a mulher de ser “ordinária” e até “socialista”... É um caso extremo. Também há pelo caminho quem prometa o voto (Leiria é terra laranja), mas são muitos os que se queixam, sobretudo pensionistas. “Ajude-nos”, diz Cristas a uma idosa. “De ajuda preciso eu, que me levaram cento e tal euros”, retorque a mulher."

Expresso

 

 

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publicado às 22:15

A guerra das sardinhas

por Naçao Valente, em 26.08.15

Andava a ministra Cristas

Em ministerial função

A vender peixe a pataco

Tendo em vista a eleição

Com o irrevogável Portas

Por pomares e albufeiras

A verdade letra morta

Em aldrabices de feira

A sardinha coitadinha

Danada de ser comida

Fez a Cristas ladainha

Pois queria ser protegida

Vai daí a protectora

Feita em deusa do mar

Como musa redentora

Quis os peixinhos mimar

 

Proibiu a captura

Com muita assertividade

E sem perder a postura

Fez-se dona da verdade

Não há sardinha pró povo

Que tem que piar fininho

Se não a senhora Europa

Dá um tautau no rabinho

Mas o pobre pescador

Condenado a pão e água

Já mostrou o seu furor

Já falou a sua mágoa

E a ministra está na berra

Porque comprou uma guerra

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publicado às 23:11

Cães, gatos e outros animais, com e sem cristas

por Naçao Valente, em 30.10.13

Estou um mar de dúvidas. A culpa é da ministra Assunção Cristas. Ainda, possivelmente, mal refeita dessa nobre missão que é a maternidade, lançou uma medida que não encaixa na máxima bíblica, "crescei e multiplicai-vos", que deu o pontapé da saída para a existência de vida na terra. Trata-se do limite do número de animais domésticos (cães e gatos) por habitação. Quatro. Nem mais nem menos. E porque não sete ou dois, por exemplo. Nem sei em que estudo científico se baseia. Nem percebo qual o objectivo. Nem está claro se se pode recorrer à contracepção. Nem entendi se a medida é extensiva a outros animais. Coelhos, galinhas, papagaios falantes, aves raras, galos capões...

 

O que me preocupa, particularmente, é se também se contabilizam animais decorativos. No caso tenho dois gatos de louça e alguns outros presos em pano bordado. Dos verdadeiros nem um. Não tenho, nem pretendo ter. Não é nada contra os ditos bichinhos. É uma questão de opção. Mas isso cria-me outra angústia existencial. Sinto-me algo encabulado pela não existência de quatro potenciais vidas. O que eu gostaria de saber era se poderia ceder a minha quota, mesmo gratuitamente, a quem adorasse ter mais. Descansava a minha consciência, contribuía para a preservação das espécies e fazia alguém feliz. Onde posso ser esclarecido?

 

MG

 

PS: Preciso de libertar a minha mente para outros assuntos: orçamento, guião da reforma do estado, cortes nos rendimentos...

 

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publicado às 23:18




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