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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

25 Abr, 2018

Capitães de Abril

Capitães do meu país Soldados da minha terra Viram o povo infeliz E com paz fizeram guerra.   No alvor da madrugada Acordaram a cidade E sem nunca pedir nada Ofereceram liberdade.   No força que idealizaram Esperança de mil cores Quando as armas dispararam Delas saíram flores.   E no seio da revolução Nasceu uma democracia  E com ela a convicção Que é real a utopia.   E quem nunca viu Abril Nem sabe a revolução Urdiu artimanhas mil Subjugou a nação. (...)
  Aquela estranha e leda madrugada Cheia de esperança e de felicidade, Vive e revive na nossa saudade para ser sempre celebrada. Levanta-se o país adormecido Clama! Liberte-se a liberdade, Pela força da razão, e da vontade, Depois de anos e anos reprimida. Nas ruas, corre caudaloso rio, Em ondas de gente desvairada, Mostrando o ancestral brio, Da nação, há muito, enclausurada. Batel, barco , nau, navio… Naquela leda e feliz madrugada.
25 Out, 2015

Pluralismo já

Em 1975 a comunicação social estava refém de um processo político revolucionário esquerdista, que pretendia instaurar uma ditadura de sinal contrário à que tinha sido derrubada. O direito à expressão livre estava ameaçado. A viragem para a pleno pluralismo de opinião, começou com um episódio que surpreendeu os espectadores que viam, em directo, o capitão Clemente, na sua prédica de educação da classe operária. A emissão, perante o espanto do revolucionário de (...)
Tive a honra e o privilégio de viver ao vivo e a cores o período denominado PREC. Vivi momentos de grande exaltação e de esperança num mundo novo. Para além das expectativas criadas, a vivência do PREC foi, só por si, um momento inolvidável e irrepetível. Para mais era jovem e essa experiência marcou e condicionou toda a minha vida. A discussão nas ruas e em sessões de esclarecimento, as manifestações espontâneas, a partilha de vontades comuns e desinteressadas, (...)
Passou mais um dia 25 de Abril. Alguém chamou à sessão solene na AR, a sessão soneca. Estas comemorações no hemiciclo merece bem o epíteto. Discursos de circunstância, sonolentos, vazios de conteúdo. Um frete que todos os presentes esperam que acabe depressa. Mas as manifestações comemorativas tocam pelo mesmo diapasão. Transformaram-se num ritual, onde os ritos se repetem, mecanicamente, de ano para ano. E apenas um grupo de fiéis se empolga com a cerimónia, igual a tantas (...)
   imagem net Às sete em ponto da manhã Precisamente Da noite sem fim emergiu o dia “Inicial e limpo” De luz, de sonho, de alegria, E depois do adeus à iniquidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti ó cidade? Às sete em ponto da manhã Pergunto ao vento que passa Notícias do meu país E vento não se cala Em sons clamando diz: “Aqui posto de comando das Forças Armadas" Liberte-se a liberdade "Grândola vila morena Terra da fraternidade". (...)
Depois da fome, da guerra Da prisão e da tortura Vi abrir-se a minha terra Como um cravo de ternura E agora o povo unido nunca mais será vencido Este poema de Ary dos Santos que foi canção ícone da revolução dos cravos é exemplificativo do exagero ingénuo dos poetas. Por duas ordens de razões: a primeira é que o povo nunca foi unido; a segunda é que sempre foi e continuará a ser vencido. O povo aqui visto como a classe produtora, aquela que produz a riqueza, mas que dela (...)
  imagem retirada da net     Fazes hoje quarenta anos. Nascestes no dia 25 de Abril de 1974. Tive o raro privilégio de te ver nascer naquela tarde primaveril de Abril. No largo do Carmo assisti ao teu parto sem dor. Parabéns democracia. Quarenta anos é cerca de metade da vida de um cidadão. Mas para um regime político é ainda o início da infância e da enorme ternura que merece. Tivestes pais generosos, que sem egoísmo, te entregaram a pais adoptivos para te ajudarem a crescer. (...)
Capitães do meu país Soldados da minha terra Viram o povo infeliz E com paz fizeram guerra.   No alvor da madrugada Acordaram a cidade E sem nunca pedir nada Ofereceram liberdade.   No força que idealizaram Esperança de mil cores Quando as armas dispararam Delas saíram flores.   E no seio da revolução Nasceu uma democracia  E com ela a convicção Que é real a utopia.   E quem nunca viu Abril Nem sabe a revolução Urdiu artimanhas mil Subjugou a nação. (...)