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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

imagem net

 

 

" O primeiro da estirpe amarrado a uma árvore e o último comido pelas formigas". Eis a síntese da saga dos Buendia. No palco de Macondo que criaram e onde se desenvolveu a sua "estória". Ali se cruzaram as realidades de uma Colômbia dilacerada por infindáveis conflitos. Ali se fez e se desfez um progresso de redenção e destruição. Ali se inventaram sonhos, se realizaram magias e se cumpriu o "evangelho" de destruição de Melquíades.

 

Das cinzas de Macondo, ou melhor Aracataca, renasceu o "amor em tempos de cólera". O amor entre Florentino e Fermina sobreviveu aos anos de solidão e triunfou no ocaso das suas vidas, em plenitude. Já o velho coronel das guerras civis esperou até ao fim dos seus dias, por uma prometida recompensa do Estado. Dia após dia esperou a ansiada carta que nunca recebeu.

 

"O Outono do Patriarca" chegou ao fim. Morreu numa quinta-feira santa, sem anos de solidão. Decerto ressuscitará no sábado aleluia, porque as estirpes nascidas para dar vida às vidas, são eternas, e precisam de "viver para contá-las" mesmo quando morrem de uma "morte anunciada" numa crónica com a marca de Gabo.

 

PS: A minha relação com os "Cem anos de Solidão" foi além da simples leitura. Na concretização de um trabalho colectivo, na universidade, tive de descobrir a partir do romance de Gabriel Garcia Marquez, parte da história da Colômbia. Ir da ficção para a realidade foi uma agradável experiência que hoje continua viva na minha memória e que anos mais tarde tive o prazer de ver, em alguns aspectos, confirmada em "Viver para contá-la".

 

MG