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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

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02 Out, 2015

Portas da traição

A vontade dos eleitores é fátua e inconstante (e manipulável, acrescento eu)

Mário de carvalho em "Conde de Frois"

 

É um lugar comum: as sondagens valem o que valem; a verdadeira sondagem é a da mesa de voto.Nesta campanha para as legislativas, a maioria dos estudos de opinião conhecidos, colocam a dita coligação PAF à frente nas intenções de voto. Com base nos resultados dos barómetros haverá, à esquerda, uma descida do PS e uma subida da extrema-esquerda. É esta projectada tendência à esquerda que me merece uma reflexão.

Corresponda ou não à vontade o que o eleitorado irá expressar no dia 4 de Outubro, este hipotético resultado, entronca, para além de virtudes e defeitos da campanha em três traições. Em primeiro lugar, saliento a abertura da porta da muralha Socialista ao adversário, pelo Bloco de Esquerda. Este partido radical assentou a sua principal estratégia no ataque ao PS e às suas propostas. Como partido parlamentar que nunca pretendeu, nem pretende, apoiar qualquer política governativa, pode apresentar as mais irrealistas medidas, porque sabe que nunca serão escrutinadas. O seu principal objectivo é crescer eleitoralmente. Para isso é irrelevante o resultado final das eleições. Nesta perspectiva sempre colocou o seu interesse de grupo aos interesses gerais dos cidadãos.

A CDU abre como sempre abriu mais uma porta que permita ao dito PAF continuar a ocupar a fortaleza. Basta estar atento à orientação da sua campanha, dando uma no cravo e outra na ferradura, ou uma na foice e outra no martelo, como se preferir. Nesta duplicidade a martelar, o alvo principal é sempre, mas sempre o PS. Como o seu homólogo do espectro esquerdista apenas lhe interessa manter a sua clientela unida. O país e o povo, com o qual enche a boca que se lixe.

A terceira traição encontra-se dentro da própria fortaleza. E é a mais hipócrita. É praticada pelos militantes do PS derrotados nas primárias que eles próprios promoveram. Silenciosa e subtilmente desejam que a coligação vença para fazerem o ajuste de contas. Sem mexer uma palha para ajudar Costa assistem ao decorrer .dos acontecimentos.

A abertura das portas da traição da fortaleza pode permitir ao invasor da dignidade dos portugueses, continuar a aplicar a sua política de austeridade com a mesma arrogância. E os traidores, que rejubilam, acabarão por ser esmagados enquanto força política com qualquer utilidade prática.  "Roma não paga a traidores" mas os portugueses poderão pagar bem caro, como já pagaram na última legislatura, a irresponsabilidades destes pseudo esquerdistas.

MG

  

 

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