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Em defesa do Parlamento

por Naçao Valente, em 10.11.15

Leituras partidárias à parte, na Assembleia da República a democracia funcionou. Uma maioria de deputados rejeitou o governo indigitado. Numa democracia representativa o Parlamento representa o país e cumpriu o seu papel.

António Barreto, um sociólogo que estuda a realidade social, disse de cima dos seus galões que o nosso Melhor, diz com toda a sua sabedoria, será transformar as suas instalações num local de eventos.

Com o devido respeito, Barreto tem todo o direito de não gostar do Parlamento. Não tem, à sombra do direito de opinião, o direito de insultar os representantes do povo, bem ou mal eleitos. Foi o desrespeito pela instituição parlamentar, que levou os militares em 1926, a inataurar uma ditadura que durou quarenta anos. Foi o desprezo pela democracia que levou Hitler a atirar para a fogueira o Parlamento alemão.

A Assembleia da República pode ser uma casa assombrada, ocupada por preguiçosos obcessivos, mas é a mil vezes melhor que não a ter. Hoje cumpriu uma das suas obrigações. Seguramente, quanto à resolução, com a discordância de António Barreto. Noutras vezes tomou decisões que terão desagradado a outros. É constituida por pessoas imperfeitas e não por deuses infalíveis. Pode merecer crítica construtiva. Não merece achincalhamento. 

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publicado às 19:30





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