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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Há uns tempos, um político convidado para dançar por um adversário, disse, para justificar a aceitação do convite: "são precisos dois para dançar o tango". Sendo correcta a justificação foi errada a decisão. Tanto dançou, que deixou o par passar-lhe a perna. De tal modo que já não dança mais. Nem tango, nem foxtrot. Está afastado de qualquer dança. Até ver.

O outro, o que o levou ao engano, é que dança a seu bel-prazer. Arranjou um novo parceiro para as suas danças. Agora, o dito cujo, prefere a valsa. E tanto a dançou que até foi acusado de ser mais "valsista" que os reais valsadores. E de tal maneira deixou o seu par a fazer de ama seca, que este, amuou e disse: com ele não danço mais, irrevogavelmente.

Mas a porra, pasme-se, é que, mesmo irrevogavelmente, voltou a dançar. É que na sua arte de dessimulação, o outro, prometeu, ao novo par, uma nova dança, o vira do Minho. Ou seja, ora agora viras tu, ora depois, logo se vê,se  viro eu. E como era de esperar, está-lhe nos genes, nunca virou gaita nenhuma. Continuou alegremente nas danças e contradanças bávaras.

E, irrevogavelmente, vão juntos para um novo baile. E, o outro, e o novo par velho, já ensaiam nova dança. Nem mais nem menos que a dança do ventre. Pensam assim distrair o pagode, prometendo-lhe mil virgens, um dia, lá para as calendas. Estou curioso para ver se o zé pagante tem o discernimento de interromper a "bailação" e os manda, mas é, dançar o corridinho.

MG

PS-E que este, que é o Dia Mundial da Dança, nos traga novos dançadores que dancem ao ritmo da nossa música.