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Beija mão

por Naçao Valente, em 20.03.14

Portugal construiu a sua independência quando rejeitou as vassalagens. Numa luta, inteligente, de afirmação, Afonso I, foi ganhando batalhas no contexto internacional. Delineou uma estratégia de progressiva conquista de apoios. Passo a passo fez de uma de facto  uma independência de jure. É certo que se soube reunir de gente de grande qualidade. Sem esta conjugação de vontades transformadas em acção este pequeno território nunca teria sido uma nação. Teria sido submersa na voragem castelhana.

 

Estamos hoje  a viver um período que está nos antípodas desse tempo glorioso. O país encontra-se refém de gente sem qualidade, sem ideias, sem brio. Recebeu um mandato democrático para governar o país de acordo com a Constituição: manter a independência nacional e respeitar os direitos dos cidadãos. Não o está a cumprir. Está a entregar a nossa soberania à poderosa Alemanha da senhora Merkel. Neste processo se enquadra a vassalagem que continua a prestar-lhe em mais um beija mão. Recebeu os justos elogios pelo trabalho de desbaratar uma independência secular, no seu papel de vende pátrias. Até quando?

 

MG

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publicado às 21:15


4 comentários

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De pimentaeouro a 21.03.2014 às 00:39

Afonso I foi um grande guerreiro mas não hesitou em praticar acções de latrocinio.
Nunca teve um exercito com capacidade para tomar cidades, fê-lo sempre com o apoio dos cruzados e outros.
A história não é só feita de glórias.
Agora não fazemos história, somos meros vassalos.
Cumprimentos.
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De Naçao Valente a 21.03.2014 às 22:13

A história, para além dos factos, é uma interpetração colectiva e pessoal, balizada por por posicionamentos sociais e , por vencedores e vencidos. Neste sentido, os protagonistas são, simultaneamente heróis e vilões. Afonso I não foge à regra. Agiu de acordo com as regras do seu tempo. Não era santo, era guerreiro como bem diz. Na sua luta para construir um país cometeu o que consideramos actos pouco nobres? Concerteza. Delineou uma estratégia e usou os meios que possuía para os concretizar. Aproveitou as ajudas militares e diplomáticas que se depararam, mas foi mérito seu. Teve a ideia de fundar um reino e torná-lo independente. Com mais ou menos glória consegui-o. E essa é uma grande diferença entre os grandes homens e os pequenos que nos governam.
Bom fim de semana
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De pimentaeouro a 22.03.2014 às 13:23

Caro amigo,
Afonso I, como todos os senhores feudais da sua época, cria um reino independente.
Uns conseguiam outros não porque isso dependia de muitos factores internos e externos.
No caso de Afonso, jogou a seu favor as divisões intensas nos pequenos califados muculmanos.
A grande cartada de Afonso foi sair de Guimarães e da órbita dos barões e mudar-se para Coimbra para se apoiar nos municípios e na raia miuda.
As guerras não eram só feitas pelos príncipes , havia franco atiradores a trabalhar por conta própria que depois negociavam a presa com o lado que oferecia mais (Geraldo sem Pavor, entre outros).
Passados poucos anos, nova investida de aguerridos berberes, vindos de África , ia deitando quase tudo a perder.
Independentemente de que escreve a história, ela é feita pelas elites, muitos homens e poucas mulheres, sujeitos às leis da condição humana. Quando havia defeitos, normalmente , eram superlativos.
Cumprimentos.
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De poetazarolho a 21.03.2014 às 16:46

“Época de caça”

Deixá-los papaguear
Já que papagaios são
Pois para governar
Não têm sequer noção

O discurso decoraram
Têm umas lindas plumas
No poleiro estacionaram
Mas sem ideias nenhumas

Aguarda a oportunidade
Para acabar com a raça
Que encetou a matança

Enquanto houver liberdade
E assim que abrir a caça
Reconquistemos a esperança.

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