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As 50 sombras da nação

por Naçao Valente, em 20.02.15

Quando o dia se deita e a noite explode em escuridão, as sombras de Grey invadem os virtuosos lares de gente comum, e o sexo rola por detrás de janelas fechadas à curiosidade dos bigbrodistas. De norte a sul do país do sol, milhões de homens querem ser "greys", fazendo ranger as molas dos colchões, mais ou menos ortopédicos,numa sinfonia de gemidos. As mulheres querem aproveitar a vaga de fundo, a maré viva,  para viver acima das suas possibilidades, de país pobre. E sonham com  essa vertigem antes que a troika dos costumes, nos ponha o freio nos dentes, e o cinto de castidade em vez de fio dental. O que faltava era que depois da austeridade viesse a assunção da castidade. E aí tínhamos o sexo restrito a 50 sessões mensais, sorteadas na tv, entre os parceiros, com voto autenticado pela maioria. E ainda se criava um novo espectáculo para ver os vencedores receberem a chave do cinto qa ser aliviado uns furos.

Mas sexo à parte, divagações absurdas em pano de fundo, o país do sal e das conservas está assombrado por nuvens cinzentas, que o cobrem de sombras escuras,  o nosso quotidiano. Cobrem porque nem sempre cobriram. Podia referir o erotismo do passado, com os reis a fazer filharada nas suas deslocações por toda a nação. Duvido até que exista portuga que não tenha sangue real. Nem que seja em valores diminutos. Mas a população não lhe ficou atrás,. indo por esse mundo fora na ânsia de descobrir mulheres de cores variadas. E nunca negou fogo, nem recusou a nobre função, de em corpo e espírito, cumprir a missão de esbatimento de fronteiras sexuais. E não me custa admitir que os genes tugas, vivam muito para além da lingua portuguesa, em todos os quadrantes planetários. Comparado com esta orgia de sexo, as Sombras de Grey são uma história para crianças.

Passaram os tempos gloriosos do Império. A decadência moral invadiu o povo lusitano. Vivemos tempos de grande retrocesso. Na mais alta magistratura temos o homem que, contrariamente aos seus egrégios avós, nunca fez chichi fora do penico. E ainda bem, que estirpe da sua qualidade dispensamos. Já a gente da governação castrou-se para servir a Merkel. São um grupo de eunucos que assistem ao harém da abundância alemã, submissos, indiferentes, sem se lhe levantar um pelo púbico. Amarram-se e chicoteiam-se para agradar ao senhor Schaulbe A vida e o que tem de bom passa-lhes ao lado. A grande riqueza da nação, o capital humano, o poder fálico, murchou no Outono do empobrecimento.

As sombras da nação não são cinquenta. São imensuráveis. É uma única sombra que cobre todo o território. Assim o país do Sol, do Sal e do Sul está cativo de cinzentismo. O sexo envergonhado é procriação na nação do prazer insonso, deslocado para outros azimutes. Para ser mais claro e libertar a palavra do dia sem luz, a nação do sexo viril, vive num limbo onde pode usar com propriedade o título do país fodido. Bem e depressa.

 

MG  

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publicado às 23:08


3 comentários

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De golimix a 23.02.2015 às 22:20

Valente texto! Ao contrário da nossa nação que não anda tão valente assim...
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De Naçao Valente a 26.02.2015 às 18:20

A nossa nação é valente na bajulação à Alemanha. E gosta!
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De golimix a 27.02.2015 às 08:50

Ah! Gostava que me desse a sua opinião, quando puder, e como mais experiente no mundo da escrita, sobre uns textos que fiz e que começam aqui:

http://golimix.blogs.sapo.pt/a-viagem-120522

Obrigada

Bom fim de semana

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