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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Este é o governo mais estúpido que Portugal já teve   Hélder Macedo, escritor   O pior cego é o que não quer ver. Mete-se pelos olhos que a política de austeridade aplicada há ano e meio não faz sentido. Vê-se a olho nu que destruir a economia não contribui com um chavo para controlar a dívida. Até um ceguinho enxerga que o país vai de mal a pior.   Gente de vários quadrantes, de diferentes níveis etários, de variados sexos têm avisado que é necessário alterar (...)
George Orwell utilizou os porcos como personagens de uma alegoria sobre a natureza do poder totalitário. Usou-os possivelmente por serem animais aos quais está associada uma imagem de "chafurdagem" na sujidade. O realizador Etore Scola, num magnífico filme onde relata condições degradantes da vida humana, num bairro de lata usa-os, também, pejorativamente, como símbolos dessa degradação, utilizando o título, Feios, Porcos e Maus.    Tenho pelos suínos o mesmo respeito (...)
23 Mai, 2012

Escrever no vento

Palavras, palavras, palavras. De muitas palavras se faz a blogosfera. Palavras de elites da escrita. Palavras  de milhares de cidadãos anónimos. O ciberespaço liberalizou a palavra, "igualitarizou" as ideias. Aqui todos podem exprimir-se, todos podem colocar opiniões, todos podem publicar textos literários. É o comunismo da escrita. O acesso da plebe à expressão do pensamento em letra de forma. A escrita dos blogues e nos sites não passa porem de uma imitação de democracia (...)
02 Abr, 2012

(...)

Não me apetece falar da chuva ou do sol. Do vento das eólicas ou do vento da indiferença. Da extensa costa marítima ou do seu ínfimo aproveitamento. Do discurso da inevitabilidade ou resignação evitável. Do empobrecimento de muitos ou do enriquecimento de cada vez menos. Da arrogância do PSD ou da inexistência do PS. Da reposição do exame da quarta classe ou do fim das novas oportunidades. Dos loucos dos manicómios ou do manicómio de loucos a brincar aos governos. Não me (...)
04 Mar, 2012

Parêntesis vazio

Há dias em que ficamos tolhidos por uma estranha apatia mental. Olhamos, vemos e ouvimos mas o mundo passa-nos o lado. Sentimos até uma agradável indiferença perante os analfabetos culturais que o governam. Aceitamos passivamente o papel de cifrão que nos atribuem cada vez mais. E ficamos orgulhosos se, nesse papel, damos lucro para aqueles que nos gerem a vida nas colunas de deve e haver. Aceitamos, bovinamente, as patranhas que nos metem na cabeça: é preciso trabalhar, trabalhar, (...)
ADVERTÊNCIA: Esta ficção (condizente ou não com a realidade) não é aconselhável a menores de idade e a pessoas sensíveis. Naquele dia de Junho, dos anos 60 a camioneta da carreira da tarde esgotou a lotação. Ao longo do seu percurso na serra algarvia foi-se enchendo de mancebos que demandavam a sede do concelho, onde no dia seguinte se apresentavam às sortes. Entre eles viajava Aníbal Cavaco, jovem ainda imberbe mas que ia ser sujeito à prova de aptidão para soldado da nação. (...)
05 Fev, 2012

Sem parêntesis

Quando ia pôr o pé fora da porta uma brisa arrepiante tolheu-me de imediato os Passos. Disse de mim para mim “este tempo não é para velhos” vou mas é recolher-me porque este país, também, não é para velhos. Tenho até dificuldade em perceber o Veloso quando canta que “a primavera da vida é bonita de viver” embora já tenha sido jovem. E o Outono da vida é  bonito, carago' "Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto" .E ser velho não é duro, caramba? (...)
07 Nov, 2011

Flagrante fatal

O sargento Sancho dirigia o aquartelamento através de telefone. A sua residência, propriedade do exército, estava ligada à pequena unidade militar, sob sua jurisdição, por uma linha exclusiva. Esta linha era como um cordão umbilical que o ligava ao dia a dia do quartel. Recebia informações e dava ordens ao seu adjunto furriel miliciano La Mancha. E só em situações especiais se via a sua figura anafada e bonacheirona a passar a porta de armas. Quando isso acontecia, entrava num (...)
artesanato ...     nepocs-ufc.blogspot.com     António Simplesmente.   -Bom tarde, minha mãe...   -António, que surpresa, não te fazia por cá?   -As saudades são maiores que a vontade, os desejos mais fortes que as obrigações. Pelas vicissitudes da vida sou um bicho de cultura. Pairo no etéreo da reflexão mas as minhas raízes estão aqui na terra mater, no bucolismo da natureza, no cantarolar das águas correntes, no balançar dos choupos, no coaxar das rãs nos charcos...   (...)
    Fascículo II, António Simplesmente   A vida é feita de sonhos. Dos que acontecem realmente enquanto navegamos nas asas de Morfeu e dos nos aprisionam durante a nossa existência. Eu, António homem nascido de mulher sem qualquer graça divina , racional e contemplativo mergulhei num mar de sonhos desde a mais tenra idade. Estou até em crer que já neles navegava na barriga da mãe. Desde que me conheço, se é que me conheço e desde que me vejo feito de memórias que me  vejo (...)