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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Vivemos num país de pequeninos. De um governo pequenino , de uma justiça pequenina, de uma educação pequenina, de uma saúde pequenina,  e para cúmulo dos nossos pecados, de uma responsabilidade pequenina. E diz-se que os exemplos devem vir de cima. Mas, se de cima, senhores e senhoras ou viceversa, só vêm actos de pequenez, como pode, aqui e agora, haver acções de grandeza, como já houve em tempos idos, graças a gente valente. Assistimos impávidos e serenos, todos os dias, a (...)
16 Nov, 2014

Pai, sou ministro

Nem tudo o que brilha é ouro. O ditado, aplica-se com toda a propriedade, aos vistos gold. O que brilha, neste caso, é corrupção nas altas esferas do Estado. Mas e ao contrário de outros membros do governo, metidos em alhadas, o ministro da Administração Interna teve um comportamento digno. Assumiu a sua responsabilidade política e demitiu-se. O mesmo não se pode dizer de outros ministros, que parece que se reforçam com os disparates do seu ministério. Um caso paradigmático (...)
16 Out, 2014

Orçamento bi-anual

A melhor prova de que o governo do PSD/CDS não é sério, nem pode ser levado a sério é a proposta de Orçamento para 2015. Este OE desmente o princípio "que se lixem as eleições" e enquadra-se no objectivo "que se lixe o país". Não é sério crer fazer passar a ideia que o OE beneficia os cidadãos, com uma uma eventual diminuição de impostos. Não se pode levar a sério que os contribuintes serão, possivelmente, ressarcidos da manutenção da sobretaxa lá para 2016. Acontece (...)
lábios de mosto meu corpo lindo meu fogo posto. Eira de milho luar de Agosto quem faz um filho fá-lo por gosto.   Ary escreveu, Simone popularizou nos anos setenta a Desfolhada. Quem faz um filho fá-lo por gosto é uma expressão dúbia: faz-se o filho porque se gosta de o ter ou faz-se pelo gosto de o fazer? Seja o que for, o certo é que uma vez feito num acto dual, a mãe assume um papel preponderante. Acolhe-e durante nove meses, sofre a dor de o parir e amamenta-o mais (...)
07 Out, 2014

Ministro Peter Pan

O ministro da educação pode ser apontado como o modelo exemplar do princípio de Peter. Chegou ao lugar para o qual já não tem competência. A mim parece-me ser antes o émulo de Peter Pan, ou seja, o caso do menino que queria ser ministro e que o foi sem nunca deixar de ser menino. Isto é foi para o ministério para brincar à governação. E por lá foi continuando a brincadeira que ensaiava como comentador. Contudo, convenhamos que não está desenquadrado. Só um governo Peter (...)
06 Out, 2014

Acorda amor

Acorda amor Eu tive um pesadelo agora Sonhei que tinha gente lá fora Batendo no portão, que aflição           Chico Buarque   Acorda amor Ouço Passos subindo a escada No bolso sinto uma mão pesada Remexendo remexendo em nada Que aflição! Acorda amor não sei se é sonho se realidade Ajuda-me a parar esta ansiedade, pois não sei que fazer Que confusão   Acorda amor estou mesmo a ver umas criaturas com umas auras muito escuras, e eu aqui preso no colchão
Os rapazes do pin na lapela ganharam as eleições legislativas montados em mentiras e equívocos. Colocaram estrategicamente os seus tentáculos de comunicação. Criaram uma ficção, que proliferou como bolha salvadora, no desânimo latente, propiciado pela crise internacional. Conseguiram passar a ideia, que as razões da austeridade que começava a proliferar, se deviam (...)
05 Jun, 2014

Fora da lei

A fronteira que separa um estado absoluto de um estado democrático é o primado da lei. Na lei geral chamada constituição, estão as normas que balizam acção dos poderes institucionais. No fundo, protegem os cidadãos de arbitrariedades. Quando se governa sem respeito pela lei, põe-se em causa o estado de direito. Entra-se no campo do poder totalitário.    O actual governo de Portugal, eleito de acordo com as regras democráticas não tem mandato para governar à margem da lei. (...)
05 Mai, 2014

Sem saída

Com um voto entregamos a nossa vida nas mãos de um grupo de profissionais da política. Para o conseguir usam todas as técnicas da arte de convencer. A principal é a de dizer o que as pessoas gostam de ou vir. Depois, descrebilizam-se os adversários recorrendo a artifícios que nada têm a ver com ideias e propostas, mas com eventuais juízos de carácter. Para caçar o voto do indígena vale tudo. E o indígena acredita piamente. E em maioria decide não só a sua vida, mas a dos (...)
Rapidamente passámos da condição de patinhos feios para uma espécie de cisnes elegantes aos olhos dos investidores",   Pires de Lima, ministro da economia   No princípio havia os patos livres e bravos. Voavam pelas terras do sul de clima ameno e suave. Quando inventaram os automóveis alguns (poucos) transportavam-se em poderosos "" que compravam aos passarões do norte. A maioria desfrutava da vida modestamente e sem grandes luxos. Assim era e assim foi até um dia. Um dia, os (...)