Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Capitães do meu país Soldados da minha terra Viram o povo infeliz E com paz fizeram guerra.   No alvor da madrugada Acordaram a cidade E sem nunca pedir nada Ofereceram liberdade.   No força que idealizaram Esperança de mil cores Quando as armas dispararam Delas saíram flores.   E no seio da revolução Nasceu uma democracia  E com ela a convicção Que é real a utopia.   E quem nunca viu Abril Nem sabe a revolução Urdiu artimanhas mil Subjugou a nação. (...)
06 Abr, 2014

Cravos e cravas

imagem Net   Em  anos de servidão, opressão agruras mil, revoltou-se uma nação. Era Abril Nas armas nasceram cravos,  esperanças mil, cravos vermelhos ousaram a liberdade, Descamisados sonharam a igualdade. Já não têm cor os cravos, desilusão! Agora é tempo de cravas, sem coração. Porque se deixa oprimir Uma nação?
30 Jun, 2013

Verão quente

Para mais, o uso dos raios solares ainda não se paga e o mergulho nas águas mais ou menos poluídas do oceano, ainda não é cobrado. E uso do ainda não é inocente  porque nada está garantido. Diga-se que é uma benesse dada à plebe, uma espécie de pão e circo dos tempos contemporâneos. Até ver.   Em 1975 também tivemos um Verão quente. Quente ou até escaldante na temperatura das consciências, no calor da acção cívica. Uma hidra de contornos obscuros chamada PRECque (...)
28 Abr, 2013

Cravos e cravas

Em  anos de servidão, opressão agruras mil, revoltou-se uma nação. Era Abril Nas armas nasceram cravos,  esperanças mil, cravos vermelhos ousaram a liberdade, Descamisados sonharam a igualdade. Já não têm cor os cravos, desilusão! Agora é tempo de cravas, sem coração. Porque se deixa oprimir Uma nação?
 webs.ie uminho pt Duas notícias que não estão relacionadas (ou estarão?) deixaram-me com a pulga atrás da orelha. Numa anuncia-se a prisão de Isaltino Morais para cumprir uma pena de dois anos que já tem barbas. Custa a acreditar e espero para ver. Na outra fala-se do desaparecimento do Otelo. Otelo, apontado como estratega do movimento do MFA que fez o golpe de 25 de Abril,já foi prisioneiro, com pena cumprida a preceito. Algo estranho se está a passar, foi a primeira (...)
24 Abr, 2012

Abril na prisão

Por uma treta Abril foi pra gaveta. Agora? Não. Agora está sequestrado, agora está na prisão. E que crime fez Abril? Mil! Deu esperança a toda a sociedade e de forma universal quis um mundo mais igual! A todos quis dar: bem-estar saúde educação liberdade pão, quis a vida melhorar! E quem tramou Abril de uma forma tão vil? Indiferença, apatia, comodismo mentira, demagogia, oportunismo, exploração, especulação, selvagem capitalismo. E quem quer tirar Abril? (...)
      -Acorda Zé, começou a guerra…   As palavras modeladas pelo timbre arrastado do Alentejo, ricochetearam como balas perdidas no silêncio da manhã adormecida.   Acorda Zé, estão a dizer na rádio para as pessoas ficarem em casa e  estão a pedir aos médicos para se dirigirem aos hospitais…   Não havia dúvida, aquela voz única era a do João Cabeça Rato, português de Cuba, que comigo e outros hóspedes ocupava a casa de hospedagem de D. Regina. Levantei-me ainda (...)
Quem fez o 25 de Abril? Foi o Salazar. Confira isto e muito mais no vídeo sapo que aqui publico:   Este homem terá feito o 25 de Abril! (voz populi) MG   Os conhecimentos de história dos portugueses andam pelas ruas da amargura. E não apenas de história universal mas até de história pátria. E não apenas da longa e gloriosa história da nação lusíada, que no tempo da outra senhora nos obrigavam(bem hajam) a encornar, mas até da história recente dos últimos 50 anos. Ao (...)
 Um homem de fato e gravata, cabelos brancos, mas lesto como um gato saltou para cima da guarita do quartel e com um megafone falava à multidão.       -Acorda Zé, começou a guerra…   As palavras modeladas pelo timbre arrastado do Alentejo, ricochetearam como balas perdidas no silêncio da manhã adormecida.   Acorda Zé, estão a dizer na rádio para as pessoas ficarem em casa e  estão a pedir aos médicos para se dirigirem aos hospitais…   Não havia dúvida, aquela voz (...)
  Nasci, cresci e vivi em tempos de pensamento único. Nesses anos de fascismonão havia liberdade de expressão, liberdade de manifestação, liberdade de qualquer discordância com o poder vigente. Foi com muita alegria que assisti ao movimento militar que derrubou o regime ditatorial, em 25 de Abril de 1974. Tive o privilégio de poder assistir em directo, no Largo do (...)