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Interrogações

por Naçao Valente, em 21.05.13

Porque vai o ministro do Estado e das Finanças de Portugal reunir-se com o ministro Schauble do governo alemão, a propósito do programa de ajustamento? Apesar de não ter sido "eleito coisíssima nenhuma" como disse com veemência, é ministro do governo português ou pau-mandado da Alemanha em Portugal? Interrogações pertinentes e preocupantes.

 

MG

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publicado às 21:56

Calotes da Alemanha

por Naçao Valente, em 18.04.13

Depois de ter mandado investigar, o Ministério das Finanças grego apurou que a Alemanha deve mais de 162 mil milhões de euros à Grécia pelas indemnizações compensatórias que não foram pagas ao país após três anos de ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar de o governo grego considerar que o assunto é sensível, especialmente pelo atraso das transferências da troika para o país, Christos Staikouras, ministro da Finanças adjunto, afirma que o assunto está em “aberto”.
Soube-se, entretanto, que a Alemanha deve 2,3 mil milhões de euros a Portugal por indemnizações da I Guerra. Acham que o ministro das Finanças da troika também vai averiguar o montante em dívida, como fez a Grécia, e reclamar o seu pagamento?

 

Em Câmara Corporativa

 

Aplica-se em pleno o ditado: bem prega frei Tomás, faz o que ele diz não faças o que ele faz. D facto a Alemanha que ajudou a endividar os países do Sul em benefício próprio, com a venda de submarinos, aviões e outras quinquilharias de pouca monta, exige a esses países o pagamento acelerado das suas dívidas. Contudo, ainda não pagou um calote quase centenário a Portugal e sofre de amnésia sobre as indemnizações compensatórias que deve à Grécia desde a Segunda Guerra Mundial.

 

Partindo do princípio que a Alemanha é "pessoa" de bem só encontro uma explicação. A Alemanha quer que estes países sigam o seu exemplo, isto é que se travistam de caloteiros. Só assim se entende a receita que lhes está a aplicar e que vai no sentido de destruir as suas economias com a austeridade. Deste modo como é que países sem rendimentos e cada vez mais endividados vão conseguir pagar?

 

MG

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publicado às 20:53

A pata germânica

por Naçao Valente, em 10.04.13

Parece que está claro. Esta sanha da Alemanha contra os países do Sul com o apoio tácito de alguns do Norte, tem um objectivo. Empobrecê-los, enfraquecê-los e depois colocar-lhe a pata em cima. É a via cínica, com capa democrática, da versão do espaço vital hitleriano embrulhada em prenda envenenada. Para isso dispôe dos seus homens de mão. Em Portugal tem nome: Gaspar. E ainda há quem se admire de Portugal não contestar as posições da Troika?

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publicado às 12:57

Carta a Schauble

por Naçao Valente, em 29.03.13

Queria dizer-lhe também, senhor ministro, que comparar a atitude de alguns Estados a miúdos que, na escola, têm inveja dos melhores alunos é, no mínimo, ofensivo para milhões de europeus que têm feito sacrifícios brutais nos últimos anos, com redução muito significativa do seu poder de compra, que sofrem com uma recessão económica que já conduziu ao encerramento de muitas empresas, a volumes de desemprego inaceitáveis e a uma perda de esperança no futuro”, acrescentou o presidente do CES, (Silva Peneda)para quem seria “a negação do espírito europeu” que os interesses alemães se sobrepusessem aos europeus, da mesma maneira que “não será do interesse europeu o desenvolvimento de sentimentos anti-Alemanha”.

 

 

Ao escrever ao poderoso ministro do IV Reich, Silva Peneda mostrou coragem, lucidez e inteligência. Tudo o que tem faltado ao governo português especialmente ao ministro das finanças. De facto, os governantes portugueses têm estado de cócoras perante os interesses alemães. E como quanto mais se baixam  mais se vê o rabo, são tratados como capachos da reconstituição do projecto hitleriano do espaço vital. A Alemanha ao tentar aprisionar a União Europeia está a mostrar a sua verdadeira natureza: a assunção da raça superior. Os demónios do nazismo estão a renascer das cinzas mal apagadas do pós-guerra. Os fantasmas do racismo já cavalgam à solta por toda a Europa. Com a conivência de dirigentes europeus submissos e fracos e o apoio de lambe-botas da austeridade, a Alemanha da dupla Schauble/Merkle, está a destruir o projecto europeu e a abrir portas a uma nova guerra. Como num ciclo de eterno retorno e de um recorrente auto suicídio a Europa sucumbirá, incluindo a própria Alemanha. Pela memória de milhões de mortos e pelos vivos que querem continuar a viver é preciso parar com esta loucura. A carta do Presidente do Ces pode ser um fait divers para o arrogante Schauble, mas também pode despertar consciências adormecidas. Temos que acreditar que esta e outras pequenas fagulhas podem incendiar (no bom sentido) a pradaria.

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publicado às 13:22

A emenda e o soneto

por Naçao Valente, em 01.03.13

A política de austeridade da Alemanha está a conduzir a Europa para o caos. Depois do ataque à economia dos pequenos países periféricos aplicou a mesma política às grandes economias do sul-Espanha e Itália. Numa tentiva de evitar um humilhante resgate, a Itália, sob a direcção de Mário Monte aplicou uma austeridade mitigada. Evitou, assim, o mal pior, que era ficar sob o domínio da chamada troika, com soberania limitada. Berlusconi, espécie de personagem de opereta, não conseguiu controlar a sua obsessão pelo poder e resolveu provocar eleições antecipadas.

 

O resultado está à vista. O mau soneto que é Monti, acabou por ser sujeito a uma emenda bem pior. A votação dos italianos, em desespero, caiu em  números impensáveis, num partido-cinco estrelas- sem coerência e sem programa viável. Um partido com medidas populistas irrealizáveis e irresponsáveis. Um partido que tem como principal objectivo destruir o "sistema" sem apresentar nada em troca. Acresce, o facto, do partido vencedor, (aliança de esquerda) apesar de ter uma maioria aritmética no Congresso, acabar por estar representado em minoria. Prevê-se uma Itália ingovernável. E das duas uma, ou os medíocres dirigentes europeus, percebem que a situação política na Itália é perigosa para o sistema democrático e põem fim à sua estratégia suicida ou caminhamos para um impasse que pode mergulhar toda a Europa num período negro. Salvadores de todos os matizes já afiam os dentes.

 

A história na sua sabedoria é clara na lição. Quando a uma crise económica fomentada pela ganância se junta instabilidade política a situação começa a ser explosiva. Quem tem um mínimo de memória ainda lembra as ditaduras fascistas e uma guerra que subalternizou a Europa no contexto internacional. A política Europeia não precisa de emendas. Precisa de novos poetas e de novos sonetos. Urgentemente.

 

MG

 

 

 

 

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publicado às 20:08

Efeito boomerang

por Naçao Valente, em 15.02.13

A Alemanha está à beira da recessão. Nada que não fosse previsível depois da política de terra queimada que aplicou aos países periféricos. Num mundo globalizado e num espaço de economia aberta o desempenho económico de um membro acaba por contagiar todos os outros. Assim ao obrigar os países mais fracos a empobrecer abruptamente, (com a conivência  e a incompetência dos dirigentes nacionais) com reflexos profundos no consumo, pôs em risco toda a economia da zona euro. É o efeito boomerang.  As políticas neoliberais aplicadas pela senhora Merkel, se não forem travadas conduzirão a Europa para uma catástrofe. Curiosamente, como há setenta anos com o domínio nazi. Para a Alemanha a História é uma ficção. Um novo nazismo de fachada democrática está em marcha.

 

MG

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publicado às 16:00

Nação do mundo

por Naçao Valente, em 10.12.12

Não sou grego nem ateniense, sou um cidadão do mundo

 

Sócrates UWASocrates gobeirne.jpg

 

Não sou grego nem alemão. Sou português e cidadão do mundo. Portugal não é uma nação milenar como a Grécia nem tem a dimensão territorial e económica da Alemanha, mas é uma nação secular e universal, com história e com cultura. No fundo com alma.

Ao contrário, os nossos governantes, não têm alma nem cultura. Dizem que Portugal não é a Grécia e mostram pelos seus actos, que gostariam de ser alemães, mesmo que fossem de segunda. Todo o seu comportamento aponta para uma subserviência canina (sem ofensa para os cães) em relação à nação germânica. O ministro Gaspar, no seu discurso de baixa rotatividade, bajula Merkel e o seu ministro das finanças. Tudo o que lhe mandam fazer faz. Estou convencido que não se importariam em transformar este país numa colónia germanófila.

Portugal pode não ser a Grécia, mas muito menos será a Alemanha. Pela sua personalidade histórica, pela sua especificidade cultural, pela sua matriz psicológica. O posicionamente dos governantes do pais, no contexto europeu, é uma aberração. Esta colocação do interesse estrangeiro acima do interesse nacional nao se via desde 1580. Esta gente nao tem mandato para vender o pais a pataco. Esta gentinha jurou cumprir a Constituição. Se não o faz e põe em causa a independência nacional tem de ser demitida. Como em 1640.

 

MG   

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publicado às 19:04

Ali Babá

por Naçao Valente, em 30.11.12

 

Pedro passos Coelhos tem uma atracção pelo show business. Tudo leva a crer que gostaria de ter sido um artista da rádio da televisão e da cassete pirata, mas o melhor que conseguiu, na fase de homem da "night", foi casar com uma cantora de um grupo dos anos oitenta chamado Doce. Foi talvez inspirado na sua pessoa, que esse grupo fez a canção Ali Babá. Se assim foi fica-lhe a matar e é o prenúncio do que seria a sua incursão no mundo da política, anos mais tarde. Não conseguiu ser um cataclismo na música, mas conseguiu provocar um cataclismo no país. Aqui publico uma versão actualizada de Ali Babá. 

 

Ali Babaca

Mil e um golpe que traçamos juntos

Mil e uma petas que pregamos a muitos

Mil e uma fantasias

Tu sempre foste de aldrabices

Como estava o país tu já sabias

E foste um homem de vigarices

 

Com vocalizações bem estudadas

Foste impondo o teu catecismo

Da religião do despesismo

Mil e uma coisa bem pensadas

Tu foste o homem das golpadas

 

Alibabaca

Babaca doce

Ali babaca

Babaca trouxe

Ali babaca

Babaca come

Ali Babaca  

Babaca fome

 

Ali Babaca

Há mais de um ano que nos estrafegas

Sempre a exigir mais mil entregas

Sem regras

Ultrapassates todas as loucuras

Hipotecastes verbas futuras

Tu és o homem das velhas trevas

 

Falhaste na área das cantorias

Mas na politica sempre subias

Com muita manha

Com cara de pau e muito cinismo

Levas o país para o abismo

Tu és o homem  da Alemanha

 

Abre-te sésamo

Derrama tino

Abre-te sésamo

Fecha o cretino

Abre-te sésamo

Muda o destino

 

E se alguém quiser rever a versão original aqui fica o link:

 

http://letras.mus.br/doce/947524/#selecoes/947523/

 

 

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publicado às 19:18

Agente infiltrado?

por Naçao Valente, em 21.11.12

O ministro Vítor Gaspar faz-me lembrar o aluno marrão, graxa e auto-convencido. Faz tudo para agradar ao seu mestre. Para além disso, denota uma personalidade digna de psicanálise. Erra e não reconhece o erro. E mesmo quando uma maioria esmagadora o diz e o informa que é preciso mudar de caminho persiste no seu rumo. É como um maquinista que passa um sinal vermelho e que depois de alertado continua a sua marcha. Sabemos que o rumo que segue é traçado à priori e que o segue cegamente. Só que a mão que o guia está também  contaminada de cegueira. E quando um cego conduz outro cego, é certo e sabido, que acabarão ambos no abismo.

 

Já se percebeu que Gaspar é um seguidor obediente do governo alemão. Mais que um ministro do governo português demonstra ser uma espécie de dignitário da Chanceler e do seu Ministro das Finanças. Foi apanhado há uns tempos, por uma câmara indiscreta, numa conversa de pé de orelha com o ministro alemão, a quem prestava vassalagem, alegando o seu bom comportamento. Hoje, reuniu com o mesmo ministro, como quem vai a despacho. Esta colagem pública levanta novas dúvidas: Gaspar, afinal, é ministro do Estado português ou do Estado alemão? Afinal, a quem presta contas? É um ministro de Portugal ou um agente infiltrado?  

 

MG

 

 

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publicado às 20:57

Refundação do governo, a bem de Portugal

por Naçao Valente, em 01.11.12

A fundação de Portugal remonta ao século XII. Depois deste século Portugal sofreu várias refundações ou seja precisou de passar por uma nova fundação. Foi o que aconteceu em 1383/85, com a fundação revolucionária de nova dinastia, que resultou de um corte com uma continuidade dinástica, que punha em causa a independência nacional. Foi o que sucedeu em 1580 com integração da nação portuguesa no reino de Castela. Foi o que se verificou em 1640 com a restauração da independência. Foi o que se passou em 1822 com a implantação do liberalismo. Foi o que aconteceu em 1910 com o golpe republicano. Foi o que Salazar fez com a criação do Estado Novo. Foi o que houve em  25 de Abril de 1974 com a instauração da democracia. Para além das razões específicas de cada um destes momentos, todos têm um mesmo objectivo: uma ruptura radical com o passado.

Desde 1974 vivemos num regime democrático parlamentar. Como dizia Churchill a democracia é um mau sistema, mas não conhecemos outro melhor. De facto,este sistema político apesar das suas imperfeições e limitações, é aquele representa o maior denominador comum dos diversos interesses sociais. Por isso, não se entende o que quer o governo de Gaspar/Passos/Borges refundar. Se não é a democracia uma vez que esta existe, é o quê? Como não os vejo abjurar o sistema democrático será uma democracia orgânica,(expressão inventada por Salazar) ou será uma democracia popular, (versão comunista) ou será uma democracia autoritária/iluminista, na qual o poder político absorve, plenamente ,a soberania popular em nome dos interesses da nação e se arroga a ser uma espécie de governo iluminado, com autoridade plena para, por cima de todos os limites, decidir a seu bel-prazer? Neste sentido, não terá de respeitar valores e direitos, dos quais se acha com legitimidade para fazer tábua rasa.

A verdade é esta: o que Passos parece querer refundar é um novo regime, que mantendo aparentemente a fachada democrática, não passa de uma nova forma ditatorial de exercer o poder, um Novo Estado que como o Estado Novo que precedeu a democracia, se baseia na máxima restaurada " sei muito bem o que quero e para onde vou" e no lema "pobres mas honrados". Um autêntico ovo de Colombo. Mas se o regime de Salazar assentava num nacionalismo exarcebado, este Novo Estado assentará na subjugação dos interesses dos mercados especuladores e da vassalagem à Alemanha.

A refundação Gaspar/Passos/Borges, a acontecer, pode significar o toque de finados na soberania popular e colocação de Portugal na condição de neo-colónia dos mercados especuladores e da hegemonia alemã. O que precisamos de refundar e urgentemente é este governo, mandando-o para onde nunca devia de ter saído. A bem de Portugal.

MG

 

   

  

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publicado às 17:19




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