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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Mulher na revolução

Não há pior dia que a segunda-feira. Depois de um dia de descanso o trabalho. Mas eu gosto de fazer segunda de sapateiro ou seja dar folga às solas. Nestes entretantos sobrou-me em indolência o que me faltou em  insolência. Fica para um dia mais preenchido. Mas nesta lazeira sapateiral vieram-me à memória os gloriosos tempos do Processo Revolucionário em Curso. Aquilo é que era alegria, aquilo é que era esperança, aquilo é que era sonho, aquilo é que era generosidade; aquilo é que era ilusão. E prefiro mil vezes essa iludida ilusão que esta ilusão iludida do nosso prestigiditador-mor. Adiante: no meio deste emanrahado de pensamentos gastos pelo tempo e pela mediocridade, saltou-me das profundezas do arquivo mental  um poema pouco conhecido do Zeca e que simboliza esses tempos de ingenuidade revolucionária. Chama-se Teresa Torga. Se conhece recorde-o. Se não conhece vale a pena conhecer:

 

MG

 

"TERESA TORGA"

No centro da Avenida
No cruzamento da rua
Às quatro em ponto perdida
Dançava uma mulher nua

A gente que via a cena
Correu para junto dela
No intuito de vesti-la
Mas surge António Capela

Que aproveitando a barbuda
Só pensa em fotografá-la
Mulher na democracia
Não é biombo de sala

Dizem que se chama Teresa
Seu nome é Teresa Torga
Muda o pick-up em Benfica
Atura a malta da borga

Aluga quartos de casa
Mas já foi primeira estrela
Agora é modelo à força
Que a diga António Capela

Teresa Torga Teresa Torga
Vencida numa fornalha
Não há bandeira sem luta
Não há luta sem batalha

 

   José Afonso

 

Mas se prefere a versão musicada  aqui está...

 

 

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