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Cães, gatos e outros animais, com e sem cristas

por Naçao Valente, em 30.10.13

Estou um mar de dúvidas. A culpa é da ministra Assunção Cristas. Ainda, possivelmente, mal refeita dessa nobre missão que é a maternidade, lançou uma medida que não encaixa na máxima bíblica, "crescei e multiplicai-vos", que deu o pontapé da saída para a existência de vida na terra. Trata-se do limite do número de animais domésticos (cães e gatos) por habitação. Quatro. Nem mais nem menos. E porque não sete ou dois, por exemplo. Nem sei em que estudo científico se baseia. Nem percebo qual o objectivo. Nem está claro se se pode recorrer à contracepção. Nem entendi se a medida é extensiva a outros animais. Coelhos, galinhas, papagaios falantes, aves raras, galos capões...

 

O que me preocupa, particularmente, é se também se contabilizam animais decorativos. No caso tenho dois gatos de louça e alguns outros presos em pano bordado. Dos verdadeiros nem um. Não tenho, nem pretendo ter. Não é nada contra os ditos bichinhos. É uma questão de opção. Mas isso cria-me outra angústia existencial. Sinto-me algo encabulado pela não existência de quatro potenciais vidas. O que eu gostaria de saber era se poderia ceder a minha quota, mesmo gratuitamente, a quem adorasse ter mais. Descansava a minha consciência, contribuía para a preservação das espécies e fazia alguém feliz. Onde posso ser esclarecido?

 

MG

 

PS: Preciso de libertar a minha mente para outros assuntos: orçamento, guião da reforma do estado, cortes nos rendimentos...

 

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publicado às 23:18


1 comentário

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De pimentaeouro a 07.11.2013 às 22:48

Esta iniciativa do governo CDS tem a maior oportunidade. Com menos animais de companhia os portugueses passam a consumir abaixo das suas possibilidades e a dívida pública baixa.
Cumprimentos.

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