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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

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20 Set, 2013

Embuste colossal

Os comentadores apoiantes da política de austeridade são autênticos grilos falantes. Estrategicamente colocados em palcos de grande audiência dão voz à política governamental. Destaco, entre outros, três apóstolos da expiação: Medina Carreira, Camilo Lourenço, José Gomes Ferreira. A sua narrativa,  básica e linear, consiste em martelar sempre o mesmo axioma: o Estado recebe setenta e gasta oitenta, logo gasta mais dez; assim tem de cortar na sua despesa. Dito de forma mais clara, é preciso reduzir funcionários, descer salários, diminuir pensões.

 

De dois anos desta política resultaram falências, crescimento negativo, desemprego, miséria e sempre mais dívida. A receita falhou mas continuam a dizer que é preciso mais. A receita está a matar o doente mas aumenta-se a dose. Cegos e surdos a outras perspectivas continuam a vender sem qualquer escrúpulo o seu embuste colossal. Austeridade em cima de austeridade só agravará a crise e atrasará a recuperação.

 

Para sair deste ciclo vicioso é necessário crescimento económico. O défice do Estado só se equilibrará com o aumento de receitas. Diminuir o rendimento dos cidadãos é um contra-senso numa economia de consumo. É a inversão da lógica do sistema capitalista. Se não houver consumo, não pode haver produção, nem emprego ,nem lucros, nem salários, nem receitas para o Estado, nem Estado. É o bê-á-bá da economia, uma verdade à La Palisse. Não há economia próspera com o empobrecimento dos cidadãos. Os papas da austeridade apenas vêem a árvore. Esquecem que esta faz parte de uma floresta, isto é concentram-se na parte e esquecem-se do todo. É uma visão de míopes  e/ou mal intencionados.

 

MG

 

 

 

2 comentários

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    Naçao Valente 24.09.2013

    Concordo com o diagnóstico mas não com a receita. É certo que a situação não se resolve com varinha mágica. Mas também é verdade que não se consegue sair de um buraco se nos tiverem sempre a empurrar. É o que tem acontecido. Nenhum enforcado se salva se não lhe aliviarem a corda. Como pode um endividado pagar a sua dívida se nos manietam com juros? E porque é que os usurários cobram juros negativos por exemplo à Alemanha? Para se dar num lado não tem que se tirar do outro? E porque é que a Alemanha já facturou 42 mil milhões em juros com esta crise? E como é que nós vamos crescer se nos proíbem o crescimento? A ciência económica não é uma ciência exacta. Tem muito de irracional. Ou não terá?

    Cumprimentos
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