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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

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13 Jul, 2013

O poder do povo

Democracia é o poder do povo. O povo exerce, formalmente, o seu poder em eleições. O povo com direito de voto, cidadãos maiores de dezoito anos, elege os seus representantes para os órgãos do Estado. Esta delegação de poderes assume para alguns os autores políticos uma declaração total de soberania, isto é o direito de fazerem, em linguagem popular, o que lhes dá na real gana. Mas mesmo do ponto de vista meramente institucional não deve ser assim. Todos órgãos de poder são limitados pela lei constitucional e também pelo compromisso feito com os cidadãos através de programas eleitorais. E neste sentido se esses compromissos não forem respeitados penso haver motivos para a sua destituição, devolvendo a decisão ao povo. Só assim se cumpre a democracia.

 

 Portanto, o poder do povo, para ser poder, não se pode restringir à colocação de um voto numa urna de tantos em tantos anos. O poder do povo deve implicar um acompanhamento constante da acção governativa. Esse acompanhamento tem de verificar o cumprimento das regras democráticas em todas as suas vertentes. Nas áreas política, económica e social. A evolução da situação do país mostra que a maioria que governa Portugal traiu o voto popular em todas estas áreas. Daí que a sua legitimidade esteja posta em causa. Os partidos que exercem o poder não querem perceber isto. Não querem perceber que são o problema e não a solução. Nestas circunstâncias o povo tem o direito e o dever de utilizar formas de manifestar o seu desagrado, porque se assim não for, a democracia é apenas uma formalidade e o poder deixa de residir no povo. Reside, através de um subterfúgio, em quem exerce o poder.

 

MG