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Os marretas da nação

por Naçao Valente, em 18.10.15

Os marretas não são apenas personagens de ficção. Eles "andem" por aí. Estes marretas reais, ao contrário dos outros, não nos divertem. Entristecem-nos, irritam-nos, envergonham-nos. Na política cada vez há mais. Mas há dois que são o "pai" de todos os marretinhas: Medina Carreira e César das Neves. Travestidos de comentadores marretam-nos a inteligência nas suas prédicas. Tudo se resume a uma equação contabilística de análise da realidade. Nesta equação as pessoas são o factor menor. Os marretas de agora e de sempre, numa altura designados velhos do Restelo, não enxergam para além da linha do horizonte. Por eles as "índias" não teriam sido descobertas. Estão sempre ao lado das forças do imobilismo. São herdeiros da teoria da terra imóvel. "E no entanto ela se move", disse Galileu em surdina, depois de abjurar perante os marretas do seu tempo.

MG

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publicado às 20:57

Sábado

por Naçao Valente, em 17.10.15

Porque hoje é Sábado faço um dia sabático. Deito para trás das costas o frenesim político. Não desesperem pela demora.O PREC volta dentro de momentos .Hoje, porque é Sábado, vou falar de sites de promoção de "amizades". De quando em vez batem no meu e-mail, mensagens da QI Elite um local de contactos entre gajos e gajas, de gente de QI,  supostamente, acima da média. Garanto que fiz o teste, por curiosidade, e fui admitido. E se têm inveja tentem também. Nada o impede.

Na última mensagem era perguntado: "José, você está interessado em Margarida 51 anos"? Bem, não estou, nem deixo de estar. Talvez adivinhando a minha indecisão, mais à frente, fazem uma nova pergunta: "está interessado em conhecer Margarida"? . E anexam três hipóteses, sim, não e talvez. Não arrisco nenhuma. Sei lá se me meto numa alhada? Para alguma coisa tem que servir um bom QI. À cautela abstenho-me e dou protagonismo a outro.

Confesso que até simpatizo com o nome, pois no meu tempo, conheci uma Margarida na faculdade, que me merecia alguma simpatia. Já no que diz respeito à idade, enfim... embora se fosse uns anitos mais nova não se perdia nada. E não ousei responder porque, às vezes, o diabo tece-as e quem sabe se não será mesmo essa Margarida dos velhos tempos. Era uma moça de boa família, conservadora e católica. Tão católica que  nas suas andanças pelos corredores da igreja, se perdeu na sacristia por um padre em início missão. E na altura em que a conheci já o padre tinha traído os laços de matrimónio com a função eclesiástica e se preparava para os estabelecer com a leiga Margarida.

Um dia para a pôr à prova, fiz a minha rábula do amante rejeitado, o que tendo à mistura algumas gotas de verdade, não me tirava o sono. E não é que a Margarida, na sua pura ingenuidade, caiu na esparrela, e tanto se mostrou preocupada com a minha alegada angústia, que fui eu que tive que a acalmar. É que estava a ver que no seu espírito solidário e caritativo, germinava a tentação de descartar o padre que desviou da sua primitiva vocação. E ainda hoje tenho receio que esta união tenha colapsado e que terminada a primavera da vida, o padre pródigo, tenha voltado ao seu redil. Embora haja muitas margaridas no mundo não arrisco. Aguardo por outras propostas do IQ Elite, ao menos para me distrair da acusação de comentadores, que me põem em guerra com a minha consciência, por ser apoiante de um pretenso golpe de estado. Mas não o vão conseguir porque tenho um QI acima da média. Palavra de IQ Elite.

MG

 

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publicado às 20:56

Viver o PREC. Onde estava a direita no 25 Abril?

por Naçao Valente, em 16.10.15

Tive a honra e o privilégio de viver ao vivo e a cores o período denominado PREC. Vivi momentos de grande exaltação e de esperança num mundo novo. Para além das expectativas criadas, a vivência do PREC foi, só por si, um momento inolvidável e irrepetível. Para mais era jovem e essa experiência marcou e condicionou toda a minha vida. A discussão nas ruas e em sessões de esclarecimento, as manifestações espontâneas, a partilha de vontades comuns e desinteressadas, constituem um acervo que perdurará na memória daqueles que o viveram. A luta na rua, como na grande manifestação na Alameda, onde o PS de Mário Soares enfrentou a deriva esquerdista que pretendia impor uma ditadura de sinal contrário, é um dos momentos cruciais da instauração de uma democracia em Portugal. 

E onde estava a direita no 25 de Abril? Estava escondida, amedrontada, envergonhada, debaixo do chapéu do Partido Socialista. É preciso ser claro: a direita e esta direita arrogante, insensível e amoral que agora nos governa, não teria chegado ao poder sem a acção civil e militar dos socialistas, para que fôssemos governados, democraticamente, com todos os defeitos que este sistema contém. Só por isso o PS merece mais respeito desta santa aliança, que com ramificações em toda a comunicação social, nos quer lavar o cérebro. Pode lavá-lo a incautos, a iletrados políticos e especialmente a esses filhos da democracia que não conheceram o país obscuro que Abril derrubou, mas não o lavará a todos aqueles que sonharam com um pais desenvolvido e livre.

O mini PREC que agora se vive faz-me sentir de novo desperto da pasmaceira em que se tornou a vida política com a normalização do sistema democrático. Tudo se resume a umas eleições de quatro em quatro anos, onde grupos cada vez mais restritos, disputam a caça ao voto, com promessas e mentiras, muitas mentiras. Depois, no entretanto, cometem todos os dislates que ficam sempre sem castigo. Esta democracia, refém de políticos sem cultura, sem história e sem princípios é um simulacro de democracia. Gente sem formação humanista, tecnocratas sem alma, mesmo quando usam crucifixo, blasfemos sem pecado original, filhos de Belzebu disfarçados de pessoas, ocuparam lugares chave da sociedade. Estão instalados em todas as televisões, sem excepção, donde procuram, em homilias concertadas, converter os últimos infiéis. Assiste-se a uma despudorada campanha de captura das consciências. Vivemos um anti 25 de Abril.

A rebeldia de António Costa contra este status, começa a inquietar os próceres dasubmissão. Assim se explica que já tenha posto em campo todos os seus apóstolos da missionação e todos os profetas do apocalipse, alcandorados em púlpitos estratégicos. E até os fariseus colocados dentro do PS estão a ser convocados, com um tal Francisco Assis da parte negra da força, um Judas sem mandato divino. Se Costa conseguir unir a esquerda desavinda e vencer os captores da democracia, que se pudessem a poriam na gaveta, reabrirá o espírito do 25 de Abril. Não sabemos como terminará o processo, mas só o facto de ter ousado derrubar o muro que o PREC abriu, merece a minha gratidão. De facto, desde os tempos revolucionários, que não me sentia tão vivo. Aconteça o que acontecer, valeu a pena, sentir de novo um cheirinho de PREC.

MG

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publicado às 16:21

O tufão Catarina

por Naçao Valente, em 15.10.15

 Está em grandes parangonas na imprensa escrita: "declarações de Catarina Martins fazem cair a Bolsa de Lisboa". Quiçá de toda a Europa, esqueceram-se de referir, já que foi o que aconteceu. Compreende-se. Pequeno pormenor. Ontem, porém, o efeito Catarina continuou a fazer descer as Bolsas europeias, com uma excepção. Sabem qual? Precisamente a Bolsa de Lisboa, que em movimento contrário, acabou por subir. E sabem que mais? Na isenta imprensa que nos saiu na rifa nem um pio. Irrelevante. E sabem o que vos digo? Os imaculados jornalistas, comentadores, economistas e outros animais de fraque, ainda falham mais que os meteorologistas. Podemos dormir descansados.

MG

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publicado às 22:08

Os donos da Bola

por Naçao Valente, em 14.10.15

Transcrevo, com a devida vénia, parte de uma crónica de Pedro Baldaia


Cavaco, armado em menino fino dono da bola, tinha colocado Passos a avançado centro e Costa à baliza, deixando de fora os miúdos do bairro (Jerónimo e Catarina). Costa, que não gosta de estar à baliza, aliou-se aos putos do bairro e roubou a bola. Passos não se importou, tinha sido escolhido para marcar golos. De repente percebeu que não estava a jogar à frente e que tinha sido remetido para apanha bolas. Chateou-se, apanhou uma bola lançada fora, meteu-a debaixo do braço e, agora, vai ter com o menino fino dono da bola para recomeçar o jogo. É provável até que o avançado centro e o menino fino dono da bola estejam já concertados. Vão jogar baliza a baliza, com os putos do bairro a ver a bola passar. Os putos só recuperam a bola se se unirem, mas não é descartar a hipótese do puto fino dono da bola não os deixar entrar no campo e preferir ver o avançado centro a dar toques na bola. Até que apareça um outro menino fino dono da bola e dê indicações para terminar este jogo e começar outro com bola ao centro.

 

 

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publicado às 23:04

Este é o homem...

por Naçao Valente, em 14.10.15

imagem net

 ESTE É O HOMEM QUE QUIS SER PRESIDENTE DE LISBOA E NÃO FOI !

ESTE É O HOMEM QUE QUERIA SER PRIMEIRO-MINISTRO E NÃO FOI !

ESTE É O HOMEM QUE QUER SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA...

 

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publicado às 22:00

O Homem de Belém

por Naçao Valente, em 14.10.15

Já deu para entender que António Costa, aproveitando a abertura à sua esquerda, está a trabalhar numa alternativa de governo. Passos e Portas  que contavam com o PS para garantir o seu governo a troco de algumas irrelevâncias, também o perceberam. Daí a recente mudança pública de "peixe morto" para  a atitude de arrogância que mantiveram durante a legislatura, o que, no actual contexto, revela algum desespero.

Se as negociações à esquerda chegarem a bom termo e se o acordo conseguir passar nos órgãos do PS, ainda há que ultrapassar um obstáculo de monta: o homem que está em Belém, personalidade controversa que nunca conseguiu nas suas funções conseguiu despir a camisola partidária, embora a Constituição seja clara nos procedimentos a seguir. Perante a queda de um governo da coligação por falta de apoio parlamentar e perante a apresentação de uma solução com apoio maioritário, deve o Presidente aceitar o governo que dela resultar.

Mas será que o Homem de Belém, em fim de mandato, com a sua imprevisibilidade, não arrisca contrariar a Constituição, mantendo um governo rejeitado, em gestão?

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publicado às 21:30

A casca de banana

por Naçao Valente, em 13.10.15

Anda por aí alguma euforia entre o povo de esquerda com a possibilidade de ser formado um governo liderado por António Costa. Embora se comece a vislumbrar essa possibilidade, é prematuro embandeirar em arco. Para além da concretização objectiva duma plataforma de entendimento existem, na minha perspectiva, duas grandes dificuldades, que é necessário ultrapassar.

Ao contrário de comentadores profissionais, que se desunham em rodriguinhos sobre um governo de esquerda contra natura, sempre me causou apreensão o comportamento da coligação PàF em todo este processo. Se repararem, Passos e Portas, têm estado desaparecidos em combate, esperando por onde param as modas. Na linha a que nos habituaram, atrevo-me a afirmar, que a sua estratégia está delineada. Na altura própria vão atirar a casca de banana ao PS. Ei-la. Como também esperava vão dar a António Costa, tudo e mais umas botas, sem preocupação ou intenção cumprir seja o que for e apenas para ganhar tempo. E já ouvi comentadores a defender que agora, António Costa deixou de ter motivos para não apoiar a coligação.

Se António Costa por falta de previsão ou por desvalorizar a capacidade estratégica da direita, assim como o seu apego ao poder, escorregar na casca de banana, adeus governo de esquerda. Se se tiver preparado para armadilha dos Pafes e continuar de pé, então estamos perante um verdadeiro resistente. Não deixa de ser interessante assistir ao desenrolar deste jogo. Conseguirá, desta vez, Costa, ser  capaz de se libertar da teia em que se deixou enredar na campanha eleitoral? Se conseguir, ainda terá pela frente uma outra dificuldade, a Presidência da República. Mas isso já são contas de outro rosário, embora feito da mesma massa.

MG

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publicado às 17:32

A hora de Marcelo?

por Naçao Valente, em 10.10.15

O professor Marcelo não tem, do ponto de vista político, um percurso muito linear. Para além da sua actividade académica, foi jornalista e projectou-se como comentador televisivo. De verbo fácil foi arregimentando adeptos. Há anos, que nesta qualidade, faz tirocínio para chegar à presidência da República. Aproveitando a indefinição à direita, deu o passo em frente como candidato a Belém.

Na comunicação social os chamados politólogos consideram que chegou a sua hora. Admitem que poderá ganhar à primeira volta. A esquerda está, como sempre dividida, e apresenta vários candidatos. Os árbitros da política que dominam os "media" já os levam num andor. Dizem que Sampaio da Nóvoa já está derrotado e que Maria de Belém vem para resgatar os seguristas.

Sampaio da Nóvoa, que em função do contexto político não recebeu apoio explícito do PS, afirmou que a sua candidatura vai continuar. O candidato que pode unir a esquerda numa eventual segunda volta, sabe que só é derrotado quem desiste de lutar. E por isso vai  à luta.  

Mas será mesmo a hora de Marcelo? Eis a dúvida metódica. Convém lembrar que não é a primeira vez que a hora de Marcelo foi prevista. Candidato à Câmara de Lisboa, com hora marcada, perdeu para Sampaio. Secretário-Geral do PSD com rampa para primeiro-ministro, nem sequer foi a votos. E agora? Se o destino, se cumprir, e não marcar a hora, poderá não chegar a atravessar o Rubicão mais uma vez. É uma fé. E esta move montanhas. Mas a função de comentador, que exerce com proficiência, estará à sua espera.

MG

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publicado às 21:50

Para todos os gostos

por Naçao Valente, em 09.10.15

Sempre fui de esquerda. Sempre me situei na área do Partido Socialista, na ala mais à esquerda. O resultado das eleições legislativas tiveram um resultado atípico. Pela primeira vez uma coligação de direita ganhou as eleições sem maioria absoluta. E porque não há à esquerda quem pretenda dar uma mãozinha ao governo PàF estamos perante uma situação original.

Percorri na Internet os comentários de vários comentadores, sobre a presente situação política e confesso que fiquei muito menos esclarecido. Desde os que se dividem entre Costa se aliar à direita ou à esquerda, até aos que acham que anda a fazer bluff,  passando pelos que dizem que apenas procura sobreviver, ou que destrói o PS se se juntar à esquerda, há opiniões para todos os gostos. E alicerçadas em argumentos imbatíveis e verdades absolutas.

Mas ao navegar pelo facebook encontra-se mais do mesmo, num estilo mais popularucho. Ao lado dos tradicionais tradicionalistas, isto é defensores do que sempre foi, estão os promotores da mudança revolucionária e vêem já Costa a liderar uma alternativa dos amanhãs que cantam.

Fui apoiante da esquerda e gostaria de ver esta gente que nos desgovernou fora do poder. E não me causa qualquer engulho uma aliança para governar à esquerda. Contrariamente ao que pensa o Presidente da República, os partidos mais à esquerda, têm o mesmo direito de participar na governação que os chamados partidos do arco do poder. Na democracia não há participantes de primeira e de segunda. Contudo, a situação de acordo com as normas constitucionais parece-me simples. Deve, em conformidade com os resultados eleitorais, o senhor Presidente da República, nomear para formar governo o partido mais votado. Deve este apresentar o seu programa e o orçamento. Se estes forem aprovados deve governar. Se não forem aprovados e na impossibilidade de efectuar eleições, deve-se considerar uma opção alternativa viável. Sem drama. Elementar meus caros comentadores.

MG

 

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publicado às 20:59





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