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Mudem de rumo

por Naçao Valente, em 22.11.10

Mudem de rumo. Mesmo Sitiados ainda há/é tempo.

 

 

 

 

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publicado às 22:57

Sapos e ciganos

por Naçao Valente, em 22.11.10

 

Para o bem e para o mal não sou cigano, nem de rendimento mínimo, nem de rendimento máximo. Como não nasci príncipe não me posso transformar em sapo ou vice-versa. Consta por aí que os ciganos não morrem de amor por sapos. Parece que os ditos lhes trazem azar no amor e nos negócios. Dupla maldição. Não consta, porem, o que os sapos pensam dos ciganos, nem que sejam racistas ou que tenha poderes mágicos que os possam prejudicar. Mas os ciganos acham que sim e basta. O certo é que à conta desta aversão dos ciganos pelos sapos, muitos lojistas de Beja, mas não só, começaram a encher as suas lojas com sapos de cerâmica  para os afugentar.

Esta prática já foi criticada pela igreja católica, por ser considerada discriminatória. Seja como for, todos somos, discriminados de uma maneira ou de outra . Por sermos baixos ou altos, sportinguistas ou benfiquistas, honestos ou desonestos, católicos ou muçulmanos, socráticos ou anti-socráticos, destacados ou não destacados pelo SAPO, e por aí fora. E sobre isso estamos conversados, cada qual que se cuide. Mas há uma discriminação que é mãe de todas as discriminações. É entre os que têm de mais e os que não têm quase nada. E os seus  grandes responsáveis, são aqueles ciganos que pululam pelos centros da finança mundial, descobertos ou encobertos. A estes não há sapo que os assuste. Caramba, não haverá para aí um animal que os possa esconjurar? Seria uma descoberta fundamental para a harmonia planetária.

MG  

 

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publicado às 19:04

O artista e o ditador

por Naçao Valente, em 20.11.10

A 20 de Abril de 1893 nasceu Joan Miró, pintor e escultor surrealista. No mesmo dia do ano 1889  nasce o ditador Adolf Hitler, fundador da Alemanha nazi , que envolveu a Europa e o mundo num dos períodos mais dramáticos da sua história. Enquanto Hitler deixava a sua marca numa pintura sangrenta, Miró, fugido dos horrores do nazismo pinta a série constelações, "onde projecta o poder criativo do cosmos contra as forças anónimas da corrupção política e social causadoras da fome e da guerra". Passados setenta anos, o nazismo é apenas uma lembrança do lado mais negro da natureza humana, mas a corrupção sem rosto continua no seu trono, explorando sem freio num reino de vale tudo. O poder financeiro, metamorfoseado de acordo com as circunstâncias, atravessa gerações, sistemas políticos e correntes estéticas.

A arte pictórica pode mudar técnicas e  estilos formais mas na sua essência permanece imutável  como expressão da criatividade positiva da mente. Hitler, morreu com a sua loucura, mas Miró, viverá para sempre, como símbolo de que no poder criativo está a  redenção da humanidade.

MG 

 

Constelações

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publicado às 22:44

Ser ou não ser, bipolar

por Naçao Valente, em 19.11.10

 

Antes era o mundo bipolar. Depois o mundo curou-se da bipolaridade e tornou-se unipolar, desde que o império soviético caiu, ao  primeiro abanão, como um baralho de cartas. E, porque não percebeu, que os sistemas construídos contra a vontade dos povos estão condenados ao insucesso.

 Agora já não temos ao nosso dispor aquele batido slogan, NEM NATO NEM PACTO DE VARSÓVIA, que tantas vezes usávamos para fazer cartase.

Há, ainda, quem vá dizendo umas coisas contra a Nato, da boca para fora, porque sente as costas quentes. Mas no fundo espera que nos vá defendendo daquele mundo, que alicerçado no fanatismo religioso, ainda nos pode tirar o sono.

Ao fim e ao cabo o mundo continua bipolar ou tripolar na riqueza, nas diferenças civilizacionais, nos extremismos, nas liberdades, no consumo. Continua e continuará enquanto a natureza humana tiver no egoísmo e no cinismo a sua matriz. E embora alguns, à frente dos tempos, assumam o papel do ser solidário não passam de remadores  teimosos, ( ainda bem), a lutar contra a maré. Manter acesa a esperança da mudança de mentalidades é um imperativo. Mas será, se for, sempre uma mudança progressivamente lenta. Até lá, vamos precisar de "Natos", adaptadas às novas bipolaridades e em concordância, empenhadas em acções correctoras dos desequilíbrios que dividem o mundo século XXI. Que as mentes dos decisores, hoje reunidos em Lisboa, se iluminem, nesse sentido, para bem da humanidade. 

 

MG  

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publicado às 21:37

Cantigas

por Naçao Valente, em 18.11.10

No tempo em que as cantigas como a vida andavam na rua, as pessoas eram mais modestas mas mais autênticas. A alegria era simples e genuína. Nas pequenas e familiares mercearias os produtos eram embrulhados em papel pardo. Quem ousaria adivinhar que a era do plástico nos mudaria hábitos e gostos. Até na música. Por isso é reconfortante recordar na sua singeleza, Cantiga da rua.

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publicado às 23:01

Música e vida

por Naçao Valente, em 17.11.10

Não fora a música e este vale de tristezas em que vivemos ainda seria mais deprimente. A música dá à vida a ilusão de que ela se compõe. A música catapulta-nos para patamares mais elevados da existência, para uma espécie de nirvana dos sentidos, que nos resgata dos subterrâneos soturnos do deve e haver.

A música tem evoluído ao longo da história da humanidade em paralelo com contextos e conjunturas específicas. Nos anos 50 surgiu no EUA na continuidade dos blues e com variadas influências o rock and roll. Em Portugal começa a ter expressão nos anos 80. Na pré-história desse processo estão dois desconhecidos: Rui Veloso e Carlos T. No dia em que o consagrado e veterano Veloso desce à capital com um concerto,  recordamos aqui  as suas origens na bonita e invicta cidade do Porto que fica assim ligada ao nascimento do rock português, como já ficara ao nascimento da nacionalidade. Chico Fininho:

 

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publicado às 19:35

Nos últimos anos vivemos no reino encantado duma falsa prosperidade. Vivemos à sombra de cartões de crédito promovidos pelas mesmas sereias que agora nos estão a cobrar a factura com língua de palmo. E mesmo aqueles a quem  o crédito não passava cartão, pedinchavam tudo ao imprevidente Estado Providência, como por exemplo "dêem-me uma casinha".  Nem de propósito que saudades que eu tinha da minha alegre casinha com Xutos e Pontapés:

 

No mesmo país, mas nos tempos em que para ter uma casinha era preciso trabalhar por e para ela, Milú diva dos saudosos anos áureos do cinema português,  cantava assim: sinal dos tempos?

 

 

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publicado às 12:59

Ciganos e gajos

por Naçao Valente, em 15.11.10

 

Hoje vou escrever sobre ciganos. Sobre os que vivem do rendimento mínimo e sobre os que vivem do rendimento máximo. Espero não ser questionado pelos primeiros porque não sabem ler, por falta de escola, nem pelos segundos porque só lêem números.

 

Os ciganos autênticos (ou da bayer se fossem aspirinas), os rom cuja origem se perde no fundo dos tempos, sempre tiveram utilidade nas comunidades onde se instalaram, ou assustando criancinhas para comer a sopa ou criando outelets em movimento, onde podemos adquirir camisolas do crocodilo ou cassetes de música variada a preços de contrafacção. Ao fim e ao cabo nem são muito exigentes. O máximo que pedem é uma casinha com rendimento mínimo dentro.

 

Os gadjos, ciganos comportamentais, são mil vezes mais preocupantes. Vendem a sua e a nossa alma ao diabo, chupam-nos o sangue com mais regularidade e descaramento que os vampiros do cinema, comem-nos a carne  e até os ossos nos roem como cães esfaimados. Alguns ciganos de rendimento máximo perpetuam-se há gerações e atravessam regimes, ideologias e têm alguma nobreza. São os Melo, os Espirito Santo, os Burnay,os  Roquete.... Outros têm ascendência humilde, são émulos do lado negro do 25 de Abril, filhos putativos de uma democracia mal parida. Usam nomes sem pergaminhos como , Vara, Loureiro, Gomes, Coelho, mercados....

 

E nós? Como diz o ditado, de cigano e de louco todos temos um pouco? Ostracizamos o rendimento mínimo,  mas pagamos. Odiamos a corrupção, mas pagamos. E alguém pode dizer desta água não beberei? Fazer o quê? Mudar a natureza humana? 

 

MG

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 20:31

O vento que passa

por Naçao Valente, em 14.11.10

 

  Dois poetas, duas realidades (?), duas vozes, duas formas de cantar, mas o mesmo fado, a mesma nação...

«Olá, guardador de rebanhos,

Aí à beira da estrada,

Que te diz o vento que passa?»

«Que é vento, e que passa,

E que já passou antes,

E que passará depois.

E a ti o que te diz?»

«Muita cousa mais do que isso.

Fala-me de muitas outras cousas.

De memórias e de saudades

E de cousas que nunca foram.»

«Nunca ouviste passar o vento.

O vento só fala do vento.

O que lhe ouviste foi mentira,

E a mentira está em ti.»

  

Alberto Caeiro

  

 

 

 

 

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publicado às 16:28

Emigrações

por Naçao Valente, em 13.11.10

A emigração  está desde sempre na génese do povo português. Todos, ou quase todos os portugueses tiveram ou têm familiares emigrados. Na Galiza, um prolongamento natural de Portugal, a poetisa Rosalia de Castro escreveu este cantar emigrante. Em Portugal, um prolongamento da Galiza o músico José Niza e duas fabulosas vozes, Isabel Silvestre e Adriano Correia de Oliveira, deram expressão cantada a este belo poema. Divino.

 

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publicado às 21:11





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