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Bandeira invertida

por Naçao Valente, em 05.10.12

 

A 1 de Março de 1476 o rei Afonso V combatia em Toro  tropas castelhanas com o intuito de conquistar a coroa de Espanha que havia ficado vaga. Sobressai nessa batalha a heroicidade do porta bandeira Duarte de Almeida que cercado de inimigos, lutou estoicamente, acabando a segurar a bandeira entre os dentes depois de ficar sem mãos. Ficou conhecido como o Decepado e como exemplo da valentia portuguesa. 

 

Antes deste acontecimento, muitos outros portugueses derramaram o seu sangue e deram a sua vida pela bandeira de Portugal. Ainda hoje a vemos,  em determinadas circunstâncias, a flutuar em muitas janelas como símbolo do orgulho nacional. A bandeira une-nos como nação e catapulta-nos para patamares de fervor patriótico. É o símbolo mais venerado e respeitado da portugalidade.

 

Durante a guerra, hastear uma bandeira ao contrário significava a presença do inimigo e consequentemente a perda de soberania. Vimos hoje na Câmara de Lisboa, durante as comemorações restritas do aniversário da proclamação da República, o Presidente Cavaco hastear a nossa bandeira ao contrário. Lapso ou acção deliberada de protesto oculto, o certo é que Deus escreveu direito por linhas tortas. Como aconteceu noutras épocas, este país está refém de dois inimigos. Um externo (o mandante) e um interno (o executante)  apostados em destruir uma nação com mais de oito séculos de história. A bandeira do município assumiu a verdadeira situação do país. E assim deve continuar até à libertação de Portugal.

 

MG

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publicado às 13:38


7 comentários

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De golimix a 05.10.2012 às 21:53

Concordo inteiramente.


bjs para a Nação
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De Naçao Valente a 06.10.2012 às 17:20

Se conheço, pelo menos em parte, o seu pensamento, não podia deixar de concordar.
Abraço para o nordeste
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De golimix a 08.10.2012 às 08:31

Só discordamos, um pouco, nas touradas.
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De Tó Zé a 06.10.2012 às 08:41

Isto foi decerto propositado pelo próprio Cavaco Silva. Não nos podemos esquecer que ele nunca se engana e raramente tem dúvidas.
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De Nuno Castelo-Branco a 06.10.2012 às 14:48

Pois eu gostei. A bandeira significa o mais nefasto século da história de Portugal. Aliás, basta de lágrimas de crocodilo, até porque no 1º de Dezembro de 1910, foram queimadas milhares de bandeiras nacionais na Praça dos restauradores, em Lisboa. As verdadeiras, as azuis e brancas, não esta coisa da carbonária. De tudo aquilo apenas se safa o que está no centro e mesmo assim, com erros heráldicos. Bah...
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De Naçao Valente a 06.10.2012 às 17:13

Caro Nuno Castelo-Branco
Obrigado pelo comentário. Não sou monárquico nem republicano enquanto regimes associados a qualquer ideologia. Apenas acho relevante que o primeiro magistrado da nação seja um estadista. E se na minha opinião o actual não o é, também é certo que nem todos os reis o foram. Não concordo que após a queda da monarquia não fosse mantida a bandeira da monarquia constitucional (com adaptações) que já se vinha cimentando como símbolo nacional e não apenas como estandarte real. Considero até a actual bandeira feia do ponto de vista estético. Como diz é a bandeira da carbonária. Mas deve saber que houve uma grande discussão entre os republicanos na sua adopção, acabando por ser aprovada apenas por um voto. Por outro lado, não consigo associar esta bandeira (não passa de um símbolo) ou qualquer outra a períodos nefastos da nossa história que muitas vezes aconteceram. Recordo-lhe, por exemplo, a bancarrota de 1891. As bandeiras não são responsáveis por erros políticos. E para acentuar que o cromatismo vale o que vale deixo-lhe esta citação, como mera informação factual:

"Verde e vermelha (com a imagem de Nossa Senhora da Conceição ao centro) foi a bandeira da Ala dos Namorados na batalha de Aljubarrota; verde e vermelha (fundo verde sobre o qual assentava a cruz de Cristo vermelha) foi a bandeira dos Descobrimentos sob o reinado de D. Manuel I ; e igualmente verde e vermelha (idêntica a esta última) foi a bandeira empunhada em várias revoltas contra o domínio filipino, que seria, ela mesma, a bandeira da Revolução do 1° de Dezembro 1640.

Assim, e sem que nunca tenha constituído a bandeira nacional, o cromatismo verde-rubro não deixa de estar indissociavelmente ligado a alguns momentos significativos da história portuguesa, em particular à defesa da independência nacional. "

http://jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/republica/simbolos/simbolica.html


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