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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

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18 Jan, 2012

Pátria

Categoria: poesia

 

O Porto é um rapaz

Lisboa é uma menina

Contra ventos e marés

Cumpriram a sua sina.

Em Coimbra junto às sés

Juraram amor eterno

Tal como Pedro e Inês

 

Depois?

Depois, nasceu Portugal

Menino tão desejado

Quanto proscrito e odiado

Por Castela e pela  mourama;

Mas como cantou Camões

Foi além da Taprobana

 

E cresceu fez-se rapaz

Aventureiro e audaz

Navegou nas caravelas

Por mares desconhecidos;

Venceu os Adamastores

Conheceu muitos amores

 com mulheres de muitas cores.

 

Foi grande conquistador

Da cruz sempre servidor

Mil vezes naufragou

Mil vezes se salvou;

Corsário, pirata, ladrão

Construiu uma nação

 

Nação livre sem fronteiras

Do Bojador a Damão

Em cada povo um irmão

Em cada terra igualdade;

Fez da miscigenação

Uma marca distintiva

De enorme comunidade.

 

Abriu as portas do mundo

Uniu culturas e povos

No seu jeito vagabundo

Regressou a terra mãe

Com uma grande certeza:

Que a sua pátria é eterna

É a língua portuguesa

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