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Paulo Rangel pessoa pouco recomendável, político sem escrúpulos e sem limites, abriu uma espécie de caixa de Pandora, no seu afã populista de conquistar votos a qualquer preço.

Desencantou esse crime de lesa pátria que é existirem neste Governo quatro ministros que têm relações familiares. Acontece que estes ministros já fazem parte do Governo desde que foi eleito. Mas porque raio o aludido deputado só agora se apercebeu? É simples: vão realizar-se eleições europeias em Maio.

Trazer este assunto à baila não passa de pura chicana política. Que acusação fazem aos referidos políticos, para além dos laços familiares? Nenhuma. São incompetentes? Não estão a cumprir bem as suas funções? Estão acusados de actos de corrupção? Nada disso consta das acusações que vêm da direita política. Portanto apenas chicana.

Mas as agências de comunicação da direita não ficam por aqui. Já vão nalgumas quarenta descobertas de relações familiares. Acontece que nenhuma delas se enquadra no âmbito do Governo. São pessoas que prestam serviço em Gabinetes de Apoio, e que são contratadas por escolha de confiança política. Um porque é primo de um deputado ou coisa parecida.Quando o ministro terminar a sua missão, serão com certeza substituídos por outros da confiança de outro ministro seja de que cor for.

Se se fizesse um historial de todos os Governos concluir-se-ia que é uma situação comum. Mas sobre o que é grave e lesivo para o país nem uma palavra.As relações perigosas entre o poder político e o poder económico no qual o PSD está envolvido, mas a memória é curta. O BPN, e a relação com Cavaco e com os seus homens, como Oliveira e Costa, e toda a "corja Cavaquista" que deu o golpe que custou milhões aos contribuintes portugueses. Essas é que as relações familiares mais perigosas.

A política suja para ganhar votos é uma prática nojenta. Procurar avaliar um governo não pelas suas políticas de recuperação económica do país, pela sua política social de recuperação de rendimentos e de criação de emprego, pela competência dos governantes, mas por haver num governo quatro ministros que são familiares, revela o total desnorte em que se encontra a direita dos interesses, e da entrega de empresas públicas fundamentais, ao privado.

A chicana política, infelizmente, faz parte da actuação de gente sem princípios e sem valores. E precisa de ser denunciada com veemência, porque no debate político não pode valer tudo.

 

 

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publicado às 17:43

Enfermeira, mas pouco

por Naçao Valente, em 08.02.19

Ana Rita Cavaco, conseguiu fazer a quadratura do círculo, sendo ao mesmo tempo presidente da Ordem dos Enfermeiros e sindicalista. Mas para além disso, já conseguiu ser mais conhecida que o simpático e inofensivo rapaz conhecido como emplastro. Aliás ela própria se posiciona com um verdadeiro emplastro.

A senhora Ana Rita Cavaco diz-se enfermeira, mas é pouco. Uma enfermeira ciente da sua função e da sua responsabilidade não abandona os seus doentes, e muito menos incentiva outros a fazê-lo. Mas a senhora que se diz enfermeira, e os que a seguem, está pouco interessada no bem estar daqueles que deve servir, e para o qual é paga. Na sua agenda pessoal para além das reinvindicações laborais está muita ambição política.

Jogar com a vida do nosso semelhante, para atingir objectivos pessoais ou laboráveis, merece o maior repúdio. É sinónimo de insensibilidade e revela baixeza, indigna de uma sociedade assente no humanismo e na solidariedade. A senhora enfermeira e os que a seguem com laivos de arrogância, não está a prejudicar o governo, está a pôr em causa a vida dos que deve ajudar.

 

 

 

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publicado às 21:49

Esfaqueador da Régua vem a Vila Franca de Xira

por Naçao Valente, em 28.10.18

 

 

"Esfaqueador"  vem a Vla Franca de Xira, dia 4 de Novembro  às 16H00, e traz um Porto de Honra. 

Entre o Douro, o Porto, Lisboa e Luanda, as personagens cruzam-se e descruzam-se, ao sabor dos seus desejos, vontades e acões, numa espécie de caldo sempre a ferver, como parece ser cada vez mais o dia-a-diado mais anónimo dos cidadãos.

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publicado às 12:20

Verão, qual verão

por Naçao Valente, em 26.07.18

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 Este verão é um incumpridor. Não cumpre o calendário. Ou sofre de amnésia, ou ainda dorme a sono solto. Quem ganha com esta displicência estival é a primavera. Lá vai ocupando o espaço do seu sucessor, que não aparece para mudar o turno. E os adoradores do calor, os que gostam de torrar nos areais que bordam o mar, e por aí andam deprimidos, a controlar o vício, que tenham um pouco de paciência.

Dizem que o verão foi para norte, dar um lamirezinho, aqueles deslavados da Escandinávia. Não sei quanto tempo  vai ficar por lá,  talvez não se demore muito e venha cumprir o contrato que tem connosco. Dizem que para a semana o tempo vai mesmo aquecer, e já vamos poder lagostar. Mas.ver para crer Como São Tomé. Cautela e caldos de galinha.

Eu não ando assim tão incomodado. Não sou muito exigente e até me contento, com este arremedo primaveril. Daquele calor de fritar ovos no capô do carro não tenho saudades. Se o verão genuíno quiser ficar mais um tempo lá para norte que fique. Para mim está bem assim. 

 

 

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publicado às 21:43

O fim dos Romanov, há cem anos

por Naçao Valente, em 17.07.18

Não sou adepto de qualquer regime ditatorial, embora do ponto de vista histórico os compreenda em determinados contextos. O regime absolutista dos czars, estava,no início do século XX já fora do seu tempo. Daí que tivesse sido derrubado, dando lugar a uma democracia parlamentar. Mas a burguesia pouca expressiva que a criou, não foi capaz de dar resposta a três problemas do povo russo, a pobreza, a exploração e a guerra.

 

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Perceberam isso os comunistas, dirigidos por sectores da pequena burguesia, mas que conseguiu atrair para a sua órbita, o operariado bem organizado, no que ficou conhecido como os sovietes. É sobretudo com este operariado aguerrido e com o descontentamento do campesinato em regime de servidão, que vão derrubar o frágil poder democrático, dando corpo a um desejo imediato do povo russo, a saída da guerra.

O novo poder bolchevique, não destruiu a forma de poder altamente centralizado, adaptou-o aos seus interesses. A estatização de toda a economia permitiu aos comunistas controlar o poder económico e construir, em termos ideológicos, a sociedade sem classes. Na realidade nunca existiu, continuando a haver, com algumas nuances, uma sociedade dividida, sob um controle absoluto do poder comunista.

O assassinato bárbaro dos Romanov, faz cem anos,  sem qualquer julgamento, mesmo dito revolucionário, foi o sinal das características de um regime concentracionário e dos mais sanguinários da história. Política e economicamente os Romanov já estavam mortos. O seu assassinato, nunca assumido, nem admitido mostra a face de cobardia de quem não respeita os valores humanistas. Nesse aspecto, herdou o pior lado do absolutismo czarista, um czarismo se czar.

Passado um século desvaneceu-se o chamado mistério do desaparecimento da última família do regime absolutista. Abatida e escondida na região onde estava detida. A Rússia cem anos depois ainda não se livrou do poder autoritário.O czarismo continua, assumindo outras faces, mas com a mesma essência totalitária.

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publicado às 22:25

STOP

por Naçao Valente, em 16.07.18

 

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 A resiliência pode ser uma virtude no comportamento humano, mas quando se em teimosia sem sentido, é um absurdo absoluto. A greve dos professores às avaliações, uma das vertentes do ptransformarocesso de luta, com alguma eficácia no ensino, chegou ao ponto em que se insere na absurdidade. A greve fez o seu caminho, com poucos progressos nas negociações, mas conseguiu, pelo menos deixar portas abertas. Os maiores sindicatos com representatividade na classe docente, já a dera por terminada. Resta, isolado, um sindicato, chamado S.T.O.P.que, segundo consta, representa poucas centenas de professores.

E se se percebe a intenção dos sindicatos representativos, em prolongar a greve até dia treze de Julho, é difícil entender a continuação em greve deste minúsculo sindicato. Ou talvez se perceba, no contexto da história da rã que queria ser boi. Com este radicalismo podem pensar que vão ganhar adeptos e maior número de sindicalizados. Puro engano. Quem está por dentro do sistema de ensino, já percebeu que os professores estão a atingir o limite. Têm outras tarefas para desempenhar e precisam de partir para merecidas férias, a fim de recarregar baterias, para um novo ano lectivo, que não tarda bate à porta.

Neste momento,  insistir em manter a greve, não acrescenta nada, e só serve para colocar professores contra professores. Este S.T.O.P., cuja sigla mais correcta devia ser S.P.O.P. (Sindicato de Poucos Professores) merece um verdadeiro STOP.

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publicado às 17:11

Discurso sobre nada

por Naçao Valente, em 09.07.18

Hoje apetece-me escrever sobre nada, mesmo sobre nada, ainda que nada seja.

Greves e mais greves, manifestações e mais manifestações. Todas na função pública. No sector privado está tudo como Deus com os Anjos. Uma harmonia suprema. Quando assim acontece é como se houvesse nada. É esse o mundo sem pecado.

Os professores estão felizes. Pararam as avaliações. Não há notas, não há nada para ninguém. Estes gajos do Governo são uma nulidade, o mesmo que nada, nem sabem contar. Chumbaram todos em matemática. Não acertam sequer na contagem do tempo de serviço. Confundem um nove com um dois e tal. Ainda se fossem as meninas do sorteio da liga, vá que não vá, gastam os neurónios a pensar nas unhas de gel. Mas os do Governo, valha-nos Deus. 

Os outros funcionários públicos, quanto a isso nada. Estão feito sonsos à espera da luta dos professores. Se eles conseguirem pôr os tontos do Governo a contar, coisa complicada,  quem sabe se não lhes cai a criança já criada no regaço. Nesta vida há sempre uns otários que vão para a cabeça do touro, levar marradas, enquanto outros assistem de camarote.

Mas para que não os acusem de nada fazer, a malta dos hospitais lá vão fazendo um protestozito por terem passado a trabalhar trinta e cinco e horas e não conseguirem dar conta do recado. Isso é coisa fácil: exigem quarenta horas por semana já , com mais uma grevezita, e fica tudo resolvido. Também os dos tribunais para que não pensem que fazem nada, lá tiveram os seus três dias de glória.

E a oposição senhores? Um nada absoluto. Os dos PCP até se aliam com a direita mais direita, sobre um tal imposto adicional, ao qual deram pernas para andar. O Bloco anda numa roda viva sempre a dizer "agarrem-me que vou-me a eles". A gaita é que ninguém os agarra e não vão. Zero, bola, nada. O PSD é como um Rio que corre da foz para a nascente, numa escuridão tal, que se confunde com um Negrão. Nem nada consegue ser.

E assim vai este país, do tudo ou nada. E como o tudo não existe contentemo-nos com o nada.

 

PS: Há uma coisa que não entendo: onde andavam os sindicatos desde 2011, que não se aperceberam que não  estavam a contar o tempo de serviço? Hibernados? Ou achavam que não se passava nada?

 

 

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publicado às 21:58

O velho Diário de Notícias

por Naçao Valente, em 06.07.18

A imprensa mudou o mundo. Paradoxalmente o mundo que ajudou a mudar foi o resposável pela sua perda de influência, no novo mundo da comunicação. O jornal em papel está hoje ultrapassado por outros meios mais apelativos. Ainda procura adaptar-se e resistir na área digital, como irá acontecer com o Diário de Notícias.

Este, pela sua idade, velho jornal viveu em três séculos e deixa um espólio de gande valia para a posteridade. Ouutros como o emblático Século ou os vespertinos Diário de Lisboa e Diário Popular, ou o assumidamente ideológico República, também já partiram. Sou ainda do tempo em que os títulos dos jornais, faziam parte do pregão dos ardinas ambulantes. queSou ainda do tempo, em que uma maioria da população letrada comprava, diariamente, o seu título preferido. Neste tempo, com menos analfabetismo, e por ironia, vão perdendo hábitos de leitura.

São cada vez menos os compradores de jornais. Hoje é vulgar quem ainda lê faze-lo nos cafés, onde a oferta é limitada a um ou dois títulos, geralmente tabloides. O futuro da imprensa escrita não é risonha. Vai sobrevivendo com muitas dificuldades. O velho DN, que em papel será semanário, não terá,também, vida fácil. Que tenha ainda vida longa, nesta sua nova fase, é o meu desejo.

 

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publicado às 22:35

Capitães de Abril

por Naçao Valente, em 25.04.18

Capitães do meu país

Soldados da minha terra

Viram o povo infeliz

E com paz fizeram guerra.

 

No alvor da madrugada

Acordaram a cidade

E sem nunca pedir nada

Ofereceram liberdade.

 

No força que idealizaram

Esperança de mil cores

Quando as armas dispararam

Delas saíram flores.

 

E no seio da revolução

Nasceu uma democracia

 E com ela a convicção

Que é real a utopia.

 

E quem nunca viu Abril

Nem sabe a revolução

Urdiu artimanhas mil

Subjugou a nação.

 

É tempo de ir para a guerra

E levantar a cerviz

Ó gentes da minha terra

Capitães do meu país.

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publicado às 22:14

Os homens também choram

por Naçao Valente, em 23.03.18

Por um acaso, por uma daquelas reminiscências inexplicáveis, que de quando em vez no batem à porta, vi-me transportado para os tempos longínquos da juventude, quando tive de ser militar à força. Por acaso ou obra do destino, fui parar a regimento de Artilharia de Costa, único que não dava mobilização para a guerra colonial, e no âmbito desta unidade a um pequeno aquartelamento de defesa da costa atlântica, no alto da Trafaria. Ali estava um destacamento de cerca de duas dezenas de homens, a tomar conta de uns canhões a precisar de reforma e que se fosse o caso não defendiam porra nenhuma.
Também por vontade do destino, fui encarregue do comando daqueles militares, por delegação do Primeiro-sargento Martins, conhecido como Penamacor, responsável no terreno, mas  que andava metido em guerra de alcova com a mulher do seu melhor amigo, e cujo campo de batalha era o vale de lençóis. Todos o sabiam com excepção do dito cujo, dando razão ao ditado “o corno é o último a saber”.
Ali estive cerca de dois anos a lidar com mancebos de várias regiões do país, numa autêntica idiossincrasia nacional. Ali estava o Rajão, um pescador da Póvoa de Varzim, alto louro e um pouco boçal, que me fazia lembrar um viquingue de tempos idos.  Armado em cozinheiro improvisado, tinha a tarefa de alimentar a preceito os bravos artilheiros. Fazia um curioso par com Zé Sapateiro, português de Braga, que tinha uma paixão assolapada por uma cachopa do Minho, alimentada através de uma intensa actividade epistolar. Por portas e travessas alguém conseguia ter acesso ao conteúdo dessas cartas, que eram lidas em público para gaudio da rapaziada do quartel. É que naquela linguagem vernácula, palavra sim palavra não, estas cresciam tanto que ganhavam o estatuto de palavrão. E metiam a um canto as cartas de Soror Mariana.
Da teoria à prática o "Passatempo", vindo do Algarve profundo, saia do quartel pela calada da noite, e como lobo esfaimado, descia ao povoado mais próximo, Costa da Caparica,  onde por bares e cafés dava, para usar a sua expressão, “caça aos picolhos”, que traduzido queria dizer, homens com tendências sexuais fora da norma, da moral e dos bons costumes. E de lá trazia uns trocos nos bolsos, para alimentar o vício do tabaco. Que podia fazer com o fraco pré que recebia do exército?
Já o "Avozinho", cidadão que andara a fugir ao serviço durante anos e anos, trazia para aquele universo militar uma nota dramática. Caçado pelo exército quando tinha trinta e sete anos, casado e com filhos para sustentar, era uma montra de lamúrias. E quando menos se esperava caia num choro convulsivo( um homem também chora)  que até  entristecia as pedras da calçada. Um dia lá o libertaram do degredo e voltou para junto da família perdida.  Um alivio para ele e para nós. Em contraponto o Barreto, moço de forcados, ribatejano, conseguia estar sempre ausente “dispensado” pelo exército a um grande agrário e quando aparecia punha os cabelos em pé a todos os camaradas.
Mas quem não me sai da lembrança é o Marques de Valongo, e de alcunha o Nariz, devido ao enorme apêndice nasal com que a natureza lhe adornou o rosto. Merecia-me alguma simpatia, pois quando chegava a meia noite avisava-me, que na rádio da sala de convívio, estavam a dizer mal do governo de uma rádio de Argel. Desbaratou todo esse crédito, quando na sua tarefa nocturna de sentinela, a altas horas, abandonou o seu posto, tirou as botas e deitou-se com o fuzil na sua caminha, precisamente na noite em que o Primeiro-sargento, bem comido e melhor bebido, invadiu o quartel aos tiros e por ali entrou sem que ninguém lhe tolhesse o passo.
E meus amigos, só eu sei o que passei para convencer o “primeiro” a não fuzilar tudo o que mexia. A única coisa de que ainda me arrependo é não ter dado dois tabefes ao Marques, mas receei que não lhe descobrisse a face escondida na grandeza do nariz.
 O “primeiro” de tanto disparar, meteu filho no útero da mulher do amigo, as coisas descambaram, o marido enganado tornou-se fera ferida e o sargento foi recambiado para a selva africana. No dia em que se veio despedir, para além das palavras, que esqueci, deu-me um apertado abraço e partiu com os olhos rasos de lágrimas, sim que um guerreiro do mato  também chora. E antes de partir entregou-me o Diário do Governo,  onde estava publicado o seu último acto naquela unidade: um detalhado louvor sobre a minha acção sob as suas ordens. O tempo passou e deixou as suas marcas. E se houvesse viagens no tempo ia a uma agência comprar uma viagem para esse tempo que persiste na memória. Que mais não fosse para dar os merecidos tabefes  no Marques de Valongo.Talvez ao menos chorasse lágrimas de crocodilo.

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publicado às 23:43




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