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Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Nação valente, ao sul

Odeleite Cabeça do dragão azul

Gastaram-se litros de tinta, e usaram-se quilos de palavras, passe o exagero, sobre a questão do penalti revertido. Uma novela que ainda vai durar algum tempo até cair no esquecimento. E a banda continuará a tocar. Das discussões e opiniões na comunicação social, sairam diversas opiniões, tão ou mais subjectivas, que o próprio lance. Mas na comunicação escrita e falada desenha-se um denominador comum: a decisão do árbitro foi correcta quanto à sua percepção em campo, mas (...)
03 Mai, 2020

Mãe

  Quando te conheci tu eras, quando te queria tu estavas, presente na minha ausência se a vida nos separava. Para sentir teu calor de ausências sempre voltava, mas um dia, vê tu bem, eu cheguei e tu não estavas, procurei-te e tu não eras e percebi que me amavas. Tantas coisas por dizer, tanto carinho esquecido e nesse lugar distante onde não te posso ver, sinto mãe que já soubestes o que ficou por fazer e que sem me dizeres nada tu me estás a proteger!
25 Abr, 2020

Capitães de abril

Capitães do meu país Soldados da minha terra Viram o povo infeliz E com paz fizeram guerra. No alvor da madrugada Acordaram a cidade E sem nunca pedir nada Ofereceram liberdade. No força que idealizaram Esperança de mil cores Quando as armas dispararam Delas saíram flores. E no seio da revolução Nasceu uma democracia E com ela a convicção Que é real a utopia. E quem nunca viu Abril Nem sabe a revolução Urdiu artimanhas mil Subjugou a nação. É tempo de ir para a guerra E (...)
29 Fev, 2020

...

Meu nome é Oswaldo Eurico Quem teve a oportunidade de me conhecer de alguma forma, não importa em que etapa da minha vida, conviveu ou convive comigo, sabe um pouco de mim. Talvez já não nos relacionemos mais, mas eu quero acreditar que seja assim. Amigos vão e vêm. Eu só gostaria de saber se podemos gastar algum tempo para escrever algo para a outra pessoa. Decidi participar de uma experiência chamada "uma reunião entre amigos". A ideia é ver quem lê uma publicação sem foto, (...)
A muitos custos e penas mantenho a vida light. Mesmo nas leituras, deixei as prosas mais pesadas. Das últimas que li, “Os Enamoramentos” de Javier Marias, deixou-me de rastos. Tive que ler cada página aí umas três vezes. Agora contento-me com textos mais leves, sem cair na banalidade. Por exemplo, li o “Esfaqueador da Régua” da Mosaico de Palavras, para aí umas três vezes, porque nunca pesa, e me liberta das angústias do “cota-diano”. Título enganador, e não é para (...)
06 Dez, 2019

Sonho mau

Tive um sonho mau. Não sabia bem onde estava. Um sítio estranho e escuro. Uma figura saiu de uma espécie de neblina como um D. Sebastião não desejado. Era esguia e de contornos imprecisos. Algo sinistra. Arrisquei perguntar: -Onde estou? A figura esfíngica fez um esgar assustador e disse em palavras marteladas: -Não sabes onde estás? Eu vou-te dizer: estás no mundo dos mortos. -Confesso que me assustei. Que raio fazia ali, se ainda não tinha gozado a minha reforma. Tinha saído (...)
Um dos contos publicado no livro "Os Bons Velhacos", disponível na Bertrand, na Mosaico de Palavras, e na Wook, online.   Manhã Aquele sábado de fim de primavera amanhecera escuro e chuvoso. Parecia que o céu, com o seu cortejo de nuvens prenhes como odres, se ia abater sobre a terra seca e faminta de água. Às oito da manhã nasci da cama com os primeiros raios de sol que se esparramavam pelas frinchas das janelas sem as lentes de vidro que nos protegiam dos ataques do suão (...)
“Quem é porco na aldeia é porco em Lisboa.” E querem saber quem disse? Foi Pedro Xavier? E querem saber quem é Pedro Xavier? Ninguém como todos nós. Ninguém, que conheci na minha infância, e que já deu há muito deu ou emprestou a alma ao Criador, coisa que nos acontecerá a todos, com muita, pouca ,ou nenhuma vontade. O Pedro Xavier quando o conheci era um ancião, ou cota como se diz hoje, com a sabedoria simples de quem já tinha perdido a cor dos cabelos. Pertencia ao ramo (...)
Há uns tempos que estou ausente das minhas crónicas escritarteanas. Entre outras razões está a angústia que vivi com a novela do Presidente destituído. Exilei-me no blog Camarote Leonino, onde escrevo, com outros proscritos sportingados. Foram muitas horas roubadas ao sono. Agora que o destituído está em estado catatónico posso voltar aos meus escritos cronicados. Começo por fazer uma confissão algo dolorosa. Resolvi adoptar uma vida light. Em resumo e para simplificar uso uma (...)
A rapariguinha da livraria  Para o leitor compulsivo entrar numa livraria é como para o crente religioso entrar na sua igreja. Com respeito e devoção. Percorre os altares, no caso prateleiras, Presta veneração aos santos, ou seja aos livros e aprecia os milagres que fazem na mente dos fiéis, os seus leitores. De quando em vez, arranca um livro à pasmaceira do seu dia-a-dia e consulta-o, porque o livro gosta de ser folheado e de partilhar com o leitor a sua intimidade. Acredito que (...)