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A CGD como arma de arremesso

por Naçao Valente, em 21.06.16

As ditas comissões de inquérito parlamentar nascem como cogumelos. Por dá cá aquela palha inventa-se mais uma. Ainda não percebi qual a sua eficácia. Depois de longas sessões de interrogatórios faz-se um relatório e encerra-se o assunto. Não vi resultar, destas maratonas parlamentares, qualquer efeito prático. Daí que seja pertinente perguntar para que servem?

Da minha observação comparo-as com uma feira de vaidades. O que se vê ali é mais um espectáculo mediático, do que qualquer inquirição séria sobre o assunto em causa. O que interessa sobretudo é o processo e não o resultado. É ali que os deputados dirimem argumentos, aplicam retórica para se promoverem pessoalmente ou para ganharem vantagens imediatas para o seu grupo partidário. O que se faz no essencial é chicana política.

A proposta de uma comissão sobre a Caixa Geral de Depósitos vai no mesmo sentido. Foi com intenção de tirar dividendos políticos, que o PSD e o CDS, relegados para a oposição, encontraram para lavar roupa suja e  tentar recuperar o poder perdido. Veja-se a euforia que campeia entre os comentadores/articulistas da direita nos recentes artigos de opinião. O que está em causa não é do interesse do banco público. Se assim fosse, porque não o fizeram durante os quatro anos em que tiveram no governo, quando sabiam dos créditos problemáticos?

A resposta é simples: a CGD vai ser utilizada como arma de arremesso contra a oposição que está no poder. É lamentável que em função de interesses partidários, não haja pejo em pôr em causa a estabilidade do maior banco português, numa altura em que se prepara sua recapitalização, que durante quatro anos foi sucessivamente adiada. Há até quem admita que esta Comissão Parlamentar tem também, como gato escondido com o rabo de fora, o objectivo de provocar a sua privatização.

Não é por esta via que se estabiliza o sistema financeiro, nem se combatem actos dolosos. Se o objectivo é encontrar responsáveis  por aplicações financeiras susceptíveis de constituir eventuais práticas criminosas, que se desencadei uma auditoria forense e que se acusem os eventuais criminosos. Utilizar a CGD como um palco para guerras de índole partidária é uma falta de vergonha, uma irresponsabilidade, e uma falta de respeito  por todos nós.

MG

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Para todos os gostos

por Naçao Valente, em 09.10.15

Sempre fui de esquerda. Sempre me situei na área do Partido Socialista, na ala mais à esquerda. O resultado das eleições legislativas tiveram um resultado atípico. Pela primeira vez uma coligação de direita ganhou as eleições sem maioria absoluta. E porque não há à esquerda quem pretenda dar uma mãozinha ao governo PàF estamos perante uma situação original.

Percorri na Internet os comentários de vários comentadores, sobre a presente situação política e confesso que fiquei muito menos esclarecido. Desde os que se dividem entre Costa se aliar à direita ou à esquerda, até aos que acham que anda a fazer bluff,  passando pelos que dizem que apenas procura sobreviver, ou que destrói o PS se se juntar à esquerda, há opiniões para todos os gostos. E alicerçadas em argumentos imbatíveis e verdades absolutas.

Mas ao navegar pelo facebook encontra-se mais do mesmo, num estilo mais popularucho. Ao lado dos tradicionais tradicionalistas, isto é defensores do que sempre foi, estão os promotores da mudança revolucionária e vêem já Costa a liderar uma alternativa dos amanhãs que cantam.

Fui apoiante da esquerda e gostaria de ver esta gente que nos desgovernou fora do poder. E não me causa qualquer engulho uma aliança para governar à esquerda. Contrariamente ao que pensa o Presidente da República, os partidos mais à esquerda, têm o mesmo direito de participar na governação que os chamados partidos do arco do poder. Na democracia não há participantes de primeira e de segunda. Contudo, a situação de acordo com as normas constitucionais parece-me simples. Deve, em conformidade com os resultados eleitorais, o senhor Presidente da República, nomear para formar governo o partido mais votado. Deve este apresentar o seu programa e o orçamento. Se estes forem aprovados deve governar. Se não forem aprovados e na impossibilidade de efectuar eleições, deve-se considerar uma opção alternativa viável. Sem drama. Elementar meus caros comentadores.

MG

 

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Tempos de masoquismo

por Naçao Valente, em 19.06.15

Sondagens valem o que valem. Umas vezes acertam outras nem por isso. Mas a última sondagem da Universidade Católica sobre as eleições legislativas não deixa de ser preocupante. Em várias vertentes. Como se explica que o PS caia, desde o último estudo, 8 pontos percentuais? Como se justifica a subida de intenções de voto numa coligação que destruiu a economia, fomentou o desemprego e a emigração, empobreceu o país, desbaratou o património económico do país e sobretudo mentiu? Disse que fazia uma coisa e fez o seu oposto. O eleitorado não tem memória? O eleitorado não tem dignidade? O eleitorado não é filho de boa gente?

Faço uma leitura simples: a pequena recuperação que se tem verificado, por alguma inversão da política europeia, bem aproveitada pela propaganda governamental, está a surtir efeito. A mensagem linear adoptada e expressa na ideia de que "antes era o caos, depois veio o salvador da pátria e como um messias trouxe a salvação, está a passar. Não tem programa, nem precisa. O povo gosta de chicote.

Bem pode António Costa mandar fazer estudos económicos, elaborar programas rigorosos e estruturados, apresentar soluções que devolvam dignidade às pessoas, prometer repor rendimentos sonegados, os eleitores preferem continuar a ter mais do mesmo. Parecem preferir num caminho de expiação, dos pecados de que foram acusados por quem os governa. Gostaram e querem mais. Vivemos tempos de masoquismo, de "sombras de grey". É tempo de despertar consciências.

MG

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Ri de quê?

por Naçao Valente, em 08.05.15

Resultado de imagem para passos coelho

 

Este homem ri de quê? De um milhão de desempregados? De uma dívida em crescendo? Do caos na saúde? Do recuo na educação? Do aumento da pobreza? Do brutal aumento de impostos? Do corte de salários e pensões?

Nada disto. Coisas perfeitamente normais. Coisas perfeitamente merecidas para quem ousou viver acima das suas possibilidades! Coisas justificadas para quem tendo nascido pobre quis viver só um bocadinho melhor. Tomem e embrulhem.

Este homem, destas coisas banais, ri-se por dentro. Para fora gargalha da proposta de António Costa de reduzir os impostos. Para ele mais uma brincadeira de crianças. Afinal será riso de homem ou riso de hiena?

MG

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O último Presidente

por Naçao Valente, em 14.01.15

No dia 14 de Fevereiro de 1996 foi eleito Presidente da República Portuguesa o dr. Jorge Sampaio. Pode parecer um acontecimento irrelevante. Mas não é. O dr. Jorge Sampaio foi o último Presidente da nação portuguesa. Explico: desde que Jorge Sampaio terminou o seu mandato temos apenas um ocupante do palácio presidencial. Não é, não foi e nunca será Presidente da República. É, quando muito, presidente da nação PSD. Embora tivesse sido eleito por um universo que ultrapassa o mundo laranja, sempre se assumiu na prática como o presidente de uma facção. E será nessa condição que ficará na história. Durante o seu mandato a história, registará, os anos sem presidente.

MG

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Um país sem população

por Naçao Valente, em 27.02.14

 

 

Define-se país como um território social, política e geograficamente delimitado, habitado por uma população com cultura comum e associado a um Governo. O deputado do PSD Luís Montenegro disse numa entrevista ao Jornal Expresso, que a vida das pessoas não está melhor mas a vida do país está muito melhor. Ao fazer uma distinção entre população e país cria o conceito de um país sem população. A ser assim, Portugal tem apenas um território  e um Governo. E não se conseguindo encontrar uma melhoria em relação ao território, que mantêm as suas características naturais, o que resta? É fácil concluir que o que sobra é o Governo cuja vida está muito melhor. E sendo o Governo composto por políticos profissionais do PSD e do CDS compreende-se, em substância, quem beneficia das melhorias.

Afinal não se identificando os portugueses à nação portuguesa, senão teriam de comungar da sua situação fosse ela boa ou má, qual o seu papel como  habitantes de um território que se chama Portugal? Aí está uma equação difícil de resolver ou uma autêntica quadratura do ciclo. No limite serão uma espécie de zombies apátridas cuja existência se justifica para garantir que haja um Governo. Nesta perspectiva, pouco interessa se a sua vida melhora ou não. Nesta perspectiva cumprem a sua função de sub-espécie ao serviço de um país que se limita a ser um território com o seu Governo. O cidadão de pleno direito, Luís Montenegro, sem saber como, fugiu-lhe a boca para a verdade.

 

MG    

 

 

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A vitória eleitoral dos comentadores

por Naçao Valente, em 30.09.13

Na minha terra é mais velho quem tem mais anos, é mais rico quem tem mais dinheiro, ganha um jogo de futebol quem marca mais golos. Mas na "comunicolândia" parece não ser assim. Foi essa a mensagem que passou nas televisões no pós eleições autárquicas. Os resultados apurados foram grosso modo os seguintes: PS: 1 milhão e oitocentos mil votos e 150 Câmaras ganhas; O PSD/CDS: 800 mil votos e 106 presidências de Câmaras. A CDU/PCP: meio milhão de votos e 34 Câmaras para gerir.O PS ganhou mais 27 autarquias, perdeu 8 e tem mais quarenta e quatro que o PSD e mais  106 que o PCP que recuperou meia dúzia de Cãmaras que tinha perdido para o PS.  Na interpretação de analistas e comentadores ou vice-versa a classificação ficou assim estabelecida: vencedor PCP, ganhador mas pouco PS; perdedor mas por erro de casting, PSD. Desculpem qualquer coisinha mas não entendo o sentido que isto faz. Mas deve ser problema meu por incapacidade de entendimento.

 

MG

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Parolos, manhosos e velhacos

por Naçao Valente, em 16.09.13

A expressão saloio era atribuída aos habitantes dos concelhos rurais situados a norte de Lisboa. A designação abrangia os cidadãos que se dedicavam à produção e comércio de produtos agrícolas. Tipicamente ainda aparecem representados no seu vestuário com colete e barrete. Mas para além da situação típica de saloio associado a uma zona e a uma actividade e com significado depreciativo de alguém que vive fora da modernidade, existe nesta perspectiva a mentalidade de saloio ou seja e como diz o dicionário Priberam da Língua Portuguesa: parolo, rústico, finório, manhoso,velhaco.

 

Lamento dizê-lo mas o meu país está nas mãos deste tipo de saloio. Começa ao mais alto nível no chefe do executivo, continua no seu vice e em muitos ministros e deputados e termina no expoente máximo da saloiice, a Presidência da República exercida pelo cidadão Cavaco Silva, o saloio-mor. Podemos referir vários exemplos da velhaquice porque se pauta o actual poder político. Um exemplo recente da parolice é forma como estão a ser tratados os cortes das reformas da função pública. Falam de convergência, de privilégios, de injustiças. Procuram considerar estes pensionistas fora da lei. Deputados da maioria no Parlamento afirmam que são apenas trezentos mil os abrangidos. Leia-se apenas trezentos mil votos em três milhões. Nunca vi maior desplante. Estes parolos armados em finórios não merecem um pingo de respeito.

 

Fazer o quê quando na cúpula do Estado está um rústico disfarçado de fato e gravata. Está ali o rei da manhosice. Veja-se: chamou ao diploma sobre os cortes nas pensões imposto extraordinário. Se isto não é um manhoso finório o que será? Note-se a diferença. Se é um imposto transitório já não é um corte. Procura assim tirar os argumentos ao Tribunal Constitucional para chumbar o diploma. Esta saloiada só tem paralelo na ditadura do Estado Novo mas é muito mais perigosa. Actua sob o manto diáfano da democracia e está a dinamitar a unidade nacional atirando cidadãos contra cidadãos.Cria um clima de guerra civil por enquanto apenas mental.

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A tourada continua

por Naçao Valente, em 17.07.13

Fomos levados ao engano

por capote de um cigano

com promessas do camano

beras.

 

Entram moços jotas e comentadores

e falinhas mansas

entram verborreias de falsos doutores

e rotundas panças

entram peões de mentiras e rumores

cuja profissão

se lança.

 

Com verónicas de medo

para nos empobrecer

puseram este país

a morrer.

 

Temos que enfrentar o bicho

com coragem e sageza

pra atiramos para o lixo

a tristeza.

 

 

Entram boys a fazer campanha

que não sabem nada

gritam slogans cheios de manha

que não valem nada

pintam tudo de uma cor bem preta

cuja autenticidade

é treta.

 

Entram  velhos tontos e oportunistas

e entram paspalhões

entram charlatães, novos vigaristas

e entram os pavões

Entram galinhas de pequena crista

entram os ladrões

à vista.

 

Entram sempre  as mesmas quadrilhas

fazem a faena

entram  coloridas muitas bandarilhas

grandes e pequenas

Entra  o povo manso preso em armadilhas

que enche a arena

que pena.

 

Entram os  três turistas cheios de cifrões

e passes de peito

entram  cortes cegos de muitos milhões

e feitos a eito

entram as sortes de muitos capotes

passes de muleta

ministros, gestores e cortes

da teta.

 

Entram privatizações,fiscos e falências

charters de chineses

entra a loucura e a incompetência

tantas vezes

entra a Alemanha ,entra a altivez

a mal ou a mal

e grita a estupidez

acabou-se  Portugal.

 

MG

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Filhos da puta

por Naçao Valente, em 31.05.13

Há á expressões do léxico popular que rolam por todas as bocas, mesmo as mais pudicas. De tanto usadas acabam por perder uma real eficácia. Entram por um ouvido e saem por outro. São uma espécie de sound bites. Por isso não se entende a indignação dos deputados da maioria, depois de terem sido mimoseados por assistentes das galerias com a expressão "filhos da puta". E para os ditos representantes da nação, que são incondicionais apoiantes das políticas que estão a destruir um país de oito séculos, que são co-responsáveis pelo desemprego e pela miséria galopante, que teimam contra todas as evidências a seguir o mesmo caminho, a dita expressão é pêra doce. Merecem epítetos bem mais pesados. Abstenho-me.

 

MG

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