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O elogio de Schauble

por Naçao Valente, em 27.10.16

Ao contrário da opinião comum, não vejo nas declarações de Schauble um insulto ao governo português. Embora tais declarações, possam ser interpretadas, como uma interferência inaceitável na política de um estado soberano, eu leio-as como um elogio.

Schauble é uma das faces mais visíveis da austeridade que ensombra a Europa ou parte dela desde há uns anos. Passos Coelho foi o seu homem de mão na sua aplicação em Portugal. E se Schauble dizia, é preciso apertar o cinto, o Passos, acrescentava-lhe ainda mais um furo. E se considerarmos a austeridade uma maldição imerecida sobre o o bom povo português, a recusa da mesma pela actual maioria parlamentar, é a negação da sua virtualidade.

Quando Schauble critica a actual governação está dizer e permitam a expressão "grandes sacanas, tiveram coragem de mijar fora do penico" isto é desafiaram a minha suserania. E se assim aconteceu, prova-se que esta austeridade não é o único caminho que nos impuseram como obrigatório. Ironicamente Schauble escreve direito por linhas tortas.

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Destino

por Naçao Valente, em 17.10.16

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Em elo7.com.br
Sobrevivemos a várias invasões castelhanas. Sobrevivemos às invasões francesas. Sobrevivemos ao domínio inglês. Sobrevivemos à independência do Brasil. Sobrevivemos à bancarrota de 1890. Sobrevivemos à queda da monarquia. Sobrevivemos à perda das colónias.Sobrevivemos ao verão quente de 75 e à sua deriva aventureirista. Sobrevivemos ao FMI mais uma semana e havemos de continuar a sobreviver, apesar de todos os pessimistas. Consumimos mais do que produzimos. Gastamos mais do que temos. Vivemos no fio da navalha da dívida instalada. Não encontro explicação científica para tanta sobrevivência. Resta uma explicação: é o destino; e ao seu destino ninguém foge

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Campeões

por Naçao Valente, em 10.07.16

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Portugal foi campeão europeu de futebol. Justamente. Um feito de grande valia. Todos estamos exultantes e emocionados. Vamos comemorar. Os bravos merecem condecoração.

 Tivemos duas campeãs nos europeus de atletismo: Sara Moreira na meia-maratona e Patrícia Mamona no triplo salto. Nos mesmo campeonatos ainda tivemos mais um primeiro lugar colectivo, uma medalha de prata e duas de bronze. passaram quase incógnitas na grande Comunicação e na comemoração das gentes.

O futebol, como desporto rei, atrai multidões e por isso tem mais visibilidade. Mas Senhor, os nossos campeões de outras modalidades, não merecem também um pouco da nossa atenção e da nossa gratidão? A suas vitórias  não são fruto de trabalho, de esforço, de orgulho nacional? Ou serão apenas filhos de um deus menor?

MG

PS: Telma Monteiro campeã em judo.Fomos, somos, e seremos sempre uma Nação Valente.

 

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Schauble, xenofobia ou loucura?

por Naçao Valente, em 29.06.16

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Schauble disse e desdisse que tinha dito. Mas o que disse foi dito, porque esta é a sua forma arrevezada de dizer o que quer que seja ouvido. A mensagem linear é esta: Portugal precisa de ser desestabilizado. Tem um governo socialista apoiado por uma maioria de esquerda. Essa experiência, como a grega, esmagada sem piedade, não pode ter sucesso. O seu sucesso põe em causa a deriva direitista que domina a Europa e que acabará por destrui-la. O maior trunfo da direita em Portugal é este individuo, que encarna o lado mais negro da grande Germânia, e que conduziu a Europa a conflitos mundiais.

Este senhor Schauble, um dos promotores da austeridade sem regras, que humilhou  os povos com economias mais débeis, se não for travado, transformará a Europa num enorme Brexit. E esse buraco negro engolirá paulatinamente todos os países incluindo o seu. O mais de meio século de paz e harmonia europeia, conseguido com a constituição da UE por grandes estadistas, incluindo vários alemães, está em sério risco. As suas declarações, ditas com arrogância, prepotência e roçando o ódio, mostram total desrespeito pelos valores humanistas que sustentaram o projecto de unidade, na diversidade, da Europa. Schauble replica o ódio racista de triste memória. Xenófobo ou louco? Ou ambas as coisas?

A saída da Grã-Bretanha da UE é o reflexo da inversão do espirito que presidiu à sua criação. E devia ser um aviso sobre o processo de desagregação, e constituir motivo de reflexão para os responsáveis políticos que nos governam. O. que mais receio é que as nossas vidas estejam nas mãos de irresponsáveis que faltaram às aulas de História.

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Jogo falado

por Naçao Valente, em 20.06.16

Segundo um ditado inglês, em tradução livre, diz-se "falas falas mas será que fazes?" A afirmação/interrogação aplica-se que nem uma luva, feita por medida, ao seleccionador Fernando Santos. Vejamos: ainda a procissão não ia no adro afirmou que íamos para ser campeões; de igual modo e numa versão mais peremptória considerou que só voltava dia 11, isto é no fim da competição; repare-se na certeza da formulação "vou" e " não espero ir".

Das declarações de Fernando Santos infere-se que no jogo falado ganha sempre.Mas terá isto correspondência no jogo jogado? Até agora não. O que se verifica é que empatou com a modesta Islândia e voltou a empatar com a acessível Áustria. E será que vai conseguir inverter esta tendência com a Hungria, ao que parece a Selecção do Grupo que tem manifestado maior competência futebolística ? Veremos. Esperamos e desejamos que o consiga, porque se assim não for dá razão ao ditado referido, e será apenas campeão no campeonato do jogo falado.

MG

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Quero ser ouvido já?

por Naçao Valente, em 18.11.15

O corrupio para Belém continua. Já foram Associações, associaçõezinhas e sindicatos Já se consultaram as cagarras, em seu sítio, porque que não podiam vir. As bananas, idem. Vão agora banqueiros e economistas. Poderão estar na calha amanuenses, torneiros mecânicos, cabeleireiras, empregadas domésticas,sapateiros, reformados, desempregados, emigrantes, e, eu sei lá. Como não me consigo integrar em nenhum destes grupos ou de outros que não nomeei, começo a ficar preocupado. Talvez me possa inserir no grupo dos apanhadores de gambuzinos. Quando chegará a minha vez?  Pelas melhores perspectivas lá para 2030. Mas aí não sei se ainda existirá país. Por isso, e embora não tenha nada para dizer, quero ser ouvido Já.

MG

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Em defesa do Parlamento

por Naçao Valente, em 10.11.15

Leituras partidárias à parte, na Assembleia da República a democracia funcionou. Uma maioria de deputados rejeitou o governo indigitado. Numa democracia representativa o Parlamento representa o país e cumpriu o seu papel.

António Barreto, um sociólogo que estuda a realidade social, disse de cima dos seus galões que o nosso Melhor, diz com toda a sua sabedoria, será transformar as suas instalações num local de eventos.

Com o devido respeito, Barreto tem todo o direito de não gostar do Parlamento. Não tem, à sombra do direito de opinião, o direito de insultar os representantes do povo, bem ou mal eleitos. Foi o desrespeito pela instituição parlamentar, que levou os militares em 1926, a inataurar uma ditadura que durou quarenta anos. Foi o desprezo pela democracia que levou Hitler a atirar para a fogueira o Parlamento alemão.

A Assembleia da República pode ser uma casa assombrada, ocupada por preguiçosos obcessivos, mas é a mil vezes melhor que não a ter. Hoje cumpriu uma das suas obrigações. Seguramente, quanto à resolução, com a discordância de António Barreto. Noutras vezes tomou decisões que terão desagradado a outros. É constituida por pessoas imperfeitas e não por deuses infalíveis. Pode merecer crítica construtiva. Não merece achincalhamento. 

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Os marretas da nação

por Naçao Valente, em 18.10.15

Os marretas não são apenas personagens de ficção. Eles "andem" por aí. Estes marretas reais, ao contrário dos outros, não nos divertem. Entristecem-nos, irritam-nos, envergonham-nos. Na política cada vez há mais. Mas há dois que são o "pai" de todos os marretinhas: Medina Carreira e César das Neves. Travestidos de comentadores marretam-nos a inteligência nas suas prédicas. Tudo se resume a uma equação contabilística de análise da realidade. Nesta equação as pessoas são o factor menor. Os marretas de agora e de sempre, numa altura designados velhos do Restelo, não enxergam para além da linha do horizonte. Por eles as "índias" não teriam sido descobertas. Estão sempre ao lado das forças do imobilismo. São herdeiros da teoria da terra imóvel. "E no entanto ela se move", disse Galileu em surdina, depois de abjurar perante os marretas do seu tempo.

MG

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Fado Português

por Naçao Valente, em 08.10.15

O regime salazarista caiu com o 25 de Abril. O salazarismo continua presente, porque salazarismo para além de um sistema político e económico é um estado de espírito inculcado na mentalidade nacional durante 40 anos. A humildade submissa, quase canina, a aceitação acrítica do destino, a crença em salvadores da pátria sem reflexão, a obediência incondicional sem indignação, a incapacidade de discernir entre caminhos alternativos, o analfabetismo funcional, fazem parte da herança ideológica do regime deposto. E estão bem vivos nos comportamentos políticos dos cidadãos. Foi fácil estabelecer e aplicar as normas de um regime democrático. Mais difícil é mudar as mentalidades que só a médio prazo podem ser alteradas.

Este espírito de submissão cimentado durante décadas explica, em parte, o resultado das eleições. Garantiu a sobrevivência da ditadura do Estado Novo, e permitiu que um Governo que fez recuar o país, económica e socialmente, para os finais do século xx, que desrespeitou direitos adquiridos com total insensibilidade, voltasse a ser eleito. Esta é a vitória do Portugal salazarento que se contenta com a sopa do Sidónio. Ou como escreveu Miguel Torga, é vergastado e depois ajoelha. Só a evolução longa das mentalidades permitirá que este povo viva em pleno a liberdade.

E o que é mais preocupante é que esse espírito continua a ser propagado pelos ideólogos de matriz salazarista, travestidos de democratas que pululam na comunicação social. Por isso não me espanta quando dizem que as escolhas do povo são sábias. Podem ser sábias, mas apenas enquanto expressão do reino da ignorância.

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Postal ilustrado: havemos de ir a Viana

por Naçao Valente, em 12.08.15

 

 

Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.

 

Pedro Homem de Melo

             

Viana do Castelo é uma bonita cidade situada no extremo noroeste de Portugal. Tem o cosmopolitismo humano de gentes que falam desvairadas línguas. Tem o bulício de uma urbe operária com os seus estaleiros. Tem a ruralidade dos verdejantes campos de milho. Tem uma importante e diversificada riqueza patrimonial com destaque para o Museu do Traje. Tem uma forte cultura popular expressa na romaria da Senhora da Agonia. E tem uma óptima gastronomia, onde a doçaria assume um papel relevante através da conhecida casa Natário ,da qual Jorge Amado era um fiel visitante. Nas suas esplanadas ribeirinhas ,pode usufruir-se dos prazeres de todos os sentidos, onde o cheiro a maresia acentua os sabores, onde os olhos se deleitam com o atrevimento das gaivotas a disputar os restos de comida deixados pelos saciados comensais. Mas o espírito também se alimenta na beleza do oceano, elo de ligação entre povos e culturas, tão próximas e tão distantes, tanto quanto quiser a imaginação. 

 

MG

 

 

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