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Passos perdido

por Naçao Valente, em 03.02.16

Temos uma democracia sui generis, e que poderá ser um caso de estudo. De facto, temos um Governo, mas dois primeiro-ministros, o que está em funções institucionais, e o que não sendo, ainda pensa que  o é, e que se comporta como tal. O comportamento de Passos, quer na forma, quer no conteúdo, é de um chefe de governo, injustamente afastado e nesta perspectiva numa situação exilado à espera do regresso triunfante. Toda o ritual que o acompanha comprova esta teoria: a pose distante, o pin na lapela, símbolo marcante do governo cessante, a retórica discursiva, a imagem institucional. E de tal forma é convincente que até o primeiro-ministro real se confundiu.

Ao contrário do seu parceiro de coligação que, perdida a maioria, percebeu que era altura de sair de cena, Passos continua perdido na sua realidade. Na sua corte, ainda ninguém teve coragem de lhe dizer, que está na altura de virar a página, de se assumir como oposição. Continua a não aceitar o outro o "usurpador", e toda a sua estratégia se sustenta na resistência à ilegitimidade política da situação. Acantonado, espera a oportunidade para regressar do exílio, ao seu lugar por direito. Passo a passo, enreda-se na contradição de ser e não ser. Difícil questão.

MG

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De quem ri Passos?

por Naçao Valente, em 24.09.15

Foste explorado até ao tutano. Foste  aldrabado sem piedade. Empobrecestes. Tens o sinal de saúde com défice de qualidade. Tens a educação com menos professores com turmas maiores. Pagas mais impostos. Recebes menos reforma. Estás no desemprego de longa duração. Vais votar em mim?

Passos Coelho a rir

TANSO

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O homem transparente

por Naçao Valente, em 12.09.15

Prometeu o céu e deu o inferno.Com a mesma cara de pau promete agora o purgatório. Mentiu e mente. Matou e esfolou a classe média, a medida de um país desenvolvido. Aumentou a pobreza enriqueceu os mais ricos. Regressou ao passado da emigração. Destruiu conscientemente centenas de milhares de postos de trabalho. Fez crescer a dívida pública. Quis ser o yes men da troika. Vendeu as jóias da coroa. Com a mesma indiferença que cortou salários e pensões, diz agora que os vai melhorar.

Assobia para o lado. Aos costumes disse nada. A culpa é sempre dos outros. Não assume nenhuma responsabilidade.No caso Bes enganou os depositantes garantindo a solidez do banco. Quando a bolha rebentou, sacudiu a água do capote. Montou uma engenharia financeira que acabará por cair na cabeça dos contribuintes. Entretanto, escondeu-se atrás do Banco de Portugal. Enquanto afunda o barco, grita aqui del -rei que são os piratas. Não tem vergonha na cara nem remorsos na consciência. Não está nem esteve na austeridade que destruiu a economia.Não teve nada a ver com o retrocesso na educação, nemcom a descapitalização do Sistema Nacional de Saúde. É um homem sem consistência, algures sem existência, um homem transparente.

MG

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As grandes fábulas 1

por Naçao Valente, em 14.07.15

No tempo em que os animais falavam e eram ouvidos, como vendedores de banha da cobra, chegaram ao governo da nação. Desde então esta ficou conhecida como Coelhândia. Os animais, depois de terem deixado de seguir o cherne, que emigrou para paragens menos pantanosas, deixaram-se iludir pela magia dos coelhos e de animais afins. Até belém foi ocupado por um animal pouco definido, cujas características  o definem como manhoso, chico esperto, matarruano. Uma espécie de javali enraçado de hiena.

Os outros animais que foram na "cantada" ou história para crianças, elegeram-nos por quatro anos que já caducaram. Contudo, sentindo as costas quentes pelo animal de belém, os coelhos e seus lacaios, vão prolongando o seu poder para ganhar tempo. E até alimentam a secreta ideia de se perpetuarem, um pouco à maneira do Triunfo dos Porcos de Orwell.

A assunção do poder perpétuo passará pela escolha de um sucessor para o animal inominável de belém. Traçou-se um perfil. A escolha parece que caíu na Gata Borralheira, uma estranha princesa, que desapareceu à meia noite e só deixou um sapatinho. Só quem o calçar poderá ser presidente da bicharada. Começaram a aparecer os candidatos a experimentá-lo. É meu, é meu, dizem os animais da manada que querem habitar belém. Os outros animais dormem o sono sereno da bela adormecida. Nem sequer sonham com um príncipe que os liberte.

 

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O reino dos crédulos

por Naçao Valente, em 07.06.15

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Este é o homem que prometeu o céu de deu o inferno. Este é o homem que garantiu que não aumentava impostos e aumentou. Este é o homem que afirmou que não cortava salários e pensões e cortou.

Este é o homem que diz que recebeu o inferno e chegou ao purgatório. Este é o homem que empobreceu o povo e diz que o vai enriquecer. Este é o homem que afirma que sem ele será o caos.  Este é homem que diz e desdiz. E ainda há quem acredite nele? Dos crédulos será o reino dos céus. Entretanto penitenciam-se no inferno. 

MG

 

 

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O homem agarrado ao pote

por Naçao Valente, em 15.05.15

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Esta é a estória do homem que disse que não queria ir com muita sede ao pote. Este é o homem que foi ao pote. Este é o homem que se agarrou ao pote como uma lapa. E bebeu, bebeu, sem nunca dexar de estar sedento. Bebeu a EDP. Sorveu a REN. Emborcou a ANA até à saciedade. Mas quer mais. A sua sede não tem limites: quer engolir a TAP, sugar a CARRIS, entornar o Metro. Beber até à última gota.

O homem quer secar o pote. Tem aliados poderosos. À frente está o taberneiro-mor. Entregou-lhe a chave da chafarica, e dorme o sono da ausência. Esqueceu-se que é tempo de democratizar. E o homem continua abraçado ao pote "é meu, é meu" e não haverá mais ninguém a não ser eu.

MG

 

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Ri de quê?

por Naçao Valente, em 08.05.15

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Este homem ri de quê? De um milhão de desempregados? De uma dívida em crescendo? Do caos na saúde? Do recuo na educação? Do aumento da pobreza? Do brutal aumento de impostos? Do corte de salários e pensões?

Nada disto. Coisas perfeitamente normais. Coisas perfeitamente merecidas para quem ousou viver acima das suas possibilidades! Coisas justificadas para quem tendo nascido pobre quis viver só um bocadinho melhor. Tomem e embrulhem.

Este homem, destas coisas banais, ri-se por dentro. Para fora gargalha da proposta de António Costa de reduzir os impostos. Para ele mais uma brincadeira de crianças. Afinal será riso de homem ou riso de hiena?

MG

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Da perfeição e dos calotes

por Naçao Valente, em 10.03.15

A perfeição não existe. É uma evidência e é uma fatalidade. A imperfeição está na génese da criação. Se o Criador criou o homem à sua imagem e semelhança e este é imperfeito, também o Criador o será. Para mais são conhecidas as constantes correcções ao projecto inicial.

O reconhecimento pelo senhor Coelho da relatividade da perfeição, não passa de um exercício de retórica. É uma verdade "lapallissiana". Não ser perfeito é uma condição humana que não pode ser vista como um defeito. Eu que sempre admiti a minha imperfeição não devo ao Estado, nem à Segurança Social um tostão furado. Porque não há relação entre perfeição e calotes. Ser caloteiro, embrulhado em chico espertismo, é apenas uma questão de desonestidade.

O protector e abono de família do senhor Coelho afirmou em tempos: "não tenho dúvidas e nunca me engano". Tem razão. Nós é que fomos bem enganados quando pusemos esta nação secular nas mãos de gente sem princípios.

MG

 

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Os rapazes de pin na lapela

por Naçao Valente, em 29.09.14

Os rapazes do pin na lapela ganharam as eleições legislativas montados em mentiras e equívocos. Colocaram estrategicamente os seus tentáculos de comunicação. Criaram uma ficção, que proliferou como bolha salvadora, no desânimo latente, propiciado pela crise internacional. Conseguiram passar a ideia, que as razões da austeridade que começava a proliferar, se deviam à dívida externa e aos gastos excessivos dos cidadãos e do Estado. E como responsáveis por essas dívidas havia apenas um responsável. Como escrevia uma das suas apóstolas era um delinquente político que respondia pelo nome de Sócrates. Curiosamente, esses profetas das malfeitorias socráticas, estão, agora, desaparecidos em combate. Mas tiveram um papel brilhantes: venderam bem o presente envenenado que ofereciam à nação.

 

Passaram três anos que parecem trinta. Eis o resultado em síntese: empobrecimento dos mais pobres, destruição do tecido  económico, redução de postos de trabalho, cortes e mais cortes salariais e dívida cada vez mais dívida. Com excepção feita ao Tribunal Constitucional, não tiveram qualquer oposição. Contaram com uma extrema esquerda egocêntrica e desmiolada, que teima em viver na estratosfera, composta por seguidores lobomotizados e que obedecem e pensam por uma única cabeça. Beneficiaram do apagamento de um PS incapaz de assumir o passado (bom e mau) e que se eclipsou em indecisões, que o cristalizaram num presente virtual sem futuro. Respaldaram-se à sombra de uma presidência da República amorfa, caquéctica e colaborante. Que melhor caldo de cultura precisavam para fazerem desta nação secular uma espécie de Tecnoforma institucional?  Que melhor ambiente podiam desejar para se arvorarem do alto dos seus pins em  impolutos salvadores da Pátria.

 

O fim anunciado da direccão socialista, que ajudou ao regabofe, trouxe uma lufada de esperança a um povo aviltado e desrespeitado sem escrúpulos e sem vergonha. A direcção que aí vem tem um trabalho hercúleo para repor a dignidade perdida, e colocar o país na rota do desenvolvimento. Mas não se espere de Costa e da sua equipa uma espécie de milagre dos peixes. Não é um Messias. Antes pelo contrário. É tão humano como qualquer um de nós. Não se peça à Costa, como tenho visto em muitos debates, que apresente já um programa de governo detalhado. O que cabe a Costa é começar a construir a alternativa de mudança a médio prazo. É preciso sair deste ciclo de governação de vistas curtas, balizado por interesses obscuros, que marca cada legislatura. Cabe a Costa aproveitar a dinâmica criada com as primárias, para manter acesa a esperança, de que se pode mudar e que há outros caminhos. Por esses caminhos, temos que ir, dando um passo de cada vez. O mais imediato é mandar os rapazes dos pins brincar aos símbolos da nação, para o recreio da infantibilidade política.

 

MG

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Impostos, exclusividade e doença de alzheimer

por Naçao Valente, em 25.09.14

Não sou indivíduo de emprenhar pelos ouvidos. Antes pelo contrário. Portanto, declaro que sou povo, mas não me revejo no povoléu, que toma como verdades, insinuações/condenações propaladas por certos meios de comunicação social, de que o Correio da Manha é o paradigma. Por isso vou tratar o assunto com pinças.

 

O que se sabe, pela informação que circula, é que o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, cometeu eventual ilícito, quando exerceu funções de deputado. A ser assim, significa que comeu a dois carrinhos. A ser assim, beneficiou do estatuto de exclusividade no exercício de funções públicas, com as inerentes vantagens. Esta situação parece comprovada pelo seu pedido de subsídio de reinserção. O que constitui uma nebulosa é a sua colaboração na empresa Tecnoforma. Corre que recebia cerca de cinco mil euros mensais dessa empresa. Corre que não pagou impostos. Mas quem melhor que o visado pode esclarecer, de vez, a situação? O facto é que sua excelência não esclarece porra nenhuma. Todas as suas declarações são dúbias e propícias a confundir a opinião pública. Não se lembra se recebeu ou não. Não se lembra? Mas alguém acredita? Recebe-se uma quantia assinalável durante três anos e não se sabe? A não ser que seja portador da doença de Alzheimer.

 

Esta forma de lidar com a acusação de crime fiscal acaba por adensar o mistério e gerar ainda mais suspeitas. Pode-se, justamente, desconfiar que está a empurrar o problema com a barriga. O acto de pedir à Procuradoria da República para investigar a denúncia de possível ilícito que já prescreveu, não lembra ao diabo. O que tem que fazer é responder a uma pergunta simples: colaborou ou não com a Tecnoforma e recebeu ou não recebeu pagamentos desta empresa? Ponto. Enquanto não o fizer, vai alimentar uma novela, que desgasta ainda mais a credibilidade da classe política. Em última análise descredibiliza a própria democracia.

 

MG

 

MG

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