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Carta ao menino Jesus

por Naçao Valente, em 25.12.16

Ó meu menino Jesus
nas palhas adormecido
acorda por um momento
que este mundo está...lixado
 
Meu amado menino,
 
Vais fazer dois mil e catorze anos. Que linda idade. E continuas sempre menino. A noite de 24 de Dezembro comemora o teu nascimento, apenas o teu nascimento. Contudo, os homens associaram a esta data uma outra figura a que chamaram Pai Natal e que te tem roubado protagonismo. Mas tu com a tua humildade não te importas. Para mim serás sempre o aniversariante. Era assim na minha infância e assim continua a ser. Era com enorme alegria que nessa noite punha o meu sapatinho na chaminé e ia dormir ansioso pela tua visita. Nunca me desiludiste. Ao acordar havia sempre uma prendinha. Modesta, certamente, mas era o que podias dar. Compreendia a dificuldade em satisfazeres tanta solicitação. Como compreendia que não conseguisses responder a todos os pedidos. Tanto mais que havia criança que nem sapato tinha no pé, quanto mais na chaminé. Havia e há. Não é culpa tua os homens não seguirem o teu exemplo.
 
Agora já não ponho o sapatinho na chaminé. Isso é fantasia de menino que já não sou. Mesmo aqueles que o são já nada te pedem. Entregam a sua lista de prendas ao dito pai Natal e esperam junto de um simulacro de pinheiro, carregado de bugiganga, que ele lá as deixe. Muitos certamente não te conhecem. Não tardará tempo em que tudo se passará na Net. Sinal dos tempos. Deixa lá, ficas mais liberto para outras tarefas. É por isso e em honra da nossa velha amizade e da minha fidelidade que ouso pedir-te um pouco de atenção.
 
Não te vou pedir aquelas coisas vulgares e repetitivas: paz, amor, felicidade etc. Seria interferir no livre arbítrio que generosamente deste à humanidade. É certo que alguns confundiram-no com lixar o próximo. A ideia de "amai-vos uns aos outros" foi submergida pelo egoísmo que pauta a natureza humana. Haverá excepções, mas o que interessa é a regra. O que te peço neste mundo onde nem todos têm sapatinho é que faças o milagre de iluminar aqueles que te representam. Que não se limitem a repetir rituais seculares. Que retomem a tua mensagem de menino em palhas deitado. Que denunciem as injustiças sociais. Que critiquem os poderosos e a sua luxúria. Que se escandalizem com a pobreza no meio da abundância. Que não bajulem o cinismo de políticos demagógicos. Que sejam uma voz de esperança para uma vida digna de todos, sem excepção. Dois mil anos depois é tempo do reino dos céus descer à terra. Pela nossa amizade e pela nossa confiança volto a colocar o meu sapatinho na chaminé.
MG
 
BOAS FESTAS
 
 
 

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Bons Reis

por Naçao Valente, em 05.01.16

A vida às avessas eis a simbologia que se pode extrair da adoração de um menino pobre por três Reis. Ricos e poderosos, saem dos seus palácios e caminham guiados por uma estrela, para oferecer riquezas terrenas a um desconhecido nascido na pobreza de um estábulo. E para além da crença ou da não crença na sua divindade, a cena da natividade constitui uma lição, nunca aprendida por muitos, de que todos somos pó da mesma estrela. Muitos reis brilharam como fogo fátuo. Vieram e foram, sem deixar rasto visível. Mas os três Magos ,como o Menino, continuam a viver na memória e no coração dos povos, como protagonistas de uma revolução de pensamentos e valores que esteve na génese de uma cultura de tolerância, solidariedade e respeito pela dignidade humana. Os Magos estão hoje enraizados nas tradições populares, como a do cantar os reis, onde se diluem. Como há dois mil anos, sem clivagens sociais. Em tempos de retocesso humanista convém não esquecer. Bons reis.

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Carta ao menino Jesus

por Naçao Valente, em 24.12.15

 

 

 

Ó meu menino Jesus

nas palhas adormecido

acorda por um momento

que este mundo está...lixado

 

Meu amado menino,

 

Vais fazer dois mil e catorze anos. Que linda idade. E continuas sempre menino. A noite de 24 de Dezembro comemora o teu nascimento, apenas o teu nascimento. Contudo, os homens associaram a esta data uma outra figura a que chamaram Pai Natal e que te tem roubado protagonismo. Mas tu com a tua humildade não te importas. Para mim serás sempre o aniversariante. Era assim na minha infância e assim continua a ser. Era com enorme alegria que nessa noite punha o meu sapatinho na chaminé e ia dormir ansioso pela tua visita. Nunca me desiludiste. Ao acordar havia sempre uma prendinha. Modesta, certamente, mas era o que podias dar. Compreendia a dificuldade em satisfazeres tanta solicitação. Como compreendia que não conseguisses responder a todos os pedidos. Tanto mais que havia criança que nem sapato tinha no pé, quanto mais na chaminé. Havia e há. Não é culpa tua os homens não seguirem o teu exemplo.

 

Agora já não ponho o sapatinho na chaminé. Isso é fantasia de menino que já não sou. Mesmo aqueles que o são já nada te pedem. Entregam a sua lista de prendas ao dito pai Natal e esperam junto de um simulacro de pinheiro, carregado de bugiganga, que ele lá as deixe. Muitos certamente não te conhecem. Não tardará tempo em que tudo se passará na Net. Sinal dos tempos. Deixa lá, ficas mais liberto para outras tarefas. É por isso e em honra da nossa velha amizade e da minha fidelidade que ouso pedir-te um pouco de atenção.

 

Não te vou pedir aquelas coisas vulgares e repetitivas: paz, amor, felicidade etc. Seria interferir no livre arbítrio que generosamente deste à humanidade. É certo que alguns confundiram-no com lixar o próximo. A ideia de "amai-vos uns aos outros" foi submergida pelo egoísmo que pauta a natureza humana. Haverá excepções, mas o que interessa é a regra. O que te peço neste mundo onde nem todos têm sapatinho é que faças o milagre de iluminar aqueles que te representam. Que não se limitem a repetir rituais seculares. Que retomem a tua mensagem de menino em palhas deitado. Que denunciem as injustiças sociais. Que critiquem os poderosos e a sua luxúria. Que se escandalizem com a pobreza no meio da abundância. Que não bajulem o cinismo de políticos demagógicos. Que sejam uma voz de esperança para uma vida digna de todos, sem excepção. Dois mil anos depois é tempo do reino dos céus descer à terra. Pela nossa amizade e pela nossa confiança volto a colocar o meu sapatinho na chaminé.

MG

 

BOAS FESTAS

 

 

 

 

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Dia de reis

por Naçao Valente, em 07.01.15

A vida às avessas eis a simbologia que se pode extrair da adoração de um menino pobre por três Reis. Ricos e poderosos, saem dos seus palácios e caminham guiados por uma estrela, para oferecer riquezas terrenas a um desconhecido nascido na pobreza de um estábulo. E para além da crença ou da não crença na sua divindade, a cena da natividade constitui uma lição, nunca aprendida por muitos, de que todos somos pó da mesma estrela. Muitos reis brilharam como fogo fátuo. Vieram e foram, sem deixar rasto visível. Mas os três Magos ,como o Menino, continuam a viver na memória e no coração dos povos, como protagonistas de uma revolução de pensamentos e valores que esteve na génese de uma cultura de tolerância, solidariedade e respeito pela dignidade humana. Os Magos estão hoje enraizados nas tradições populares, como a do cantar os reis, onde se diluem. Como há dois mil anos, sem clivagens sociais. Em tempos de retocesso humanista convém não esquecer. Bons reis.

 

MG

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Nasceu um menino

por Naçao Valente, em 23.12.14

Nasceu um menino

como  anunciado

sem maternidade

sem berço dourado,

numa manjedoura

se encontra deitado,

por reis adorado

por reis odiado.

Do homem nascido

na mulher gerado

com dor foi parido

 em palhas deitado,

José, o protege

o louva Maria,

a estrela cadente

dança de alegria.

Destino traçado

pregado na cruz

mas não derrotado

seu nome é Jesus,

nascido em Belém

para ser louvado

para sempre, amém

e trazer a esperança

ao ano que vem.

 

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Dia de reis

por Naçao Valente, em 07.01.14

A vida às avessas eis a simbologia que se pode extrair da adoração de um menino pobre por três Reis. Ricos e poderosos, saem dos seus palácios e caminham guiados por uma estrela, para oferecer riquezas terrenas a um desconhecido nascido na pobreza de um estábulo. E para além da crença ou da não crença na sua divindade, a cena da natividade constitui uma lição, nunca aprendida por muitos, de que todos somos pó da mesma estrela. Muitos reis brilharam como fogo fátuo. Vieram e foram, sem deixar rasto visível. Mas os três Magos ,como o Menino, continuam a viver na memória e no coração dos povos, como protagonistas de uma revolução de pensamentos e valores que esteve na génese de uma cultura de tolerância, solidariedade e respeito pela dignidade humana. Os Magos estão hoje enraizados nas tradições populares, como a do cantar os reis, onde se diluem. Como há dois mil anos, sem clivagens sociais. Em tempos de retocesso humanista convém não esquecer. Bons reis.

 

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Natividade

por Naçao Valente, em 26.12.13

Nasceu um menino

como  anunciado

sem maternidade

sem berço dourado,

numa manjedoura

se encontra deitado,

por reis adorado

por reis odiado.

Do homem nascido

na mulher gerado

com dor foi parido

 em palhas deitado,

José, o protege

o louva Maria,

a estrela cadente

dança de alegria.

Destino traçado

pregado na cruz

mas não derrotado

seu nome é Jesus,

nascido em Belém

para ser louvado

para sempre, amém

e trazer a esperança

ao ano que vem.

 

MG

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Carta ao menino Jesus

por Naçao Valente, em 20.12.13

Ó meu menino Jesus

nas palhas adormecido

acorda por um momento

que este mundo está...lixado

 

Meu amado menino

 

Vais fazer dois mil e catorze anos. Que linda idade. E continuas sempre menino. A noite de 24 de Dezembro comemora o teu nascimento, apenas o teu nascimento. Contudo, os homens associaram a esta data uma outra figura a que chamaram Pai Natal e que te tem roubado protagonismo. Mas tu com a tua humildade não te importas. Para mim serás sempre o aniversariante. Era assim na minha infância e assim continua a ser. Era com enorme alegria que nessa noite punha o meu sapatinho na chaminé e ia dormir ansioso pela tua visita. Nunca me desiludiste. Ao acordar havia sempre uma prendinha. Modesta, certamente, mas era o que podias dar. Compreendia a dificuldade em satisfazeres tanta solicitação. Como compreendia que não conseguisses responder a todos os pedidos. Tanto mais que havia criança que nem sapato tinha no pé, quanto mais na chaminé. Havia e há. Não é culpa tua os homens não seguirem o teu exemplo. 

 

Agora já não ponho o sapatinho na chaminé. Isso é fantasia de menino que já não sou. Mesmo aqueles que o são já nada te pedem. Entregam a sua lista de prendas ao dito pai Natal e esperam junto de um simulacro de pinheiro, carregado de bugiganga, que ele lá as deixe. Muitos certamente não te conhecem. Não tardará tempo em que tudo se passará na Net. Sinal dos tempos. Deixa lá, ficas mais liberto para outras tarefas. É por isso e em honra da nossa velha amizade e da minha fidelidade que ouso pedir-te um pouco de atenção.

 

Não te vou pedir aquelas coisas vulgares e repetitivas: paz, amor, felicidade etc. Seria interferir no livre arbítrio que generosamente deste à humanidade. É certo que alguns confundiram-no com lixar o próximo. A ideia de "amai-vos uns aos outros" foi submergida pelo egoísmo que pauta a natureza humana. Haverá excepções, mas o que interessa é a regra. O que te peço neste mundo onde nem todos têm sapatinho é que faças o milagre de iluminar aqueles que te representam. Que não se limitem a repetir rituais seculares. Que retomem a tua mensagem de menino em palhas deitado. Que denunciem as injustiças sociais. Que critiquem os poderosos e a sua luxúria. Que se escandalizem com a pobreza no meio da abundância. Que não bajulem o cinismo de políticos demagógicos. Que sejam uma voz de esperança para uma vida digna de todos, sem excepção. Dois mil anos depois é tempo do reino dos céus descer à terra. Pela nossa amizade e pela nossa confiança volto a colocar o meu sapatinho na chaminé. 

 

 

 

 

 

 

 

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Nasceu um menino

por Naçao Valente, em 31.12.12

Nasceu um menino

como  anunciado

sem maternidade

sem berço dourado,

numa manjedoura

se encontra deitado,

por reis adorado

por reis odiado.

Do homem nascido

na mulher gerado

com dor foi parido

 em palhas deitado,

José, o protege

o louva Maria,

a estrela cadente

dança de alegria.

Destino traçado

pregado na cruz

mas não derrotado

seu nome é Jesus,

nascido em Belém

para ser louvado

para sempre, amém

e trazer a esperança

ao ano que vem.

 

Dezembro 2012

 

MG

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Natal de menino

por Naçao Valente, em 21.12.12

A prenda no sapatinho

de manhã na chaminé

era um acto de fé

e a esperança no carinho

de um menino como nós

Com pais, irmãos  e  avós.

 

Não havia pai natal

nem pinheiro iluminado

e  nem dinheiro emprestado

para comprar o consumo,

pois no pequeno sapato

só cabia o mais barato.

 

E Jesus não era rico

mas um pobre solidário ,

que cumpriu o seu fadário

e com justiça divina

deu a todos por igual,

sem razão comercial.

 

Nasceu numa manjedora

nas estrelas anunciado

com júbilo e com agrado,

para apontar o caminho.

E com grande devoção

Cumpriu a sua missão

 

De manhã na chaminé,

nem pinheiro iluminado,

mas um pobre solidário

e que num acto de fé

e sem dinheiro emprestado,

nos deixava o seu agrado

MG

 

 

 

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