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Passos rastejantes

por Naçao Valente, em 22.02.16

Ajoelhou tem que rezar.Diz o senhor dos Passos Coelho que o Governo de Portugal ajoelhou em Bruxelas, perante a Comissão Europeia. O homem passou-se ou pensa que somos todos tolos. O senhor agora deputado anda perdido nos seus próprios passos. Então depois de ter andado quatro anos a rastejar, como réptil, junto aos pés de Schauble e seus muchachos, tem agora a supinpa lata, de acusar o actual governo, de ter ajoelhado? Quem nasce para rastejar nunca chega a ajoelhar.

MG

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Onde pára Francisco Assis?

por Naçao Valente, em 04.02.16

Francisco Assis está desaparecido em combate.Há muito que não dá sinal de si. Neste momento é um soldado desconhecido. Foi à guerra para dar e levou. Ainda reuniu as suas tropas na batalha dos leitões, mas perdeu, sem apelo nem agravo. A Mealhada foi o seu Waterloo.

Possivelmente, anda por aí, à espera que o general inverno nos derrote no nosso descontentamento. Então surgirá da bruma montado num alazão, brandindo a sua espada de anjo salvador, contra os demónios que durante a noite escura deram à Costa, vindo das profundezas da iniquidade. Gente sem respeito pelo império omnipotente, que zela pela nossa salvação, se cumprirmos todas as penitências.

Na altura certa, Assis libertará os idólatras de falsos deuses, que ousaram cometer o pecado da gula, comendo o que não merecem. Preguiçosos. Até lá continuará na sua catacumba, unindo os fiéis seguidores, em ritos secretos. E os malditos Gracos que ousaram pôr em causa a unidade do arco do poder dos ungidos, entregando-o à plebe, terão o fim que a história reserva aos rebeldes. Enquanto faz a travessia do deserto, bem disfarçado numa caravana, ninguém o consegue ver. De tal modo que cheguei a acreditar que, como as bruxas, não existe. Mas que as há há.

MG

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Passos perdido

por Naçao Valente, em 03.02.16

Temos uma democracia sui generis, e que poderá ser um caso de estudo. De facto, temos um Governo, mas dois primeiro-ministros, o que está em funções institucionais, e o que não sendo, ainda pensa que  o é, e que se comporta como tal. O comportamento de Passos, quer na forma, quer no conteúdo, é de um chefe de governo, injustamente afastado e nesta perspectiva numa situação exilado à espera do regresso triunfante. Toda o ritual que o acompanha comprova esta teoria: a pose distante, o pin na lapela, símbolo marcante do governo cessante, a retórica discursiva, a imagem institucional. E de tal forma é convincente que até o primeiro-ministro real se confundiu.

Ao contrário do seu parceiro de coligação que, perdida a maioria, percebeu que era altura de sair de cena, Passos continua perdido na sua realidade. Na sua corte, ainda ninguém teve coragem de lhe dizer, que está na altura de virar a página, de se assumir como oposição. Continua a não aceitar o outro o "usurpador", e toda a sua estratégia se sustenta na resistência à ilegitimidade política da situação. Acantonado, espera a oportunidade para regressar do exílio, ao seu lugar por direito. Passo a passo, enreda-se na contradição de ser e não ser. Difícil questão.

MG

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O engonha birrento

por Naçao Valente, em 23.11.15

O homem que está em Belém é um verdadeiro engonha. Tudo serve para engonhar a situação política. Foi a visita à Madeira. Foi o beija mão dos convidados escolhidos a dedo, não esquecendo os que não puderam vir, como os Simpsons.

E quando se esperava o indigitaçao de Costa, para pôr fim a uma agonia do país há cerca de cinquenta dias, inventou mais um expediente para adiar o que tem que fazer. Dar posse a um governo que tenha condições para governar.

Ao governo Passos /Portas foi dado posse sem uma única exigência a saber: se tinha apoio parlamentar, se conseguia aprovar um programa de governo, se havia hipótese de fazer um orçamento. Nadica de nada.

Agora exige-se o possível e o impossível. Usa dois pesos e duas medidas. Em vez de indigitar o governo gerado na Assembleia, anda a brincar aos governos. Como se o país fosse uma espécie de jardim infantil. Como a criança birrenta que apanha a bola, porque perdeu e diz "é minha, é minha, ninguem mais joga".

E o país, e a economia, e finança, e as pessoas? Que se lixem.

MG

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Quero ser ouvido já?

por Naçao Valente, em 18.11.15

O corrupio para Belém continua. Já foram Associações, associaçõezinhas e sindicatos Já se consultaram as cagarras, em seu sítio, porque que não podiam vir. As bananas, idem. Vão agora banqueiros e economistas. Poderão estar na calha amanuenses, torneiros mecânicos, cabeleireiras, empregadas domésticas,sapateiros, reformados, desempregados, emigrantes, e, eu sei lá. Como não me consigo integrar em nenhum destes grupos ou de outros que não nomeei, começo a ficar preocupado. Talvez me possa inserir no grupo dos apanhadores de gambuzinos. Quando chegará a minha vez?  Pelas melhores perspectivas lá para 2030. Mas aí não sei se ainda existirá país. Por isso, e embora não tenha nada para dizer, quero ser ouvido Já.

MG

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Povo indolente, governo insolente

por Naçao Valente, em 29.07.15

"Somos um país pequeno, mas temos um povo que não é maior"

 

a afirmação costuma ser atribuída a Almeida Garrett ou a Alexandre Herculano. Seja como for, demonstra desilusão com a política e com a participação cívica dos cidadãos

 

  à primeira qualquer um cai

 

compreende-se que os eleitores, desagradados com algumas medidas austeritárias de Sócrates, tenham embarcado na narrativa da direita populista e na lábia demagógica de Coelho e tenham votado maioritariamente no PSD e no CDS, fez quatro anos

 

à segunda cai quem quer

 

a coligação da direita não se limitou a meter promessas na gaveta. fez o contrário do que tinha proposto fazer: nos salários, nas pensões, nos impostos. mentiu.

 

quem mente uma vez mente um cento

 

e é isso que o governo, que há muito deixou de governar anda a fazer. com o maior descaramento, com a maior impunidade. se há quem embarque no embuste  do governo/paf, estamos no reino do

 

fui lixado e gosto

 

e quero voltar a ser lixado. a ser verdade que assim é, a afirmação citada tem razão de ser:

temos um povo pequeno, ausente, amorfo, indolente, crédulo, ingénuo, cobarde

 

transido de medo

 

e é porque o governo acredita na indignação de Garrett ou de Herculano, que usou, sem remorso, o chicote no lombo do povo.  e insiste insolentemente em continuar a usá-lo, porque se este, na sua indolência, tende para a estupidez, pode-se pregar-lhes todas as petas, já que as receberá como verdadeiras

 

quando mais me mentes mais gosto de ti

 

e assim dá-se ao desplante de pedir uma maioria absoluta e deste modo engendrar o discurso da arrogância, disfarçada de humildade, numa saga comunicacional que transforma o governo numa máquina de propaganda

apenas

penas vamos continuar a sofrer se voltarmos a cair nesta canção do bandido, neste conto do vigário,

 

somos um país pequeno, mas temos um povo que não é maior

 

ainda me recuso a acreditar

MG

 

 

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O reino dos crédulos

por Naçao Valente, em 07.06.15

Resultado de imagem para passos coelho

 

Este é o homem que prometeu o céu de deu o inferno. Este é o homem que garantiu que não aumentava impostos e aumentou. Este é o homem que afirmou que não cortava salários e pensões e cortou.

Este é o homem que diz que recebeu o inferno e chegou ao purgatório. Este é o homem que empobreceu o povo e diz que o vai enriquecer. Este é o homem que afirma que sem ele será o caos.  Este é homem que diz e desdiz. E ainda há quem acredite nele? Dos crédulos será o reino dos céus. Entretanto penitenciam-se no inferno. 

MG

 

 

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Que quer o Presidente? O que ele quer sei eu!

por Naçao Valente, em 05.05.15

É um dó  de alma ver o Presidente da maioria de direita, dito da República, a arrastar-se, perdido num labirinto que ele próprio inventou. Sem jeito nem capacidade para subtilezas depressa mostrou ao que ia. Correr com os socialistas e escancarar a porta ao partido da sua gente. Colocados no poder, em má hora, os homens do Presidente, arregaçaram as manguinhas e começaram as malfeitorias. Sentindo as costas quentes, isto é bem protegidas, começaram a vender o país a pataco. Sempre com o apoio do Presidente, de forma descarada e até ostensiva. Chegou ao ponto de o governo ter concluído os quatro anos de mandato e continuar em funções. Consta que o Presidente vai marcá-las lá para Outubro, porque não quer a campanha na praia. O que ele quer sei eu! É manter a sua gente a ganhar tempo. Se fosse possível nem as marcaria. Eternizava a mediocridade que apadrinha. Gostaria de certo de ser rei no reino de medíocres.

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A idade do pombo

por Naçao Valente, em 08.04.15

Às idades tradicionais da vida, a saber, infância, adolescência, adulta, sénior, deve-se acrescentar a idade do pombo. Embora seja específica da referida ave também se pode associar à espécie humana. De facto, todos nós, uns mais que outros, temos uma tendência natural para fazer merd@. E essa prática é independente de outras idades, de sexo, religião e estatuto social. Veja-se a título de exemplo alguns monarcas da nossa dinastia que a fizeram e da grossa: o rei D. Fernando na primeira dinastia; D. Sebastião na segunda, e D. Miguel na quarta. Omito, propositadamente, a terceira, porque esses não eram nossos, nem tenho distanciamento, por razões patrióticas, para avaliar com rigor.

A idade do pombo atacou forte no dia das últimas legislativas (já atacara nas presenciais).Mais de um milhão de cidadãos votantes fizeram uma boa merd$, quando entregaram os destinos do país, a um bando de gente, cuja vocação é fazê-la. Ou porque não sabem fazer mais nada, ou porque gostam de a fazer. O certo, é que nos últimos quatro anos, vivemos dentro de uma autêntica ilha de esterqueira, rodeados de merd@ por todos os lados. E o que me angustia é que os seus autores a fazem, gostam de a fazer e ainda se vangloriam.

E vamos ver se nas próximas legislativas (e presidenciais) nos livramos deste reino cavernoso da idade do pombo. É que o cheiro da merda tem sido promovido, por esta gente merdosa, como uma panaceia para os nossos males. E o que me intriga (pasme-se!) é que há quem acredite. E até há quem tenha vendido a sua alma, em troca da permanência eterna na idade do pombo. 

MG

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Cofres cheios de dívida

por Naçao Valente, em 24.03.15

Se eu pedir um empréstimo ao Banco que me permita viver durante um ano, posso afirmar que o dinheiro é meu? Claro que só é meu depois de o pagar com os respectivos juros.

 

Quando um país, através de empréstimos, consegue acumuiar disponibilidades financeiras para pagar despesas durante meses, significa que tem os cofres cheios?

Há um ditado popular que diz que "com as calças do meu pai eu pareço um homem".  Pareço mas não sou. Ter os cofres cheios com dinheiro emprestado, não é a mesma coisa que ter um pé de meia.

Ao contrário do que a expressão pode sugerir o governo de Passos, não fez nenhuma poupança. Pelo contrário aumentou a dívida. No fundo o que está no cofre é dívida que temos que pagar.  Por isso a discussão que se gerou não tem razão de ser.

 

MG

 

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