Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • Partebilhas

    Gostei deste seu texto.Muito bem observado. Na rea...

  • Naçao Valente

    Que não seja uma roletae que haja muita alegriaum ...

  • poetazarolho

    Vem aí um ano novoVelho já no conteúdoPara ilusão ...

  • Kruzes Kanhoto

    Presidente da Republica é um cargo decorativo. Ser...

  • simplesmente avô

    Talvez seja preferível "cem anos de solidão" a cem...



subscrever feeds



Não acontece mesmo nada

por Naçao Valente, em 10.07.15

A pior angústia de quem escreve, por obrigação ou gosto, é a falta de assunto. Nos dias que correm encontrar assunto interessante é quase como procurar agulha em palheiro Revolve-se, revolve-se, e só sai palha. O mundial de futebol já era. Depois de não haver cão nem gato que não tenha dito uns bitaites sobre o assunto é como chover no molhado. Para mais, depois de doses maciças de opiniões e comentários, até enjoa o estômago mais robusto. O vómito está à flor da pele. Não dou para esse peditório.

 

Há pois! E o caso Espírito Santo? Bem, de mansinho como uma brisa matinal vai crescendo e está quase a tornar-se furacão. À partida parece ser assunto que apenas interessa a banqueiros. Parasitas! Que se lixem. Bem, também há os accionistas. Pois, gente de muito dinheiro. Cambada é o que é. Está certo, mas e os depositantes? Bom, os grandes que se aguentem. Exploradores! Os pequenos estão protegidos por uma garantia bancária. Então está tudo no melhor dos mundos. Conversa para encher? Não contribuo.

 

E a Bolsa está mesmo a pirar. Ou não? Pode ser, mas é bem feito. Não me interessa o que acontece a exploradores. Mas lá existem economias de pequenos accionistas. Ou não? A Bolsa é um investimento de risco, uma espécie de casino. Sabe-se. Se puseram lá economias e as perderem é bem feito. Quem tudo crer tudo perde. Garganeiros! Não se perde tempo com viciados. Assunto arrumado.

 

Os mercados começam a ficar nervosos. Aliás, ficam nervosos por dá cá aquela palha. Que fiquem. Bem, mas atrás do sector financeiro está a economia. E a economia somos todos. E lá vamos alegremente de crise em crise até à crise final. Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão. E o mexilhão somos nós. Fazer o quê? Aguentar. Esperar que o mar acalme. Depois ocupar a orla das praias. O verão é curto. Para quê massacrar as palavras se não acontece nada.

 

Ao remexer no baú das coisas passadas encontrei este texto escrito precisamente há um ano. Li e reli. Podia ter sido escrito neste preciso momento. Acoteceu tal e qual. E continua a acontecer. Pois. Aproveite-se o verão. Não acontece mesmo nada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Blatter e blatterismo

por Naçao Valente, em 02.06.15

Em princípio uma boa notícia: Blatter demitiu-se. Ultrapassado pelas circunstâncias não teve alternativa. Governou a FIFA como um feudo pessoal. Estabeleceu relações de dependência de tipo vassálico. O resultado foi a criação de uma rede de interesses que colocou o particular, acima do geral. O governo do futebol mundial é uma autocracia. Os votos são comprados a corrupção é o sangue do sistema. Vamos ver o que vem a seguir.

Esta forma de gestão do mundo no pontapé na Bola, onde gira muito dinheiro, não tem, no entanto, reflexos directos na vida dos cidadãos. Já o mau governo de um país tem repercussões imediatas na qualidade de vida da sociedade. E se Blatter percebeu que o seu governo e as malfeitorias que lhe estão associadas, tinham os dias contados, os blatters que nos governam, depois de terem feito dos portugueses gato-sapato e capacho,insistem em continuar a passear a sua arrogância, sem um pingo de vergonha. Mais troikistas que a troika, apresentam-se como os salvadores da pátria que vilipendiaram. Apresentam-se como bombeiros, quando acenderam o fogo. O blatterismo anda por aí. Se a indignação não for uma palavra vã, se os eleitores não navegarem num mar de ignorância e de indiferencia, terão o que merecem: ser enviados para o limbo de que nunca deviam ter saído.

MG

Autoria e outros dados (tags, etc)

Liga Europa: David e Golias

por Naçao Valente, em 19.02.15

O Sporting não teve sorte no sorteio para esta fase da Liga Europa. Saiu-lhe a fava, o segundo classificado da Liga Alemã. Em termos de orçamento as diferenças são enormes. Estamos perante uma luta entre David e Golias. A título de exemplo o preço de um único jogador comprado recentemente, corresponde ao orçamento anual do Sporting. Grosso modo o vencimento desse jogador pagaria todos os ordenados do plantel leonino. Mas estabelecidas as diferenças, o Sporting bateu-se, olhos nos olhos, com a equipa alemã. Na primeira parte teve a melhor oportunidade de golo e foi-lhe escamoteado um penalti. Jogou com nove portugueses, alguns jovens, contra uma sociedade das nações de craques. Na segunda parte cometeu erros por inexperiência e acabou a perder por dois a zero. Contudo mostrou raça e personalidade. Falta a segunda parte da eliminatória. Se o pequeno David derrotou Golias, porque não poderá o Sporting vencer o poderoso Wolfsburgo? 

MG

Autoria e outros dados (tags, etc)

Carta a Bruno de Carvalho e a quem a quiser ler

por Naçao Valente, em 31.12.14

Esta é uma carta que não chegará ao destinatário, o que não significa que não possa nem deva escrevê-la.

Senhor Bruno de Carvalho,

O senhor foi eleito por um número maioritário de sportinguistas para  exercer o cargo de Presidente da direcção. Mas sejamos rigorosos. Não foi eleito por todos os sportinguistas. E mesmo aqueles que o elegeram, não lhe deram, certamente, mandato para exercer o poder absoluto, ou pior, totalitário. Nem lhe deram mandato para se colocar acima dessa instituição centenária que é o Sporting. Nem para confundir o Sporting com a sua pessoa.O senhor há-de passar e o nosso clube há-de continuar .

Eu se tivesse direito de voto, não teria votado na sua lista. Contudo, deixe-me dizer-lhe que, inicialmente, me impressionou favoravelmente. Geriu bem alguns dossiês que tiraram o clube do sufoco em que se encontrava, subordinou as despesas às receitas, colocou a situação económica no caminho certo.Gerou a indispensável estabilidade.  Procurou combater o sistema.Prometia fazer um bom mandato. Quiçá mais do que um.

No aspecto desportivo as coisas correram bem. Com uma equipa constituída por jovens e jogadores de baixo custo, fez uma época acima das possibilidades, graças a factores irrepetíveis: a má prestação de um aniversário directo, a competência da equipa técnica e sejamos honestos, alguma sorte à mistura. Na mesma linha teve a lucidez de contratar um treinador jovem mas promissor e que, garanto-lhe, virá a ser um dos melhores. Até aqui nenhum reparo a fazer.

No entanto, sem que nada o justificasse, de um momento para o outro começou a cometer erros crassos. Talvez inebriado pela época anterior, colocou sobre a equipa uma pressão desnecessária. Qualquer análise lúcida aconselhava a evitar essa pressão. Porque foi  assim, jogo a jogo, que tivemos êxito. Como se isto ainda fosse pouco, começou a disparar em todas as direcções. Isolou-se. Não há histórico de alguém ter ganho guerras com esta estratégia. Mas a cereja em cima do bolo aconteceu nesta época natalícia, quando começou a atirar nas suas próprias tropas. Já não chegava ter desbaratado munições à toa, gastou as que lhe restavam para destruir a sua própria casa.

Senhor Bruno de Carvalho, diz-se que aprender com os erros é um sinal de inteligência. Ainda acredito na sua lucidez. Está a tempo de reconsiderar procedimentos e arrepiar caminho. Mas digo-lhe que a sua margem está a ficar curta. Tem de vestir globalmente a pele de presidente e de deixar a de adepto. Tem de repensar a estratégia comunicacional. Tem de entregar o futebol a quem sabe de futebol. Tem de se concentrar na função presidencial que é dirigir um clube ecléctico, com competência e bom senso.

Por fim digo-lhe, porque estou atento à realidade, que tem muitos adversários internos. Nunca os deixou de ter. Nem mesmo nos bons momentos. E pelo caminho que está a seguir vai ter cada vez mais. Alguns esperam a oportunidade de lhe fazer a folha. É pena que o bom trabalho que começou esteja em vias de estar em causa. Não é aconselhável voltarmos à estaca zero. Por isso lhe peço, como sportinguista, que abandone a soberba e a omnipotência. Desça à terra e demonstre a característica dos grandes homens, isto é, daqueles que ficam na história: a humildade. Em vez de dividir ouse unir. Para seu bem, mas sobretudo para bem do Sporting.

Desejo-lhe um novo ano de lucidez.

MG

Autoria e outros dados (tags, etc)

O efeito Irina

por Naçao Valente, em 27.09.14

O Cristiano Ronaldo tem como imagem de marca, para além de outras qualidades, marcar muitos golos. Daí que parecesse estranho a sua irregularidade concretizadora e exibicional,  pelo menos desde o campeonato do mundo. E não faltaram explicações. Para uns era a coxa, para outros o rotuliano. Coisas relacionadas com as pernas do artista. Nunca concordei. Sempre pensei que o problema estava na cabeça. Ou dito de outro modo, é a psicologia estúpido.

 

O facto é que não se vislumbrava qual a razão desse eventual distúrbio. O rapaz tem uma vida digna de inveja. Eis senão quando, a imprensa cor de rosa, levanta um pouco do véu, do possível  transtorno emocional. Começa a circular a noticia que o namoro do craque com a Irina já tinha tido melhores. Havia até quem adiantasse que esse relacionamento era chão que já tinha dado uvas. E aí podia estar a ponta do iceberg da seca de Ronaldo. E com razão, pois a moça é de fazer parar o trânsito.

 

Mas perante o espanto geral, o Ronaldo, volta a mostrar de que matéria é feito, com a marcação de uma mão cheia de golos. Aleluia, o moço ressuscitou. Onde estaria o segredo desta nova vida. A resposta surgiu outra vez na imprensa que se dedica a vasculhar a vida dos famosos. Em fotografia a cores, lá estava estampado o Ronaldo com a sua Irina a acompanhar Ronaldinho à escola. Está exemplificado o regresso aos golos do melhor do mundo da bola. A Irina voltou a pôr a cabeça do Ronaldo no lugar. Bendito efeito Irina. Só pecou por tardio.

 

MG

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Selecção Nacional: o novo banco

por Naçao Valente, em 07.09.14

 

No campeonato do mundo no Brasil a selecção nacional de futebol sucumbiu ao clima e à incompetência. Lá estiveram não os se encontravam em melhores condições, mas os que possuíam condição privilegiada. O desastre tinha e teve que acontecer. Contudo, tapou-se o sol com a peneira, e a culpa morreu solteira. A culpa foi de um banco mau. Assobiou-se para o ar com a criação de um novo banco.

 

Começou uma nova campanha com dois bancos: o bom e o mau. Mas quem foi a jogo foi e mau. E bem mau. O bom, se é que o é, ficou sentado. No banco. O resultado aí está. A derrota com a selecção mais fraca do Grupo. A opção tem alguma lógica. Atiram-se para o banco mau os resultados tóxicos. Protege-se o bom. O problema é que não se pode criar um novo banco sem substituir os responsáveis pela falência do banco antigo. Estão lá todos. Que o Espírito Santo os ilumine.

 

MG

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Crónica de uma eliminação anunciada

por Naçao Valente, em 08.07.14

O futebol é um jogo imprevisivel. Daí a sua beleza. Mas e cada vez mais, as tácticas, a estratégia e a dinâmica assumem hoje carácter quase científico. Estuda-se tudo ao pormenor. O improviso e a fé às vezes fazem milagres. No entanto, no futebol como na vida, não são o método para levar um projecto a bom porto.

 

O choque entre o improviso e a organização profissional resultou no massacre da selecção do Brasil. Foi um jogo de sentido único. Uma equipa com o rumo bem definido e outra completamente à deriva. A máquina alemã alemã não esperava tanta fragilidade.

 

Já se tinha visto que esta selecção brasileira está nas antípodas de grandes equipas de outrora. É uma equipa banal com algumas estrelas e um treinador mal preparado do ponto de vista técnico. Aproveitando o factor casa e jogando com equipas relativamente  acessíveis, foi passando entre os pingos da chuva. A eliminação estava  anunciada. Aconteceria, como aconteceu, quando enfrentasse uma equipa muito competente. O que espanta não é a derrota, mas a goleada. Sem dramatismo é essa a beleza do futebol. Perde-se e ganha-se. Um espectáculo, apenas um espectáculo, que gera emoções. A vida continua.

 

MG

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há vida para além do futebol

por Naçao Valente, em 19.06.14

Está na ordem do dia. Não se fala de mais nada. Futebol, futebol, futebol. Debates, comentários , previsões , especulações ocupam os meios visuais de comunicação. Fazem-se directos de treinos. Seguem-se autocarros a transportar atletas. Se um extraterrestre chegasse agora há terra julgaria estar no planeta futebol. O Tribunal Constitucional pronuncia-se dobre inconstitucionalidades. Os ministros e deputados contradizem-se no contraditório. Ninguém liga. Conversa acabada. O que interessa é a cabeça do A, o joelho do B, o golo do C o fim de ciclo do D. O  futebol, não é um desporto, não é espectáculo, é só quase obsessão.

 

Embora não pareça há vida para além do futebol. E muita. Há muita gente de mérito na investigação, na medicina, na astronomia, nas tecnologias. Trabalhos feitos no silêncio dos laboratórios, mas muito úteis para melhorar a qualidade de vida da humanidade. Há gente que labuta para nos pôr comida  na mesa. E há gente que não tem mesa nem comida. Há gente que com suor paga os comentadores e os comentários de que não usufrui. Há gente, milhões, que sem visibilidade, são o sustentáculo desta obsessão colectiva que nos aliena e nos desvia da realidade.

 

MG 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O livro saíu à rua

por Naçao Valente, em 15.06.14

Imagem net

 

O futebol monopoliza as atenções. Nos grandes meios de comunicação social a antena está ocupada com o mundial. São horas e horas de jogos, análises, debates, previsões. Um enjoo mesmo para quem gosta de futebol como é o meu caso. Dizem que é do que o povo gosta. É verdade. Há anos que o povo gosta de pão e circo. Mesmo que haja mais circo que pão. Para os governantes é uma benção. Pena não haver mundial o ano todo. Era uma constante manipulação. Está nos genes da humanidade.

 

No entanto, há vida para além do futebol. E muita. Vou referir-me especialmente a um acontecimento anual com grande significado cultural. Na minha opinião, mais importante que os desportos de massas, que desde a antiguidade tem variado nos gostos dos cidadãos. Falo em geral da cultura e das feiras do livro em particular. É à cultura que devemos a civilização. Esta, vista no sentido do aperfeiçoamento humano, não seria possível sem o avanço do conhecimento.

 

A feira do livro de Lisboa é mãe de todas as feiras, sem menosprezo pelas outras. E é-o por razões óbvias. Encerra hoje dia quinze de Junho. Durante as semanas em que esteve aberta, trouxe para a rua esses objectos chamados livros. Digamos que desceram ao povoado e se misturaram com o povo anónimo. Digamos que deixaram o ar condicionado e confortável das livrarias e os armazens das editoras, onde entram apenas os fiés, cada vez mais reduzidos, da leitura impressa.

 

Ao contrário do futebol que aliena pela paixão o livro liberta pela razão. A sua presença na rua agita um pouco as consciências, depois regressa às suas capelas durante mais um ano. A iletracia, mau grado o aumento da escolaridade é elevadíssima. Daí que nasçam cada vez menos livros. O que reina são as redes de comunicação visual. Imagens rápidas e rapidamente consumíveis. Mas o livro será sempre eterno. E para mim o livro em papel tem outro encanto, mesmo na hora da despedida. Tem textura, tem cheiro e tem escondida na tinta impressa a vida com as suas agruras e alegrias. Ensina, diverte, emociona, traz dentro de si a súmula da humanidade. Resta a saudade até que volte a sair à rua.

 

MG

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sporting: o campeonato já foi

por Naçao Valente, em 27.04.14

O meu Sporting  estava sentenciado a concluir o campeonato no terceiro lugar na melhor das hipóteses. Isto se conseguisse ultrapassar os clubes considerados concorrentes directos. Nem outra coisa seria de esperar com uma equipa low cost O facto relevante é que com essa equipa de tostões colocou-se no segundo lugar e esteve quase a ficar no primeiro. Faltou-lhe só um bocadinho assim. Lutando com uma equipa cheia de craques esteve à beira de fazer história. E apesar das suas insuficiências, não fosse ter sido prendada com algumas arbitragens desinspiradas, não sei não. Precisavamos de ter mais oito pontos. Não tivessem esses pontos sido sonegados com o Rio Ave, O Nacional, a Académica, o Vitória de Setúbal, hoje estaríamos a disputar o primeiro lugar. E mesmo considerando algum benefício no jogo de Alvalade com o Benfica, tem de se considerar que este clube também teve benefícios. Em conclusão, na liga real estávamos na luta, na liga do vale tudo o campeonato já foi. E a taça idem, num jogo em que o senhor do apito deu bónus ao adversário. E na taça da liga idem idem. Todos os árbitros erram mas alguns erram sempre contra o meu Sporting. Irra!

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • Partebilhas

    Gostei deste seu texto.Muito bem observado. Na rea...

  • Naçao Valente

    Que não seja uma roletae que haja muita alegriaum ...

  • poetazarolho

    Vem aí um ano novoVelho já no conteúdoPara ilusão ...

  • Kruzes Kanhoto

    Presidente da Republica é um cargo decorativo. Ser...

  • simplesmente avô

    Talvez seja preferível "cem anos de solidão" a cem...



subscrever feeds