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Gregos e Troikanos

por Naçao Valente, em 24.06.15

Ontem, o rapto da bela Helena deu origem a uma guerra entre gregos e troianos. Hoje, o rapto da dignidade a povo grego, originou a guerra entre gregos e troikanos. Os gregos cercaram Tróia que resistiu, resistiu. Os gregos enfrentam os troikanos entrincheirados atrás das suas muralhas de soberba. Os gregos venceram os troianos pela persistência, pelo brio, pela inteligência. Um cavalo de pau fez toda a diferença. Se os gregos quiserem vencer a arrogância dos troikanos, têm que substituir a persistência pela subtileza. Pensem no cavalo de Tróia. Às vezes a História repete-se.

MG

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Dia D

por Naçao Valente, em 06.06.14

Veja.Abril.com.br

 

Dia D. Faz hoje setenta anos. Nas praias da Normandia sacrificaram-se milhares de vidas com a vida por viver. Jovens, alguns quase imberbes. Com abnegação e obrigação libertaram a Europa do pesadelo nazi. Devemos-lhe a nossa existência em liberdade. Devemos-lhe setenta anos de paz, de progresso e de um mínimo de bem-estar. Os homens que passaram por essa experiência traumática, perceberam que tinham que construir uma Europa diferente. Com avanços e recuos fizeram da UE um espaço de esperança, de cooperação de solidariedade.

 

Passaram setenta anos. O sacrifício de tantas vidas que recordamos pode estar a ser hipotecado. Os cavaleiros da xenofobia renascem das suas cinzas mal apagadas. Os canos das armas enferrujaram, mas já começam a soltar fumos inquietantes. O compromisso de unidade está a ser que quebrado por uma divisão norte/sul. Os órgãos da UE  estão esvaziados de poder concreto. A Alemanha impõe as suas decisões, transformando os países mais pequenos em meros vassalos. O projecto hitleriano do espaço vital está a desenhar-se, paulatinamente, sobre a soberania partilhada na união. O que a investida militar não conseguiu está ser conseguido pelo poder financeiro. É um jogo muito perigoso que arrastará a Europa para uma hecatombe. Os milhões de mortes de ambos os lados na Segunda Guerra não merecem. Setenta anos depois não se limitem a recordá-los. Respeitem-nos.

 

 

 

 

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É só rir (impublicável)

por Naçao Valente, em 08.06.13

imagem overmundo. com

 

De acordo MST temos um palhaço residente em Belém. Mas pelos vistos faltou acrescentar que esse é o palhaço-mor. Pelas últimas declarações de governantes temos é uma corte de palhaços. E se assim for já não temos um país, temos um circo. Como é possível isto acontecer a uma nação valente  e imortal? A chacota da Europa!

 

Vejamos: o ministro Gaspar afirma que a chuva deste inverno impediu o investimento na construção civil(sic). Só pode ser para rir. Portanto, palhaçada. O chefe(?) do governo diz que os professores deviam adiar os seus justos protestos para dia vinte e sete, dia da greve geral. Assim não se interrompiam exames e os professores satisfaziam a sua revolta. Brilhante! Riso garantido. A greve com data marcada pelo governo. Para não ser triste só dá para gargalhar. Palhaçada ao quadrado. E o sujeito da educação (?) que antes de o ser queria dinamitar o ministério, agora, que O é, quer dinamitar os professores. Genial! O que quer é acabar de vez com a educação. Não sei se ria, se chore com a rábula do palhaço triste.

 

Reflicto. Terei de mudar o nome deste blog? Se já não temos nação valente que sentido faz o título? Mas se o país está cativo de palhaços sem escola, nem tarimba que raio de circo é este este? Reflicto. Hesito. Com todo o respeito, não quero a hostilidade dos palhaços profissionais nem do espectáculo circense. Penso. Só me lembro de um título: saltimbancos. (sem lei) 

 

 

MG

 

PS: ou talvez, se estiver disponível, pensamentos indecentes. Tem mercado.

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E tudo o vento levou

por Naçao Valente, em 30.05.13

 imagem em olhares.sapo.pt

 

Quando as armas se calaram o império estava destruído. Por cima das cinzas começou a reconstrução. Inimigos recentes deram as mãos e prometeram um mundo novo. Um mundo de paz de harmonia, de cooperação. Ano após ano, década após década, renasceu a esperança, sob o lema da unidade e sob a égide da deusa Europa. Apenas uma ligeira brisa de leste perturbava, de quando em vez, a longa marcha para o progresso. Mas um muro separava as águas e mantinha seguro o rumo traçado com convicção e inteligência. A utopia parecia realizável.

 

Um tornado anunciado, que começou nas estepes, varreu o império de leste e derrubou a pesada cortina de ferro. O império ocidental rejubilou. Agora era possível unir os dois impérios, do Atlântico aos Urais e concretizar o paraíso de um mundo de justiça e de bem estar. Uma a uma, por vontade própria, as nações foram aderindo ao projecto da grande Europa. No meio da euforia, paulatinamente e com passinhos de lã voltou a velha Germânia, responsável por duas hecatombes recentes. Ninguém deu por nada. A memória é curta, mesmo muito curta.

 

De um dia para o outro começou o pesadelo. Os homens da reconstrução, calejados pela longa experiência de um apocalipse, deram lugar a uma nova geração de gente sem referências históricas. Filhos de uma prosperidade dolorosa, que não construiram, sem recordação da guerra e da fome, foram presas fáceis dos demónios do individualismo selvagem. Do salve-se quem puder. Da lei do mais forte. Deitaram, sem remorso, para trás das costas, décadas de esperança, de solidariedade, de união de povos e culturas. Ressuscitaram ódios, xenofobias, racismos. Hierarquizaram nações. Ex-derrotados do espaço vital estão aplicá-lo através do terror financeiro.

 

Isto já corre mal e se não for travado correrá ainda pior. O sonho da grande Europa de paz e sem fronteiras está a tornar-se num pesadelo. A apatia dos povos, a mentalidade do amanhã penso nisso, levará a uma nova saga de "tudo o vento levou". Escrito com letras de sangue. A voz das armas começa o ouvir-se em surdina!

 

MG 

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Isto é Portugal...

por Naçao Valente, em 25.03.13

Portugal pode não ser um país rico de recursos mas é um pais rico na sua diversidade cultural. Nestes tempos de servidão, imposta como chumbo, sobre os países do Sul da Europa e em que tecnocracia reinante reduz os cidadãos a números e as sociedades a estatísticas, convêm lembrar que milhares de desempregados, explorados, espoliados e ofendidos são pessoas. Têm necessidades, desejos, sentimentos, emoções. A vida não se reduz a produzir, consumir com colunas em Excel. A fome mata o corpo mas também pode matar o espírito e sem o equilíbrio destas duas componentes não existe humanidade na verdadeira acepção da palavra. Portugal tem mais de oitocentos de anos de história e um património cultural impar, que é ao mesmo tempo património europeu e património da humanidade. A Europa, como se está a comprovar, não tem futuro na tecnocracia. O futuro da Europa só é possível na unidade da sua diversidade cultural. Por isso aqui deixamos hoje um bocadinho da cultura popular de Trás-os-Montes, na música dos Galandum Galundaina. Apreciem. Isto é Portugal, isto é a expressão da Europa dos povos. 

 

 

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A filosofia do taxista

por Naçao Valente, em 16.03.13

Em 1974, no pós vinte e cinco de Abril fui um dos pioneiros que ajudaram a organizar as estruturas locais do PS em Lisboa. Com outros companheiros imbuídos de espírito de missão e por amor à causa conseguimos, com escassos recursos, arrendar um andar onde instalámos a secção da freguesia de S.Jorge de Arroios. Na adjacente freguesia dos Anjos, os militantes desta área, não conseguiram encontrar um espaço para a sua sede. Levantou-se, a seu pedido, a hipótese de, pela proximidade geográfica, e pelo vasto espaço de que dispúnhamos, de com eles partilharmos as mesmas instalações. Logo se levantou  forte oposição a esta solução, com alegações de tipo clubista e bairrista. Durante a análise da situação, um companheiro de cabelos brancos, de profissão taxista, pediu a palavra para dizer: -mas que raio de socialismo é este? Vocês lutam por uma sociedade igualitária e solidária e fazem o contrário na vossa própria casa. Qual é o problema em partilharem estas instalações com companheiros de outro bairro? Não somos todos do mesmo partido? Estas sábias palavras, se bem me lembro, não caíram em saco roto, pois a sede foi utilizada pela secção dos Anjos, pelo menos temporariamente.

 

A filosofia do taxista continua actual. E aplica-se que nem uma luva à situação da Europa actual. Com efeito, não se entende porque se fomenta esta divisão entre as "formigas" do Norte e as "cigarras" do Sul. Ao fim e ao cabo, não somos todos europeus? Não pertencemos todos à mesma união política? Não devemos todos remar na mesma direcção? Onde estão os valores de comunhão e slidariedade que originaram o projecto da União europeia? Porque se alevantam do chão os demónios de egoísmo e do nacionalismo que levaram a terriveis guerras? Porquê?

 

MG

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A emenda e o soneto

por Naçao Valente, em 01.03.13

A política de austeridade da Alemanha está a conduzir a Europa para o caos. Depois do ataque à economia dos pequenos países periféricos aplicou a mesma política às grandes economias do sul-Espanha e Itália. Numa tentiva de evitar um humilhante resgate, a Itália, sob a direcção de Mário Monte aplicou uma austeridade mitigada. Evitou, assim, o mal pior, que era ficar sob o domínio da chamada troika, com soberania limitada. Berlusconi, espécie de personagem de opereta, não conseguiu controlar a sua obsessão pelo poder e resolveu provocar eleições antecipadas.

 

O resultado está à vista. O mau soneto que é Monti, acabou por ser sujeito a uma emenda bem pior. A votação dos italianos, em desespero, caiu em  números impensáveis, num partido-cinco estrelas- sem coerência e sem programa viável. Um partido com medidas populistas irrealizáveis e irresponsáveis. Um partido que tem como principal objectivo destruir o "sistema" sem apresentar nada em troca. Acresce, o facto, do partido vencedor, (aliança de esquerda) apesar de ter uma maioria aritmética no Congresso, acabar por estar representado em minoria. Prevê-se uma Itália ingovernável. E das duas uma, ou os medíocres dirigentes europeus, percebem que a situação política na Itália é perigosa para o sistema democrático e põem fim à sua estratégia suicida ou caminhamos para um impasse que pode mergulhar toda a Europa num período negro. Salvadores de todos os matizes já afiam os dentes.

 

A história na sua sabedoria é clara na lição. Quando a uma crise económica fomentada pela ganância se junta instabilidade política a situação começa a ser explosiva. Quem tem um mínimo de memória ainda lembra as ditaduras fascistas e uma guerra que subalternizou a Europa no contexto internacional. A política Europeia não precisa de emendas. Precisa de novos poetas e de novos sonetos. Urgentemente.

 

MG

 

 

 

 

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A grande ilusão

por Naçao Valente, em 24.01.13

O governo reuniu todos os seus avençados soltou o foguetório e apanhou as canas. A alegria invadiu rostos sisudos, soltou línguas e abriu gargantas a gritar hossanas. Afinal o mundo não acabou: voltámos aos mercados. Mas os mercados não são o alfa e o ómega do liberalismo económico? Mas estar nos mercados não é a consequência natural do funcionamento do capitalismo?  Mas se vivemos num mundo capitalista como pudemos estar fora dos mercados?

 

A minha tese, se calhar absurda, é que nunca estivemos fora dos mercados. Antes pelo contrário estivemos bem dentro ou seja estivemos onde os mercados nos quiseram pôr, em função da sua conveniência. Tudo obedeceu a um plano rigorosamente concertado. Primeiro incentivaram-nos a usar crédito, depois mandaram as pontas de lança (agências de rating) a classificar-nos como lixo para subirem os juros e finalmente deram a estocada final: financiaram-nos via troika em troca de soberania e empobrecimento da população.

 

Se assim não fosse como se explica a chamada abertura dos mercados. Afinal o que mudou? Vejamos: a dívida subiu, o déficit mascarou-se com receitas extraordinárias, o PIB caíu, as exportações estagnaram, o consumo bateu no fundo, o investimento não se vislumbra. Em conclusão, depois do esbulho de direitos, estamos mais individados e mais pobres. Em suma a situação é pior do que aquela que levou ao chamado resgate. Se em todos os indicadores se piorou por que razão já podemos ir aos mercados? O que mudou foi a estratégia dos detentores do dinheiro que nós ganhamos. O que mudou foi que conseguido, em parte, o objectivo financeiro dos especuladores, passaram a uma nova fase. Na realidade nunca estivemos fora dos mercados. Estamos pura e simplesmente nas suas mãos. O resto é ilusão.

 

 

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Remake

por Naçao Valente, em 27.12.12

ponteeuropa.blogspot.com

 

 

 

Os tempos estão difíceis. A Europa da riqueza e da prosperidade passa por uma crise económica, mas também identitária e existencial. Acreditou-se que esta prosperidade, construída sobre o usufruto  de dois terços da riqueza mundial, por um terço dos cidadãos do mundo era eterna. Puro engano. O mundo  mudou. Os países da Ásia acordaram do seu longo adormecimento. Estão na luta pela repartição do bolo e as fatias são cada vez mais pequenas.

Por outro lado, a velha Europa deixou  a economia cair no liberalismo sem regras, na desregulação dos mercados financeiros, na ditadura dos especuladores e está num beco de difícil saída. As doença sente-se nos seus membros mais fracos mas atingirá todo o organismo se não for travada.

 

Eu já vi este filme noutros carnavais. Também o poderoso Império Romano se construíu sobre o expansionismo guerreiro, dominando todos os territórios à volta do Mediterrâneo. Baseou-se numa economia guerreira e esclavagista, onde a mão-de obra escrava, captada na guerra, garantia a produção de bens. Quando a expansão terminou e os escravos que asseguravam o trabalho começaram a escassear, começou a hecatombe. O consumo deixou de ser suportado pela produção e as condições de vida pioraram. Daí até  à instabilidade política  e à anarquia militar foi uma questão de tempo .O regime , incapaz de se adaptar à nova realidade, implodiu.

 

A Europa, salvaguardadas as devidas distâncias, corre um risco idêntico se não arrepiar caminho. Ou se constitui como um corpo unido e coeso do ponto de vista económico e político, considerando todas as nações,  como parceiros iguais e úteis para conseguir adaptar-se aos novos tempos. Ou envereda, como parece neste momento, pelo caminho da divisão, deixando os mais fracos à mercê da economia especulativa e hipoteca a sua sobrevivência. O que vejo, é os actuais dirigentes europeus a digladiar-se como os imperadores da fase final do império romano. O que vejo é que os europeus e especialmente a classe política  não aprendem com as lições da história. Pior, será que chegaram a aprender história?

 

MG

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Gente pequena

por Naçao Valente, em 24.10.12

Sempre disse e continuo a  dizer, Portugal não é um país pequeno. Para o constatar basta seguir a sua história. A grande prova da grandeza da alma e da vontade portuguesa está na sua capacidade de resistência a diversas adversidades: resistiu à anexação centrifuga de Castela, resistiu à insuficiência de recursos projectando-se para horizontes desconhecidos e instalando-se desde o Atlântico até ao Indico; geriu um império com ramificações em todos os continentes; desfrutou de riquezas que nem sempre soube preservar. No dealbar do império deixou países que continuam as raízes da lusitanidade. Fundou a pátria da língua portuguesa com mais de cinco milhões de falantes. Não há na Europa outro país com tal currículo. Não fora a gesta portuguesa, o espaço europeu não teria atingido o patamar de excelência e de poder que atingiu no mundo.

Sempre disse e continuo a dizer, o problema de Portugal não é de pequenez, é de algumas vezes ter sido dirigido por gente pequena. Estamos a passar por um desses períodos. A gente que agora nos governa, não tem rasgo, nem inteligência, nem competência. No fundo é gente que não possui a grandeza que Portugal precisa e merece. É gente que está de cócoras perante  a Troika do Norte da Europa (Alemanha, Finlândia, Holanda) que nos tratam com desdém e arrogância. E como diz o ditado "quanto mais nos baixamos mais se vê o rabo".

Como sempre disse e continuo a dizer, Portugal não pode ter medo. Como em Aljubarrota, como em mil e quinhentos, como em mil seiscentos e quarenta, como em mil oitocentos e oito o país tem de reagir, fazer das fraquezas forças, olhar o inimigo (dito mercado financeiro) nos olhos e enfrentá-lo sem receio. E como noutros períodos difíceis contradizer e derrotar os velhos do Restelo. Contudo, precisamos de timoneiros à altura da grandeza portuguesa. Contudo, precisamos de nos libertar desta gente pequena sem alma e sem rumo que por desonestidade e equívoco está ao leme:gente demasiado pequena para uma nação tão grande.

 

MG

  

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