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Fim de citação

por Naçao Valente, em 27.11.15

Da cabeça do homem criado em Boliqueime nunca me pareceu que brotassem grandes ideias. A cartilha que debita foi-lhe enxertada por pensadores da escola da economia do deve e haver. Por causa de um carro que precisava de fazer a rodagem caiu-nos no prato da sopa à cerca de quarenta anos. Com alguma chico espertice foi ganhando protagonismo e iludindo a ingenuidade dos eleitores.

A idade foi-lhe generosa em hipocrisia e madrasta em sabedoria. Disse que tinha todos os cenários governativos na cabeça, excepto o que teve que aceitar. Finalmente, admitiu a sua limitação e no discurso de tomada de posse do governo de esquerda, fez uma colagem de opiniões que suportam o seu comportamento. Ressalve-se uma ideia própria, uma verdade lapalissiana: com excepção da dissolução do parlamento, o Presidente mantém todos os poderes. Fim de citação.

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O engonha birrento

por Naçao Valente, em 23.11.15

O homem que está em Belém é um verdadeiro engonha. Tudo serve para engonhar a situação política. Foi a visita à Madeira. Foi o beija mão dos convidados escolhidos a dedo, não esquecendo os que não puderam vir, como os Simpsons.

E quando se esperava o indigitaçao de Costa, para pôr fim a uma agonia do país há cerca de cinquenta dias, inventou mais um expediente para adiar o que tem que fazer. Dar posse a um governo que tenha condições para governar.

Ao governo Passos /Portas foi dado posse sem uma única exigência a saber: se tinha apoio parlamentar, se conseguia aprovar um programa de governo, se havia hipótese de fazer um orçamento. Nadica de nada.

Agora exige-se o possível e o impossível. Usa dois pesos e duas medidas. Em vez de indigitar o governo gerado na Assembleia, anda a brincar aos governos. Como se o país fosse uma espécie de jardim infantil. Como a criança birrenta que apanha a bola, porque perdeu e diz "é minha, é minha, ninguem mais joga".

E o país, e a economia, e finança, e as pessoas? Que se lixem.

MG

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O Presidente da República Portuguesa indigitou Pedro Passos Coelho para formar governo. Cumpriu o preceito constitucional, assente na tradição. Nada a assinalar, mesmo tendo em conta que a coligação não conseguiu apoio a nível parlamentar para formar governo. A responsabilidade está agora na mão de todos os deputados eleitos, democraticamente, pelo povo. Feito o acto de indigitação, o senhor Presidente, devia remeter-se ao silêncio para que a democracia pudesse funcionar. Teria exercido o seu papel de árbitro isento e equidistante. Não foi assim que resolveu proceder.

Cavaco Silva, dentro da linha a que nos habituou, preferiu ultrapassar as suas competências e determinar quem pode, ou quem não pode, fazer parte do governo de Portugal. À partida decidiu, no seu discurso, marginalizar três partidos, BE, PCP e Verdes, de qualquer solução governativa. De uma penada afrontou um milhão de votantes.Convém lembrar que não tem esse poder constitucional. Convém acentuar que tal decisão é política e eticamente inaceitável. Convém dizer que considero tal posição uma manifestação de autocracia só comparável com o discurso de Vasco Gonçalves, em Almada, num contexto de grande revolucionarismo.

Para este Presidente aplica-se, com propriedade, a afirmação de George Orwell, de que todos os homens são iguais, mas alguns são mais iguais que outros. E neste caso, na interpretação de Cavaco, há votos que valem mais que outros. Com esta atitude, sectária, está a contribuir para a instabilidade, em nome da sua estabilidade, e em consequência para a ingovernabilidade do país. Espero que na sua mente não esteja a germinar o exemplo do "Triunfo dos Porcos".

MG

 

 

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Cavaco, O Manhoso

por Naçao Valente, em 21.10.15

Se aos presidentes da República fossem atribuídos cognomes como aos reis, o Presidente que veio de Boliqueime ficava-lhe bem oepíteto de O Manhoso. Toda a sua Presidência assentou na manha provinciana e paroquial. Até ao final do primeiro mandato usou a conciliação com Sócrates como objectivo fundamental. A bem da nação. No discurso da reeleição abriu a guerra com o governo do PS, com o objectivo claro de o derrubar. A bem da direita.  O chamado PEC IV foi a oportunidade de ouro para promover a demissão do governo e poder convocar eleições antecipadas. A bem da sua área política, que não da nação. Eleito o governo Passos/Portas, assumiu-se como seu  seguro de vida. A manhosice saloia expressou-se no adiamento das eleições até ao absurdo, para a sua coligação poder ganhar tempo e recuperar eleitoralmente. A mal da nação. A nova legislatura devia ter começado em Junho. Não estávamos agora a passar por esta indefinição. Resta a Cavaco, O Manhoso, cumprir escrupulosamente a Constituição e deixar a democracia funcionar. Para acabar o seu mandato com um mínimo de seriedade e dignidade. A bem dos interesses nacionais.

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Da natureza dos números

por Naçao Valente, em 29.06.15

Sua excelência o senhor Presidente da República tem formação em economia. Espera-se que saiba lidar com os números. E sabe! Provou-o hoje. Sobre a eventual saída da Grécia do euro, chegou a uma conclusão incontestável: "se a Grécia sair eram dezanove e ficam dezoito". De facto, os números não mentem na sua crueza. Se para sua excelência o senhor Presidente, a realidade se resume à formulação apresentada, começo a interrogar-me se vive neste mundo ou num mundo paralelo. 

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Ego inchado

por Naçao Valente, em 17.06.15

Cada um incha à sua maneira. Uns incham pelos ouvidos, outras por força da natureza. O homem que chegou à Presidência da República graças a uma série de circunstâncias excepcionais, incha pelo ego. Palavras suas. Mas pasme-se, não inchou pela sua imparcialidade, nem pela sua competência, nem sequer pela sua integridade. Inchou com quatro maiorias e por aí se ficou. Palavras ditas. A sua Presidência ficará como a pior da do período democrático. Um vazio de ideias. Uma mão cheia de facciosismo político.

Arrasta pelo mundo, penosamente, a sua senilidade, fazendo campanha eleitoral por um partido. Sem vergonha. Mente por ignorância ou por convicção. Disse que o Bes estava de boa saúde e faliu. Afirma que a TAP está a ir muito bem. Que crédito merece? Que passe depressa o tempo que resta do seu mandato e antes que o seu ego estoure de tanto cinismo.

MG

 

 

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Todos sabemos

por Naçao Valente, em 14.06.15

Todos sabemos que o Presidente da República é apenas presidente dos seus correligionários partidárias. Só não sabe quem não quer saber. Todos sabemos que é o abono de família deste governo. Todos sabemos que de uma forma mais ou menos descarada, faz campanha eleitoral a seu favor. Todos sabemos que acusou o governo anterior de exigir demasiados sacrifícios. Todos sabemos que os redobrados sacrifícios impostos nesta legislatura não são demasiados. Antes pelo contrário, são virtuosos. Todos sabemos que usa dois pesos e duas medidas.

A desonestidade é uma das suas grandes virtudes e a sua matriz. Fala dos políticos como se ele não o seja, nem o tivesse sido. Desonestidade intelectual. É o político com mais anos de poder desde a queda da monarquia. Diz à boca cheia que só dá posse a um governo que tenha maioria, o que se significa que se o PS ganhar as eleições sem maioria absoluta, se prepara para manter este governo em funções até ao final do seu mandato. Desonestidade  política e golpe de estado se assim for. Acaba de ultrapassar todos os limites ao tomar partido no caso da TAP e mandar farpas de mau gosto ao líder do PS, como um vulgar politiqueiro..

Sua excelência pode ter sido eleito por maiorias, e isso pode encher-lhe o ego, mas não lhe dá o direito de entrar na luta partidária, beneficiando uma parte, nas funções que desempenha.  Desonestidade moral. Pelos vistos o facto de ter sido eleito dá só por si o poder de desrespeitar as suas competências institucionais. Interrogo-me se esta forma de agir não representa colocar-se fora dos poderes que a Constituição lhe confere.

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O alfa e o ómega

por Naçao Valente, em 10.06.15

No princípio era o caos, quero dizer a bancarrota. No fim era o paraíso, dito de outro modo a prosperidade. Entre o início e o fim era o nada absoluto. Logo nenhum pecado. A passagem do caos à ordem foi instantânea, como o pudim assim chamado. Não houve recessão, nem perda do poder de compra, nem baixa de salários. nem aumento de impostos, nem desemprego, nem dívida, nem empobrecimento, nem drama, sacrifício. Podíamos levar a ladainha até ao infinito que não encontrávamos uma réstea de luz. Só escuridão. Era como se alfabeto grego se resumisse ao alfa e ao ómega. Mas não é de alfabetos que estamos a falar. Falamos do discurso de sua excelência, o senhor presidente da República no 10 de Junho. Um zero quase absoluto. Um apagão de quatro anos. Não sei quantas palavras usou, mas o que disse de concreto cabe apenas numa linha e diz-se num segundo. Este governo, o de sua excelência, criou um novo mundo num passe de mágica. Deus precisou de sete dias. Formidável.

MG

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Que quer o Presidente? O que ele quer sei eu!

por Naçao Valente, em 05.05.15

É um dó  de alma ver o Presidente da maioria de direita, dito da República, a arrastar-se, perdido num labirinto que ele próprio inventou. Sem jeito nem capacidade para subtilezas depressa mostrou ao que ia. Correr com os socialistas e escancarar a porta ao partido da sua gente. Colocados no poder, em má hora, os homens do Presidente, arregaçaram as manguinhas e começaram as malfeitorias. Sentindo as costas quentes, isto é bem protegidas, começaram a vender o país a pataco. Sempre com o apoio do Presidente, de forma descarada e até ostensiva. Chegou ao ponto de o governo ter concluído os quatro anos de mandato e continuar em funções. Consta que o Presidente vai marcá-las lá para Outubro, porque não quer a campanha na praia. O que ele quer sei eu! É manter a sua gente a ganhar tempo. Se fosse possível nem as marcaria. Eternizava a mediocridade que apadrinha. Gostaria de certo de ser rei no reino de medíocres.

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Da perfeição e dos calotes

por Naçao Valente, em 10.03.15

A perfeição não existe. É uma evidência e é uma fatalidade. A imperfeição está na génese da criação. Se o Criador criou o homem à sua imagem e semelhança e este é imperfeito, também o Criador o será. Para mais são conhecidas as constantes correcções ao projecto inicial.

O reconhecimento pelo senhor Coelho da relatividade da perfeição, não passa de um exercício de retórica. É uma verdade "lapallissiana". Não ser perfeito é uma condição humana que não pode ser vista como um defeito. Eu que sempre admiti a minha imperfeição não devo ao Estado, nem à Segurança Social um tostão furado. Porque não há relação entre perfeição e calotes. Ser caloteiro, embrulhado em chico espertismo, é apenas uma questão de desonestidade.

O protector e abono de família do senhor Coelho afirmou em tempos: "não tenho dúvidas e nunca me engano". Tem razão. Nós é que fomos bem enganados quando pusemos esta nação secular nas mãos de gente sem princípios.

MG

 

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