Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • Partebilhas

    Gostei deste seu texto.Muito bem observado. Na rea...

  • Naçao Valente

    Que não seja uma roletae que haja muita alegriaum ...

  • poetazarolho

    Vem aí um ano novoVelho já no conteúdoPara ilusão ...

  • Kruzes Kanhoto

    Presidente da Republica é um cargo decorativo. Ser...

  • simplesmente avô

    Talvez seja preferível "cem anos de solidão" a cem...





O elogio de Schauble

por Naçao Valente, em 27.10.16

Ao contrário da opinião comum, não vejo nas declarações de Schauble um insulto ao governo português. Embora tais declarações, possam ser interpretadas, como uma interferência inaceitável na política de um estado soberano, eu leio-as como um elogio.

Schauble é uma das faces mais visíveis da austeridade que ensombra a Europa ou parte dela desde há uns anos. Passos Coelho foi o seu homem de mão na sua aplicação em Portugal. E se Schauble dizia, é preciso apertar o cinto, o Passos, acrescentava-lhe ainda mais um furo. E se considerarmos a austeridade uma maldição imerecida sobre o o bom povo português, a recusa da mesma pela actual maioria parlamentar, é a negação da sua virtualidade.

Quando Schauble critica a actual governação está dizer e permitam a expressão "grandes sacanas, tiveram coragem de mijar fora do penico" isto é desafiaram a minha suserania. E se assim aconteceu, prova-se que esta austeridade não é o único caminho que nos impuseram como obrigatório. Ironicamente Schauble escreve direito por linhas tortas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As Arrojadas moças do Bloco

por Naçao Valente, em 17.11.15

Um Arrojado economista, à mistura com o velho discurso da austeridade merecida, afirmou em directo, no Porto Canal, que não queria as esganiçadas do Bloco de Esquerda, nem que lhas dessem numa bandeja (expressão minha) Eu gostaria que com o mesmo Arrojo, me dissesse onde era o seu caixote do lixo. Para renegar aquelas jovens, simpáticas e bonitas, cultas, deve ter um harém escondido na cave ou pior deve ter gostos estéticos que fogem ao padrão normal.

Não me custa admitir, no contexto de estas declarações, que prefira as mulheres de burca, restringidas ao gineceu, e sem seimiscuírem na arte nobre da política, que deve ser exclusivo de machos latinos. Talvez não me engane, se acreditar, que gostaria de as ver agarradas à panelas, ao ferro de engomar, e de bico calado. Fossem as moças do Bloco (expressão de Medina Carreira) umas gatas borralheiras do século XXI, e outro galo cantaria.

Sou levado a afirmar que estas declarações, encheram o ego da moças do Bloco. E deixou-as definitivamente descansadas, pois se o Arroja não as quer, muito menos elas querem o Arroja. Nem que fosse o único homem no mundo. Sim, que para fazer geração daquela estirpe, mais valia começar tudo de novo.

MG 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O homem transparente

por Naçao Valente, em 12.09.15

Prometeu o céu e deu o inferno.Com a mesma cara de pau promete agora o purgatório. Mentiu e mente. Matou e esfolou a classe média, a medida de um país desenvolvido. Aumentou a pobreza enriqueceu os mais ricos. Regressou ao passado da emigração. Destruiu conscientemente centenas de milhares de postos de trabalho. Fez crescer a dívida pública. Quis ser o yes men da troika. Vendeu as jóias da coroa. Com a mesma indiferença que cortou salários e pensões, diz agora que os vai melhorar.

Assobia para o lado. Aos costumes disse nada. A culpa é sempre dos outros. Não assume nenhuma responsabilidade.No caso Bes enganou os depositantes garantindo a solidez do banco. Quando a bolha rebentou, sacudiu a água do capote. Montou uma engenharia financeira que acabará por cair na cabeça dos contribuintes. Entretanto, escondeu-se atrás do Banco de Portugal. Enquanto afunda o barco, grita aqui del -rei que são os piratas. Não tem vergonha na cara nem remorsos na consciência. Não está nem esteve na austeridade que destruiu a economia.Não teve nada a ver com o retrocesso na educação, nemcom a descapitalização do Sistema Nacional de Saúde. É um homem sem consistência, algures sem existência, um homem transparente.

MG

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ética e austeridade

por Naçao Valente, em 15.07.15

"É uma austeridade com ética"

 

Marco António, membro do governo de Portugal

 

A ética pode ser austera? A austeridade pode ser ética? Ética e austeridade sendo significantes têm um ou mais significados. Há ética na austeridade? Eis a uma boa questão!

Que me perdoem Sócrates, Platão, Spinoza, Descartes, Voltaire, Kant e muitos outros do métier, por meter foice em seara alheia. Ao buscar significados li que "a  ética busca fundamentar as acções morais apenas pela razão" e  em síntese  "pode ser definida como a ciência que estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta conduta, quando se julga do ponto de vista do Bem e do Mal". A austeridade, sendo um termo mais abrangente e que quando aplicada à economia, significa rigor no controle de gastos, o que no plano prático e no panorama actual, seja na Grécia ou mesmo nos Estados Unidos, quer dizer sacrifica-se o bem estar (geral) social para salvar o bolso dos investidores.

Ora quando se sacrifica o bem estar, em detrimento de interesses particulares, estamos perante uma conduta inserida no campo do Bem ou do Mal? Depende da perspectiva. Para os beneficiários directos desse sacrifício, é um acto justo, mas para os prejudicados um roubo. Significa que para os primeiros e seus testas de ferro, aumentar  rendimentos à custa de baixa de salários e de outros direitos adquiridos pela populações é moralmente aceitável. Mas sendo aceitável na sua perspectiva, não o é na dos que ficam ainda mais espoliados. Acresce que estes não deram o seu aval ao que foram obrigados a aceitar pela força dos jogos de poder .

A exploração dos mais fracos pelos mais fortes, pela austeridade ou por outro qualquer processo, sendo essencialmente uma acção da alçada da moral, mesmo mascarada como medida económica inevitável é um acto moralmente condenável. É um acto que põe em causa a dignidade do ser humano.

Quando um governante se serve da ética, como forma de justificar a austeridade/exploração, está a enxovalhar um conceito, atribuindo-lhe um novo significado, traduzido na amenização da austeridade pela ética. Mas casar a ética com a austeridade não deixa de ser um esbulho, para passar a ser um esbulho Bom. O que não é eticamente aceitável é que se distorça de forma grosseira o significado das palavras. O que é eticamente intolerável, é que se considere que, casando o bandido com o benfeitor o livramos da condenação. Uma coisa são logros  e outra são realidades e por mais que os testas de ferro dos "investidores" procurem justificações para as malfeitorias estas não deixam de o ser. O saque despudorado, a falta de respeito pela dignidade humana, não é desculpável. É um crime sem castigo. Não metam a ética nisso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O reino dos crédulos

por Naçao Valente, em 07.06.15

Resultado de imagem para passos coelho

 

Este é o homem que prometeu o céu de deu o inferno. Este é o homem que garantiu que não aumentava impostos e aumentou. Este é o homem que afirmou que não cortava salários e pensões e cortou.

Este é o homem que diz que recebeu o inferno e chegou ao purgatório. Este é o homem que empobreceu o povo e diz que o vai enriquecer. Este é o homem que afirma que sem ele será o caos.  Este é homem que diz e desdiz. E ainda há quem acredite nele? Dos crédulos será o reino dos céus. Entretanto penitenciam-se no inferno. 

MG

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Prédica de Pedro aos mexilhões

por Naçao Valente, em 03.02.15

Ouvi-me com atenção mexilhões. Eu sei que estais habituados a bater na rocha, especialmente se o mar estiver agitado. Até ganhaste uma carapaça protectora e ainda bem senão já estáveis em via de extinção. Mas isso foi chão que já deu uvas. Se calhar, não entendeis a minha linguagem conotativa. É normal. Fostes criado para apanhar na tola e não a usar com racionalidade. Essa função foi destinada aos eleitos de que faço parte, com muito poucos como a D. Merkel, o Schaulble, e poucos mais. O que vos quero dizer, na vosso linguajar é que comigo já não sois os mais fodidos. Quem são perguntam vocês? Olhem e vejam. São essa camada de ricos e poderosos. Quais? Olhem os banqueiros, os políticos, que como podem ver andam todos numa fona. Não percebem? É fácil. Leiam o Correio da Manhã e o Sol. O quê? Os funcionários públicos? Os reformados? É verdade que se tiraram alguns direitos a esses. Mas deixai-me ensinar-vos na vossa ignorância: não são mexilhões, são moluscos, são uma cambada de gastadores inúteis a sugar-vos o sangue e o dos vossos descendentes. Ou seja lixam-vos e ainda se babam. Queriam comer-vos mas eu não deixei. Mas afinal quem são os mexilhões? Sois vós quando votais, porque tendes esse direito e deveis usá-lo a meu favor. E confiai na minha palavra. Eu sou Pedro e o que vos digo está dito. Ámen. 

MG

MG

Autoria e outros dados (tags, etc)

Condenados às galés

por Naçao Valente, em 15.03.14

Quem nascer hoje com a nacionalidade portuguesa nasce condenado. Já tem sobre os seus frágeis ombros a carga da austeridade. E terá de a carregar até fazer trinta anos. Quem tiver hoje trinta anos carregará a austeridade até aos sessenta. Quem tiver sessenta viverá com ela o resto dos seus dias. Quem o disse foi o senhor que ostenta o título de Presidente da República Portuguesa. Este senhor considerou, publicamente, que o país ou seja cerca de dez milhões de cidadãos portugueses, estão condenados, tirando as excepções,  a trinta anos de austeridade. Esclareça-se que a palavra não é um conceito abstracto:significa pior qualidade de vida, acrescida pobreza, miséria sem fim. E isto porquê? Porque este senhor considera que temos que pagar, a mata cavalos, a dívida pública. Se depois de a pagar já não restarem portugueses pouco interessa. O que interessa é que se desabituem de comer para a pagar. Se a consequência for morrerem,  que se lixe.

 

Este senhor e os patriotas que com ele estão à três anos a salvar o país (entidade abstracta) e a condenar os cidadãos (entidade concreta) a uma vil tristeza, consideram que receberam um mandato divino, dessa entidade abstracta, os sacrossantos mercados, no concreto especuladores capitalistas, a quem devem vassalagem. Actuam como uma espécie de nobreza dos novos tempos, casta superior e infalível, com direito a decidir sobre a vida e a morte da ralé. Vivem numa Idade Média da verdade revelada, de quem são os detentores e os guardiões. Não admira, por isso, que toda e qualquer opinião contrária seja acusada de heresia. Não custa acreditar, que o manifesto de setenta personalidade de diversos quadrantes, seja condenada como uma manobra de perigosos antipatriotas, vende pátrias, ao serviço das forças do mal

 

Se os iluminados que dirigem a nau portuguesa, por mares de ignomínia, nunca antes navegados, decidem que a arraia miúda está condenada a remar nas galés durante trinta anos é porque assim tem que ser. O seu conceito de vida resume-se a pôr os cidadãos ao serviço da economia e não esta ao serviço das pessoas. É o regresso à escravatura. Escravatura da força do trabalho.Escravatura das nações mais pequenas pelas mais poderosas. É tempo de revolta dos escravos. Que os setenta se multiplquem tantas setenta vezes quantas forem necessárias. Urgente.

 

MG 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Expliquem-me como se eu fosse muito burro

por Naçao Valente, em 09.10.13

Eu peço aos economistas, analistas, comentadores que consideram a austeridade uma escola de virtudes, o empobrecimento uma obrigação, que ponham os olhos na situação actual dos Estados Unidos da América. Eu solicito aos defensores da expiação dos portugueses porque consumiram acima das suas possibilidades, porque como cigarras gastam o que não produzem, que vejam com olhos de ver o que se passa na maior economia do mundo. Eu sugiro aos obcecados do deve e haver que adoram, como bezerros de ouro, os sacrossantos mercados que observem o momento que se vive no país mais rico da terra. Eu digo aos criadores da narrativa de que Portugal estava na bancarrota para escancararem a porta da nossa soberania aos usurários, que meditem sobre o que se passa no país que usa pouca da sua riqueza para apoio social.

 

Os poderosos e ricos EUA estão há dias sem Orçamento, à beira do incumprimento, num possível caminho da bancarrota se não houver bom senso. E porquê? Por falta de produção, por consumirem demasiado, por gastarem acima das suas possibilidades, por não terem recursos para cumprir os seus compromissos, em suma por falta de riqueza? Se não o é, como me parece, peço aos nossos tele-evangelistas da expiação dos portugueses que me expliquem porque é. E se não é pedir muito, que me expliquem como se eu fosse muito burro.

 

 

MG

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Embuste colossal

por Naçao Valente, em 20.09.13

Os comentadores apoiantes da política de austeridade são autênticos grilos falantes. Estrategicamente colocados em palcos de grande audiência dão voz à política governamental. Destaco, entre outros, três apóstolos da expiação: Medina Carreira, Camilo Lourenço, José Gomes Ferreira. A sua narrativa,  básica e linear, consiste em martelar sempre o mesmo axioma: o Estado recebe setenta e gasta oitenta, logo gasta mais dez; assim tem de cortar na sua despesa. Dito de forma mais clara, é preciso reduzir funcionários, descer salários, diminuir pensões.

 

De dois anos desta política resultaram falências, crescimento negativo, desemprego, miséria e sempre mais dívida. A receita falhou mas continuam a dizer que é preciso mais. A receita está a matar o doente mas aumenta-se a dose. Cegos e surdos a outras perspectivas continuam a vender sem qualquer escrúpulo o seu embuste colossal. Austeridade em cima de austeridade só agravará a crise e atrasará a recuperação.

 

Para sair deste ciclo vicioso é necessário crescimento económico. O défice do Estado só se equilibrará com o aumento de receitas. Diminuir o rendimento dos cidadãos é um contra-senso numa economia de consumo. É a inversão da lógica do sistema capitalista. Se não houver consumo, não pode haver produção, nem emprego ,nem lucros, nem salários, nem receitas para o Estado, nem Estado. É o bê-á-bá da economia, uma verdade à La Palisse. Não há economia próspera com o empobrecimento dos cidadãos. Os papas da austeridade apenas vêem a árvore. Esquecem que esta faz parte de uma floresta, isto é concentram-se na parte e esquecem-se do todo. É uma visão de míopes  e/ou mal intencionados.

 

MG

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sobre a cegueira

por Naçao Valente, em 02.07.13

Não batam mais no ceguinho. Gaspar pagou a factura da sua cegueira ideológiga. Saiu do Governo ressabiado e contrariado. Mas saiu porque nunca viu ou nunca conseguiu ver que a política de austeridade como panaceia para controlar as dividas soberanas teve o efeito contrário. Estas estão cada vez mais descontroladas. Contudo Gaspar não é o único culpado. Com ele está uma vasta panóplia de ideólogos e/ou executores de uma política neoliberal. De entre eles destacam-se Schauble e António Borges a nível interno. Com a sua receita de austeridade sem limites, empobreceram populações, destruiram o mercado interno, provocaram falências e desemprego. Em suma, criaram uma dinâmica de crise que se alimenta a si própria. E como o pior cego é o que não quer ver, nem fizeram nada para mudar de rumo. Não fizeram nem vão fazer. E enquanto não pararem estes cegos que nos arrastam consigo para o fundo do barranco, parafraseando Redol, este calvário não terminará. Gaspar saiu, mas a loucura continua.

 

MG

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • Partebilhas

    Gostei deste seu texto.Muito bem observado. Na rea...

  • Naçao Valente

    Que não seja uma roletae que haja muita alegriaum ...

  • poetazarolho

    Vem aí um ano novoVelho já no conteúdoPara ilusão ...

  • Kruzes Kanhoto

    Presidente da Republica é um cargo decorativo. Ser...

  • simplesmente avô

    Talvez seja preferível "cem anos de solidão" a cem...